Atendendo a um requerimento do vereador Railson Correia (Podemos), a Câmara de Rio Branco recebeu ontem, 21, durante a sessão ordinária, a Diretoria da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), bem como a Procuradoria, Controladoria e Comissão Permanente de Licitação do Município.

O vereador Railson Correia, ao dispor da fala, ressaltou que ao convidar os representantes da Emurb a Casa do Povo não tinha como foco desqualifica-los profissionalmente, apenas permitir aos vereadores da Capital tirar as dúvidas acerca dos supostos atos de corrupção que envolve o órgão.

“Que fique claro que esse requerimento não teve, em nenhum momento, a intenção de desqualificar, diminuir ou abafar qualquer investigação ou qualquer profissional da Emurb. Nosso objetivo é apenas debater mais profundamente o assunto, permitindo que os vereadores tirem suas respectivas dúvidas”.

Railson pontuou ainda que confia no trabalho desenvolvido pela prefeita Socorro Neri (PSB). “A prefeita tem conduzido com maestria o município. Ela é uma pessoa honrada, ética, séria e honesta. Não tenho dúvida que se ela tivesse noção de algum ato de corrupção dentro da Emurb já teria agido com firmeza. Confio na prefeita, logo, confio em sua equipe”, disse.

Pontuou ainda que a explanação feita pelos representantes da Emurb servirá de base caso a Câmara implemente de fato a Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar as denúncias contra o órgão.

“Caso a CEI venha a ser instalada, o debate de hoje servirá como um norte. Essa Casa não compactua com nada ilegal, e a prova disso é que estamos aqui esmiuçando esse assunto. Temos zelo com o dinheiro público”.

Ao explanar sobre as denúncias de fraudes em licitações e compras até 23% mais caras do que a ata vigente, o administrador-financeiro da Emurb, Gabriel Gomes, também diretor-presidente em exercício, pontuou que não são verdadeiras.

“Com relação a essas denúncias, o que posso dizer é que não procede. Na realidade o que aconteceu é que foi feito um processo licitatório e, após concluído, a empresa ganhadora foi convocada para assinar a ata de registro de preço, porém, por falta de um documento por parte dela, não foi possível”, disse ao confirmar ainda que a aquisição do material ocorreu de forma legal.

“A Emurb possuía um contrato válido na época, dessa forma, continuamos adquirindo o material com essa empresa. Todos os nossos contratos são encaminhados para o Tribunal de Contas do Estado. Não temos nada a esconder. Esse superfaturamento e compras ilegais que estão dizendo por aí que existiu, não é verdade”.

Disse mais: “A Emurb em nenhum momento favoreceu qualquer empresa. Repito, a compra que fizemos ocorreu com o único contrato vigente que tínhamos. E toda a documentação já foi enviada ao TCE. Não há nenhum contrato vigente com a empresa Pedreira Fortaleza. A compra foi realizada com a empresa MSM, detentora do contrato válido”, finalizou.

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