Conecte-se conosco

Brasil

China para de comprar soja dos EUA, e Brasil assume posição de destaque

Publicado

em

A China parou de comprar soja dos Estados Unidos, e produtores brasileiros assumem posição de destaque ao preencher este vácuo. Quem faz o alerta é a American Farm Bureau Federation, entidade agrícola centenária que representa 6 milhões de agricultores norte-americanos.

Em relatório, a instituição aponta que o volume embarcado de soja dos EUA ao mercado chinês recuou quase 78% na comparação entre janeiro e agosto deste ano com o mesmo período de 2024 — quando o gigante asiático foi responsável pela compra quase metade das exportações norte-americanas.

O período coincide com a escalada da guerra tarifária entre as duas maiores economias do globo, em um movimento de arrefecimento e recuo dos dois lados. Após uma série de discussões, Pequim estabeleceu as tarifas sobre a soja made in USA próximas de 20%.

“Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China e a China não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial”, cita o documento, assinado pela economista Faith Parum.

A entidade, porém, ressalta que a China não deixou de comprar soja, mas que substituiu os grãos produzidos em solo norte-americano pelo de outros países, com o Brasil tendo papel de destaque nessa rotação.

“Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos, voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores”, cita o relatório.

“As importações de soja da China não estão diminuindo; na verdade, atingiram níveis recordes, mas a maior parte dessa demanda agora está sendo atendida por concorrentes”.

E a soja é apenas um exemplo de uma lista de outros produtos agrícolas que perderam espaço nos mercados chineses, cita estudo da American Farm Bureau Federation.

Lançando mão de dados do governo federal, a entidade aponta que exportações agrícolas dos EUA para a China totalizarão US$ 17 bilhões em 2025, uma queda de 30% em relação a 2024 e mais de 50% em relação a 2022.

Já em 2026, as vendas devem chegar a US$ 9 bilhões, o menor nível desde a guerra comercial de 2018.

“Os efeitos em cascata das tensões comerciais estão se refletindo nos mercados agrícolas. A ampla oferta global e a demanda de exportação mais fraca estão pesando fortemente sobre os preços do milho, da soja e do trigo dos EUA, reduzindo as receitas agrícolas, apesar das fortes colheitas”, pontua o texto.

Pacote de US$ 14 bilhões

Em meio ao alerta dos produtores, o governo dos Estados Unidos projeta o lançamento de um pacote de US$ 15 bilhões para produtores rurais, segundo fontes consultadas pela CNN.

As falências de fazendas aumentaram no primeiro semestre do ano, atingindo o nível mais alto desde 2021, de acordo com dados dos tribunais dos EUA.

A indústria da soja dos EUA tornou-se o símbolo da difícil situação da economia agrícola no primeiro ano do segundo mandato de Trump. O presidente reconhece esses problemas, disseram autoridades da Casa Branca à CNN, e aumentou a pressão sobre sua administração para resolvê-los com urgência.

Nas últimas semanas, a Casa Branca realizou uma série de reuniões interagências com os Departamentos de Agricultura e Tesouro enquanto tentam finalizar um pacote de ajuda para os agricultores americanos, segundo as fontes. As discussões sobre a melhor maneira de auxiliar o setor agrícola estão em andamento, disseram os funcionários, mas eles se concentraram em duas opções.

Fonte: CNN

*Com informações de Alayna Treene e Bryan Mena.

 

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Governo do Acre sanciona lei que cria o Dia de Combate ao Feminicídio no calendário oficial do estado

Publicado

em

Data será lembrada anualmente em 13 de abril, em referência ao caso da servidora Sara Araújo de Lima; objetivo é ampliar conscientização e fortalecer ações de prevenção à violência contra a mulher

O poder público poderá firmar parcerias com instituições de ensino e organizações para ampliar o alcance das ações

Lei institui data de conscientização e mobilização contra a violência de gênero no Acre

O governo do Acre sancionou a lei que cria o Dia de Combate ao Feminicídio, agora incluído no calendário oficial de eventos do estado. A medida foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (2).

A nova data será lembrada todos os anos em 13 de abril, em referência ao caso da servidora Sara Araújo de Lima, e tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher. De acordo com a legislação, a iniciativa busca incentivar o debate público e fortalecer ações de prevenção, além de dar maior visibilidade ao enfrentamento da violência de gênero.

A lei também prevê a realização de campanhas educativas, mobilizações sociais e atividades voltadas à conscientização, com participação de órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Além disso, o poder público poderá firmar parcerias com instituições de ensino e organizações para ampliar o alcance das ações e fortalecer a rede de proteção às mulheres.

Importância da medida

A criação da data reforça a importância de políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento e garantia de direitos das vítimas, além de estimular o engajamento da sociedade no combate ao feminicídio.

A nova data será lembrada todos os anos em 13 de abril, em referência ao caso da servidora Sara Araújo de Lima. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo

Brasil

“Autismo e Humanidade: toda vida tem valor” : 2/4 – Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo 2026

Publicado

em

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do desenvolvimento do cérebro que afeta a comunicação, a interação social e os comportamentos

O Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, anualmente, foi designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007 para destacar a necessidade de aumentar a conscientização pública sobre o autismo.

Hoje, o movimento global expandiu-se para além da sensibilização, promovendo ativamente a aceitação, a valorização e a inclusão, reconhecendo as contribuições que as pessoas autistas fazem para as suas comunidades e para o mundo em geral.

Ao longo dos anos, progressos significativos foram alcançados, impulsionados em grande parte por aqueles que defendem os direitos das pessoas com autismo, que trabalharam incansavelmente para trazer as experiências vividas por elas para o centro dos debates mundiais.

Em 2026, a campanha será realizada sob o tema “Autismo e Humanidade: toda vida tem valor”, destacando a dignidade e o valor de todas as pessoas autistas como parte do futuro humano compartilhado.

Fundamentada nos princípios dos direitos humanos e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), esta visão considera crucial a inclusão da neurodiversidade para o desenvolvimento sustentável – quando as sociedades a abraçam, fortalecem a criatividade, a resiliência e a inovação, lançando as bases para comunidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.

Ao afirmar que as vidas de pessoas autistas são parte integrante do progresso coletivo e da conquista dos ODS, a celebração clama por um futuro onde a diferença seja respeitada, a dignidade seja protegida e todas as pessoas possam prosperar.

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do desenvolvimento do cérebro que afeta a comunicação, a interação social e os comportamentos, influenciando a forma como a pessoa percebe, processa e interage com o mundo ao seu redor.

Ao longo das décadas, o TEA passou por diferentes classificações: inicialmente relacionado à esquizofrenia infantil, foi reconhecido nas décadas de 1970 e 1980 como um transtorno distinto do neurodesenvolvimento, com múltiplos níveis de intensidade e apresentações clínicas.

Em 2026, a campanha será realizada sob o tema “Autismo e Humanidade: toda vida tem valor”, destacando a dignidade e o valor de todas as pessoas autistas como parte do futuro humano compartilhado.

Fundamentada nos princípios dos direitos humanos e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), esta visão considera crucial a inclusão da neurodiversidade para o desenvolvimento sustentável – quando as sociedades a abraçam, fortalecem a criatividade, a resiliência e a inovação, lançando as bases para comunidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.

Ao afirmar que as vidas de pessoas autistas são parte integrante do progresso coletivo e da conquista dos ODS, a celebração clama por um futuro onde a diferença seja respeitada, a dignidade seja protegida e todas as pessoas possam prosperar.

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do desenvolvimento do cérebro que afeta a comunicação, a interação social e os comportamentos, influenciando a forma como a pessoa percebe, processa e interage com o mundo ao seu redor.

Ao longo das décadas, o TEA passou por diferentes classificações: inicialmente relacionado à esquizofrenia infantil, foi reconhecido nas décadas de 1970 e 1980 como um transtorno distinto do neurodesenvolvimento, com múltiplos níveis de intensidade e apresentações clínicas.

É considerado um espectro porque se manifesta de formas diversas, com diferentes níveis de suporte necessários para cada pessoa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o autismo não é uma doença e não tem cura. Trata-se de uma condição que acompanha o indivíduo ao longo da vida.

Globalmente, 1 em cada 127 pessoas recebe o diagnóstico de autismo, condição que está entre os 10 principais problemas cerebrais responsáveis por perda de saúde em todo o mundo.

No Brasil, o Censo Demográfico 2022, do IBGE, identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), o que

corresponde a 1,2% da população brasileira. A prevalência foi maior entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,9%): 1,4 milhões de homens e 1,0 milhão de mulheres foram diagnosticados com autismo por algum profissional de saúde. Entre os grupos etários, o de maior prevalência foi o de 5 a 9 anos (2,6%).

O TEA é hoje compreendido como parte dos transtornos do neurodesenvolvimento, reconhecendo a diversidade de sintomas, comorbidades e trajetórias individuais. Essa abordagem permite que intervenções e apoio sejam personalizados, considerando as potencialidades e necessidades de cada pessoa, ao mesmo tempo em que valoriza o diagnóstico precoce e a inclusão social.

Os sinais desta condição costumam ser observados na primeira infância, embora possam se tornar mais evidentes ao longo do desenvolvimento, especialmente quando as demandas sociais aumentam.

Identificar o transtorno precocemente é essencial para promover intervenções eficazes. Existem indicadores de desenvolvimento esperados em cada faixa etária, e há sinais de alerta quando esses marcos não são atingidos:

– 0 a 6 meses: contato visual, sorrisos sociais, atenção para rostos.
– 6 a 12 meses: balbucio, resposta ao nome, imitação simples.
– 12 a 24 meses: primeiras palavras, apontar para mostrar interesse, brincar de faz-de-conta simples.
– 2 a 3 anos: combinação de palavras, interesse por outras crianças, brincadeiras simbólicas.

Sinais de alerta para o autismo:

– Ausência de contato visual ou expressões faciais.
– Não responder ao nome até os 12 meses.
– Atraso na fala ou regressão de habilidades já adquiridas.
– Pouco ou nenhum interesse por interações sociais.
– Comportamentos repetitivos (como balançar o corpo ou alinhar objetos).
– Resistência a mudanças na rotina.
– Hiper ou hipossensibilidade a sons, luzes, texturas.

Obs.: Esses sinais não garantem o diagnóstico de TEA, mas indicam a necessidade de avaliação multiprofissional.

Ciclos de vida no TEA

– Infância: Crianças com TEA podem apresentar dificuldades na identificação e na expressão de emoções, o que pode gerar comportamentos desafiadores como birras, agressividade ou isolamento. Esses comportamentos estão ligados à dificuldade de lidar com frustrações e situações sociais. A intervenção precoce com estratégias definidas pela equipe multiprofissional que acompanha a criança é essencial para promover a autorregulação emocional. Histórias sociais elaboradas enquanto curtas narrativas e jogos com expressões emocionais auxiliam a criança a compreender situações sociais, sentimentos e reconhecimento de expressão de emoções básicas.

Diante disso, quanto mais breve for iniciada a intervenção, por meio de apoio psicossocial, mais resultados positivos a criança terá, no sentido da construção de sua identidade e controle de seus sentimentos.

– Adolescência: Os adolescentes passam por uma fase de significativas mudanças nos contextos hormonais, sociais, físicos e cognitivos e, com isso, a dificuldade em identificar e expressar emoções, podendo surgir auto cobrança, pressões por independência, aceitação e autoestima, aumento de comportamentos relacionados a ansiedade e até isolamento social.

É importante focar na saúde mental, na construção da identidade e no apoio psicossocial durante a transição para a vida adulta, envolvendo o adolescente, a família e a escola no processo terapêutico, com acompanhamento psicológico contínuo, com ênfase na saúde emocional, orientação vocacional e formação da identidade.

– Vida adulta e envelhecimento: A busca por autonomia, inserção no trabalho e relações pessoais tornam-se situações prioritárias na fase adulta e ganham destaque. A pessoa com TEA nessa fase pode vir a enfrentar dificuldades com rotina flexível, sensibilidade a barulhos ou toques, ou dificuldade em lidar com emoções no trabalho ou nos relacionamentos, afetando suas relações e provocando sentimentos de solidão. Com o passar dos anos e o avançar da idade, os desafios emocionais podem persistir ou se intensificar.

No processo de envelhecimento, os desafios emocionais podem persistir ou se intensificar, exigindo apoio contínuo e ambientes previsíveis. Muitos desenvolvem comportamentos e rotinas rígidas, a depender de sua autonomia, do suporte recebido e se há outras comorbidades correlacionadas.

É recomendado o acompanhamento terapêutico contínuo, focado na autoconfiança, gestão da ansiedade e inclusão social e profissional.

tenção às crises

As crises são respostas involuntárias e intensas a sobrecargas sensoriais, emocionais ou de comunicação, resultantes de um limite extrapolado de estresse. Elas ocorrem quando o cérebro do indivíduo com TEA não consegue processar estímulos como luzes, sons, mudanças de rotina. Dividem-se em meltdown (explosão externa) e shutdown (desligamento interno).

A reação externa intensa caracteriza-se por gritos, choro, agressividade (consigo ou com outros), fuga ou agitação motora. É uma forma de liberar a sobrecarga acumulada.

A crise interna ocorre muitas vezes de forma silenciosa. A pessoa se isola, fica com o “olhar vazio”, deita-se no chão, congela ou para de falar, pois o sistema a “desliga” devido ao excesso de estímulos.

Ter a companhia de uma pessoa de confiança, ouvir música, utilizar recursos lúdicos e a imaginação, dentre outros, são alternativas eficazes em momentos de crise, cabendo um planejamento de estratégias junto aos familiares e cuidadores, respeitando a individualidade da pessoa com TEA.

Em casos de urgência envolvendo pessoas com TEA, o atendimento deve ocorrer em Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) ou para serviços hospitalares de urgência, excluindo hospitais psiquiátricos. O objetivo inicial é a estabilização do indivíduo, realização de diagnóstico preliminar e definição das necessidades de encaminhamento para serviços como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros Especializados em Reabilitação (CER), Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou hospitais.

Em casos de crise aguda, marcada por quadro de agitação psicomotora com necessidade de contenção, hiperatividade, inquietação, angústia, irritabilidade, fala em excesso ou atitude hostil, física e/ou verbal, ameaçadora ou em franca agressão, torna-se necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), por considerar a situação de risco à pessoa.

Recomendações

– Prevenção: Identificar sinais de alerta (agitação, ruídos, isolamento).
– Ambiente: Reduzir estímulos (apagar luzes, diminuir o som, dar espaço).
– Segurança: Garantir que a pessoa não se machuque durante a explosão.
– Acolhimento: Oferecer um local calmo para a recuperação e não forçar o diálogo durante a crise.

Rede de Apoio e Intersetorialidade no Sistema Único de Saúde (SUS)

A Rede de Apoio e a Intersetorialidade são formas de organizar o cuidado em saúde, garantindo que as pessoas recebam atendimento completo e coordenado dentro do SUS. A Rede de Apoio é formada por diferentes serviços e ações que se conectam para acompanhar os usuários ao longo do tempo. Já a Intersetorialidade reconhece que a saúde não depende só do atendimento médico, mas também de fatores como moradia, alimentação, renda, educação e acesso a serviços básicos.

Para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, isso significa que o cuidado precisa envolver não apenas a saúde, mas também áreas como educação, esporte, lazer, assistência social e cultura. O atendimento deve garantir encaminhamentos rápidos, profissionais preparados para identificar sinais precoces do TEA, uso de terapias e tecnologias adequadas, além de acesso a atividades que promovam inclusão e qualidade de vida.

A Lei nº 12.764/2012 assegura às pessoas com TEA direitos como acesso à educação, trabalho, moradia, assistência social e previdência. Por isso, a saúde tem o papel de articular ações com os outros setores para facilitar esse acesso. Um exemplo é o Programa Saúde na Escola (PSE), que une saúde e educação, e pode incluir atividades sobre autismo junto à comunidade escolar, fortalecendo a cidadania e a inclusão.

Importante: O cuidado não se limita à pessoa com TEA: é essencial olhar para a saúde e o bem-estar dos cuidadores. Muitas vezes, mães e responsáveis ficam sobrecarregados quando não têm rede de apoio, o que pode gerar sofrimento para eles e para a criança. Por isso, é necessário cuidar tanto da criança quanto de quem cuida dela, fortalecendo os vínculos familiares e comunitários.

Onde buscar atendimento para pessoas com TEA no SUS:

– Unidades Básicas de Saúde (UBS);
– Centros de Atenção Psicossocial (CAPS/CAPSi);
– Centros de Especialidades / Policlínicas locais;
– Centros Especializados em Reabilitação (CER);
– Hospitais de referência.

Obs.: A disponibilidade dos serviços pode variar conforme o município; os serviços de saúde do SUS devem ser procurados na cidade ou região.
Celebração do Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Em um momento em que a desinformação e a retórica retrógrada sobre a vida das pessoas autistas estão ressurgindo, o Instituto de Neurodiversidade (ION), apoiado pela ONU, promove um evento virtual alusivo à data, como um chamado à ação para que se superem as narrativas limitantes e reconheçam-se a dignidade inerente, a igualdade de direitos e o valor incondicional de cada pessoa autista.

Evento virtual “Autismo e Humanidade: toda vida tem valor”
Data: 2 de abril de 2026

Transmissão ao vivo pelo canal da ONU no YouTube e na plataforma WebTV

No Brasil, a campanha será comemorada com o tema: “Autonomia se constrói com apoio”, enfatizando que a autonomia autista exige suporte coletivo, inclusão e acessibilidade. Com o objetivo de promover a conscientização e a valorização das pessoas no espectro, foi escolhida a hashtag oficial #RESPECTRO, para ser utilizada nas redes sociais.

Fontes:

Autismo e Realidade (são Paulo – SP)
Canal Autismo
Ministério da Saúde
Organização das Nações Unidas (ONU)
Organização Mundial da Saúde (OMS)

Comentários

Continue lendo

Brasil

UFAC abre concurso público para Técnicos Administrativos com 8 vagas e salários de até R$ 5,2 mil

Publicado

em

Inscrições para cargos técnico-administrativos em educação vão de 6 de abril a 7 de maio; provas objetivas serão aplicadas no dia 31 de maio, nos campi de Rio Branco e Cruzeiro do Sul

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet. Foto: captada 

A Universidade Federal do Acre (UFAC) publicou o edital nº 1/2026 para concurso público destinado ao preenchimento de oito vagas imediatas para cargos da carreira de Técnico-Administrativo em Educação (TAE), além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades são para os níveis médio, técnico e superior, com lotação nos campi de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

Cargos, vagas e remuneração

Os salários variam conforme o nível de classificação. Para cargos de nível D (médio/técnico), o vencimento básico é de R$ 3.181,39. Já para cargos de nível E (superior), o salário inicial é de R$ 5.215,39. Todos os aprovados recebem ainda auxílio-alimentação no valor de R$ 1.175,00, além de incentivos à qualificação, que podem acrescer de 25% a 75% à remuneração conforme a titulação.

O cadastro de reserva em cargos da carreira em educação com reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência, 25% para as pessoas pretas ou pardas, 3% para pessoas indígenas e 2% para pessoas autodeclaradas quilombolas. As inscrições começam dia 6 de abril. Encerra dia 07/05, data da prova dia 31/05, gabarito para o dia 01/07, com 8 vagas.

Edital UFAC: Vagas

Os interessados poderão concorrer aos seguintes cargos ofertados:

Cargo Requisitos Vencimento Básico Vagas Totais
Assistente em Administração Ensino Médio Profissionalizante ou Médio Completo com experiência mínima de 12 meses R$ 3.181,39 2
Técnico em Agropecuária Ensino Médio Profissionalizante na área ou Médio Completo com Curso Técnico e registro no conselho R$ 3.181,39 1
Técnico em Laboratório (Biologia) Ensino Médio Profissionalizante na área ou Médio Completo com Curso Técnico e registro no conselho R$ 3.181,39 1
Bibliotecário-Documentalista Curso Superior em Biblioteconomia ou Ciências da Informação e registro no conselho R$ 5.215,39 1
Museólogo Curso Superior em Museologia e registro no conselho de classe R$ 5.215,39 1
Músico Curso Superior em Música e registro no conselho de classe R$ 5.215,39 1
Nutricionista Curso Superior em Nutrição e registro no conselho de classe R$ 5.215,39 1

As oportunidades de ingresso são para candidatos de nível médio, técnico e superior, que terão salários de R$ 3.181,39 a R$ 5.215,39, mais benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.175,00 e outros, de acordo com a legislação em vigor.

Edital UFAC: Inscrição

As inscrições no concurso estão a cargo do Instituto ACCESS – www.access.org.br das 14h do dia 06 de abril até as 23h59min do dia 07 de maio de 2026, observado o horário local. A taxa de inscrição custa R$ 60,00 para cargos de níveis médio e técnico e R$ 100,00 para os cargos de nível superior.

Haverá isenção da taxa de inscrição no concurso público, os candidatos que se enquadrarem em uma das situações abaixo:

  • que pertençam a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Governo Federal;
  • que sejam doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

A isenção deverá ser solicitada no período de 06 a 07 de abril de 2026.

Provas

O concurso constará de prova objetiva com 60 questões, sendo:

Disciplina Nº de Questões Peso por Questão Pontuação Máxima
Língua Portuguesa 10 2 20
Informática Básica 5 1 5
Geografia e História do Acre 5 1 5
Legislação e Fundamentos da Administração Pública 10 1 10
Conhecimentos Específicos 30 2 60
TOTAL 60 100

As provas objetivas serão realizadas no dia 31 de maio de 2026, nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, das 08h às 12h para os cargos de Assistente em Administração, Técnico em Agropecuária, Técnico em Laboratório/Área: Biologia e das 14h as 18h para Bibliotecário documentalista, Museólogo, Músico e Nutricionista nos locais divulgados a partir do dia 25 de maio.

Os gabaritos preliminares das provas serão divulgados no dia seguinte ao da aplicação das mesmas.

Para ser aprovado, o candidato deverá obter 50% da pontuação máxima da sua prova objetiva e ter acertado, no mínimo, uma questão de cada prova.

O prazo de validade deste concurso público é de dois anos, contados a partir da data de homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período, a critério da Universidade Federal do Acre – UFAC.

Regime jurídico e validade

O regime de contratação é o estatutário, regido pela Lei Federal nº 8.112/1990. Os aprovados estarão sujeitos a estágio probatório de três anos e a permanência mínima na localidade de lotação por 36 meses, salvo exceções legais. O prazo de validade do concurso será de dois anos, a contar da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período.

O concurso é organizado pelo Instituto Access, que pode ser contatado pelo telefone 0800 000 5799, WhatsApp (61) 99155-9112 ou e-mail [email protected]. Mais informações estão disponíveis no edital completo, publicado no Diário Oficial da União.

Comentários

Continue lendo