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Boletim Econômico: batata-inglesa ficou quase 30% mais cara em janeiro na capital do Acre

Preço da batata-inglesa subiu quase 30% em Rio Branco
O Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre publica, nesta quinta-feira, 15, o Boletim de Conjuntura Econômica com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Os economistas da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) analisaram os dados da inflação do Acre e Rio Branco e fizeram um comparativo entre os meses de dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo professor de economia da Universidade Federal do Acre (Ufac) e da Fundape Rubicleis Gomes. Leia o estudo completo aqui.
O estudo destaca que em dezembro de 2023 a inflação em Rio Branco chegou a 0,90%, a maior do ano. No primeiro mês de 2024 houve uma redução de 0,33 ponto percentual e o IPCA da capital acreana fechou em 0,63%. Mesmo com a redução, os economistas da Fundape ressaltam que a inflação local encontra-se em um patamar muito superior à média mensal de 2023.
No tocante à inflação acumulada nos últimos 12 meses, a inflação de Rio Branco (4,58%) se encontra acima da nacional, que foi de 4,51%. A pesquisa mostra evolução da variação da inflação em nove grupos que compõem o IPCA de Rio Branco. Os grupos de alimentação e bebidas, despesas pessoais, comunicação, habitação e cuidados pessoais apresentam, desde 2023, uma tendência crescente.
Conforme a análise, apenas os grupos de alimentação e bebidas, em conjunto com habitação, são responsáveis por 98,24% da inflação de janeiro. Já o grupo de transporte apresentou deflação de 0,83%. Isoladamente, essa deflação representou uma redução no IPCA local de 31,26%, dessa forma, contribuindo para desacelerar a inflação local.

Os especialistas apontam que o subgrupo de alimentação em domicílio teve uma participação significativa na inflação de Rio Branco no período avaliado. O estudo lista dez produtos que apresentaram mais aumento e redução de preço nos supermercados rio-branquenses. A batata-inglesa foi o produto que apresentou o maior aumento de preço mês passado. O preço do legume aumentou quase 30%.
Os demais alimentos que aparecem na listagem são:
- Abacate – 15,27%
- Tomate – 11,78%
- Açaí – 11,17%
- Laranja pera – 10,17%
- Arroz – 7,59%
- Feijão carioca – 8,38%
Dentre esses produtos, os economistas o arroz é o que apresentou maior impacto sobre a inflação.

Situações climáticas
Segundo os especialistas, as mudanças climáticas estão entre as principais causas para o aumento no preço dos alimentos. No caso do arroz, os pesquisadores listam quatro motivos para a elevação de preços. São eles:
- Redução dos estoques nacionais
- Migração do produtor para outras culturas
- Restrições dos embarques de arroz pela Índia, principal exportador global do cereal
- Fenômeno El Niño.
Sobre o feijão, o professor da Ufac e da Fundape Rubicleis Gomes ressalta que a saca do carioca chegou a US$ 72 nos primeiros três meses de 2023 e, de abril a novembro do mesmo ano, o preço ficou em média US$ 47. Essa redução de preço inibiu o aumento da área plantada e, consequentemente, a oferta diminuiu e o preço subiu. O El Niño impactou a redução da produtividade agropecuária.
“Além disso, é preciso mencionar que as previsões de mercado e das autoridades governamentais indicam que, em função de problemas climáticos, a oferta de grãos (principalmente o feijão) será fortemente impactada”, explica o professor.
E a batata, o que explica essa elevada variação? Conforme a pesquisa, as chuvas em excesso atrapalharam a safra, além de ter havido uma demanda maior por conta das festas de fim de ano.
Em relação ao tomate, o levantamento mostra que o acréscimo das temperaturas nas regiões produtoras contribuiu para o amadurecimento do fruto e aumentou a oferta. Contudo os valores pagos pelos consumidores não reduziram, uma vez que as colheitas de inverno e do início de verão ocorreram em momentos desfavoráveis para a qualidade do fruto.
Previsões
Os economistas da Fundape apontam que o ano de 2024 apresentará constantes elevações de preços de produtos agropecuários em função do impacto de variações climáticas. Outro ponto importante frisado é que, ao longo do ano, haverá sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, passagens aéreas e, no final do ano, da energia elétrica, ou seja, existem motivos para a inflação aumentar.
Fonte: Forum Empresarial
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Prefeito Jerry intensifica programa de doação de mudas e fortalece a cafeicultura em Assis Brasil
Mais de 100 mil mudas já foram entregues e 32 produtores rurais foram contemplados nesta etapa do programa.
A Prefeitura de Assis Brasil segue avançando com ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Na última semana, o prefeito Jerry Correia deu continuidade ao programa de doação de mudas de café, que já ultrapassa a marca de 100 mil mudas entregues nesta etapa.
Ao todo, 32 produtores rurais foram contemplados, reforçando o compromisso da gestão municipal com o incentivo à produção no campo e o desenvolvimento sustentável do município.
A iniciativa busca fortalecer a cafeicultura como alternativa de geração de emprego e renda, ampliando as oportunidades para famílias que vivem e trabalham na zona rural. As mudas estão sendo distribuídas em diferentes comunidades e ramais, garantindo que o apoio chegue a quem realmente produz.
Uma das beneficiadas foi a produtora Maria José, do Ramal do Livramento, que comemorou a chegada das mudas à sua propriedade.
“Quero agradecer primeiramente a Deus. Estou muito feliz porque minhas mudas chegaram até minha colônia. Sou muito grata ao prefeito Jerry por essa iniciativa. Isso é um grande incentivo para nós, produtores rurais. Obrigada a todos que fizeram parte disso.” Destacou.
Segundo o prefeito Jerry Correia, investir no setor produtivo é uma das prioridades da administração.
“A cafeicultura representa uma oportunidade concreta de crescimento para Assis Brasil, que vem dando muito resultado. Nosso compromisso é continuar apoiando o produtor rural com incentivo, assistência técnica e políticas públicas que garantam desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Além da entrega das mudas, a Prefeitura também tem reforçado o suporte técnico aos agricultores, oferecendo orientações sobre plantio, manejo e desenvolvimento das lavouras, com o objetivo de assegurar qualidade e competitividade ao café produzido no município.
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PMAC integra força-tarefa da FICCO e atua na Operação Regresso contra tráfico interestadual
Por Yana Silva
A Polícia Militar do Acre (PMAC) participou, na manhã desta quarta-feira, 11, da deflagração da Operação Regresso, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), composta pelas polícias Militar, Federal, Civil e Penal. A ação realizada de forma simultânea nos municípios de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Aracaju, em Sergipe, objetiva desarticular um grupo criminoso envolvido no tráfico interestadual de drogas e, na prática de lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores, até o limite de R$ 5 milhões, conforme determinação da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco.
A PMAC atuou de maneira estratégica no cumprimento das ordens judiciais, garantindo a segurança das equipes envolvidas, o isolamento das áreas e o suporte operacional necessário para o êxito da ação. A presença ostensiva da corporação foi fundamental para assegurar que os mandados fossem executados com segurança, técnica e efetividade.
No decorrer das investigações, foram identificados cinco eventos relevantes ligados ao tráfico de drogas, que culminaram na apreensão de aproximadamente 350 kg de cocaína, em ações realizadas em diferentes estados do país, como Pará, Goiás e Acre. Os levantamentos indicam que a organização mantinha atuação contínua, com estrutura definida e planejamento logístico voltado à distribuição interestadual dos entorpecentes.
Entre os investigados, foi identificado um dos principais líderes do esquema criminoso, integrante de família tradicional acreana, que teria exercido função estratégica na condução das negociações e na coordenação do transporte das cargas ilícitas.
O nome da operação, “Regresso”, faz referência aos elementos probatórios inicialmente colhidos e relacionados ao primeiro evento de tráfico ocorrido no Estado do Pará, no ano de 2020. A denominação simboliza a continuidade do trabalho investigativo e demonstra que o sistema de justiça permanece firme no propósito de responsabilizar os envolvidos e esclarecer a autoria e a materialidade dos crimes apurados.
A participação da PMAC na Operação Regresso reafirma a importância da atuação integrada das forças de segurança pública no Acre e reforça o compromisso institucional com a repressão qualificada ao tráfico de drogas e suas ramificações, contribuindo para a descapitalização de grupos criminosos e para a preservação da ordem pública.
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Genial/Quaest: 43% acreditam que a economia do Brasil piorou

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11/2), mostra que 43% dos brasileiros avaliam que a economia do Brasil piorou nos últimos 12 meses.
Para 30% dos entrevistados, a economia ficou do mesmo jeito no último ano, enquanto 24% afirma que a situação melhorou nos últimos 12 meses.

O levantamento também questionou os entrevistados sobre o preço dos alimentos nos mercados no último mês. Para 56% dos brasileiros, os valores subiram. 24% dizem que está tudo igual e 18% analisaram que o preço caiu.
De acordo com dados de janeiro de 2025 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa terça-feira (10/2), os preços de alimentos e bebidas registraram um aumento de 0,23% no último mês. O resultado significa o menor aumento para o mês de janeiro desde 2006.
Poder de compra
- 61% disseram que o poder de compra caiu.
- Para 23% dos brasileiros, está igual.
- Já 15% dos entrevistados disseram que o poder de compra está maior.
Sobre a expectativa em relação à economia para os próximos 12 meses, 43% dos brasileiros acreditam que o cenário vai melhorar e 29% que terá uma piora.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. No TSE, a pesquisa tem o registro BR-00249/2026.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL























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