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Chacina do Taquari: Justiça nega recurso e mantém mandante no banco dos réus; comparsa está na lista dos mais procurados do país
Crime ocorrido em novembro de 2023 deixou seis mortos em Rio Branco; acusados responderão por homicídios qualificados e organização criminosa

Na decisão, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que os réus sejam julgados. Foto: captada
A Justiça do Acre pronunciou quatro dos seis envolvidos na chacina que matou cinco pessoas no bairro Taquari, em Rio Branco, em novembro de 2023, para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão, do juiz Fábio Alexandre Costa de Farias, entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que os réus sejam julgados popularmente.
As vítimas da chacina foram Valdei das Graças Batista dos Santos, Adegilson Ferreira da Silva, Luan dos Santos de Oliveira, Sebastião Ytalo Nascimento de Carvalho e Tailan Dias da Silva. José Weverton Nascimento da Rosa, um dos acusados, também ficou ferido na época do crime.
Os quatro réus pronunciados são:
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Davidesson da Silva Oliveira, vulgo “Escopetinha”
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Denilson Araújo da Silva, vulgo “Jabá”
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Tony da Costa Matos, vulgo “Tony Barroca”
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José Weverton Nascimento da Rosa, vulgo “Raridade”
Penas e qualificações
Segundo a decisão, Davidesson da Silva Oliveira foi pronunciado por dois homicídios qualificados (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas), além de participação em organização criminosa.
Já Denilson Araújo da Silva, Tony da Costa Matos e José Weverton Nascimento da Rosa foram pronunciados por seis homicídios qualificados cada um, também com agravante de participação em organização criminosa.
Defesa recorre
O advogado Thalles Damasceno, que defende José Weverton Nascimento e Davidesson da Silva Oliveira, confirmou que entrou com recurso contra a pronúncia de seus clientes. Ele também informou que vai pedir a soltura de José Weverton.
“O José Weverton foi atingido por uma bala que ainda não se sabe a origem. Levou um tiro próximo de onde ocorreu o fato [crime], é uma das pessoas que estava fazendo a contenção. Ele ia para a casa da ex-namorada, passou perto da casa onde estava tendo o tiroteio e foi baleado. Estou entrando com um habeas corpus para revogar essa prisão dele”, explicou o advogado.
Denilson Araújo da Silva e Tony da Costa Matos são defendidos pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que não costuma se manifestar sobre processos em andamento.

Ronivaldo da Silva Gomes, vulgo “Roni”, tive o processo desmembrado. Ronivaldo está foragido e chegou a ser incluído na lista vermelha dos criminosos mais procurados do Brasil. Foto: captada
Casos desmembrados e foragido
Wellington Costa Batista, vulgo “Nego Bala”, apontado como mandante da chacina, e Ronivaldo da Silva Gomes, vulgo “Roni”, tiveram os processos desmembrados. Ronivaldo está foragido e chegou a ser incluído na lista vermelha dos criminosos mais procurados do Brasil, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
De acordo com a lista nacional de foragidos, Ronivaldo é apontado como envolvido na Chacina do Taquari e acumula condenações por roubo que somam mais de 30 anos de prisão.

Wellington Costa Batista de 42 anos, conhecido como “Nego Bala”, apontado como mandante da chacina. Foto: captada
Recurso negado
A Câmara Criminal de Rio Branco negou, por unanimidade, o recurso da defesa de Wellington Costa Batista, vulgo “Nego Bala”, apontado como mandante da Chacina do Taquari, ocorrida em novembro de 2023. A decisão, proferida em dezembro do ano passado, mantém a pronúncia do acusado para que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri pelos seis homicídios qualificados e por participação em organização criminosa.
A defesa de Wellington havia recorrido da decisão que o pronunciou, alegando insuficiência de provas para confirmar sua autoria no crime. Segundo os advogados, a principal evidência contra o acusado seria o depoimento de um adolescente, realizado em “condições duvidosas” e posteriormente negado em juízo.

A Chacina do Taquari ocorreu em 3 de novembro de 2023, em uma residência na Rua Morada do Sol, no bairro Taquari, em Rio Branco. Cinco pessoas foram mortas. Foto: captada
No entanto, os desembargadores entenderam que há indícios suficientes para manter a pronúncia. A decisão detalha que Wellington teria ordenado as execuções enquanto estava preso no Ceará, utilizando aplicativos de mensagens e ligações para coordenar a ação com os comparsas em Rio Branco. O processo ressalta ainda que o acusado exerce posição hierárquica de destaque dentro da facção criminosa Comando Vermelho.
Comparsa na lista dos mais procurados
Outro envolvido na chacina, Ronivaldo da Silva Gomes, de 33 anos, conhecido como “Roni”, segue foragido e integra a lista vermelha do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A relação contém os nomes dos 216 criminosos mais procurados do país.
A prisão preventiva de Ronivaldo foi decretada em novembro de 2025. O último mandado em aberto contra ele consta de 8 de maio de 2024, e ele acumula condenações por roubo que ultrapassam os 30 anos de prisão. Seu processo foi desmembrado dos demais acusados da chacina.
O crime
A Chacina do Taquari ocorreu em 3 de novembro de 2023, em uma residência na Rua Morada do Sol, no bairro Taquari, em Rio Branco. Cinco pessoas foram mortas: Valdei das Graças Batista dos Santos, Adegilson Ferreira da Silva, Luan dos Santos de Oliveira, Sebastião Ytalo Nascimento de Carvalho e Tailan Dias da Silva.
À época, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que os assassinatos foram motivados pela disputa territorial entre facções criminosas na capital. Um dos acusados, José Weverton Nascimento da Rosa, também ficou ferido durante o ataque.
Com a decisão da Câmara Criminal, Wellington Costa Batista segue pronunciado e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri, assim como os outros quatro réus já pronunciados. Ronivaldo da Silva Gomes permanece foragido e é considerado um dos criminosos mais perigosos do país.

À época, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que os assassinatos foram motivados pela disputa territorial entre facções criminosas na capital. Foto: captada
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“Esse é o nosso compromisso”, diz Tadeu Hassem ao votar a favor de reajuste a servidores públicos
O deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) votou favoravelmente à aprovação dos projetos que garantem novos benefícios aos servidores públicos do Acre, aprovados por unanimidade na Assembleia Legislativa (Aleac) nesta quarta-feira (1º). As medidas representam um avanço importante na valorização de quem atua e já atuou no serviço público estadual.
Entre os principais pontos aprovados, estão a criação de um auxílio alimentação no valor de R$ 800 para servidores civis e militares e um auxílio saúde de R$ 500 destinado aos servidores aposentados.
Para Tadeu Hassem, a aprovação reforça o compromisso do seu mandato e do Parlamento com a melhoria das condições dos trabalhadores do Estado.
“Aprovamos projetos importantes que trazem benefícios diretos aos nossos servidores. É uma conquista que reconhece o trabalho de quem contribui diariamente com o funcionamento do Estado e também de quem já dedicou sua vida ao serviço público”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda que a votação representa um gesto de responsabilidade e sensibilidade social, ao atender demandas históricas das categorias.
“Seguimos firmes, valorizando o servidor público e garantindo avanços que impactam diretamente na qualidade de vida dessas pessoas”, completou.
A aprovação ocorreu após debates e articulações no Parlamento, consolidando uma pauta considerada prioritária para diversas categorias do funcionalismo estadual. Com o voto favorável de Tadeu Hassem, o deputado reafirma sua atuação em defesa dos servidores e seu compromisso com políticas que promovam reconhecimento, dignidade e melhores condições de trabalho no Acre.
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Gefron apreende mais de R$ 14 milhões em operações de fronteira no primeiro trimestre de 2026
Balanço registra 36 ocorrências, 11 relacionadas ao tráfico de drogas, 1.440 kg de entorpecentes retirados de circulação e 14 mandados de prisão cumpridos

Nos três primeiros meses do ano, 14 mandados de prisão foram cumpridos e 51 conduções foram realizadas
Gefron reforça combate ao crime na fronteira e apreende R$ 14 milhões em três meses
Um balanço operacional do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), referente ao período de janeiro a março de 2026, mostra que foram registradas 36 ocorrências, sendo 11 relacionadas ao tráfico de drogas e 4 de descaminhos, caracterizado pela importação ou exportação de mercadorias sem o pagamento devido dos tributos.
Nos três primeiros meses do ano, 14 mandados de prisão foram cumpridos e 51 conduções foram realizadas, o que reforça a atuação contínua aos principais crimes que impactam as regiões de fronteira e a responsabilização dos envolvidos nas práticas criminosas.

Foram registradas 36 ocorrências, sendo 11 relacionadas ao tráfico de drogas e 4 de descaminhos. Foto: captada
Descapitalização de organizações criminosas
A atuação do Gefron é essencial para a descapitalização de organizações criminosas. Segundo o relatório, cerca de R$ 14.151.955,00 foram apreendidos e impactaram de forma direta os grupos atuantes.
As equipes também coordenam apreensões, com resultados expressivos na coleta de entorpecentes e armas.
Números da operação
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Maços de cigarros apreendidos: 5.700
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Veículos apreendidos/recuperados: 11
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Entorpecentes retirados de circulação: 1.440 kg
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Armas de fogo apreendidas: 7
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Dinheiro apreendido: R$ 2.496,00

Um balanço operacional do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), período de janeiro a março de 2026
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Polícia Civil prende suspeito e avança em investigação de homicídio em Manoel Urbano
Corpo de José, conhecido como “Zé do Leite”, foi encontrado às margens da BR-364, no km 11, na terça-feira (31); suspeito foi preso nesta quarta (1º) e segue à disposição da Justiça

Perícias e diligências continuam, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço do caso.
Operação da Polícia Civil prende suspeito de matar “Zé do Leite” em Manoel Urbano
A Polícia Civil realizou, na manhã desta quarta-feira (1º), uma operação para avançar nas investigações do homicídio de José, conhecido como “Zé do Leite”, de 46 anos, em Manoel Urbano, no interior do Acre. O corpo da vítima foi encontrado às margens da BR-364, no km 11, no trecho que liga o município a Feijó.
De acordo com informações, a Polícia Militar foi acionada por volta das 17h14 após receber denúncia de um possível homicídio no local. Como não havia confirmação sobre o estado da vítima, uma equipe do Samu foi chamada. Ao chegar na área, os socorristas constataram que o homem já estava sem vida.

Operação para avançar nas investigações do homicídio de José, conhecido como “Zé do Leite”. Foto: captada
Prisão e investigações
Durante a operação realizada nesta manhã, um suspeito foi preso e encaminhado para a delegacia de Manoel Urbano, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação do crime e identificar outros possíveis envolvidos. Perícias e diligências continuam sendo realizadas, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço do caso.

A vítima, identificada como José Ribamar Martins de Souza, de 46 anos, era conhecida na região pelo apelido de “Zezinho do Leite”. Foto: captada

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