Acre
Brasil e Bolívia fortalecem laços históricos e discutem desafios conjuntos em reunião do Comitê de Integração Bifronteiriça
A cidade de Brasileia, no Acre, recebeu nesta quinta-feira, 27, o 2º Comitê de Integração Bifronteiriça, um encontro que reuniu autoridades do Brasil e da Bolívia para debater temas essenciais à cooperação entre os dois países. Com a participação de representantes dos governos federal, estadual e municipal, além de lideranças bolivianas, o evento marcou a retomada de discussões estratégicas principalmente sobre segurança, educação, meio ambiente e desenvolvimento econômico na fronteira.

Encontro reuniu autoridades do Brasil e da Bolívia para debater temas essenciais à cooperação entre os dois países. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Após mais de uma década sem encontros formais, a reunião foi considerada um marco para fortalecer as relações entre Brasileia, Epitaciolândia e Cobija, promovendo a integração política, econômica e social das populações fronteiriças.
Os debates ocorreram ao longo do dia e foram organizados em três grandes mesas temáticas, que abordaram desde segurança pública e comércio até questões ambientais e saúde. Um dos pontos centrais foi a situação dos mais de oito mil estudantes brasileiros que frequentam universidades em Cobija, principalmente de medicina. Além disso, discutiu-se a implementação de ações conjuntas de segurança na fronteira, visando o combate ao contrabando e ao tráfico de pessoas.
A diplomata Luana Melo, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e coordenadora da reunião, ressaltou a importância do evento para estreitar a comunicação entre as autoridades.

Diplomata Luana Melo ressaltou a importância do evento para estreitar a comunicação entre as autoridades. Foto: Ingrid Kelly/Secom
“Nosso principal objetivo hoje foi promover esse contato entre as equipes estaduais, municipais e federais dos dois lados da fronteira, para que elas possam se reunir e discutir depois as temáticas de maneira mais aprofundada. Entre as propostas, destacamos campanhas de vacinação conjuntas e reuniões para atender questões dos estudantes brasileiros na Bolívia. Trabalhando juntos, podemos fazer mais”, conta a diplomata.
O ministro do governo da Bolívia, Jhonny Aguilera, também destacou a necessidade de maior cooperação entre os países para enfrentar desafios comuns.
“Este encontro representa uma oportunidade significativa, pois há mais de 14 anos não havia uma participação tão ativa das autoridades brasileiras e bolivianas em debates desse nível. Precisamos regular procedimentos administrativos para agilizar e resolver entraves enfrentados por ambos os países”, afirmou o representante da presidência boliviana.
Entre as pautas bolivianas, Aguilera enfatizou a necessidade de soluções para problemas ambientais e de segurança na fronteira, além da busca por um documento estratégico que possa direcionar futuras ações binacionais.

Ministro do governo da Bolívia, Jhonny Aguilera destacou a necessidade de maior cooperação entre os países. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Prioridades em pauta
A segurança pública foi um dos temas mais debatidos no encontro, especialmente devido aos desafios impostos pela fronteira aberta entre os dois países. O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, destacou as preocupações locais com a criminalidade e os impactos da migração.
“Sabemos que nossa fronteira não tem problemas entre os países, mas há desafios com indivíduos que tentam se aproveitar para cometer atos ilícitos. Estamos felizes que, depois de tanto tempo, o governo federal está reabrindo esse espaço para discutirmos essas questões”, reforçou o prefeito.
O secretário de Estado de Planejamento do Acre, Ricardo Brandão, que representou o governador Gladson Camelí e toda a ampla equipe do governo acreano presente nas discussões e junto a organização do evento, ressaltou o compromisso do governo estadual na busca por soluções.
“A principal expectativa do governo do Acre é fortalecer os laços entre os estados do Acre e de Pando, resolvendo desafios comuns para melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram e transitam na região. Além da segurança pública, buscamos soluções para as demandas dos estudantes brasileiros em Cobija e para os impactos das mudanças climáticas na região”, conta o secretário.

Ricardo Brandão representou o governador Gladson Camelí e toda a ampla equipe do governo acreano presente nas discussões e junto à organização do evento. Foto: Kelly Ingrid/Secom
Entre as propostas apresentadas, destacou-se a facilitação do processo de devolução de veículos roubados e apreendidos em território estrangeiro, além da criação de um fluxo de procedimentos conjuntos para combater o tráfico de pessoas.
Educação e saúde na fronteira
A situação dos estudantes brasileiros que cursam Medicina em Cobija foi um dos temas centrais do encontro. As autoridades discutiram medidas para garantir mais segurança e assistência consular a esses jovens, além da criação de um guia informativo sobre os direitos e deveres dos estudantes no país vizinho.

As quase 100 autoridades presentes discutiram medidas divididas por temas. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Na área da saúde, um dos avanços discutidos foi a realização de campanhas de vacinação conjuntas entre Brasil e Bolívia, além da integração dos sistemas de vigilância epidemiológica para prevenir surtos de doenças.
Integração econômica e preservação ambiental
Outro ponto debatido foi o fortalecimento das relações comerciais e turísticas entre os países. Entre as propostas, destacam-se: desenvolvimento de roteiros binacionais para fomentar o turismo regional; criação de um calendário turístico conjunto, promovendo eventos culturais ao longo do ano; flexibilização de trâmites alfandegários para estimular o comércio e o trânsito de turistas.
No campo ambiental, um dos desafios apontados foi o impacto das mudanças climáticas na região de fronteira, especialmente no monitoramento da qualidade da água do Rio Acre e do Igarapé Bahia. Foram discutidas estratégias de prevenção a desastres naturais e ações para uso racional da água.

No campo ambiental, um dos desafios apontados foi o impacto das mudanças climáticas na região de fronteira. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Perspectivas e próximos passos
A reunião resultará na elaboração de uma ata oficial, com os principais encaminhamentos e compromissos assumidos pelos dois países. A expectativa é que esses temas avancem nas esferas municipal, estadual e federal, garantindo que as demandas locais se transformem em políticas públicas concretas.

A reunião resultará na elaboração de uma ata oficial, com os principais encaminhamentos e compromissos assumidos pelos dois países. Foto: Ingrid Kelly/Secom
A continuidade do diálogo foi garantida com a agenda da próxima reunião do Comitê de Integração para, no máximo, dois anos. O evento reforçou a importância da cooperação bilateral e o compromisso do Brasil e da Bolívia em trabalhar juntos para enfrentar desafios comuns e promover o desenvolvimento sustentável na região de fronteira que tanto representa para o Acre.
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Acre
Empreendedores do Acre podem levar suas criações para o Paraguai e a Colômbia em jornada internacional
Empreendedores acreanos do setor de bijuterias e joias folheadas têm uma grande oportunidade de conquistar o mercado internacional. Estão abertas, até 18 de fevereiro, as inscrições para a Jornada Exportadora Bijuterias e Joias Folheadas – Paraguai e Colômbia 2026, iniciativa que vai preparar e levar micro, pequenas e médias empresas para rodadas de negócios e agendas técnicas em Assunção (Paraguai) e Bogotá (Colômbia), entre os dias 6 e 10 de abril de 2026.
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Acre
Governo estabelece pontos facultativos no período de Carnaval e mantém serviços essenciais

PCAC reforça efetivo para garantir segurança durante o Carnaval 2026 na capital e no interior do Acre. Foto: arquivo/ PCAC
Por Aniely Cordeiro
O governo do Estado do Acre estabeleceu pontos facultativos nas repartições públicas estaduais durante o período de Carnaval, conforme calendário divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE) referente ao mês de fevereiro de 2026. A medida abrange os órgãos da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual.
De acordo com o calendário, os pontos facultativos ocorrerão nos dias 16 (segunda-feira), 17 (terça-feira) e 18 de fevereiro (quarta-feira). Durante esse período, o funcionamento das secretarias estaduais e demais órgãos administrativos permanecerá suspenso.
Mesmo com a suspensão do expediente nas repartições administrativas, os serviços públicos considerados essenciais continuarão sendo ofertados normalmente à população. Permanecem em funcionamento as unidades de Saúde, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), além das delegacias em todo o estado, garantindo a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência.
O atendimento regular nas secretarias estaduais e demais órgãos do Poder Executivo será retomado na quinta-feira, 19 de fevereiro.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Senadores do Acre somaram 42 pronunciamentos no plenário em 2025; ano legislativo teve 198 sessões e 788 matérias aprovadas no Senado
Alan Rick falou nove vezes, Márcio Bittar 14; com base nos registros oficiais do Senado Federal uma análise sobre a atuação dos senadores do Acre em 2025

As manifestações ocorreram principalmente no segundo semestre e abordaram temas como licenciamento ambiental, feminicídio, fraudes no INSS e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: montagem
Os três senadores do Acre tiveram participação limitada em pronunciamentos no plenário do Senado Federal ao longo de 2025, somando juntos 42 falas no ano. O período legislativo foi marcado por 198 sessões realizadas e 788 matérias aprovadas, com votações de grande repercussão nas áreas econômica, de segurança, meio ambiente e relações entre os Poderes.
Sérgio Petecão (PSD) foi o acreano com maior número de registros: 19 pronunciamentos, que incluíram debates legislativos, relatorias e sessões solenes. Entre os temas abordados estiveram a fábrica de preservativos de Xapuri, o Banco da Amazônia e pautas de infraestrutura regional.
Márcio Bittar (PL) registrou 14 falas, com posicionamentos sobre política nacional, críticas ao STF, menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atos de 8 de janeiro e questões ambientais, além de pautas locais.
Alan Rick (Republicanos) contabilizou nove pronunciamentos, concentrados principalmente no segundo semestre. Os discursos abordaram licenciamento ambiental, feminicídio, fraudes no INSS e decisões do STF — incluindo comentários sobre pedidos de impeachment contra ministros da Corte.
Embora o trabalho parlamentar também envolva atuação em comissões, relatorias e articulações políticas, os pronunciamentos na tribuna são um dos principais meios de apresentar demandas dos estados e participar dos debates nacionais.
Análise Qualitativa e Contextual
1. Dados Oficiais e Fontes Consultadas
Os números apresentados foram confirmados e detalhados pelos registros oficiais do Senado Federal:
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Sérgio Petecão: Além dos 19 pronunciamentos, teve participação destacada em sessões especiais (ex.: Dia do Professor) e na defesa de projetos de lei de impacto nacional, como a isenção de Imposto de Renda para professores (PL 5.143/2025) -9. Também fez uso da tribuna para homenagear empresários acreanos em eventos nacionais -3.
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Alan Rick: Seu discurso mais detalhado foi sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), transformada na Lei 15.190/2025. Ele enfatizou a necessidade de saneamento básico na Amazônia e rebateu críticas de que a lei representaria retrocesso ambiental -6.
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Márcio Bittar: Concentrou suas falas em críticas contundentes ao Executivo federal, abordando desde a gestão dos Correios e a política ambiental até denúncias de corrupção no INSS e defesa do ex-presidente Bolsonaro -7-10.
2. O Trabalho Além da Tribuna: Comissões e Relatorias
Sua análise menciona, corretamente, que “a atuação no Senado também envolve trabalho em comissões, relatorias e articulações políticas”. Este ponto é essencial para uma avaliação completa:
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Atividade Legislativa em 2025: O Senado aprovou 778 proposições em Plenário e outras 403 matérias de forma terminativa em comissões (que não passaram pelo Plenário) -2-5.
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Peso das Comissões: O volume de matérias aprovadas exclusivamente nas comissões (403) foi equivalente a mais de 50% do que foi votado em Plenário. Isso demonstra que grande parte do trabalho legislativo ocorre fora do Plenário, em debates técnicos e votações setoriais.
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Exemplo Prático: O PL 5.143/2025, defendido por Petecão, tramita em comissões. Da mesma forma, Alan Rick atuou como Presidente da Comissão de Agricultura e Relator de matérias relevantes, o que não é capturado pelo contador de pronunciamentos -6.
3. Perfil e Estratégia Parlamentar
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Sérgio Petecão (PSD): Perfil híbrido e institucional. Combina pautas locais (infraestrutura, desenvolvimento) com propostas legislativas nacionais. Seu maior volume de falas reflete uma estratégia de presença constante e transversal.
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Márcio Bittar (PL): Perfil ideológico e de oposição. Utiliza a tribuna como palco para confronto político com o governo federal, assumindo o papel de voz crítica da direita no estado.
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Alan Rick (Republicanos): Perfil técnico e setorial. Concentra seus discursos em temas específicos onde atua como especialista (saneamento, licenciamento, Amazônia), buscando qualificar o debate em vez de volume de falas.
4. Conclusão e Interpretação dos Dados
Os números indicam que a bancada acreana no Senado tem estilos e estratégias de atuação distintos:
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Petecão prioriza capilaridade e diversidade temática.
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Bittar adota um tom de confronto e oposição sistemática.
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Alan Rick foca em pautas de desenvolvimento regional com lastro técnico.
A média de 14 pronunciamentos por senador é compatível com o perfil de uma Casa legislativa revisora, onde o trabalho em comissões e a negociação política frequentemente superam a exposição na tribuna como métrica de produtividade. Para uma avaliação completa do mandato, seria necessário acessar os relatórios de comissões e proposições de autoria de cada parlamentar, dimensões não contempladas neste recorte específico.

Ao longo de 2025, somando juntos 42 falas no ano. O período legislativo foi marcado por 198 sessões realizadas e 788 matérias aprovadas, com votações de grande repercussão nas áreas econômica, de segurança, meio ambiente e relações entre os Poderes.




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