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Caso Jonhliane: Motorista que atropelou e matou mulher no Acre faz novo pedido de habeas corpus

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No dia da audiência, a defesa de Ícaro disse há perícias pendentes que devem ser avaliadas pela Justiça. Segundo o advogado Geovane Veras, a previsão inicial era de que os réus seriam ou não pronunciados a júri popular antes do Natal

Defesa de Ícaro José da Silva Pinto entrou com novo pedido de habeas corpus — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Por Iryá Rodrigues

Mais uma vez a defesa de Ícaro José da Silva Pinto, o motorista da BMW que atropelou e matou Jonhliane de Souza, de 30 anos, no dia 6 de agosto do ano passado, tenta a soltura do acusado. Desta vez, um novo pedido de habeas corpus foi feito à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre.

A Câmara Criminal confirmou que teve novo pedido e está com vista à Procuradoria Geral de Justiça e deve entrar em pauta na semana que vem.

Já foram vários os pedidos feitos tanto pela defesa de Ícaro Pinto como de Alan Lima, o outro motorista envolvido no acidente, para que os dois fossem soltos.

A última decisão foi do dia 16 de dezembro, após a audiência de instrução, em que os dois tiveram os pedidos de revogação da prisão preventiva negados pelo juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.

Durante a audiência de instrução do último dia 16 de dezembro, os dois réus foram ouvidos, assim como as testemunhas do caso. Na audiência seria decidido se os acusados iriam a júri popular. No entanto, o juiz pediu que o Instituto de Criminalística esclarecesse algumas questões sobre o caso e adiou a decisão.

Segundo o TJ-AC, o juiz deve marcar uma nova audiência quando as questões abordadas forem esclarecidas.

No dia da audiência, a defesa de Ícaro disse há perícias pendentes que devem ser avaliadas pela Justiça. Segundo o advogado Geovane Veras, a previsão inicial era de que os réus seriam ou não pronunciados a júri popular antes do Natal. Mas, conforme o TJ-AC, o processo está aguardando apresentação de alegações finais.

“Juiz depende de algumas perícias e nos próximos dias deve avaliar nossas petições também. Foram ouvidas testemunhas, que afirmam categoricamente que não houve o tal do racha que falam. Para fazer um racha precisa ter uma conversa entre os competidores, o que não existiu. Isso tem muito a ver com a mídia social, que levanta tese de que foi isso. Estamos apresentando provas de que não foi isso que aconteceu”, disse o advogado na época.

Outros pedidos

No último dia 23 de novembro, a Câmara Criminal tinha voltado a negar um habeas corpus para Ícaro Pinto. A decisão foi publicada no Diário da Justiça do Acre.

No dia 11 do mês passado, a 2ª Vara do Tribunal do Júri também decidiu manter Pinto e Alan Araújo de Lima presos preventivamente. No processo, a defesa de Alan anexou a defesa prévia com a lista de testemunhas, com pedido de soltura, de absolvição e também a devolução do carro usado por Alan e objetos apreendidos durante a investigação.

Em 17 de agosto, os dois motoristas tiveram os habeas corpus negados pela Justiça. No dia 10 de setembro, a Câmara Criminal voltou a analisar e negar um outro pedido do habeas corpus de Ícaro Pinto. E no dia 17 de setembro, foi a vez de Alan Lima ter um habeas corpus negado novamente.

Sobre as várias tentativas de reverter a prisão, o advogado de Ícaro, Luiz Carlos da Silva justificou: “Estamos tentando de tudo, porque acho injusto a prisão.”

Com moto caída em frente à Cidade da Justiça, representando o acidente, família de Jonhliane pede Justiça — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica

Protesto

No dia da audiência dos dois acusados, em dezembro do ano passado, familiares de Jonhliane fizeram um protesto em frente à Cidade da Justiça. Com cartazes e até uma motocicleta caída em frente ao prédio representando o acidente. Os familiares de Jonhliane pedem que a Justiça seja feita e que o réu vá a júri popular.

“Faz mais de cinco meses desde o falecimento da minha irmã. A família vive um momento muito triste ainda, uma perda dessa é irreparável. Mas, hoje é um dia especial, porque estamos esperançosos de que a Justiça se faça valer, que o juiz tome a decisão pelo júri popular, porque não foi um crime banal, foi um crime onde duas pessoas disputavam um racha em uma avenida aonde era permitido, no máximo, 50km/h e eles estavam a 150km/h. Então, houve a intenção de mantar”, disse o irmão Jhonatas Paiva.

Família fez protesto durante audiência — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica

Entre lágrimas, a irmã de Jonhliane, Olívia Paiva, falou sobre como tem sido passar os dias sem ter mais a presença da caçula da família.

“É difícil ver minha mãe sofrendo. Eu acabo sofrendo duas vezes, por ela e por mim. Procuro dar força para ela. Hoje mesmo eu estava conversando com ela, dizendo que nós temos que ser fortes, temos uma luta pela frente. Esse ano está sendo totalmente diferente, devastador para a gente, nossa família está muito abalada, muito triste, nossos dias não estão sendo fáceis. Minha mãe não consegue dormir. Eu digo que é uma dor insuportável, uma dor que jamais passará.”

Denúncia do MP

O Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia à Justiça contra Ícaro e Alan, no dia 16 de setembro.

A denúncia contra os dois motoristas é por homicídio, racha e pelo menos mais dois crimes acessórios, como fuga do local e omissão de socorro, de acordo com o promotor que acompanha o caso, Efrain Mendoza.

Mendoza disse que, com base no inquérito e os laudos periciais, o racha foi uma das principais condutas apontadas ao final das investigações da polícia.

Ícaro e a namorada caminham em rua de Rio Branco após acidente que matou Jonhliane de Souza — Foto: Reprodução

Indiciados

Os dois condutores foram indiciados pela Polícia Civil, que concluiu as investigações no dia 11 de setembro do ano passado. Segundo a perícia, Ícaro, que conduzia a BMW que matou a vítima, estava a uma velocidade estimada de 151 km/h. O motorista do outro carro, Alan, estava a 86 KM/h. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado.

O delegado Alex Danny, que comandou as investigações, disse que, além do homicídio qualificado, eles também foram indiciados pelo crime de racha. A velocidade que o carro de Ícaro atingiu era três vezes maior que a permitida na Avenida Antônio da Rocha Viana, que é de 50 km/h.

Danny acrescentou que tanto a namorada de Ícaro, Hatsue Said Tanaka, que estava com ele no carro, quanto Eduardo Andrade, que estava no carro com Alan, serviram como testemunhas do caso e não foram indiciados.

Jonhliane Souza foi atropela e morta quando seguia para o trabalho na manhã do dia 6 de agosto — Foto: Arquivo da família

Morte de Jonhliane

Johnliane foi atingida quando ia ao trabalho pela BMW pilotada por Ícaro. Um vídeo de câmeras de segurança mostra os dois carros em alta velocidade na avenida.

Alan foi preso preventivamente no dia 14 de agosto, na casa de um irmão. Já Ícaro foi preso no dia 15, no posto da Tucandeira. Já Ícaro Pinto foi preso no dia 15 de agosto, no posto da Tucandeira, divisa do Acre com o estado de Rondônia. Ele voltava de Fortaleza, para onde tinha ido após sofrer ameaças, segundo informou a defesa dele na época. Ele está preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope).

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Pela 4ª vez, fios de prédio da Defensoria são furtados e atendimento presencial é suspendo em Cruzeiro do Sul

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Atendimentos presenciais estão suspensos a partir desta quarta-feira (7). População pode ser ter acesso aos serviços de forma on-line.

Pela quarta vez, a Unidade da Defensoria do Acre de Cruzeiro do Sul (DPE-AC), interior do Acre, foi alvo de criminosos e teve os fios do ar-condicionado furtados. O furto ocorreu nesta terça-feira (6). Por conta disso, o órgão informa que o atendimento presencial vai ficar suspenso, a partir desta quarta (7).

 

A Defensoria informou ainda que o atendimento à população vai ser feito apenas no formato on-line, pelo site da instituição. O serviço presencial vai retornar somente após o recesso forense, no dia 9 de janeiro de 2023.

Durante o recesso, que inicia no dia 20 de dezembro, a DPE-AC disse que vai atender casos urgentes em regime de plantão pelo telefone (68) 99963-8105 ou pelo e-mail: [email protected]

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Moradora perde tudo após temporal arrancar telhado e derrubar paredes de casa no AC

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Maria da Conceição, de 61 anos, estava dentro de casa quando viu o vento arrancar telhado por inteiro e três paredes da casa dela desabarem. Ela não se feriu e está abrigada na residência de um vizinho.

A autônoma Maria da Conceição Nascimento de Morais, de 61 anos, viu a casa que construiu ao longo de três anos ser destruída em questão de minutos durante o temporal que atingiu a capital acreana, Rio Branco, nessa segunda-feira (5). O telhado da casa foi arrancado por inteiro e três das quatro paredes caíram atingido móveis e objetos da moradora.

Da residência, que fica na Estrada do Quixadá, Maria da Conceição conseguiu recuperar algumas roupas, utensílios e objetos pequenos que não foram danificados pela água da chuva ou pelos escombros. Ainda muito assustada com o que aconteceu, a moradora conversou com o g1 e falou do alívio de não ter se ferido durante o temporal e lamentou ter perdido a casa.

“Eu estava dentro de casa, quando o vento veio foi de uma vez e arrancou o telhado e jogou para trás. Arrancou todo o telhado, a parede da frente caiu toda também. Quando arrancou o telhado, fiquei na porta do banheiro. Quando caiu a porta do lado que eu estava, pulei por cima do resto que ficou e sai correndo”, relembrou.

Amigos, filhos e conhecidos da moradora ajudaram a retirar os escombros — Foto: Arquivo pessoal

Amigos, filhos e conhecidos da moradora ajudaram a retirar os escombros — Foto: Arquivo pessoal

Maria da Conceição mudou para a casa no dia 18 de dezembro do ano passado. A residência foi construída com as economias que juntou ao longo da vida. “Molhou tudo. Acabou com tudo, o guarda-roupa quebrou todo, minha cama. Não sei o que esperar, não tenho como fazer outra casa, passei muito tempo fazendo economias para a casa e aconteceu isso”, lamentou.

A moradora disse que o que sobrou foi levado para a casa de um vizinho. Nesta terça (6), os filhos, amigos e conhecidos ajudaram a retirar os pertences da moradora dos escombros. “Tenho só fé de vencer mesmo, mas não sei quando. Ontem [segunda, 5] não dormi. A gente vê tudo se acabar, as coisas que tanto lutei, a gente economiza até na comida para construir e acontece uma coisa dessa”, disse emocionada.

Ocorrências

 

Defesa Civil de Rio Branco atendeu 52 ocorrências de quedas de árvores, destelhamentos e queda de torre de telefonia durante o temporal. Órgão monitora alguns bairros atingidos.

Com a queda de árvores, vários bairros de Rio Branco ficaram sem energia elétrica. Segundo a Energisa, a tempestade provocou um aumento de 600% no volume de ocorrência se comparado a um dia normal.

A Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros do Acre informaram que os ventos atingiram a velocidade de 77 km em alguns momentos durante a chuva. Em 24 horas choveu quase 50 milímetros na capital.

Torre de telefonia desabou em cima do prédio da delegacia — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Torre de telefonia desabou em cima do prédio da delegacia — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Uma torre de telefonia caiu em cima do prédio da Delegacia da 3ª Regional, no bairro Adalberto Sena, em Rio Branco. Conforme a Polícia Civil, o acidente deixou vários estragos no local, como danos em equipamentos e parte da estrutura. Ninguém ficou ferido.

Entre os bairros mais afetados pelo temporal estão:

  • Apolônio Sales
  • Jarbas Passarinho
  • Xavier Maia
  • Adalberto Senna
  • Tucumã
  • Volta Seca
  • Vila Albert Sampaio
  • Vila Acre
  • Benfica
Dois avisos do Inmet alertam para temporais no Acre nesta terça-feira (6) — Foto: Reprodução/Inmet

Dois avisos do Inmet alertam para temporais no Acre nesta terça-feira (6) — Foto: Reprodução/Inmet

Novos alertas de temporal

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou para novas tempestades entre esta terça e quarta-feira (7). Os dois alertas, um amarelo e outro laranja, foram divulgados nesta terça.

São esperadas chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 milímetros no dia, com ventos intensos, que podem chegar de 60 a 100 quilômetros por hora.

Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Os avisos são para todas as regiões do estado.

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Polícia Civil prende homens que se passavam por desembargadores para aplicar golpes

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Polícias Civis cumprem 20 mandados, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão (Foto: Polícia Civil)

As polícias civis do Amazonas e do Ceará cumprem 20 mandados, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão

Francisco Marcelo Loureiro, de 32 anos; Francisco Marcos Tomé de Souza, 35; Manuel Paiva da Silva Junior, 58; Ricardo da Silva Júnior, 26; e Vanessa de Oliveira Nogueira, 33, foram presos no Ceará, nesta terça-feira (6), suspeitos de se passarem por desembargadores do Amazonas para aplicar golpes.

A Polícia Civil realizou uma operação que tem como alvo homens residentes do Ceará, que se passavam por desembargadores do estado do Amazonas. Os suspeitos utilizavam o título falso como pretexto para aplicar golpes. Deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 6, a operação já resultou na prisão de cinco pessoas envolvidas em crimes de estelionato.

A operação policial acontece nos municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e no interior do Estado. As polícias civis do Ceará e do Amazonas cumprem 20 mandados, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão.

Segundo informações preliminares, os golpes teriam iniciado por volta de julho deste ano. De acordo com Denis Pires, diretor do Departamento de Inteligência e titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os suspeitos descobriam informações de ações judiciais tramitando na Justiça do Amazonas e, com os dados coletados ilegalmente, entravam em contato com as vítimas por telefone.

Os criminosos convenciam as vítimas de que, para a liberação de alvarás judiciais, necessitavam recolher taxas. “Os valores eram variáveis, de R$ 900 a 15 mil reais. Eles chegavam a se passar por advogados ou escritórios de advocacia mas, geralmente, eles se passavam por representantes do judiciário, como desembargadores”, explicou Denis Pires.

Além do Amazonas, há registros de tentativas de golpes no Acre, Pernambuco, além de outros estados do Brasil. Conforme a PC, cerca de 100 vítimas já reportaram terem sofrido abordagens desse grupo criminoso.

Durante a ação na manhã desta terça-feira, os agentes de segurança apreenderam aparelhos celulares, que serão analisados no decorrer do inquérito. As investidas policiais continuam para o cumprimento dos outros cinco mandados de prisão em aberto, além da possível identificação de outros participantes na ação criminosa.

Jornal O Povo

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