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Atraso na conclusão do anel viário em Brasiléia e Epitaciolândia trava logística de exportação na BR-317

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Empresas que utilizam a Transoceânica para escoar produtos ao Pacífico enfrentam gargalo na ponte metálica; obra de R$ 60 milhões promete desviar tráfego pesado do centro urbano

Falta de conclusão do anel viário entre Brasiléia e Epitaciolândia trava logística de exportação na fronteira, estimativas indicam que mais de 17 mil veículos circulam pela região central de Brasiléia e Epitaciolândia. Foto: captada 

A falta de conclusão do anel viário entre as cidades de Brasiléia e Epitaciolândia, na regional do Alto Acre, continua sendo apontada como um dos principais gargalos logísticos para o transporte de cargas que seguem para exportação pela tríplice fronteira entre Assis Brasil (Acre), Bolpebra (Bolívia) e Iñapari (Peru). O problema foi destacado por Rafael Pimpão, representante da empresa Micheport Andina Internacional Ltda, ao comentar as dificuldades enfrentadas por caminhões que utilizam a rota internacional da BR-317.

Empresário destaca potencial da Transoceânica

Rafael Lopes Pimpão é representante da Micheport Andina Internacional Ltda. Paulista de nascimento, está no Acre desde setembro de 2010, quando veio para uma experiência de transportar máquinas e equipamentos pela Transoceânica. A empreitada deu tão certo que ele está no estado até hoje e já não sabe mais se retornará à terra natal.

A Micheport é parte de um grupo de empresas que já utilizam a rodovia que liga Assis Brasil ao Porto de Illo, no Peru. Desde que instalou uma base operacional naquele município, a empresa já movimentou milhões e pretende transportar mais de 600 máquinas para o Peru e Equador.

Obra estratégica da BR-317, com investimento de R$ 60 milhões, deveria desviar tráfego pesado do centro urbano de Brasiléia, mas atraso força caminhões a buscarem rotas alternativas, como a ponte metálica. Foto: art

Pimpão explica que a Transoceânica não é utilizada apenas pelas belezas naturais. Antes da estrada ser uma realidade, gastava-se do Rio de Janeiro (local da fábrica dos chassis) até o Equador cerca de vinte dias de viagem. Agora, são doze dias, economizando não apenas tempo, mas também dinheiro.

Depois da base operacional em Assis Brasil, a intenção da empresa é abrir uma filial no estado. “Pela Transoceânica, temos uma economia no transporte dos equipamentos que chega a 17%, isso sem falar no tempo, em que economizamos quase uma semana de viagem”, informa.

Gargalo logístico na ponte metálica

Nesta quinta-feira (4), um vídeo que circula pelas redes sociais mostra a intensidade do fluxo de veículos na região e a realidade que grandes empresas enfrentam diariamente na BR-317. Devido ao gargalo, os problemas se concentram na ponte Metálica José Augusto, que divide os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, onde veículos permanecem parados durante horas.

Segundo Pimpão, a estrutura atual não comporta o volume crescente de veículos pesados que cruzam a região, obrigando motoristas a buscar rotas alternativas. “Quem quiser passar tem que entrar na Bolívia para sair em Brasiléia. Vou ter mais dessas cargas em exportação pelo Acre”, afirmou.

O grande gargalo logístico é a falta da entrega do anel viário em Brasiléia e Epitaciolândia. Como o anel não está pronto, a ponte metálica atual não comporta o fluxo de caminhões. Foto: captada 

Ele explica que o principal entrave é justamente a ausência do contorno viário definitivo, projetado para retirar o tráfego pesado do centro urbano das duas cidades. “Hoje o grande gargalo logístico é a falta da entrega do anel viário em Brasiléia e Epitaciolândia. Como o anel não está pronto, a ponte atual não comporta o fluxo de caminhões”, disse.

Obra estratégica para integração regional

O anel viário é considerado uma obra estratégica para a integração logística da região. O projeto prevê cerca de 10,3 quilômetros de estrada contornando os dois municípios, além de uma ponte de aproximadamente 251 metros sobre o rio Acre, ligando as duas margens e permitindo o desvio do tráfego de carga da área urbana.

Ponte do anel viário  já foi concluída, mas ainda falta a instalação dos acessos. Foto: Secom

Com investimento superior a R$ 60 milhões, financiado pelo governo federal por meio do DNIT, a obra foi planejada para facilitar o transporte de mercadorias pela Rodovia Interoceânica (BR-317), que conecta o Acre aos portos do Peru no Pacífico e abre caminho para o comércio com mercados da Ásia.

 

Além de melhorar a logística internacional, o contorno viário deve retirar caminhões pesados do centro das cidades, que hoje registram intenso movimento. Estimativas indicam que mais de 17 mil veículos circulam pela região, impactando diretamente a mobilidade urbana e a infraestrutura local.

“A Transoceânica já se transformou em um novo endereço dos negócios no Brasil e os empresários acreanos também têm que voltar o olhar para esta nova realidade, onde o Acre é está na rota desses grandes negócios”, afirmou um dos empresários.

O anel viário de Epitaciolândia e Brasileia é considerado uma obra estratégica para o tráfego na Rodovia Interoceânica, no acesso ao Peru. Foto: captada 

Veja vídeos:

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Jovem fica ferida após colisão entre motocicletas na Avenida Ceará, em Rio Branco

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Vítima sofreu fratura exposta no tornozelo e foi socorrida em estado estável

Uma jovem identificada como Larissa Silva Pinto, de 21 anos, ficou ferida após uma colisão entre duas motocicletas registrada nesta quarta-feira (25), na Avenida Ceará, no bairro Estação, em Rio Branco.

Larissa estava como passageira em uma motocicleta modelo Honda CB Twister, de cor vermelha, utilizada como transporte por aplicativo.

De acordo com informações, o veículo seguia no sentido centro-bairro quando o condutor tentou desviar de uma Yamaha Factor 125, de cor prata. Durante a manobra, a Twister acabou colidindo na traseira da outra motocicleta, fazendo com que ambos os veículos caíssem.

Com o impacto, a jovem sofreu uma fratura exposta no tornozelo direito, além de uma leve queimadura na perna.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, prestou os primeiros atendimentos no local e encaminhou a vítima ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.

Policiais do Batalhão de Trânsito estiveram na ocorrência e realizaram os procedimentos de praxe para apurar as circunstâncias do acidente.

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Diretor de escola em Marechal Thaumaturgo é preso por assédio sexual contra adolescente

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Polícia investiga outras denúncias semelhantes envolvendo o mesmo suspeito; diretor pagou fiança e responderá em liberdade

Um diretor de uma escola do município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, foi preso em flagrante, na última segunda-feira (23), por suposto assédio sexual contra uma adolescente no interior da instituição. O caso foi denunciado por um grupo de alunas à Polícia Militar do Acre (PMAC), que levou à prisão do suspeito.

A Polícia Civil investiga denúncias semelhantes envolvendo outras vítimas adolescentes.

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, da Polícia Civil de Marechal Thaumaturgo, as adolescentes procuraram o comando da PM relatando o assédio. Segundo o delegado, a vítima abordada pelo diretor recusou-se a ir à sala dele, mas o homem assobiou e fixou o olhar em suas partes íntimas ao sair.

Novas vítimas

Algumas vítimas já foram ouvidas, e outras foram intimadas para depoimentos ao longo da semana. Na terça-feira (24), mais uma adolescente de 13 anos confirmou ter sido assediada pelo mesmo diretor em período anterior.

O diretor pagou fiança e foi liberado, mas responderá a processo criminal.

“Vamos apurar todos os fatos para que condutas imorais e ilegais não fiquem impunes”, disse o delegado Laurentino.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos fatos e verificar se há outras vítimas do suposto assediador dentro da unidade escolar.

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Marechal Thaumaturgo, as adolescentes procuraram o comando da PM relatando o assédio. Foto: captada 

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Delegado-geral destaca avanços da PCAC com conciliações e novo núcleo digital

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Nesta quarta-feira, 25, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, concedeu uma série de entrevistas às emissoras de TV locais para destacar duas importantes ações desenvolvidas pela instituição, reforçando o compromisso com a modernização dos serviços e a promoção da justiça social no estado.

Durante as entrevistas, o gestor enfatizou a realização da 1ª Semana de Conciliações, promovida pelo Núcleo Pacificar, que ocorre entre os dias 23 e 27 de março. A iniciativa tem como objetivo ampliar a resolução de conflitos de forma consensual, por meio da realização de mais de 130 audiências de conciliação e mediação, conduzidas simultaneamente nas cinco regionais de Rio Branco e também nos municípios de Capixaba, Feijó, Porto Acre, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

A ação integra a política institucional de incentivo à cultura da paz e à solução célere de conflitos, evitando a judicialização desnecessária e proporcionando maior agilidade na resolução de demandas entre as partes envolvidas.

Outro tema abordado pelo delegado-geral foi a recente criação do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), instituído por meio de portaria nesta semana. A nova estrutura representa um avanço significativo no enfrentamento à criminalidade no ambiente virtual, ampliando a capacidade investigativa da Polícia Civil diante das novas dinâmicas do crime.

Ações integram estratégia de modernização e eficiência da segurança pública no Acre. Foto: assessoria/ PCAC

O Noad tem como missão identificar, monitorar e analisar atividades criminosas praticadas em redes sociais, aplicativos de mensagens e demais plataformas digitais. Entre os principais focos de atuação estão o combate ao crime organizado, crimes contra crianças e adolescentes, além da prevenção e repressão a ataques em ambientes educacionais e outras práticas de alta gravidade.

“As ações da Polícia Civil do Acre têm avançado tanto no fortalecimento da cultura da conciliação, com iniciativas como a Semana de Conciliações, quanto na modernização das investigações, a exemplo da criação do NOAD. Estamos atentos às novas modalidades criminosas e trabalhando de forma estratégica para proteger a sociedade acreana”, destacou Dr. José Henrique Maciel.

As duas iniciativas demonstram o empenho da instituição em atuar de forma integrada, preventiva e tecnológica, promovendo tanto a pacificação social quanto o enfrentamento qualificado da criminalidade contemporânea.

Fonte: PCAC

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