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Camisinha: não basta usar, tem que usar direito

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Erros ao escolher, armazenar, colocar ou tirar a camisinha diminuem sua eficácia. Veja se você sabe usar o preservativo corretamente

Ligia Helena, iG São Paulo

Impermeável, a camisinha é o único método de prevenção contra o vírus da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis – e ainda evita a gravidez indesejada. Mas basta usar o preservativo e pronto, a proteção está garantida? Segundo especialistas, não.

 Getty Images Se você aperta a embalagem e consegue encostar um dedo no outro com facilidade, quer dizer que houve algum dano

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Se você aperta a embalagem e consegue encostar um dedo no outro com facilidade, quer dizer que houve algum dano

É fundamental observar uma série de detalhes para que a eficácia da camisinha seja garantida. E os cuidados começam muito antes da cama. “Na hora de comprar a camisinha é muito importante ver se ela tem o selo do Inmetro, se foi testada e aprovada. Alguns sex shops vendem camisinhas divertidas, mas elas não servem para a proteção, são quase decorativas”, afirma Camila Macedo, coordenadora de projetos do Instituto Kaplan.

A armazenagem do preservativo também faz diferença. Carregar a camisinha solta na bolsa ou na carteira pode danificá-la. “É necessário checar se a embalagem está inteira. Se você aperta a embalagem e consegue encostar um dedo no outro com facilidade, quer dizer que houve algum dano, e esta camisinha não deve ser usada”, explica Camila. E se essa era sua única, aí está outro erro: “não adianta ter uma camisinha só. Se ela se rompe, por exemplo, você precisa descartar e usar outra nova”, diz o professor e infectologista Alexandre Piva Sobrinho.

Mas os principais problemas no uso da camisinha acontecem mesmo na hora de colocar. O erro mais comum, segundo Piva Sobrinho, é esquecer-se de deixar um espaço na ponta do preservativo. “Se você não aperta a ponta, não deixa um espaço, a pressão da ejaculação pode estender o látex da camisinha e romper”. Também não pode deixar a ponta cheia de ar. “O ideal é apertar a ponta do preservativo com dois dedos, e aí desenrolar no pênis”, completa. “Algumas pessoas esquecem-se de colocar o preservativo nas preliminares, e a proteção é necessária desde o começo da relação”, diz Ivone de Paula, coordenadora da área de prevenção do programa estadual de DST/Aids de São Paulo.

É preciso atenção na hora de tirar a camisinha também. “Após a ejaculação é necessário retirar o preservativo enquanto o pênis está ereto”, indica Ivone. E Camila completa: “segure a base da camisinha junto ao pênis para não deixar o sêmen escorrer. Depois dê um nó e jogue no lixo”.

Se mesmo fazendo tudo certo o preservativo romper, não se desespere. “Na hora, o melhor a fazer é interromper a relação sexual e substituir o preservativo. Depois, procure atendimento médico”, aconselha Piva Sobrinho.

Para não restar dúvida, veja o passo a passo de como usar o preservativo corretamente e a lista dos erros mais comuns elaborada por Albertina Duarte Takiuti, ginecologista e coordenadora do Programa de Saúde Integral do Adolescente da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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