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Bocalom diz que abrirá ‘caixa preta’ do transporte e que governará sem base porque não negociará cargos

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Na entrevista Bocalom falou sobre diversos assuntos e defendeu a escolha de secretários

Por Gina Menezes

Em entrevista ao jornal Folha do Acre na manhã de quarta-feira (6), o prefeito recém-empossado de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), afirmou que pautará sua gestão pelo fim do fisiologismo político, prática que visa satisfazer interesses partidários ou pessoais, e que irá abrir “a caixa preta” do transporte coletivo.

Disposto a marcar seu nome na política acreana, Bocalom, desconsiderando em tese sua base de vereadores apoiadores, diz que sua base será formada pelos 17 vereadores.

Em uma entrevista de 20 minutos e 14 segundos, Bocalom falou sobre diversos assuntos e defendeu a escolha de secretários como Frank Lima, nomeado para gerir a saúde, e Nabiha Bestene, nomeada como secretária de Educação.

Confira a entrevista completa abaixo:

1- Folha do Acre – Qual é a sensação de sentar nesta cadeira de Rio Branco depois de tantas tentativas?

Bocalom – Claro que a sensação é boa porque era um sonho antigo. Tento ser prefeito de Rio Branco desde 2008 e Deus quis que fosse agora e foi agora. Lógico que temos um grande desafio pela frente. Rio Branco tem grandes desafios como da água, desafio das enchentes, desafio da saúde que precisa funcionar, ramais que precisam ser feitos, transporte coletivo e tem esse desafio dos camelôs agora que está dando problema lá no que foi feito (Shopping Aquiri), mas a vida é assim mesmo. A vida é feita de desafios e aceitamos todos esses. Temos fé em Deus que vamos vencer todos esses desafios.

Não se resolve as coisas da noite para o dia e acaba que no meio de tudo aparece alguns oportunistas que tentam colocar mais lenha na fogueira. Mas quem casa com a viúva tem que carregar os filhos também.

2- Folha do Acre – Com relação a um dos assuntos mencionados, os camelôs, há uma solução imediata?

Bocalom – Primeiro de tudo estamos levantando o verdadeiro cadastro que foi feito na gestão passada. As informações que ainda não são precisas é que era um cadastro de 400 a 500 camelôs e que 150 teriam ficado para trás. Temos uma parte que foi contemplada e agora é trabalhar para contemplar os demais. O problema não é somente as contemplações, os camelôs que já estão lá reclamam que os banheiros estão entupindos, que não há ventilação, que é muito quente, então tudo indica que houve erro de projeto. Queremos resolver, mas não se resolve as coisas da noite para o dia e acaba que no meio disso tudo aparece alguns oportunistas que tentam colocar mais lenha na fogueira. Mas quem casa com a viúva tem que carregar os filhos também.

Folha do Acre – Com relação ao transporte coletivo, durante muito tempo o transporte coletivo foi tratado como uma ‘caixa preta’. O senhor está disposto a abrir essa ‘caixa preta’?

Bocalom – Com certeza. Desde que fui candidato em 2008 que a gente sabe que eles financiam as campanhas, campanhas estaduais, campanhas municipais e eu nunca aceitei receber um centavo desse grupo porque eu sabia que se chegasse à prefeitura eu iria abrir essa ‘caixa preta’. São ônibus velhos sem ar condicionado, linhas irregulares e passagem cara. Já nos reunimos com o sindicato dos motoristas e juntos vamos abrir essa ‘caixa preta’ porque são denúncias de tudo que é jeito.

Folha do Acre – Estamos falando de muito dinheiro e interesses de um grupo que supostamente opera há muitos anos. O senhor não teme?

Bocalom – Toda a formiga sabe a folha que corta e se a gente ficar com essa história de medo a gente não faz nada. Sempre fui um homem destemido que primeiro acredita em Deus e depois no sistema Judiciário. Não dá para deixar perdurar a maldade com o dinheiro público, com as pessoas mais humildes. Não venham com pressão de qualquer ordem porque vamos enfrentar os problemas e o transporte coletivo é um desses problemas.

Folha do Acre – Falando em outro problema. O Saerb. A solução não seria terceirizar?

Bocalom – Se privatizar teremos problemas seríssimos. Disseram que terceirizar a energia era a solução e veja no que deu: mais que dobrou de preço. O Saerb está vindo para o Município em um acordo com o governador. Teremos uma parceria e o governo já está comprando máquinas e juntamente iremos resolver os problemas de água e esgoto de Rio Branco.

Vamos governador com a base total que são os 17 vereadores. Aqui não terá ninguém indicando secretário, diretor, a gente está escolhendo entre toda nossa equipe que ajudou 20 anos. Os vereadores que perderam a eleição nós dissemos que iríamos tentar apoiar cada um dentro de sua área.

Folha do Acre – O senhor disse que sua base será os 17 vereadores, em um sinal que não sentará com sua suposta base. Normalmente a base apoia e automaticamente obtem espaços na administração. O senhor está mesmo disposto a administrar desta forma?

Bocalom – Queremos uma mudança de paradigma e fazer valer o que diz a Constituição sobre a independência entre os poderes. A função do vereador é fiscalizar, mas como ele poderá fiscalizar se tiver a esposa, o irmão ou um amigo nomeado na gestão. O que quero é que se errarmos os 17 apontem o erro. É por isso que não teremos aquela famosa base que tem um custo, sempre teve, isso é uma cultura da política brasileira que sem uma base não se governa, mas nós estamos dispostos a encarar esse desafio. Vamos governador com a base total que são os 17 vereadores. Aqui não terá ninguém indicando secretário, diretor, a gente está escolhendo entre toda nossa equipe que ajudou 20 anos. Os vereadores que perderam a eleição nós dissemos que iríamos tentar apoiar cada um dentro de sua área. Estamos aproveitando pessoas do PSD, PP, de acordo com seus currículos, então não tem porque vereador do PSD dizer que não é contemplado, mas se o partido está sendo contemplado e o vereador reeleito então não está descontemplado.

Folha do Acre – Como foi na hora de escolher seu secretariado?

Bocalom – Pegamos o currículo de cada um, sem contar que conhecemos todos que estiveram conosco nessa caminhada.

Folha do Acre – Por que o Frank Lima para a Secretaria de Saúde?

Bocalom – Porque ele é uma pessoa que se preparou. Ele é da saúde há muito tempo, já participou de conselhos estadual e municipal de saúde, fez curso em gestão de saúde. É um sujeito preparado. Porque o Frank Lima não pode ser secretário de Saúde? Pode sim, porque ele defende esse projeto há 20 anos.

Folha do Acre – A professora Nabiha Bestene não está fora da atualidade para ser secretária de Educação?

Bocalom – Não. Ela é uma mulher experiente e que defende a inovação. Ele poderá agregar a experiência dela a uma equipe inovadora.

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MPAC recebe vereadora vítima de agressões verbais durante sessão da Câmara de Bujari

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Na segunda-feira, 30, o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, recebeu a vereadora do município do Bujari, Eliane Abreu, vítima de agressão verbal durante uma sessão da Câmara Municipal, ocorrida na última sexta-feira, 27. Eliane veio acompanhada de sua filha Bruna Souza e da presidente do Conselho Estadual das Mulheres, Geovana Castelo Branco.

A parlamentar relatou que durante a discussão de um projeto de lei em que se posicionou contrária ao governo municipal, o vereador Gilvan de Souza proferiu agressões verbais e fez ameaças de agressão física a sua pessoa.

Após ouvir o relato da vereadora, o procurador-geral manifestou solidariedade e colocou o Centro de Atendimento a Vítima (CAV), órgão auxiliar do MPAC que acolhe prioritariamente vítimas de violência de gênero, à disposição.

O chefe do MP acreano ressaltou, ainda, o posicionamento da instituição em repudiar qualquer tipo de violência contra mulheres.

“A orientação do Ministério Público é muito clara com relação à proteção dos direitos de qualquer cidadão, sobretudo, das mulheres. Sabemos que ainda há muito o que avançar na nossa sociedade em relação ao combate à violência de gênero, já que existe um histórico de discriminação ainda latente em nossa sociedade e precisamos corrigir isso. Nos solidarizamos com a vereadora e reafirmamos o nosso compromisso institucional de acompanhar o caso e velar pela rápida e correta apuração dos fatos.”, disse.

Eliane Abreu ressaltou que não foi a primeira vez que sofreu agressões de colegas homens no plenário e que a situação reflete os desafios que as mulheres enfrentam no dia-a-dia da política. A vereadora também agradeceu o apoio que tem recebido das instituições e colegas.

“Agradeço ao Ministério Público por ter me recebido. Tenho tido muito apoio das instituições e, principalmente, de colegas parlamentares. A gente tem levantado essa pauta para nos fortalecer e para que outras mulheres não passem por isso”, afirmou.

Hudson Menezes – Agência de Notícias do MPAC

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Tchê é exonerado da Produção para que possa ser empossado como deputado estadual

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O governador Gladson Cameli publicou na edição desta terça-feira, 31, a exoneração do Secretário de Produção e Agronegócio (Seprod), Luis Tchê.

A saída do deputado pedetista é provisória e só deve durar, no máximo, dois dias. A exoneração, a pedido do próprio Tchê, tem como justificativa a posse para mais um mandato de deputado estadual, que ocorre nesta quarta-feira, dia 1º de fevereiro. Tchê foi reeleito na eleição de outubro do ano passado para com 7.390 votos.

O parlamentar toma posse, participa da eleição da mesa diretora que ocorre no mesmo dia, e deve pedir afastamento do mandato no dia seguinte e retornar ao comando da produção acreana. Sua vaga, enquanto estiver como secretário de estado, vai ser ocupada pelo seu suplente, Marcus Cavalcante, também do PDT.

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Governo do Estado alinha estratégias para potencializar ações

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Em reunião virtual, eles também debateram o reforço no relacionamento com a bancada federal

Em reunião virtual, nesta segunda-feira, 30, diversos secretários de Estado debateram o alinhamento de  estratégias de governo, além do reforço no relacionamento com a bancada de parlamentares federais do estado. O objetivo é potencializar a ação do governamental.

Da esquerda para a direita, chefe da Repac, Ricardo França, e secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni. Foto: Dilma Tavares/Ascom Repac

Participaram do encontro o chefe da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac), Ricardo França; o chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni; os secretários de Governo, Alysson Bestene; de Fazenda, Rômulo Grandidier; de Planejamento, Ricardo Brandão; e de Administração, Paulo Roberto Correia; além do procurador-geral do Estado, Marcos Antônio Santiago Motta.

O chefe da Repac, Ricardo França, destacou a importância da reunião explicando que “quanto mais o governo conversa e alinha decisões, mais acerta nas ações e quem ganha é a população, que, ao final, é para quem trabalhamos”.

Ele também definiu como fundamental a parceria com a bancada parlamentar do estado, “na busca do objetivo comum, que é garantir melhorias para o nosso Acre”.

“A união da equipe e o alinhamento das estratégias do governo é determinação do governador Gladson Cameli, para potencializar a ação governamental e fazer com que os avanços e melhorias planejadas cheguem efetivamente para a população”, reforçou o chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni. Ele está tratando de assuntos do governo em Brasília e, nesta segunda, se encontrou com o chefe da Repac.

Também participaram do encontro outros integrantes das secretarias como o secretários adjuntos da Segov, Luiz Calixto; da Fazenda, José Amarísio Freitas; e de Administração, Guilherme Duarte.

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