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Casal norte-americano tem bebê prematuro e fica “preso” no Brasil. Entenda
Após terem um bebê prematuro durante as férias em Florianópolis, o casal norte-americano Cheri e Chris Phillips estão “presos” no Brasil. O casal não consegue deixar o país com Greyson, de dois meses, porque não conseguiu obter uma certidão de nascimento dele.
O casal veio a Santa Catarina no final de fevereiro para comemorar o aniversário da filha de Chris, que vive em Florianópolis. Eles passaram cerca de duas semanas na cidade. Dois dias antes de embarcarem de volta, no dia 8 de março, Cheri foi internada com 28 semanas de gestação. No dia 12 de março, ela deu à luz em uma cesariana de emergência, no Ilha Hospital e Maternidade.

Para saírem do Brasil, o casal precisa da certidão de nascimento de Greyson para, depois, solicitar um Registro Consular de Nascimento no Exterior (cuja sigla em inglês é CRBA)
Devido à prematuridade, o menino passou 51 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do hospital. Greyson recebeu alta do hospital no dia 3 de maio, e desde então a família vem tentando retornar a Cambridge, no Minnesota.
– Tentamos registrar Greyson em um cartório na Trindade, que era o mais próximo do hospital onde ele nasceu. Fomos atendidos por uma atendente muito grossa, que se recusou a emitir a certidão de nascimento porque os nossos passaportes americanos não tinham os nomes dos pais – relata Chris, que fala fluentemente português. Algumas semanas depois, tios de Chris enviaram certidões originais de nascimento e casamento do casal. Os documentos, porém, não tinham apostila, um certificado internacional que garante a autenticidade de documentos. Eles então entraram em contato com uma advogada brasileira para cuidar da documentação brasileira de Greyson, mas o processo não avançou muito até agora.
– Faz nove semanas que estamos tentando conseguir os documentos de Greyson. Por algum motivo, o cartório não quer nos ajudar, o juiz não quer nos ajudar — desabafa Chris.

Devido à prematuridade, o menino passou 51 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do hospital.
Para saírem do Brasil, o casal precisa da certidão de nascimento de Greyson para, depois, solicitar um Registro Consular de Nascimento no Exterior (cuja sigla em inglês é CRBA), que comprova a cidadania americana de Greyson. Depois, eles conseguiriam emitir um passaporte americano na embaixada dos EUA em Brasília ou em um dos quatro consulados dos EUA no país. O casal então acionou a senadora americana Tina Smith, democrata do Minnesota, que conseguiu agilizar o processo do lado norte-americano:

O casal veio a Santa Catarina no final de fevereiro para comemorar o aniversário da filha de Chris, que vive em Florianópolis.
– Descobrimos recentemente que não precisaremos mais ir presencialmente até o consulado americano em Porto Alegre para emitir um passaporte de Greyson. É uma vitória bem grande porque o Greyson é pequeno, tem problemas de saúde e não está em condições de viajar.
O casal, porém, esbarra na dificuldade de obter a certidão de nascimento de Greyson. Por enquanto, eles estão hospedados em um Airbnb no bairro Pantanal – o terceiro aluguel desde que chegaram ao Brasil. No fim do mês, eles terão que deixar o local, e não sabem ainda para onde vão caso não consigam voltar aos Estados Unidos.

Greyson recebeu alta do hospital no dia 3 de maio, e desde então a família vem tentando retornar a Cambridge, no Minnesota.
O que diz o cartório
Uma nota enviada pela oficial substituta do Cartório da Trindade, Sabrina Costa da Silva Brasil Gonçalves, ao g1 SC, explica o que é necessário ser feito pelo casal. “A coordenação investigou a respeito. Descobrimos que esse caso foi acompanhado por uma auxiliar, ela deu orientação às partes. Essa auxiliar não tinha atribuição como escrevente do Registro Civil, da serventia. Esse problema no atendimento aconteceu sem a ciência da titular, da substituta ou da escrevente do setor. A auxiliar foi desligada da serventia, não mais atuando em qualquer atendimento. Esse não é o padrão do cartório. Nenhum cidadão brasileiro pode ficar sem registro. Nesse caso, se eles não têm documentação que comprove filiação, é [necessário] fazer uma declaração particular sob pena de responsabilidade civil e penal dos pais. E ali eles afirmam o nome da filiação – nesse caso, os avós maternos ou paternos. Isso se junta à ADNV e o processo para fins de provas futuras, se ocorrer qualquer tipo de incorreção nessa declaração firmada pelos pais. A serventia vai entrar em contato imediato com os pais na manhã desta sexta para efetuar imediatamente esse registro”.
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Escassez de diesel já afeta colheita e plantio; governo teme efeito em preços de alimentos
As restrições de oferta de óleo diesel — com a disparada nas cotações internacionais do petróleo desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã — seguiram se espalhando pelo país ontem, aumentando a preocupação com o escoamento da produção agrícola e com o funcionamento do maquinário nas fazendas. Há relatos de dificuldades nas principais regiões produtoras, do Sul ao Centro-Oeste.
No governo, a avaliação é que os problemas poderão se espalhar para os preços de alimentos, com atenção para o milho, usado na ração animal, o que poderá encarecer as carnes. Por enquanto, as medidas seguem concentradas na redução de tributos sobre combustíveis e no reforço da fiscalização dos reajustes, mas a ideia de uma linha de crédito emergencial ganhou força.
Relatos de dificuldades vêm de rizicultores do Rio Grande do Sul, que respondem por 70% do abastecimento nacional de arroz, de produtores de soja do Centro-Oeste, que correm para terminar de colher mais uma supersafra e começar o plantio da segunda safra de milho, e das usinas de açúcar e etanol de São Paulo, que estão para iniciar a safra 2026/2027.
O diesel abastece tanto os caminhões que levam a produção agrícola para a indústria ou para os portos quanto os tratores que puxam colheitadeiras e semeadeiras.
Preços disparam
Mesmo que as restrições ainda sejam consideradas pontuais, os preços do combustível já estão disparando — nas bombas, ao consumidor, o diesel terminou a semana passada 19,4% mais caro do que antes da guerra, segundo a ANP, agência reguladora do setor. Isso deverá apertar ainda mais as margens de retorno dos produtores, que já estão em situação financeira complicada.
Segundo o consultor José Vicente Caixeta, diretor da cAIxeta Inteligência Logística, os aumentos de preços dos combustíveis já produzem um efeito cascata no preço do frete, que subiu entre 10% e 12%, desde o início da guerra:
— O impacto não acontece apenas nos produtos que estão sendo colhidos, mas também naqueles que estão sendo plantados já que as plantadeiras e outras máquinas também usam o diesel.
James Thorp, presidente da Fecombustíveis, principal representante nacional dos postos do varejo, a incerteza sobre preços e fornecimento acabam acelerando o consumo, junto com a demanda da agropecuária:
“O impacto não acontece apenas nos produtos que estão sendo colhidos, mas também naqueles que estão sendo plantados já que as máquinas também usam o diesel” – José Vicente Caixeta, diretor da cAIxeta Inteligência Logística
— As distribuidoras vêm atendendo os pedidos de acordo com a média do consumo dos postos. Pedidos extras não vêm sendo atendidos.
No Sul, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) atualizou ontem um levantamento com as prefeituras sobre o quanto a restrição para obter diesel para veículos e máquinas oficiais está afetando serviços públicos: 165 municípios, de 345 que responderam, relataram problemas, ante 142, na sexta-feira.
Arroz preocupa no RS
Por lá, a preocupação é com a colheita do arroz, que vai do fim de fevereiro ao início de abril, com um pico em março. Segundo a Fedearroz, federação de associações de produtores locais, o diesel está encarecendo num momento em que o grão está com preço baixo no mercado. “Eventuais impactos na produção podem repercutir no mercado, com possíveis efeitos sobre o preço final do arroz”, diz uma nota da entidade.
Os reajustes também atingem a produção de azeitonas e azeite. Conforme Rafael Goelzer, que produz o azeite Estância das Oliveiras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o diesel teve aumento superior a R$ 1,00 no preço por litro, justamente no período de colheita.
— Ainda não tivemos falta de combustível de nossos fornecedores, mas a expectativa é que a crise maior ocorra nas próximas duas semanas — disse Goelzer, que usa tratores a diesel na colheita.
Segundo o Paranapetro, que representa os postos no Paraná, ocorreram desabastecimentos pontuais no estado, por causa da “demanda fora do normal”, sobretudo no interior, por causa do agronegócio.
No Sudeste, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) demonstrou preocupação com a possível falta de diesel em plena colheita de grãos e da cana-de-açúcar. Em São Paulo, maior produtor de açúcar e etanol, o temor é que falte diesel para as colheitadeiras de cana, cujo corte da safra 2026/2027 está para começar, disse Eduardo Valdivia, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Campinas e Região (Recap):
— Em Ribeirão Preto, várias usinas de cana já estão parando e atrasando a colheita porque há dificuldade no abastecimento. Isso vai gerar impacto no etanol e no açúcar.
No Centro-Oeste, o fluxo de caminhões está dedicado ao escoamento da soja recém-colhida, e os tratores precisam do diesel para plantar a segunda safra de milho. Em Mato Grosso do Sul, o movimento é de antecipação de compras e reforço de estoques do combustível, disse Edson Lazaroto, diretor-executivo do Sinpetro, que representa os postos do estado.
Além disso, a crise ocorre “em um momento particularmente delicado para os produtores rurais, que já enfrentam custos elevados de produção, escassez e encarecimento do crédito, endividamento em patamares históricos e margens comprimidas”, ressaltou a Aprosoja-MT, associação de produtores de Mato Grosso.
A Abramilho, dos produtores de milho, recebeu relatos de dificuldades de aquisição de diesel do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.
Brasil soberano 2
O governo monitora a situação. Por enquanto, o Ministério da Fazenda anunciou a desoneração dos tributos federais sobre o diesel e um subsídio para produtores e importadores.
Em outra frente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça vai iniciar amanhã um plantão para apoiar Procons de todo o país nos processos de fiscalização de preços abusivos de combustíveis.
Além disso, voltou a circular em Brasília ontem a proposta de lançar uma espécie de Brasil Soberano 2 — segunda fase do programa de socorro para as empresas atingidas pelo tarifaço de Donald Trump. A ideia foi aventada semana passada pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, dado que os recucrsos sobraram. O Brasil Soberano tinha R$ 30 bilhões disponíveis, mas aprovou cerca de R$ 16 bilhões.
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Seleção em Manoel Urbano abre vagas para professores e nutricionista com salários acima de R$ 4 mil
Edital foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (25); são 17 vagas imediatas para professor P2, além de cadastro reserva
Uma nova seleção para contratação temporária na área da educação foi aberta em Manoel Urbano, com vagas para professores e nutricionista e salários que ultrapassam os R$ 4 mil. O edital foi publicado na edição desta quarta-feira (25) do Diário Oficial do Estado (DOE).
Ao todo, são 17 vagas imediatas para professor P2, além de cadastro de reserva, com atuação no ensino fundamental e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), tanto na zona urbana quanto rural. Também há 1 vaga para nutricionista, com formação de cadastro de reserva.
Inscrições e prazos
As inscrições para o processo seletivo simplificado seguem até o dia 2 de abril e podem ser realizadas presencialmente, na sede da Secretaria Municipal de Educação (Seme), localizada na Rua Amazonas, 505 – Centro. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 14h às 17h.
A seleção será composta por análise curricular e de títulos, de caráter classificatório e eliminatório. O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 8 de abril.
Remuneração
Os salários variam conforme a carga horária e a função:
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Professor P2 (ensino fundamental – 1º ao 5º ano): R$ 4.035,13 (40 horas)
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Professor P2 (ensino fundamental – 6º ao 9º ano): R$ 3.428,73 (30 horas)
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Professor P2 (EJA – anos iniciais): R$ 3.428,73 (30 horas)
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Professor P2 (EJA – anos finais): R$ 3.428,73 (30 horas)
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Nutricionista: R$ 4.131,14 (40 horas)
A seleção atende à necessidade temporária de excepcional interesse público no município, conforme autorização da Secretaria Municipal de Educação. Os contratos terão vigência determinada, com possibilidade de prorrogação.

As inscrições serão realizadas nos dias 30 e 31 de março de 2026, de forma presencial, na Biblioteca Pública do município. Não haverá cobrança de taxa. Foto: captada
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