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Acre

BR-364 em RO é totalmente interditada e AC pode sofrer desabastecimento

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Acre depende da estrada para receber alimentos, combustíveis e gás.
O nível histórico do Rio Madeira chegou a 18,01 metros nesta sexta-feira.

Assem Neto
Do G1 RO
Nível do Rio Madeira continua subindo e com isso o tráfego pela BR-364 permanece ameaçado (Foto: Josenir Melo/ Secom Acre)

Nível do Rio Madeira continua subindo e com isso o tráfego pela BR-364 permanece ameaçado (Foto: Josenir Melo/ Secom Acre)

Nenhum tipo de automóvel consegue chegar à balsa sobre o Rio Madeira em Abunã, distante cerca de 220 quilômetros de Porto Velho, desde a noite de quinta-feira (20). A BR-364 está interditada inclusive para carretas que fazem o transporte de gêneros alimentícios, gás de cozinha e combustíveis desde Porto Velho até o Estado do Acre. Esta é considerada a marca histórica do nível do rio, que chegou, nesta sexta-feira (21), a 18,01 metros, segundo aferição da Defesa Civil do Estado. Há 30 dias, não há sinal de estabilização ou diminuição da cota, que aumentou 45 centímetros em menos de uma semana.

Até a noite de quinta-feira (20), o tráfego de veículos de pequeno porte era permitido com auxílio de guinchos, e carretas poderiam passar até o final do dia. A interdição total foi feita nesta sexta-feira pela PRF, segundo informou o inspetor Ribeiro, da Polícia Rodoviária Federal. “Foi por medidas de segurança mesmo, em proteção aos veículos, passageiros, e para garantir a integridade do piso (asfalto), que corre sério risco de apartar ou ceder”.

Há uma enorme fila de veículos dos dois lados do ponto de interdição, que abrange cerca de mil metros na região conhecida como Velha Mutum, em Rondônia, distante 70 quilômetros da balsa sobre o Rio Abunã. Um sobrevoo foi agendado para o início da tarde desta sexta-feira  para registrar as condições da rodovia. “A interdição é total e só haverá contraordem se a lâmina de água, que neste momento é de 60 centímetros, diminuir consideravelmente”, concluiu o PRF.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis no Acre, José Magide, se disse surpreso e afirmou que o transporte de gasolina e óleo diesel com destino a Rio Branco já estava lento. “A interdição era para o transporte noturno. Isso causou incerteza entre os consumidores. Agora, devemos avaliar as consequências”, afirmou.

A Fogás, através de sua base matriz em Manaus, informou que “a empresa ainda está analisando as alternativas. A base de Rio Branco continua operando normalmente. ‘Contratamos mais três carretas para aumentar o suprimento da cidade. É o que podemos informar, no momento”, explicou em nota.

A assessoria de imprensa do Porto Público de Porto Velho informou que só há uma rota alternativa para o Acre no transporte fluvial. As balsas saem da capital rondoniense numa viagem de 30 dias atravessando os rios Madeira, Amazonas e Purus, até chegar à cidade de Cruzeiro do Sul(AC), fronteira do Brasil com o Peru.

O encarregado da Balsa sobre o Rio Abunã, Alisson Hamud, disse que o tempo de travessia, envolvendo embarque e desembarque, caiu de duas horas para 30 minutos. “Não há filas. Os carros não estão chegando por causa da interdição na BR”, afirmou.  Segundo ele, a balsa opera em condições normais.

As autoridades haviam anunciado a possibilidade de um desabastecimento generalizado entre Acre e Rondônia caso esta marca fosse alcançada. No entanto, de acordo com novas informações oficializadas pelo comandante do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil, coronel  Liberato Ubirajara Caetano de Souza, o auxílio do Exército, da Aeronáutica e demais voluntários garantem, ainda que precariamente, a travessia em pontos alagados na BR 364.

 

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Governo publica Lei Orçamentária Anual para o exercício de 2026

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A Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2026, lei nº 4.753, de 31 de dezembro de 2025, já está disponível para consulta pública. Publicada no Diário Oficial do Acre (DOA) desta segunda-feira, 12, o documento pode ser acessado na íntegra por meio do site da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan).

A LOA 2026 estabelece que a receita dos orçamentos fiscal e da seguridade social para o exercício será de R$13,81 bilhões. Desse total, R$9,33 bilhões correspondem a recursos do Tesouro Estadual, destinados à administração direta, enquanto R$4,48 bilhões são provenientes de outras fontes, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o Sistema Único de Saúde (SUS), receitas próprias das entidades da administração indireta, receitas previdenciárias, convênios e operações de crédito.

Linha do tempo

Coordenada pela Seplan, a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 teve início no segundo semestre de 2025, a partir da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do mesmo exercício. O processo contou com a participação dos órgãos da administração direta e indireta do governo do Acre e também com a contribuição da população acreana, por meio de consulta pública realizada de forma on-line.

O projeto de lei foi encaminhado ao Poder Legislativo no fim de setembro de 2025, juntamente com a proposta de revisão do Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, elaborada de forma paralela à construção da LOA. Após ser debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em dezembro, o projeto da Lei Orçamentária Anual 2026 foi votado e aprovado pelos deputados estaduais, sendo posteriormente sancionado pelo governador Gladson Camelí em 31 de dezembro de 2025.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Programa Pesquisa para o SUS anuncia projetos aprovados no Acre para 2026

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O governo do Acre, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), divulgou no Diário Oficial do Estado (DOE/AC) desta segunda-feira, 12, o resultado final do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) Gestão Compartilhada em Saúde, referente ao Edital Nº 03/2025, após conclusão de todas as etapas de avaliação.

De acordo com Davilson Cunha, representante da Fapac, os coordenadores dos projetos aprovados serão comunicados sobre os prazos e procedimentos para assinatura dos Termos de Outorga, conforme publicações no site da fundação e no DOE/AC.

“Haverá nos próximos dias uma reunião técnica do Comitê Gestor do Programa, que envolve Fapac, Sesacre, Ministério da Saúde e CNPq, para ajustes quanto a liberação dos recursos que serão de R$ 250 mil do governo do Acre e R$ 1 milhão do governo federal”, explicou Cunha.

O PPSUS é uma iniciativa nacional que promove a descentralização do investimento científico em saúde, considerando especificidades de cada estado e contribuindo para a redução de desigualdades regionais.

O programa é coordenado pelo Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit/SCTIE), em parceria com o CNPq, as Fundações de Amparo à Pesquisa, as Secretarias Estaduais de Saúde e as Secretarias de Ciência e Tecnologia.

Com o objetivo de financiar pesquisas prioritárias para a saúde pública, o PPSUS visa aproximar os sistemas de saúde, ciência e tecnologia; promover equidade e reduzir desigualdades regionais e incentivar relevância socio-sanitária na produção científica.

O PPSUS também amplia a competitividade de pesquisadores locais e reforça o vínculo entre ciência e necessidades reais da população. Foram aprovados projetos, dentro dos limites orçamentários definidos com valores entre R$42 mil e RS 85 mil conforme a necessidade de cada projeto.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Rio Acre sobe 51 cm em três horas e se aproxima da cota de alerta em Rio Branco

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Chuvas intensas dos últimos dias aceleram elevação do manancial, que já alcança 11,95 metros na capital

Foto: Sérgio Vale

O nível do Rio Acre continua em elevação em Rio Branco nesta segunda-feira (12), conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal. De acordo com os dados oficiais, às 5h32 o rio marcava 11,44 metros e subiu para 11,95 metros às 9h, um aumento de 51 centímetros em pouco mais de três horas.

A elevação ocorre em meio às chuvas registradas nas últimas 24 horas na capital acreana, que somaram 11,95 milímetros e contribuíram diretamente para o aumento do volume de água do manancial. Apesar da subida, o nível do rio permanece abaixo da cota de alerta, estabelecida em 13,50 metros, e da cota de transbordo, fixada em 14 metros.

Segundo a Defesa Civil, o cenário atual reflete uma mudança no comportamento do rio nos últimos dias. Na sexta-feira (10), o nível estava em 9,49 metros e apresentava tendência de baixa. Com o aumento das chuvas, o quadro foi revertido. No sábado (11), o Rio Acre subiu de 10,44 metros nas primeiras horas da manhã para 11,21 metros à meia-noite, impulsionado por um acumulado de 35,60 milímetros de chuva em 24 horas.

Nesta segunda-feira, além da elevação acelerada do nível do rio, Rio Branco voltou a registrar alagamentos em diferentes pontos da cidade. Dados meteorológicos indicam que, desde a última sexta-feira (9), a capital enfrenta precipitações intensas e recorrentes. Apenas nos primeiros dias de janeiro, o volume acumulado de chuvas já ultrapassa 140 milímetros, aumentando o risco de novos alagamentos e exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.

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