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CÂNCER DE MAMA: A Atenção Primária à Saúde garante o acesso das mulheres à detecção precoce da doença
Na Atenção Primária à Saúde é possível realizar o exame clínico da mama e a solicitação de exames para rastreamento e confirmação diagnóstica da doença. Especialistas apontam que o diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta as taxas de sucesso do tratamento

Foto: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)
Mais mulheres têm acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. O número de usuárias cadastradas na Atenção Primária aumentou de 57 milhões, em 2019, para quase 84 milhões em 2021. E alguns dos serviços ofertados nesse nível de atenção são a solicitação de mamografia de rastreamento para detecção precoce do câncer de mama, doença que pode atingir 66 mil mulheres em 2022, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
O exame clínico, a identificação dos fatores de risco e dos sinais e sintomas suspeitos são ofertados pela atenção primária como parte inicial da investigação. Já a mamografia de rastreamento, também feita pelo SUS, deverá ser solicitada para todas as mulheres com idade entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Mulheres consideradas de alto risco devem ter uma avaliação e indicação de rastreamento individualizadas.
Especialistas apontam que a detecção precoce da doença aumenta as taxas de sucesso do tratamento. O mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital de Câncer III, do Inca, destaca que, no aparecimento dos primeiros sinais e sintomas, é preciso buscar um serviço de saúde.
“O câncer de mama não é uma sentença de morte. O câncer de mama tem muito tratamento, os tratamentos são extremamente eficazes e óbvio, o ideal é você diagnosticar precocemente. Então, não pode ter medo de fazer o diagnóstico. Encontrou alguma coisa na sua mama, procure logo o serviço de saúde”, orienta Bello.
A mulher deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência e manter o acompanhamento integral com a equipe de saúde da família de referência O profissional fará a consulta direcionada à necessidade de cada mulher, com base na história clínica e no exame clínico das mamas e solicitará os exames necessários para o rastreamento da doença ou diagnóstico, no caso de sinais ou sintomas suspeitos. Foi o caso de Stephanie Pedreira, de 32 anos. A secretária, que trabalha em Brasília, foi diagnosticada com câncer de mama aos 29 anos de idade, o que também acende um alerta para que as jovens adotem a postura de estarem mais atentas ao conhecimento do seu corpo e no reconhecimento de alterações suspeitas para que possam procurar um serviço de saúde o mais cedo possível.
“Eu nunca tive o costume de fazer o autoexame das mamas porque, tanto pela idade quanto pelo fato de que eu não tinha histórico familiar, era aquela coisa meio que ‘não vai chegar até mim, não vai acontecer comigo’. Mas eu costumava ir ao ginecologista uma vez por ano, onde era realizado o exame das mamas. Até que começaram as suspeitas”, conta.
Atualmente, a secretária ainda está em tratamento com hormonioterapia e fazendo acompanhamento pelo SUS a cada seis meses.
“Dou muitas graças a Deus por ter conseguido fazer esse tratamento pelo SUS. Fui muito bem atendida, a oncologista que me acompanha é maravilhosa, a equipe de enfermagem é muito atenciosa. É muita coisa boa, muitas pessoas que você vê que estão ali realmente para cuidar de você, pra te ajudar”, ressalta Stephanie.

Sinais e sintomas (Fonte: Inca)
* Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
* Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
* Alterações no mamilo (bico do peito);
* Nódulos nas axilas aumentados;
* Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
Porta de entrada
Entre 2020 e 2021, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 196,7 milhões em 4,5 milhões de exames de mamografia para diagnóstico e rastreio da doença. No período, aplicou mais de R$ 5,7 milhões em 6,5 mil reconstruções mamárias. O ministério destinou, ainda, mais de R$ 10,5 milhões em 25,1 mil cirurgias para o tratamento de câncer de mama.
Além desses procedimentos, que fazem parte da Atenção Especializada, a Atenção Primária à Saúde (APS) é responsável pelas ações de prevenção do câncer, pelo reconhecimento das mulheres de alto risco, rastreamento e identificação dos sinais e sintomas sugestivos do câncer, sendo a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, é o primeiro contato que o indivíduo ou família tem quando procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS), por exemplo, para prevenir ou tratar algum problema de saúde.
As equipes da APS promovem ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem educação em saúde, promoção, prevenção, , diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde. Esse serviço é realizado por uma equipe multiprofissional e dirigido à população em cada território definido.
“Na Atenção Primária à Saúde, além de se fazer a solicitação da mamografia de rastreamento como método de detecção precoce do câncer de mama, também se trabalha a questão de sinais e sintomas do câncer de mama junto às mulheres e formas de prevenção primária, como o estímulo à prática de atividade física, a manutenção de um peso saudável, alimentação adequada e saudável rica em alimentos in natura e pobre em ultra processados”, explica a médica e coordenadora geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo, Patrícia Izetti.
Onde realizar os exames
No Brasil, há 317 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento oncológico. Tais estabelecimentos integram a rede SUS e também ofertam exames pré-clínicos gratuitos para o câncer de mama. Confira a listagem de hospitais credenciados no site do Inca ou procure a secretaria de saúde do seu estado para mais informações.
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Após Enamed, presidente da Comissão de Saúde na Câmara cobra MEC

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, o deputado Zé Vitor (PL-MG), afirma que irá enviar um ofício ao Ministério da Educação (MEC) ainda nesta quarta-feira (21/1) solicitando esclarecimentos sobre cursos de Medicina que foram punidos ou avaliados negativamente por má qualidade de ensino nos exames e instrumentos oficiais da pasta.
Como mostrou o Metrópoles, cerca de 3 em 10 cursos de Medicina avaliados tiveram desempenho ruim, ficando nos conceitos 1 e 2, e devem sofrer algum tipo de sanção.
Além das cobranças ao ministério, o presidente da Comissão de Saúde diz que não descarta propor, no âmbito da Câmara, a abertura de um debate sobre a criação de um exame nacional para médicos, nos moldes do aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como forma de reforçar o controle de qualidade na formação profissional.
“Há um desafio no Brasil: garantir atendimento de saúde, para isso precisamos de médicos suficientes. Mas, obviamente, não qualquer médico. Suspender vestibulares, rediscutir a emissão de diplomas e interromper o avanço de qualquer curso que não tenha estrutura e plano pedagógico adequado para formar bons médicos. Como parte desse processo, não descarto que seja efetivado um exame como da OAB”, afirmou.

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG)
No documento, o parlamentar afirma que os dados acendem um alerta sobre a qualidade da formação médica e justificam a necessidade de maior transparência em sua avaliação.
“Considerando que a medicina é uma profissão regulamentada com impacto direto na vida e na integridade física dos cidadãos, o baixo desempenho acadêmico de parcela significativa das instituições de ensino superior gera legítima preocupação social”, afirma o documento.
No requerimento, Zé Vitor pede que o Ministério da Educação informe os resultados detalhados das avaliações aplicadas aos cursos de Medicina, com a identificação das instituições, municípios e estados, além da forma de avaliação utilizada, especialmente nos casos de notas consideradas baixas, entre os conceitos 1 e 3.
O deputado também questiona quais critérios são levados em conta na avaliação dos cursos, como desempenho dos estudantes, qualificação do corpo docente, infraestrutura, projeto pedagógico e campos de prática e estágio. Outro ponto abordado diz respeito às medidas adotadas pelo MEC diante dos resultados, sobretudo em relação aos cursos com desempenho insatisfatório.
A divulgação dos resultados foi recebido com surpresa por membros da classe médica e representantes de associações ligadas à profissão, dado o alto número de cursos que ficaram em níveis insatisfatórios.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contudo, admitiu que houve inconsistências em dados prévios do Enamed 2025 relacionadas à base de dados utilizada como insumo para o cálculo do conceito em que cada curso se enquadrava.
O esclarecimento foi feito em ofício encaminhado às instituições de ensino superior participantes da prova, depois que diversas instituições passaram a questionar suas respectivas notas ao MEC.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Caminhada não deve passar pela Papudinha, avisa Nikolas Ferreira

Deputados que participam da “caminhada pela liberdade“, organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmam que o grupo não deve passar pela Papudinha, no Complexo da Papuda, local em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso no Distrito Federal. O próprio parlamentar alertou sobre o fato.
Encabeçado por Nikolas, o grupo saiu do interior de Minas Gerais na segunda-feira (19/1) em direção a Brasília. O ato foi convocado como uma reação contra a prisão de Bolsonaro e em defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A programação prevê que o grupo deve chegar à capital federal no próximo domingo (25/1). Aliados do ex-presidente e participantes da caminhada têm convocado uma manifestação para o mesmo dia.
Nikolas Ferreira afirmou ao Metrópoles que decidiu não alongar o trajeto do ato e evitar a passagem pelo complexo penitenciário. Segundo parlamentares que acompanham o mineiro, os detalhes do ato de domingo ainda estão sendo definidos junto ao governo do Distrito Federal.
A expectativa, no entanto, é que o grupo não se aproxime da Esplanada dos Ministérios em razão de outros eventos agendados para o entorno, como a Copa Brasil de Marcha Atlética.
“Eu preferi não passar por lá [Papuda] porque é uma área de segurança nacional e também alongaria mais o trecho. O trajeto a gente está fazendo ainda, mas o destino final com certeza é a Praça do Cruzeiro”, afirmou Nikolas.
Em uma rede social, . O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o GDF tem ajudado a definir qual será o melhor trajeto.
Segundo um aliado de Nikolas, o último planejamento do grupo prevê, no entanto, que eles sigam até a Praça do Cruzeiro pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) — sem passar pelo complexo da Papuda.
O ato de Nikolas Ferreira deve percorrer mais de 200 km. Em seu terceiro dia, a caminhada tem atraído políticos e simpatizantes do grupo aliado de Bolsonaro. O entorno do parlamentar mineiro espera reunir um número ainda maior de manifestantes no domingo, com a chegada de caravanas de outros estados.
Parlamentares de direita têm convocado manifestantes pelas redes sociais. Ex-líder da oposição na Câmara e pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, Zucco (PL) disse que o “destino final” da caminhada será uma “grande manifestação por liberdade, justiça e pelo Brasil”.
A “caminhada pela liberdade” começou em Paracatu (MG) e segue em direção a Brasília. A previsão é que o grupo percorra cerca de 200 km até a capital federal.
Nas redes, os aliados de Bolsonaro têm afirmado que o ato é contra as “prisões injustas” do 8 de janeiro e pelo que avaliam ser uma “perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ato encabeçado por Nikolas Ferreira conta com a participação de um dos filhos do ex-presidente, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). Também estão ao lado do mineiro os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC), e os senadores Márcio Bittar (PL-AC) e Magno Malta (PL-ES).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ para policiais
O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro

Policiais civis em operação de combate ao tráfico de drogas: governo do Rio criou gratificação por bandido morto. Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM
O Diretório Nacional do Psol acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos.
A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.
O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”.
Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal.
Entenda
Aprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.
O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro. Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto
Diversos órgãos também se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a PDU (Defensoria Pública da União), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos.
Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

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