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Brasil

Candidatos à presidência da Argentina prometem sair do Brics se forem eleitos

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Javier Milei, candidato ultraliberal da Argentina (Bloomberg/Erica Canepa)

‘Não vou promover negócios com comunistas, porque não respeitam liberdade nem democracia’, disse Javier Milei

Os dois principais candidatos presidenciais da oposição argentina para as eleições de outubro, Javier Milei (ultraliberal) e Patricia Bullrich (direita), rejeitaram, nesta quinta-feira (24), o ingresso anunciado do país ao Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Bullrich antecipou que deixará sem efeito a entrada no bloco se assumir o poder, em 10 de dezembro. Milei disse que não quer lidar com nações governadas pela esquerda.

“Não vou promover negócios com comunistas, porque não respeitam os parâmetros básicos de livre comércio, liberdade e democracia, é geopolítica”, afirmou Milei, candidato a presidente do partido La Libertad Avanza, o mais votado nas recentes eleições primárias, com 30%.

“A Argentina, sob nosso governo, não vai ficar no Brics”, declarou, por sua vez, Bullrich, candidata do Juntos por el Cambio, que obteve 28% dos votos nas primárias, em 13 de agosto.

Ambos os candidatos participaram de uma conferência da organização empresarial americana Council of Americas que reuniu, em Buenos Aires, líderes políticos tanto governistas quanto opositores.

Novos membros do Brics

Na quarta-feira, em Johanesburgo, África do Sul, o Brics anunciou a ampliação do grupo — que reúne 24% do PIB global e 42% da população mundial — com seis novos membros. Além da Argentina, serão adicionados Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes.

Milei, que durante a conferência voltou a insistir em sua proposta eleitoral de dolarizar a economia argentina, a terceira maior da América Latina, disse que, se chegar ao poder, permitiria os negócios privados acordados nos países do Brics. “Não vou me meter nisso, é o livre mercado”, garantiu.

Bullrich defendeu sua rejeição ao citar a invasão da Ucrânia pela Rússia e o fato de que alguns altos comandos do Irã foram investigados na Argentina por sua suposta responsabilidade no atentado contra a Associação Mutual Israelita (Amia), em 1994, em Buenos Aires, que deixou 85 mortos.

  • Um dos principais temas em discussão na reunião do Brics — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — iniciada na terça-feira (22), é inclusão de outras potências emergentes ou países de outro tipo no grupo

    Ministério das Relações Exteriores da Rússia/AFP

O presidente peronista Alberto Fernández, que optou por não buscar a reeleição, respondeu a Bullrich: “Não entende o que está dizendo, a política externa não tem ideologias”, afirmou à Radio Perfil.

Mais cedo, em uma mensagem ao país, Fernández disse que a incorporação “à aliança dos países mais importantes das economias emergentes abre um novo cenário para a Argentina”, que convive com mais de 100% de inflação interanual e 40% de pobreza.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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