Flash
Cerca de 80% das escolas públicas do AC não iniciaram aulas após trabalhadores anunciarem paralisação
Início do ano letivo 2021 estava previsto para esta segunda-feira (10) em todo estado com aulas remotas para cerca de 148 mil alunos da rede pública. No entanto, maioria das escolas aderiu ao movimento e paralisaram.

Trabalhadores da Educação fizeram carreata nesta segunda-feira (10) em protesto por reposição salarial — Foto: Arquivo/Sinteac
Por Iryá Rodrigues
Cerca de 80% das escolas da rede pública de ensino do Acre não iniciaram o ano letivo 2021 nesta segunda-feira (10), como estava previsto pela Secretaria Estadual de Educação. É que os trabalhadores anunciaram uma paralisação por conta da reposição nos salários.
Após uma assembleia geral realizada na última sexta-feira (7), a categoria decidiu decretar o estado de greve, que deve ser, de fato, iniciada, após 72 horas da notificação. Nesta segunda, os trabalhadores fazem uma carreata, com saída do estacionamento da Arena da Floresta, em protesto.
A categoria reivindica a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e o reajuste no piso salarial.
A previsão era de que as aulas começariam nesta segunda em todas as escolas da rede pública para cerca de 148 mil alunos. Com o estado em fase de emergência por conta da pandemia da Covid-19, as aulas devem continuar de forma remota.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação para saber quantas escolas exatamente iniciaram o ano letivo nesta segunda e qual o posicionamento da pasta em relação à paralisação dos trabalhadores, e foi informado que a secretaria deve se pronunciar ainda nesta segunda.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, disse que das cerca de 300 escolas da zona urbana e rural, ao menos 200 aderiram ao movimento e não iniciaram as aulas.

Categoria se recusa a iniciar ano letivo 2021 e ameaça greve geral — Foto: Ana Paula Xavier/Rede Amazônica Acre
“Estamos em advertência da greve, que começa na quinta-feira [13]. Nós vamos entrar de greve não só pela questão salarial, mas pelas condições de trabalho, os trabalhadores estão pagando para trabalhar. Professores tiveram que comprar celular, chip, computador, pagar Internet, estão endividados para poder trabalhar e quem tem que oferecer é o Estado. O governo não está pagando nossos direitos garantidos no PCCR, que são as gratificações, complementações salariais e dobras. Também estamos lutando pela reposição inflacionária de 2017 até 2021 e mais a estruturação da tabela para 2022”, informou Rosana.
A sindicalista disse ainda que as negociações estão sendo feitas com o governo desde 2019. “Já ofereceram auxilio alimentação e não pagaram, ofereceram 12,99% e não pagaram e por último entregaram uma contraproposta oferecendo antecipação da VDP e não pagaram.”
Em ao menos 15 cidades acreanas 100% das escolas não iniciaram o ano letivo nesta segunda. É o caso de Plácido de Castro, Acrelândia, Porto Walter, Porto Acre, Bujari, Capixaba, Xapuri, Plácido de Castro, Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó e as escolas de Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus e Jordão.

Aulas são transmitidas pela TV e rádios para alunos da rede pública do Acre — Foto: Secom
Ano letivo 2021
Cerca de 148 mil alunos da rede pública de ensino do Acre iniciariam o ano letivo 2021 nesta segunda (10) com aulas de forma remota. A previsão inicial era de que as aulas começariam no dia 3 de maio, mas os professores passaram por treinamentos e planejamento das aulas e, por isso, o prazo foi adiado.
A maioria das escolas já encerrou as aulas do ano letivo de 2020, mas há ainda algumas instituições da zona rural e indígenas que não conseguiram concluir. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, essas escolas devem trabalhar os dois anos letivos de forma paralela.
As aulas presenciais foram suspensas no dia 17 de março, na semana em que o Acre confirmou os três primeiros casos de Covid-19. Desde então, os alunos têm acesso ao conteúdo escolar pela internet por videoaula, pelo rádio com audioaulas, pela televisão e também com o material impresso disponibilizado nas escolas.
Em 2020, em meio à pandemia, os alunos da rede pública estadual concluíram os bimestres, também por meio do ensino remoto. Em fevereiro, a SEE chegou a divulgar um calendário do retorno das aulas com sistema híbrido – aulas presenciais e remotas. A ideia era começar as aulas presenciais já em março deste ano.
Contudo, os casos de Covid-19 aumentaram e Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 colocou todo o estado na bandeira de emergência, e suspendeu as atividades não essenciais.
A previsão é que a conclusão do ano letivo de 2021 ocorra em dezembro, ainda com sistema de 800 horas/aula no lugar de 200 dias letivos, o que foi flexibilizado por conta da pandemia.
A Educação continua com o programa Escola em Casa, que trabalha com o material impresso, audioaulas transmitidas pela TV e também pela Rádio Difusora e Aldeia Acreana, e videoaulas transmitidas pela Amazon Sat, além de disponibilização do acervo escola na Plataforma Educ Acre.
Comentários
Flash
Boletim Informativo: Prefeitura de Rio Branco monitora nível das águas do Rio Acre e reforça estado de atenção
Flash
Adailton classifica terceirização do Hospital do Alto Acre como atestado de incompetência e um retrocesso sem precedentes
O deputado estadual Adailton Cruz voltou a chamar a atenção para a situação da saúde pública no Acre e fez duras críticas ao chamamento público lançado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para a gestão do Hospital Regional do Alto Acre por uma empresa privada. Segundo o parlamentar, a iniciativa representa um grave retrocesso, ameaça os trabalhadores de carreira e coloca em risco a qualidade do atendimento à população.
De acordo com Adailton Cruz, o Edital do Chamamento Público nº 005/2025 – CPC/SELIC – SESACRE prevê a transferência da gestão do hospital para uma empresa privada, incluindo toda a estrutura física da unidade, os servidores públicos efetivos e um aporte estimado em cerca de R$ 80 milhões. Para o deputado, a medida surge em um contexto já delicado, marcado por problemas estruturais na saúde estadual e por denúncias de repercussão nacional envolvendo possíveis irregularidades e desvios de recursos.
“O que está sendo proposto vai além de um erro administrativo. É um ataque direto à saúde pública, aos trabalhadores de carreira e à população que depende do SUS”, afirmou o parlamentar. Ele ressaltou que experiências anteriores de terceirização na saúde não trouxeram resultados positivos, resultando, segundo ele, em precarização do trabalho, má gestão de recursos públicos e prejuízos à assistência prestada à população.
Diante do cenário, Adailton Cruz anunciou uma série de medidas institucionais. O deputado informou que irá acionar o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual, além de convocar o secretário de Saúde e sua equipe para prestarem esclarecimentos na Assembleia Legislativa do Acre. Também será solicitado, de forma formal, a suspensão do chamamento público.
O deputado também manifestou preocupação com o futuro dos servidores do Hospital Regional do Alto Acre e com a qualidade do atendimento à população. Para ele, a proposta pode aprofundar desigualdades, fragilizar vínculos de trabalho e comprometer o acesso da população a serviços de saúde essenciais.
Por fim, Adailton Cruz afirmou que seguirá mobilizado e que pretende levar o debate às regiões afetadas. “Vamos à luta para impedir esse retrocesso. Em breve estaremos no Alto Acre, dialogando com os trabalhadores e com a população, porque defender a saúde pública é uma prioridade do nosso mandato”, concluiu.
Comentários
Flash
Deracre mantém frentes de trabalho ativas nas rodovias estaduais
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), executa nesta quinta-feira, 15, serviços de tapa-buraco, correção de erosões e terraplanagem em rodovias estaduais, sanando danos decorrentes do período chuvoso. Com frentes de trabalho em Xapuri, Porto Acre, Plácido de Castro e Rio Branco, as ações têm foco na preservação da trafegabilidade das vias.
Sob condições climáticas adversas, as equipes seguem em atividade diária nas rodovias estaduais. “Mesmo com chuva, as equipes seguem em campo, executando serviços de manutenção, para corrigir pontos críticos e manter as rodovias em condições de tráfego”, diz a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

Em Xapuri, o Deracre executa a operação tapa-buraco em vias urbanas, em parceria com a prefeitura. Já em Porto Acre, as equipes realizam a manutenção de um ponto de erosão na lateral da rodovia AC-010, no km 21, com intervenção voltada à proteção da pista e à preservação da estrutura da via.

Outras frentes atuam em rodovias estaduais. Na AC-040, no km 62, em Plácido de Castro, os serviços concentram-se na recomposição do pavimento. Já na AC-090, os trabalhos se dão em dois trechos, nos km 84 e 35, no município de Rio Branco. Atualmente, o Deracre mantém quatro equipes de asfalto e uma equipe de terraplanagem, mobilizadas para atender às demandas do período chuvoso.
The post Deracre mantém frentes de trabalho ativas nas rodovias estaduais appeared first on Noticias do Acre.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE


















Você precisa fazer login para comentar.