Acre
Artigo: VERDADE QUE NÃO SE CALA
Não sei ainda, talvez nunca venha saber, as razões plausíveis para entender que levou o nosso Brasil a chegar ao ponto que chegou.
Não estou preocupado com os nomes pessoais, ideologia política e cores partidárias de quem quer que seja.
Estou muito preocupado com o velório político econômico onde os humanos vão gradativa, inexoravelmente sendo despidos dos mais elementares direitos democráticos e sendo tratados como uma boiada que disparou, no campo democrático da vida, sem qualquer orientação, credibilidade, respeito, ética e dignidade, em solo irregular.
Existe, lamentavelmente, uma caótica e ascendente crise de credibilidade nos homens públicos. Ninguém acredita em ninguém. A única coisa que se sabe é que dinheiro público, produto de nosso suor, nossos esforços quotidianamente foi roubado, desviado e nada acontece de concreto. Réus, delatores ou não, devolvem aos cofres públicos, milhões e milhões de reais com a maior naturalidade apesar de negarem, através da mídia, qualquer benefício nas trapalhadas de desvio do dinheiro público tanto no caso do mensalão como na Petrobrás, por enquanto.
Devolvem milhões é porque devem ter outro tanto bem protegido.
Enquanto tantos bilhões de reais foram desviados para uso próprio, para o conforto e influência na vida social, política e administrativa, milhares de brasileiros lutam para sobreviver na maior crise de falta de medicamentos, equipamentos e gente habilitada para atender o que determina a constituição.
Enquanto bilhões e bilhões foram surrupiados do erário público, o povão mendiga por mais escolas de qualidade estrutural e funcional, mendiga, implora, por maior segurança pública, por moradias feitas com qualidade e não somente como meio de propaganda partidária.
Enquanto bilhões e bilhões de reais foram escamoteados dos cofres públicos, o povão, as classes F, E, D e C tem mais e mais dificuldades para receber dos governantes o que é obrigatório, segundo a colcha de retalho que é a nossa constituição, para atender as necessidades mínimas presente e futuras, de crianças, jovens e adultos. É preciso, imperioso, que acabemos com os festivais de ilusionismo, mentiras cretinas e metas que se atingidas farão surgir novas metas que irão metaficar as metas do futuro não muito distante das metas já alcançadas na verborragia oficial.
Não existem, e acredito que não existam mesmo, recursos para arcar com despesas as mais diversas, do remédio à gasolina para a segurança pública, mas de forma alguma deixa de ter dinheiro suficiente para atender a companheirada desempregada.
Falo em termos genéricos e tenho certeza que todos entendem, até mesmo quem afirma, descaradamente, que todos os problemas administrativos, financeiros e contábeis que surgiram e surgem a cada dia, é por culpa e responsabilidade de agentes infiltrados da CIA e dos serviços americanos de inteligência.
O povão, tratado como Zé povinho, está começando a se rebelar por falta de educação para seus filhos, falta de condições de comprar alimentos para seu sustento, pela insegurança de nossas cidades, pelo excesso de sucessivas mentiras deslavadas, cínicas e dignas tão somente do febeapá de nossas autoridades.
Diga-se de passagem, a bem da verdade, que temos que parabenizar lamentando, que os homens de bem, responsáveis, dignos e honrados de ontem sejam, na cegueira do poder com suas benesses e mordomias, os primeiros a desejar empurrar garganta abaixo do povão e dos esclarecidos que tudo está bem e seremos um exemplo para o mundo. Triste Acre, triste Brasil.
*Sérgio Baptista Quintanilha é advogado e representante acreano na bancada do Conselho Federal da OAB.
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Vestibular de Medicina da Ufac tem 2º e decisivo dia neste domingo com mudanças na logística
Provas de Ciências da Natureza e Matemática serão aplicadas; portões abrem às 11h para evitar transtornos em Cruzeiro do Sul, como também em Rio Branco

Os candidatos inscritos testarão seus conhecimentos em Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias (P3 e P4). Foto: captada
O segundo e último dia do vestibular de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) acontece neste domingo (18), com as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. Após problemas de logística no primeiro dia, a universidade antecipou a abertura dos portões para as 11h, garantindo quase duas horas de intervalo antes do fechamento, para facilitar o acesso e evitar congestionamentos.
A expectativa é de maior fluidez na organização, depois de transtornos ocorridos no domingo passado, quando candidatos enfrentaram dificuldades para chegar a tempo aos locais de prova. Mais de 5,4 mil inscritos concorrem às 80 vagas oferecidas, sendo a primeira edição do processo seletivo próprio da Ufac para o curso, após a saída do Sisu.
As provas começam às 13h, após o fechamento dos portões às 12h30. A recomendação é que os candidatos cheguem com antecedência, levando documento de identidade original, caneta preta transparente e comprovante de inscrição.
Segundo dia
Diferente da primeira fase, que focou em Linguagens e Humanas, este domingo exige fôlego para cálculos e raciocínio científico.
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Conteúdo: Provas de Biologia, Química, Física e Matemática.
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Horário de Abertura: 11h (Horário local).
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Fechamento dos Portões:12h45 (Impreterivelmente).
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Início dos Exames: 13h.
A organização reforça que o candidato deve portar apenas caneta esferográfica de tinta preta e corpo transparente, além do documento de identidade original com foto. O uso de aparelhos eletrônicos é estritamente proibido e pode causar a eliminação imediata.
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Rio Tarauacá volta a subir levemente, mas permanece abaixo da cota de transbordamento

O rio Tarauacá registrou uma nova e ligeira elevação ao meio-dia deste sábado (17), mas segue dentro do leito e abaixo da cota de transbordamento. Conforme boletim divulgado pela Diretoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a medição das 12h apontou 8,86 metros, um acréscimo de 1 centímetro em relação aos 8,85 metros registrados às 9h.
Apesar da pequena subida, o nível do manancial permanece abaixo da cota de transbordamento, fixada em 9,50 metros. No entanto, segue acima da cota de alerta, que é de 8,50 metros, mantendo o município em estado de atenção.
A oscilação indica que, após a queda mais acentuada registrada na sexta-feira, quando o rio deixou a cota de transbordamento, o Tarauacá atravessa um período de estabilidade relativa, com variações pontuais em um patamar considerado mais seguro do que o observado nos dias mais críticos da cheia.
O cenário recente ajuda a dimensionar o alívio parcial da população e das equipes de emergência. Há poucos dias, a enchente atingiu milhares de moradores e centenas de residências, exigindo a distribuição de alimentos, água potável e atendimentos médicos em larga escala. Balanço oficial divulgado no dia 15 apontou mais de 5,2 mil residências afetadas e cerca de 12 mil pessoas impactadas, além de desalojados e desabrigados, o que mobilizou bombeiros, policiais e servidores municipais em uma operação emergencial.
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Transbordamento do Rio Acre leva 11 pessoas ao Parque de Exposições Wildy Viana

A Prefeitura de Rio Branco informou na tarde deste sábado, 17, por meio do primeiro boletim sobre famílias afetadas pela cheia do Rio Acre, que quatro famílias, totalizando 11 pessoas, estão alojadas provisoriamente no Parque de Exposições Wildy Viana, na capital acreana.
O local passou a ser utilizado como ponto de acolhimento emergencial para atender famílias atingidas pela elevação do nível do rio. No espaço, os afetados recebem suporte básico, como alimentação, abrigo temporário e acompanhamento das equipes da assistência social.
De acordo com o Boletim da Defesa Civil Municipal, o nível do Rio Acre apresentou elevação contínua ao longo do dia. Às 5h17, o manancial registrou 14,22 metros. Às 9h, subiu para 14,26 metros e, ao meio-dia, atingiu 14,31 metros, permanecendo acima da cota de transbordamento, que é de 14,00 metros. A cota de alerta é de 13,50 metros.
Nas últimas 24 horas, o volume de chuva foi de 2,40 milímetros. Segundo o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Cláudio Falcão, o monitoramento do rio segue de forma permanente, com equipes em prontidão para possíveis remoções preventivas em áreas de risco.



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