Acre
Câmara realiza homenagem póstuma a “Nena do Tacacá”
Christiane Araújo – CMB
A Câmara Municipal de Brasileia realizou, na manhã desta terça-feira, dia 24 de Novembro, a Trigésima Quarta Sessão Ordinária de 2015. Estiveram presentes os Vereadores Carlinho do Pelado (PSB), Erizete Lima (PT), Fernanda Hassem Cesar (PT), Tereza Xavier (PT), Rogério Pontes (PMDB), Bil Rocha (PMDB), Marquinho Tibúrcio (PSDB), Joelso Pontes (PP), Marivaldo Oliveira (PMDB) e o Presidente da Câmara de Brasileia, Mário Jorge (PMDB).
Os vereadores foram unânimes em prestar homenagem a Senhora Maria Célia de Oliveira Rodrigues, carinhosamente conhecida como “Nena do tacacá”, em virtude de seu falecimento em Rio Branco.
Em uso a Tribuna o Vereador Joelso Pontes (PP), iniciou seu pronunciamento falando sobre a inauguração do Campus da Universidade Federal do Acre. “Estamos muito felizes com essa conquista para o município e vamos estar atentos ao vestibular para os cursos de nível superior que serão disponibilizados para a comunidade”, salientou. E apresentou indicação para que a Secretaria de Obras providencie mutirão de limpeza para os bairros do município de Brasileia. “Brasileia hoje necessita de um mutirão para que todos os bairros sejam contemplados com limpeza pública”, disse. E solicitou que a Prefeitura de Brasileia providencie reparo nas pontes localizada nos quilômetros 10, 17 e Arraial.
A vereadora Erizete Lima (PT) apresentou indicação para que a Prefeitura, providencie, em caráter de urgência, a limpeza da Rua Benjamin Constant. “É uma rua histórica e já foi palco de muitas indicações aqui, uma vez que a mesma está praticamente abandonada”. E apresentou indicação para que o Executivo providencie trabalho de coleta de lixo. “Os animais rasgam as sacolas de lixo, e o aspecto da cidade fica ainda pior. É um retrocesso muito grande no município”, disse. Sobre o bairro 28 de Maio, a vereadora solicitou iluminação pública, rede de abastecimento de água e revitalização do loteamento. E parabenizou a população de Brasileia pela conquista do Campus da UFAC em Brasileia e solicitou que seja enviada Moção de Aplauso para o Governo do Estado, Reitoria da Universidade Federal do Acre e para o Deputado Federal Sibá Machado (PT). A vereadora finalizou apresentando indicação para que o Executivo nomeie as ruas que estão sem nome no município de Brasileia, em parceria com os Correios.
A vereadora Fernanda Hassem Cesar (PT), iniciou seu pronunciamento prestando homenagem a família da Senhora “Nena do Tacacá”, pelo seu falecimento. “A Nena era uma pessoa muito querida em Brasileia e o município perde uma grande mulher. Meus sinceros sentimentos a família”, lamentou. Fernanda comemorou a inauguração do Campus da UFAC no município. “Fico muito feliz por que é uma oportunidade para os jovens que não tem como se ausentar para estudar fora”, afirmou. E falou a respeito do loteamento 28 de Maio. A vereadora se mostrou preocupada com a qualidade de vida da população que ali reside. “Está faltando compromisso por parte do Poder público para questões básicas e de direito de todos, como água, iluminação pública e outras questões essenciais para a qualidade de vida das pessoas”, analisou. A vereadora solicitou explicações de não ter merenda em escolas como Vitória Salvatierra. “Nas escolas é uma correria para providenciar merenda para os alunos, porque em muitas delas não existe”, informou.
O vereador Bil Rocha (PMDB), a exemplo da Vereadora Fernanda Hassem, lamentou o falecimento da Senhora “Nena” e se solidarizou com a família, especialmente com sua filha Janete. E parabenizou o Secretário de Obras pelos paliativos que estão sendo realizados no município de Brasileia. “Nós criticamos quando devemos criticar, mas também temos que parabenizar o esforço do secretário em relação aos paliativos que estão sendo feitos em muitas ruas”, disse. Solicitou que a Secretaria de Obras providencie poste para a Avenida Prefeito Rolando Moreira. Que seja encaminhado documento para a Eletroacre para que o órgão informe sobre o aumento abusivo na tarifa de energia elétrica. Que o Programa “Luz Para Todos” para que sejam verificados os locais onde a energia ainda não chegou. O vereador Bil Rocha solicitou que o DERACRE informe a data para realização dos serviços no ramal do Porto Carlos.
O Vereador Marquinho Tibúrcio (PSDB) apresentou indicação para que o representante do Depasa venha a Tribuna prestar informações a respeito do abastecimento de água. E solicitou que o Poder Executivo informe as ações realizadas em relação as pessoas que estão nos abrigos. E que o Governo do Estado informe sobre a doação do terreno referente a área da antiga Eletroacre para os comerciantes do município de Brasileia. Que a Secretaria Municipal de Saúde viabilize uma forma de ir buscar em domicilio as pessoas que vão para Rio Branco fazer consultas e tratamento. Que o Detran, em parceria com a Prefeitura fiscalize os caminhões pesados que estão circulando no bairro Alberto Castro. Que o Governo do Estado informe sobre a Lei que viabiliza o transporte intermunicipal.
A vereadora Tereza Xavier (PT) apresentou indicação para que o Poder Executivo reative o funcionamento da quadra de esportes da praça Valdemir Lopes.
O presidente da Câmara de Brasileia, Mário Jorge (PMDB), em uso a Tribuna, falou a respeito da corrupção que assola o país. “O que vemos hoje, é que essa corrupção é generalizada”. Mário Jorge disse não concordar com a forma de administração municipal, uma vez que problemas simples que podem ser resolvidos estão pendentes. “Tem questões que seriam fáceis de solucionar, como limpeza de ruas, trabalho paliativo em alguns ramais, operação de limpeza nas ruas da cidade. Questões como essas o Poder público tem como resolver e no entanto estão ficando pendentes”, afirmou. O presidente da Câmara parabenizou o trabalho realizado no quilômetro 84 e também parabenizou a Reitoria da Universidade Federal do Acre, pela implantação do Campus da UFAC em Brasileia. “É uma iniciativa que vem para beneficiar centenas de jovens do nosso município que sonham com o curso superior”, finalizou.
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Acre
Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Beleza e modernidade: Prefeitura de Rio Branco entrega primeira etapa da Benjamin Constant
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO
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Escuta Regional do Alto Acre reúne quadrilhas e fortalece debate sobre futuro do movimento junino no Acre
Por Dry Alves
Representantes de quadrilhas juninas de municípios do Alto Acre participaram, neste fim de semana, da Escuta Regional do Alto Acre, etapa do 1º Fórum Estadual do Movimento Junino, realizada no Centro Cultural Sebastião Dantas, em Brasiléia. O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos para o fortalecimento do São João acreano.
A atividade faz parte de um ciclo de escutas que percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ouvir diretamente as quadrilhas e coletivos culturais, ampliando o diálogo sobre políticas públicas, organização do movimento e perspectivas para o crescimento das festas juninas no Acre.
Durante o encontro, participaram representantes de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, entre eles integrantes das quadrilhas Junina Tradição e Arriba Saia, que apresentaram sugestões e compartilharam experiências sobre a realidade do movimento junino no interior.
Segundo a presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), Lene dos Santos, o momento foi marcado por contribuições importantes para o futuro do segmento.
“A respeito da escuta do Alto Acre, foi uma riqueza de experiências. Mesmo com a participação de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, os integrantes contribuíram muito falando sobre como está o nosso movimento e sobre as necessidades que ainda existem”, destacou.
Lene ressaltou ainda que, apesar do apoio cultural existente nos municípios da região, os grupos apontaram a necessidade de mudanças em alguns critérios e parâmetros utilizados nas competições.
“Eles trouxeram muitas ideias e também falaram sobre mudanças que precisam acontecer nos parâmetros de julgamento. Foi um diálogo muito rico, porque mostra que o movimento está pensando no seu próprio crescimento”, explicou.

O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos/Foto: Cedida
Entre as sugestões apresentadas durante a escuta, uma proposta ganhou destaque entre os participantes: a realização do Festival Estadual de Quadrilhas de forma rotativa nos municípios, e não apenas na capital.
“Uma das ideias que apareceu tanto no Baixo Acre quanto agora no Alto Acre é que o estadual seja rotativo, que aconteça também nos municípios. Isso mostra como o movimento está se organizando e pensando em crescer em todas as regiões”, afirmou.
A presidente da Liquajac também destacou o espírito de cooperação entre os grupos juninos da região, que buscam fortalecer o movimento coletivamente.
“Eu percebi uma coisa muito rica: os grupos se ajudam mutuamente para crescer e chegar bem preparados para o estadual. O sonho de muitos deles também é chegar ao nacional, e isso fortalece ainda mais o movimento”, disse.
Outro ponto levantado durante o encontro foi o alto custo das produções juninas, especialmente figurinos e cenários, que exigem investimentos cada vez maiores.
“Hoje estamos em um patamar muito alto em relação aos figurinos e às produções, mas os custos são muito elevados. O poder público ainda não chegou nem perto de uma média de sustentabilidade que ajude a manter esse nível através de projetos ou políticas de apoio”, ressaltou.
A próxima etapa do fórum já tem data marcada. A Escuta Regional do Purus, que reúne representantes de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira, será realizada nos dias 13 e 14 de março, em Sena Madureira, com programação das 18h às 22h e das 8h às 19h.
Para Lene dos Santos, o fórum tem se mostrado fundamental para identificar desafios e construir soluções coletivas para o futuro das quadrilhas juninas no estado.
“Essas escutas são importantes porque fazem a gente refletir. Às vezes achamos que está tudo certo, mas quando ouvimos os grupos percebemos que ainda há muitas coisas para melhorar. Tenho certeza de que esse fórum vai trazer mudanças positivas para o crescimento de todo o movimento junino”, concluiu.
O 1º Fórum Estadual do Movimento Junino conta com apoio institucional do Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), e é contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura).























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