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Brasil

Bolsonaro elogia operação policial que deixou mortos na Vila Cruzeiro (RJ)

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) parabenizou, no final da noite desta terça-feira (24), a operação policial que deixou ao menos 25 mortos na Vila Cruzeiro, na zona norte carioca, a segunda mais letal da história recente da região metropolitana do Rio de Janeiro.

“Parabéns aos guerreiros do Bope e da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que neutralizaram pelo menos 20 marginais ligados ao narcotráfico em confronto, após serem atacados a tiros durante operação contra líderes de facção criminosa”, disse Bolsonaro. As polícias Federal e Rodoviária Federal também participaram da ação.

Em pronunciamento nas redes sociais, o presidente afirmou que a operação foi planejada durante vários meses. Ele disse que os agentes de segurança monitoravam os passos de chefes do tráfico de drogas com o objetivo de prendê-los fora da comunidade e que isso não foi possível devido ao ataque de uma facção criminosa, “fazendo-se necessário o uso da força para conter as ações”.

Segundo a Polícia Militar, a ação desta terça tinha o objetivo de prender em flagrante mais de 50 traficantes de vários estados que sairiam em comboio em direção à favela da Rocinha, na zona sul da cidade. O plano, porém, foi frustrado quando uma das equipes à paisana foi descoberta e atacada na entrada da comunidade, por volta das 4h.

“Para se ter ideia do grau de violência dos bandidos, parte dos alvos da operação foram responsáveis pelo assassinato de 13 agentes de segurança pública somente em 2022”, disse Bolsonaro.

Ele criticou os especialistas em segurança pública que apontaram erros na operação dizendo que eles omitem as informações sobre o perfil dos mortos com o intuito de “demonizar aqueles que arriscam suas vidas por nós”.

Bolsonaro postou uma foto das armas e drogas que a polícia diz ter apreendido na Vila Cruzeiro e citou números: 13 fuzis, quatro pistolas e 12 granadas. Segundo ele, 30 veículos roubados foram recuperados.

Entre os mortos está Gabrielle Ferreira da Cunha, 41, alvejada dentro de casa. Segundo a PM, ela foi atingida durante o confronto, na comunidade vizinha da Chatuba. A Delegacia de Homicídios da Capital fez perícia na residência para investigar de onde partiu o tiro.

O presidente lamentou a morte de Gabrielle e logo em seguida disse que lamenta também a “inversão de valores de parte da mídia, que isenta o bandido de qualquer responsabilidade”. Bolsonaro citou a “escravidão da droga” e disse que ela aterroriza famílias.

Moradores relataram que a operação começou por volta das 3h30 e que, desde então, instaurou-se um clima de tensão na comunidade.

Em razão dos confrontos na Vila Cruzeiro, 19 escolas da região precisaram fechar as portas, segundo a Secretaria Estadual de Educação.

A operação conjunta virou alvo de investigação nos Ministérios Públicos federal e do estado do Rio de Janeiro. O objetivo é apurar eventuais violações de direitos durante a ação da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal na comunidade da zona norte carioca.

SUSPEITA DE CHACINA

A Ouvidoria e o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro foram ao Complexo da Penha para coletar informações e fornecer auxílio. Em nota, o órgão disse que “os moradores pedem socorro enquanto relatam desespero, angústia e muito medo” e que escolas, aparelhos públicos e o comércio local estão fechados.

Além das 24 mortes confirmadas até o momento, outras duas foram informadas pela comunidade local. Os órgãos afirmam que a “alta letalidade da operação levanta suspeita de que uma chacina” pelos policiais. “O eventual envolvimento de algumas vítimas com o crime não autoriza, por si só, o homicídio por agentes do Estado”, dizem, em nota.

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Trump diz que Irã vai liberar mais petroleiros no Estreito de Hormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o Irã vai liberar a passagem de 20 navios de petróleo pelo Estreito de Ormuz, indicando possíveis negociações de paz.

O que aconteceu

O conflito entre Israel e Irã entrou no segundo mês com novos ataques. Militares israelenses registraram trocas de bombardeios na manhã desta segunda-feira (30).

A guerra também provocou vítimas no Líbano e no Kuwait. Pelo menos seis soldados israelenses ficaram feridos no Líbano no domingo (29), enquanto um ataque iraniano contra uma usina no Kuwait matou um trabalhador indiano.

Os Estados Unidos enviaram forças especiais ao Oriente Médio. Centenas de soldados, incluindo fuzileiros navais, chegaram à região para dar a Trump mais opções militares, segundo autoridades americanas.

O mercado financeiro reagiu à escalada da tensão no domingo (29). Os contratos futuros do índice S&P 500 caíram cerca de 0,5%, enquanto o barril de petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 115.

Impacto global e tentativas de paz

Diplomatas se reuniram no Paquistão para discutir o fim da guerra. Estados Unidos, Israel e Irã não participaram do encontro, e ainda não há evidências concretas sobre avanços nas negociações.

A Austrália anunciou medidas para conter a crise econômica. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, decidiu cortar pela metade os impostos sobre combustíveis durante três meses para aliviar os preços no país.

A ONU (Organização das Nações Unidas) alertou sobre os riscos na região. O ataque que matou um soldado indonésio em uma base no Líbano foi um dos vários incidentes recentes que ameaçam as missões de paz.

Reações de líderes e tensões em Jerusalém

Trump classificou a liberação dos navios pelo Irã como um sinal de respeito. “A decisão mostra que as negociações diretas e indiretas para acabar com o conflito militar estão avançando”, afirmou o presidente americano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu respeito ao direito internacional. Ele condenou os ataques no sul do Líbano e pediu proteção rigorosa para as forças de paz.

A polícia de Israel impediu a entrada de líderes católicos na Igreja do Santo Sepulcro. O bloqueio no Domingo de Ramos gerou indignação internacional, mas autoridades israelenses alegaram que a medida visa garantir a segurança.

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Avião que ia para os EUA faz pouso de emergência em Guarulhos após turbina explodir

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Um avião da Delta Airlines, que seguia para Atlanta (EUA), precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite de domingo (29), após a turbina esquerda explodir durante a decolagem. Apesar do susto vivido pelos 230 passageiros a bordo, ninguém ficou ferido.

O problema surgiu logo após o início do voo quando múltiplas explosões foram ouvidas na aeronave. As imagens registradas mostram clarões e fogo saindo da turbina danificada. Em meio à tensão dentro do avião, os passageiros clamavam por segurança enquanto aguardavam o procedimento emergencial conduzido pelo piloto.

Após permanecer cerca de dez minutos no ar para queimar combustível e garantir uma aterrissagem segura, o avião retornou ao solo com auxílio dos serviços aeroportuários especializados em combate a incêndios. A pista foi interditada temporariamente para limpeza dos destroços resultantes das explosões.

A situação causou transtornos aos viajantes devido à suspensão temporária das operações no aeroporto entre 0h e 2h30 desta segunda-feira (30). Muitos passageiros enfrentaram dificuldades adicionais como atrasos na retirada das bagagens e incertezas sobre realocação em outros voos ou acomodações alternativas.

Em nota oficial, a Delta Airlines, confirmou que um problema mecânico no motor esquerdo motivou o retorno inesperado da aeronave ao aeroporto. A empresa destacou seu compromisso com a segurança dos clientes e tripulantes enquanto trabalha para reacomodar todos os afetados pelo incidente.

Testemunhas relataram momentos angustiantes tanto dentro quanto fora da aeronave; moradores próximos também observaram as chamas visíveis nos céus noturnos daquela região metropolitana paulistana.

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Atraso na declaração do Imposto de Renda gera multa e restrições financeiras

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Deixar a declaração do Imposto de Renda para depois pode parecer inofensivo, mas o atraso pode virar uma dor de cabeça. Além de multas, o contribuinte corre o risco de enfrentar restrições de crédito e até dificuldades para movimentar a vida financeira.

A Receita Federal liberou, na última segunda-feira (23), o envio da declaração para quem recebeu rendimentos acima de R$ 35.584 em 2025. A expectativa é de que cerca de 44 milhões de contribuintes prestem contas ao Fisco neste ano. Para quem tem imposto a pagar, a quitação pode ser feita em até oito parcelas, a partir de maio.

O advogado tributarista Ricardo Facundo explica que a multa por atraso funciona como uma espécie de “relógio correndo contra o contribuinte”. “O valor mínimo é de R$ 165,74, aplicado inclusive para quem não tem imposto a pagar, mas era obrigado a declarar. Para quem tem imposto devido, a multa é de 1% ao mês sobre esse valor, podendo chegar ao teto de 20% do imposto total. Além disso, após 30 dias da entrega em atraso, passam a incidir juros de mora com base na taxa Selic”, detalha o especialista.

Os efeitos não param por aí. Segundo ele, o atraso pode travar a vida financeira. “O principal impacto é a mudança no status do CPF, que passa para ‘Pendente de Regularização’. Isso pode impedir o contribuinte de contratar empréstimos, financiamentos e até de abrir ou movimentar contas bancárias. Além disso, o score de crédito pode cair, reduzindo limites ou bloqueando o acesso a serviços financeiros”, esclarece.

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