Acre
Café com a Primeira Infância discute avanços e desafios de programa dedicado às crianças de até 6 anos
Considerado uma das seis iniciativas inovadoras do mundo no enfrentamento aos desafios globais da educação, o programa Criança Feliz, que trata da primeira infância no Sistema Único de Assistência Social (Suas), foi tema do evento “Café com a Primeira Infância”, realizado nesta sexta-feira, 23, no Palácio da Justiça. O encontro, promovido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), discutiu os avanços e desafios dos programas.

O programa Criança Feliz (PCF) é uma iniciativa do governo federal, implantada no estado do Acre em 2016, com o principal objetivo de acompanhar o desenvolvimento integral da primeira infância, desde a gestação até os 6 anos de idade. O mês de agosto também foi instituído como o Mês da Primeira Infância, por meio da sanção da Lei n° 14.617, de 2023, que define a promoção de ações de conscientização sobre a importância da atenção integral às gestantes e às crianças de até seis anos de idade e suas famílias.

A secretária adjunta da SEASDH, Amanda Vasconcelos, ressalta que o foco central do programa é assegurar o acesso aos direitos e aos serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde e educação, fortalecendo assim a base para um futuro mais promissor para essas crianças.
“O programa baseia-se na intersetorialidade, proporcionando acesso ao sistema público de saúde, educação e outros serviços essenciais, e busca garantir que as famílias tenham a assistência necessária durante essa fase crucial, promovendo o desenvolvimento adequado das crianças. Com esse acompanhamento, espera-se que as crianças possam ter uma trajetória de vida mais estável, refletindo os cuidados e direitos garantidos na primeira infância ao longo de sua vida adulta”, explica a gestora.
O Criança Feliz realiza visitas domiciliares com orientações voltadas para a promoção do desenvolvimento infantil, sendo o maior programa de visitação domiciliar do mundo voltado à primeira infância.

“A primeira infância é uma fase crucial, abrangendo a idade de zero a seis anos. Como Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), nosso papel é promover e popularizar essas políticas públicas. Já temos o Comitê da Primeira Infância, composto por uma comissão intersetorial e familiar, que define metas e enfrenta desafios para melhorar aspectos de saúde, educação e lazer para as crianças de zero a seis anos”, enfatiza a presidente do CEDCA, Sarah Nunes Farah.

Atualmente, o PCF está implantado nos 21 municípios do estado, com um total aproximado de quase 5 mil famílias acompanhadas pelo programa.
O diretor de Assistência Social da SEASDH, Hilquias Almeida, ressaltou durante o evento o trabalho desempenhado pelos técnicos da pasta na busca por melhorias para as crianças e adolescentes. “Quero dizer que esta é uma oportunidade única para trazer à luz questões transversais, como a importância da primeira infância. É realmente essencial, pois ao investir nessa fase, certamente construiremos uma sociedade muito melhor. O Estado do Acre tem se empenhado em enfrentar desafios, como a saúde e as condições que temos”, pontua.

Dentre os objetivos do programa estão:
– Promover o desenvolvimento humano a partir do apoio e do acompanhamento do desenvolvimento infantil integral na primeira infância;
– Apoiar a gestante e a família na preparação para o nascimento e nos cuidados perinatais;
– Colaborar no exercício da parentalidade, fortalecendo os vínculos e o papel das famílias para o desempenho da função de cuidado, proteção e educação das crianças na primeira infância;
– Mediar o acesso da gestante, das crianças na primeira infância e das suas famílias a políticas e serviços públicos;
– Integrar, ampliar e fortalecer ações de políticas públicas voltadas para as gestantes, crianças na primeira infância e suas famílias.
Fonte: Governo AC
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.









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