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Campanha itinerante de recolhimento de embalagens de agrotóxicos chega ao Alto Acre

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O governo do Estado, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC), em apoio à Associação das Revendas Agrícolas do Estado do Acre (ARAAC), iniciou na última semana, na região do Alto Acre, a campanha de recebimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos.

A ação que iniciou em 2018, tem como objetivo conscientizar os produtores rurais quanto à correta destinação das embalagens, cumprindo o prazo de devolução de até um ano.

Ideia é diminuir a distância dos pontos de coleta  para facilitar o descarte dos produtos. Foto: Luã Garcia/Idaf

Durante toda a campanha, já foram promovidas várias atividades educativas e informativas, destacando os impactos negativos do descarte incorreto, principalmente no meio ambiente, podendo ocasionar danos à saúde ambiental e humana.

O produtor rural deve ficar atento e ter o devido cuidado de fazer a tríplice lavagem das embalagens vazias, depois armazená-las corretamente e, até um ano após a compra, entregá-las na unidade de recebimento indicada na nota fiscal de venda. No momento de devolução das embalagens, o agricultor recebe um comprovante, que precisa ser guardado por mais um ano, caso haja uma fiscalização.

Ação que iniciou em 2018, tem como objetivo conscientizar os produtores rurais quanto à correta destinação das embalagens. Foto: Luã Garcia/Idaf

O Idaf alerta que, é prevista em lei, e aqueles que ultrapassarem o prazo de um ano, que não devolverem as embalagens ou que não seguirem as normas de higiene para a entrega poderão receber notificações e multas do órgãos responsáveis pela fiscalização.

“O trabalho do Estado é de consciencialização e orientação ao produtor, bem como alertar do prazo de entrega para esses procedimentos, por isso fizemos toda uma divulgação sobres as ações, justamente para que possam entregar as embalagem”, ressalta a auditora do Idaf em Brasileia, Ana Cláudia Vieira.

Arrecadação em Xapuri superou em quase o triplo a mesma ação do ano passado. Foto Luã Garcia/Idaf

É necessário também devolver caixa de papelão, sacos plásticos, ou seja, toda embalagem que teve contato com os produtos agrotóxitos, para que por fim seja destinadas para a ARAAC que é local final de recebimento, e   posteriormente reutilizar, reciclar ou inutilizar, obedecendo as normas e instruções dos órgãos registradores e sanitário-ambientais competentes.

Os  canais de distribuição (revendas, cooperativas ou fabricantes) devem manter e gerenciar as unidades de recebimento, e emitir comprovantes de entrega das embalagens, além de comunicar os agricultores sobre esses procedimentos.

O material recolhido será enviado para ARAAC, que dará o destino correto. Foto: Luã Garcia/Idaf

Neste ano, na cidade de Brasileia, foram recolhidas 890 unidades de embalagens tríplice lavadas e caixa de papelão, mostrando um grande avanço de coletagem.

“Hoje entendo que as embalagens de Agrotóxicos abandonadas podem provocar sérios danos a nós mesmo, e eu como produtor de soja e milho, tenho que ter essa consciência e responsabilidade da devolução”, ressalta o produtor de Brasileia, Mário Maffi.

Produtor de soja e milho na cidade de Brasileia é participante da campanha. Foto: Luã Garcia/Idaf

Em Xapuri, desde o início da campanha até ano passado foram recolhidas cerca 200 embalagens. Já em 2024,  as expectativas foram superadas com o total de 772 embalagens, atendendo 12 produtores.

“Moro em Xapuri há muito tempo, e essa oportunidade que o governo nos dá de entregar a embalagem aqui, sem ter que ir em Rio Branco, mostra o interesse do estado em cuidar do agricultor e do meio ambiente”, explica a pecuarista Aldenira Ferreira.

Mais uma ação em Xapuri para o recolhimento de embalagens de agrotóxicos, prática que é obrigatória. Foto: Luã Garcia/Idaf

O calendário de recolhimento  inclui mais ações no interior do Acre, que se estenderá até o final do ano. Veja o cronograma completo:

20/6 – Acrelândia: Avenida Brasil 576 – Centro. Anexo GP Agropecuária.

9/8 – Porto Acre: Av. Darcy Gomes de Farias nº 71 – Centro Vila do V. Anexo Zebu Agropecuária – Sala B.

11/10 – Sena Madureira: Av. Brasil nº 2154, Bairro: Triângulo – Anexo: ao posto do Sisi, frente ao Supermercado do Euzir.

27/11 – Tarauacá: Rua Quintino Bocaiúva nº 170. Anexo Laço de Ouro Agropecuária.

29/11 – Cruzeiro do Sul: Agroboi CZS, Estrada da Variante, N º 500, Bairro Miritizal 1

Fonte: Governo AC

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Jovem de Rio Branco é aprovado em Harvard e Princeton com bolsa integral e se torna o primeiro acreano a conquistar o feito simultâneo

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Diego Heitor da Silva Monteiro, de 18 anos, construiu trajetória internacional desde os 12 e agora decide qual das duas universidades prestigiadas frequentar

Diego Heitor da Silva Monteiro, de 18 anos, morador do bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco, foi aprovado em duas das universidades mais prestigiadas do mundo — Princeton e Harvard — e conquistou bolsa integral nas duas instituições. A conquista, anunciada neste ano, é resultado de anos de dedicação ao aprendizado do inglês e à construção de um currículo internacional desde os 12 anos de idade. Ele é o primeiro acreano a ser aprovado em Princeton e em Harvard simultaneamente, com bolsa integral.

O estudante, que cursou o ensino médio no Colégio de Aplicação, em Rio Branco, começou a aprender inglês pela internet durante a pandemia, com o sonho de estudar fora do país. Em um primeiro momento, ele submeteu candidaturas a 22 instituições para o ensino médio, mas não obteve aprovação com bolsa integral em nenhuma delas. A partir daí, passou a dedicar o tempo integral à construção do seu perfil acadêmico e à preparação para novas candidaturas visando o ensino superior.

A conquista, anunciada neste ano, é resultado de anos de dedicação ao aprendizado do inglês e à construção de um currículo internacional desde os 12 anos de idade. Foto: captada 

Em dezembro do ano passado, Diego foi aprovado em Princeton. Neste ano, veio a aprovação em Harvard, onde aplicou com interesse ao curso de Psicologia. A bolsa conquistada nas duas universidades cobre alimentação, transporte, hospedagem e os custos da viagem. Diego ainda avalia qual das duas instituições vai frequentar no segundo semestre deste ano, quando deve se mudar para os Estados Unidos.

Experiências internacionais

Antes das aprovações, o jovem já havia acumulado experiências internacionais por meio de programas de intercâmbio. Em 2024, participou do programa Jovens Embaixadores, sua primeira viagem ao exterior, realizada aos 16 anos. Também integrou o Camp Rise Sun, com bolsa completa, e, em julho de 2025, passou um mês inteiro na China por meio de outra bolsa integral, com foco em energia sustentável e tecnologia.

A trajetória contou com o apoio da família e da escola. Os professores e a direção do Colégio de Aplicação forneceram cartas de recomendação fundamentais para o processo seletivo. “Foi um trabalho de muitas mãos”, disse Diego.

Também integrou o Camp Rise Sun, com bolsa completa, e, em julho de 2025, passou um mês inteiro na China por meio de outra bolsa integral, com foco em energia sustentável e tecnologia. Foto: captada 

A família, inicialmente receosa em permitir que um adolescente menor de idade viajasse sozinho para o exterior, mudou de ideia após a primeira experiência. Com o tempo, passou a apoiar e incentivar as demais oportunidades.

Conselho para futuros candidatos

Para quem deseja seguir um caminho semelhante, Diego tem um conselho direto. “O ponto pra conseguir essas oportunidades no exterior é agarrar todas as oportunidades que passem pela frente. Quando comecei, eu me inscrevi pra 22 escolas, todo programa que aparecia eu me inscrevia e não deixava passar nada.” E completa: “Agarrar todas as oportunidades porque isso vai te colocar onde você quer chegar.”

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Agricultores de Senador Guiomard enfrentam dificuldades no transporte escolar por falta de manutenção em ramais

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Moradores do Projeto de Assentamento Pirã de Rã reclamam da precariedade das vias; prefeitura afirma que obras na época de chuvas são inviáveis

O agricultor de base familiar Januário Bezerra, de 39 anos, tem 4 filhos e sete hectares de terra no Projeto de Assentamento Pirã de Rã para cuidar. Dos quatro filhos, dois estudam na Escola Elzira Angélica, a única do projeto de assentamento. A falta de condição de trânsito de carros nos ramais, no entanto, tem dificultado a passagem do ônibus escolar.

“Essa prefeitura não consegue fazer o melhoramento nos ramais daqui em tempo algum. Aqui mesmo no Pirã de Rã, esses meninos estão praticamente sem ter como ir pra aula”, indigna-se o agricultor Bezerra. “Essa semana mesmo eu fui à Secretaria de Agricultura, falei com a secretária e ela me garantiu que iria mandar as máquinas aqui se fizesse sol. Fez dia de sol e até agora nada”.

A secretária de Agricultura de Senador Guiomard, Francisca Macêdo, confirmou a conversa com o produtor. Mas ponderou que fazer obras estruturantes em ramais nessa época do ano é praticamente inviável. O município tem 1,5 mil quilômetros de ramais e duas equipes para garantir a manutenção.

Uma das equipes está fazendo manutenção no Ramal Areia Branca, no Km 70 da BR-317. A outra está na Estrada do Limeira.

“Garanto a você que as situações mais graves não estão no Pirã de Rã. Conheço toda essa região. Aliás, é preciso dizer que 90 famílias que estão ali invadiram uma área de reserva legal. A Prefeitura de Senador Guiomard é sensível ao problema e já está tentando transformar a área em um polo agrícola junto ao Incra”, informou.

A situação enfrentada pelos moradores do Pirã de Rã reflete um problema comum em áreas rurais do Acre: a precariedade dos ramais durante o período chuvoso, que compromete o acesso a serviços essenciais como a educação. A prefeitura, por sua vez, enfrenta limitações logísticas e orçamentárias para atender a demanda de manutenção de uma extensa malha de estradas vicinais.

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Pela primeira vez, Acre ocupa vice-presidência no principal colegiado econômico e fiscal do país

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Com o compromisso de estender sua trajetória focada na responsabilidade de fortalecer a transparência fiscal e de otimização da utilização de recursos públicos, impulsionando o desenvolvimento do Estado do Acre, o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, foi eleito vice-presidente do principal colegiado econômico e fiscal do país, o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

É a primeira vez que o Acre ocupa assento na vice-presidência do colegiado, demonstrando atributos essenciais, como seriedade e competência, para o cargo.

Acre ocupa assento na vice-presidência do colegiado pela primeira vez, demonstrando atributos essenciais, como seriedade e competência, para o cargo. Foto: Comsefaz

A eleição se deu durante a 52ª Reunião do Comsefaz, nesta quinta-feira, 27, em São Paulo (SP), em caráter extraordinário, mediante a renúncia do atual vice-presidente, Luis Fernando Pereira, que também era secretário de Finanças de Rondônia e que deixou o cargo a pedido.

Dessa forma, o mandato de Freitas segue até 2027, quando haverá eleição ordinária para o novo biênio. Até lá, durante eventual ausência do atual presidente, Flávio César de Oliveira, Freitas assume a vaga, podendo presidir as reuniões, bem como ser representante de todas  as secretarias de Fazenda dos estados.

Em caso de eventual ausência do atual presidente, Freitas assume a vaga, podendo presidir as reuniões e ser representante de todas as secretarias de Fazenda dos estados. “A responsabilidade em exercer o cargo de vice-presidente do Comsefaz é ainda maior em um momento em que se discute a urgência na implementação de uma reforma tributária e a consolidação do posicionamento do Comsefaz em relação à proposta e ao cenário econômico e fiscal de nosso país”, diz Amarísio Freitas.

Perfil do vice-presidente

Atualmente, Amarísio Freitas ocupa o cargo de secretário de Estado da Fazenda do Acre desde 2021. Foi membro efetivo do conselho fiscal do Comsefaz de 2025 a março de 2026. É contador por formação, especialista em Gestão Empresarial e em Auditoria e Perícia Contábil. Possui MBA em Gestão Pública, com ênfase em Controle Externo. Desde 2014,  é auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) de carreira. Também é membro da Associação Nacional dos Profissionais de Finanças Públicas (Aprofin). Durante sua trajetória, foi analista no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e professor acadêmico e de pós-graduação. Foi conselheiro federal e regional do Conselho de Contabilidade e coordenador administrativo e financeiro da Fundação de Pesquisa do Estado do Acre (Fapac). No âmbito da Sefaz do Acre, exerceu a função de secretário adjunto do Tesouro Estadual por duas vezes (2020 e 2023).

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