Acre
Ativista iraniana é absolvida após ficar presa em cela controlada por facção no Acre

A ativista de direitos humanos e cinegrafista iraniana Mahnaz Alizadeh, em Rio Branco. Foto: Fabiano Maisonnave – 15.fev.21/Folhapress
Uma ativista iraniana passou 40 dias de terror no Acre. De acordo com informações da Folha de SP, ela deixou o Irã devido a perseguição política, mas acabou detida na fronteira do Brasil com o Peru com passaporte adulterado e passou 40 dias presa na superlotada penitenciária de Rio Branco.
A ativista e cinegrafista iraniana Mahnaz Alizadeh, 36, foi absolvida pela Justiça Federal no Acre, na última segunda-feira (1º). Ela foi defendida de forma voluntária por um grupo de advogadas.
“Considerando o contexto social e o trabalho exercido por Mahnaz no Irã, não se podia exigir da acusada que tivesse padrão de culpabilidade distinto quanto à utilização de documento falso, restando patente que visava apenas fugir para local seguro, buscando sua liberdade”, afirma o juiz Jair Facundes, na sentença.
O drama de Alizadeh no país começou em agosto do ano passado, quando foi barrada em Assis Brasil (AC) junto com outros seis iranianos pela PF. “Portava um passaporte canadense falso. Segundo o inquérito, ela era integrante de uma quadrilha de imigração ilegal junto com o coiote iraniano-canadense Reza Sahami, responsável de fato pelo grupo. Apenas os dois ficaram presos”, diz a publicação.
Alizadeh foi colocada numa cela lotada, em ala controlada pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Em sua segunda vez confinada, já que no Irã havia sido presa política, Alizadeh passou maus bocados: sem falar português e com inglês precário, dividiu colchão com outras detentas e conviveu com falta de água.
“Em crise depressiva, a iraniana chamou a atenção da ouvidora da Defensoria Pública do Acre, Solene Oliveira da Costa. Ela procurou a Rede Liberdade, que atua em casos de violações de direitos humanos”, completou a Folha.
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Acre
Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.



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