Raíssa deixou o Acre a cerca de cinco anos e começou a fazer alguns trabalhos profissionais como modelo na área fitness nas academias de musculação de São Paulo.
Com Wiliandro Derze
O Acre tem seus personagens em destaque em várias áreas no Brasil, seja na política, meio ambiente, na música e até nos Reality Show, mas faltava em uma revista a nível nacional que destacasse o nu. Este momento chegou! A revista Sexy traz na edição de março, que já se encontra nas bancas nesta quinta-feira (15), a jovem Raíssa Barbosa, de 27 anos, que será a primeira acreana a pousar nua para todo o Brasil ver.
Raíssa deixou o Acre a cerca de cinco anos e começou a fazer alguns trabalhos profissionais como modelo na área fitness nas academias de musculação de São Paulo. Seu trabalhou rendeu convites para participar em 2017 do famoso concurso Miss Bumbum Brasil, onde ficou em segundo lugar e desfilar no Carnaval deste ano no Rio de Janeiro pela escola de Samba Grande Rio.
Em entrevista exclusiva aojornalista Wiliandro Derze, Raíssa Barbosa diz que ficou surpresa com o convite mesmo tendo ficado em segundo lugar no concurso de Miss Brasil. A loira de corpo escultural e que tem atraído olhares de várias personalidades famosas de São Paulo e Rio de Janeiro disse que pensou muito pouco para aceitar a proposta da revista Sexy e destacou que era uma oportunidade única de mostrar seu trabalho profissional como modelo na região sudeste do país.
Nascida em Rio Branco, Raissa tem o ensino superior incompleto, estudou nas escolas Padre Carlos Casavecchia, Glória Perez e iniciou o curso de Ciências Contábeis na Faculdade da Amazônia Ocidental (Faao) e cursou direito no Complexo Educacional FMU em São Paulo, onde trancou o curso por não conseguir conciliar o estudo com os trabalhos de modelo até o momento.
Durante sua entrevista, Raíssa disse que é bem resolvida e não tratou com a família sobre sua decisão. A Loira também destacou que o ensaio foi baseado em sua representação como Penélope da cerveja Beer, que a revista vem fazendo a divulgação.
Raíssa revelou também que vai mandar alguns exemplares para seus amigos e amigas e que a equipe de reportagem também será contemplada com a edição. No momento de sua entrevista, a modelo disse que o assedio depois que participou do Miss Bumbum aumentou, mas que é preciso saber lidar com a situação e que depois da revista certamente crescerá ainda mais.
A modelo afirma que ficará bastante feliz se for convidada a participar de um evento no Acre para apresentar sua revista e poder fazer alguns desfiles em sua terra natal. Raíssa ainda disse que os maiores de 18 anos podem adquirir a revista que traz ela capa e que não se arrependerão. A acreana informou que as fotos saíram perfeitas e que ainda não escolheu uma de sua preferência por conta de ter gostado de todas.
Veja a entrevista com a modelo que é capa da revista Sexy de Março:
Wiliandro Derze – Como surgiu o convite para pousar na sexy?
Raíssa Barbosa – O convite surgiu com a proposta de uma parceria de comercial da cerveja que a revista Sexy está lançando, e sou a Penélope, a garota da cerveja, depois que tive, eu acho, uma visibilidade conquistando o segundo lugar no concurso Miss Bumbum.
Wiliandro Derze – Você conversou com sua família antes de aceitar a proposta?
Raíssa Barbosa – Sou uma pessoa independente e adulta, com o consentimento ou não deles eu consigo tomar decisões próprias. Minha família é super bem resolvida, meus pais são compreensivos e entendem que tudo isso é trabalho profissional.
Wiliandro Derze – Acha que um dos motivos para você receber este convite e ter assinado o contrato e feito o ensaio foi por conta do segundo lugar no Miss Bumbum Brasil?
Raíssa Barbosa – O concurso Miss bumbum tem uma visibilidade muito importante dentro e fora do Brasil, com certeza isso foi um fator para ser chamada para assinar o contrato com a revista sexy.
Wiliandro Derze – Você sabe que parte da sociedade é preconceituosa e muitas mulheres ainda veem o seu trabalho profissional como suspeito. Você já recebeu propostas para sair com alguém por dinheiro? Algum famoso já procurou você para sair oferecendo dinheiro?
Raíssa Barbosa – Propostas a gente sempre recebe, é normal, é só saber lidar com o assédio, que ficou maior após o Miss Bumbum. Recebi sim convites, foram vários.
Wiliandro Derze – Pretende vir ao Acre para assinar alguma revista, caso receba proposta para participar de eventos na sua terra natal?
Raíssa Barbosa – Sim, claro! Ficaria imensamente feliz em ser convidada.
Wiliandro Derze – Financeiramente a proposta foi boa para você pousar nua? Resolve muito de seus objetivos de vida? Ou fez também pela visibilidade como modelo fitness?
Raíssa Barbosa – O contrato com a revista não me permite revelar o valor do mesmo. Mas os meus objetivos de vida estão sendo realizados. A proposta do ensaio da revista em si é retratar o nu, a beleza do corpo juntamente com a divulgação da cerveja. Minha vida hoje é baseada nesse cenário fitness, com a revista a visibilidade é bem maior.
Wiliandro Derze – Qual foi o tema do seu ensaio? Você pode revelar o local? Qual a foto que mais gostou? Como está nesta foto? Pode caracteriza-lá para o leitor imaginar e comprar a revista?
Raíssa Barbosa – Foi um tema vintage, uma proposta diferente. Todas as fotos são maravilhosas e fica difícil escolher uma só. Podem comprar, conseguiu retratar bem o tema da revista.
Wiliandro Derze – Quando estará nas bancas a revista Sexy com você na Capa? Você vai mandar uma para seus melhores amigos?
Raíssa Barbosa – Estará nas bancas a partir desta quinta em todo o Brasil. Vou mandar sim para os amigos e amigas e para equipe de reportagem.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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