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Artigo: VERDADE QUE NÃO SE CALA

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photoSérgio Quintanilha*

Não sei ainda, talvez nunca venha saber, as razões plausíveis para entender que levou o nosso Brasil a chegar ao ponto que chegou.

Não estou preocupado com os nomes pessoais, ideologia política e cores partidárias de quem quer que seja.

Estou muito preocupado com o velório político econômico onde os humanos vão gradativa, inexoravelmente sendo despidos dos mais elementares direitos democráticos e sendo tratados como uma boiada que disparou, no campo democrático da vida, sem qualquer orientação, credibilidade, respeito, ética e dignidade, em solo irregular.

Existe, lamentavelmente, uma caótica e ascendente crise de credibilidade nos homens públicos. Ninguém acredita em ninguém. A única coisa que se sabe é que dinheiro público, produto de nosso suor, nossos esforços quotidianamente foi roubado, desviado e nada acontece de concreto. Réus, delatores ou não, devolvem aos cofres públicos, milhões e milhões de reais com a maior naturalidade apesar de negarem, através da mídia, qualquer benefício nas trapalhadas de desvio do dinheiro público tanto no caso do mensalão como na Petrobrás, por enquanto.

Devolvem milhões é porque devem ter outro tanto bem protegido.

Enquanto tantos bilhões de reais foram desviados para uso próprio, para o conforto e influência na vida social, política e administrativa, milhares de brasileiros lutam para sobreviver na maior crise de falta de medicamentos, equipamentos e gente habilitada para atender o que determina a constituição.

Enquanto bilhões e bilhões foram surrupiados do erário público, o povão mendiga por mais escolas de qualidade estrutural e funcional, mendiga, implora, por maior segurança pública, por moradias feitas com qualidade e não somente como meio de propaganda partidária.

Enquanto bilhões e bilhões de reais foram escamoteados dos cofres públicos, o povão, as classes F, E, D e C tem mais e mais dificuldades para receber dos governantes o que é obrigatório, segundo a colcha de retalho que é a nossa constituição, para atender as necessidades mínimas presente e futuras, de crianças, jovens e adultos. É preciso, imperioso, que acabemos com os festivais de ilusionismo, mentiras cretinas e metas que se atingidas farão surgir novas metas que irão metaficar as metas do futuro não muito distante das metas já alcançadas na verborragia oficial.

Não existem, e acredito que não existam mesmo, recursos para arcar com despesas as mais diversas, do remédio à gasolina para a segurança pública, mas de forma alguma deixa de ter dinheiro suficiente para atender a companheirada desempregada.

Falo em termos genéricos e tenho certeza que todos entendem, até mesmo quem afirma, descaradamente, que todos os problemas administrativos, financeiros e contábeis que surgiram e surgem a cada dia, é por culpa e responsabilidade de agentes infiltrados da CIA e dos serviços americanos de inteligência.

O povão, tratado como Zé povinho, está começando a se rebelar por falta de educação para seus filhos, falta de condições de comprar alimentos para seu sustento, pela insegurança de nossas cidades, pelo excesso de sucessivas mentiras deslavadas, cínicas e dignas tão somente do febeapá de nossas autoridades.

Diga-se de passagem, a bem da verdade, que temos que parabenizar lamentando, que os homens de bem, responsáveis, dignos e honrados de ontem sejam, na cegueira do poder com suas benesses e mordomias, os primeiros a desejar empurrar garganta abaixo do povão e dos esclarecidos que tudo está bem e seremos um exemplo para o mundo. Triste Acre, triste Brasil.


 

*Sérgio Baptista Quintanilha é advogado e representante acreano na bancada do Conselho Federal da OAB.

 

 

 

 

 

 

 

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Médico retira prego do intestino de criança de 3 anos por colonoscopia no Hospital do Juruá

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Procedimento evitou cirurgia invasiva; menino havia ingerido o objeto há oito dias e passa bem

Um menino de 3 anos teve um prego retirado do intestino por meio de uma colonoscopia realizada na noite desta sexta-feira (16), no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O procedimento foi conduzido pelo médico Marlon Holanda e evitou a necessidade de uma cirurgia abdominal invasiva. A criança passa bem.

O menino, identificado como Erick, mora com a família em Ipixuna, no interior do Amazonas, e teria engolido o prego cerca de oito dias antes da retirada. Seis dias após o ocorrido, ele foi transferido para o Acre, onde passou a receber acompanhamento médico especializado.

Inicialmente atendido pelo pediatra Rondney Brito, o paciente também foi monitorado pelas equipes de endoscopia e cirurgia do hospital. Durante todo o período de internação e ao longo do procedimento, a criança permaneceu estável, comunicativa e se alimentando normalmente.

Após a retirada do objeto, o médico Marlon Holanda comentou o caso nas redes sociais. “Criança de 3 anos engoliu prego: retirada por colonoscopia. Menos uma laparotomia no mundo”, escreveu.

A laparotomia é um procedimento cirúrgico que exige a abertura da parede abdominal para acesso aos órgãos internos, sendo indicada em casos mais complexos. Diferentemente dela, a colonoscopia é considerada minimamente invasiva, reduzindo riscos, tempo de recuperação e possíveis complicações para o paciente.

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Riozinho do Rola apresenta leve recuo e indica estabilidade no nível do Rio Acre

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Afluente do Rio Acre caiu cerca de 6 centímetros nas últimas horas, segundo o SGB, enquanto o rio principal segue acima da cota de transbordamento em Rio Branco

O riozinho do Rola, principal afluente do Rio Acre antes da passagem pela área urbana de Rio Branco, apresentou uma leve tendência de recuo nas últimas horas. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam que o nível do manancial caiu cerca de 6 centímetros entre a madrugada e o início da manhã deste sábado (17).

De acordo com o SGB, às 1h15 o nível do rio era de 11,26 metros, passando para 11,20 metros na aferição das 7h15. Apesar de pequenas oscilações pontuais, o cenário observado é de recuo lento e controlado, sem sinais de elevação repentina.

Os dados pluviométricos reforçam a estabilidade. Nas últimas 24 horas, o volume de chuvas acumulado na região monitorada foi de aproximadamente 0,2 milímetro, considerado baixo. Durante a madrugada deste sábado, as estações não registraram precipitações significativas, o que contribuiu para a manutenção do recuo.

Mesmo com o comportamento estável do riozinho do Rola, o Rio Acre segue em situação crítica na capital. Segundo boletim da Defesa Civil Municipal, divulgado na manhã deste sábado (17), o nível do rio atingiu 14,22 metros às 5h17, permanecendo acima da cota de transbordamento, que é de 14 metros.

Ainda conforme a Defesa Civil, nas últimas 24 horas foram registrados 2,40 milímetros de chuva em Rio Branco. A cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros. As informações foram repassadas pelo coordenador municipal do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão.

Por ser o maior e mais importante afluente do Rio Acre antes de sua chegada à área urbana, o riozinho do Rola é considerado um indicador antecipado de possíveis alterações no nível do rio na capital. Historicamente, cheias ou elevações rápidas em sua bacia costumam refletir no Rio Acre algumas horas depois.

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Rio Acre atinge 14,26 metros e segue acima da cota de transbordamento

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Foto: Sérgio Vale

O nível do Rio Acre alcançou 14,26 metros na medição das 9h deste sábado, 17, mantendo-se acima da cota de transbordamento em Rio Branco, que é de 14,00 metros, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com os dados oficiais, o rio apresentou elevação em relação à primeira medição do dia. Às 5h, o nível estava em 14,22 metros, indicando uma subida de 4 centímetros em poucas horas. A situação reforça o estado de atenção para áreas ribeirinhas da capital acreana.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado foi de 2,40 milímetros, quantidade considerada baixa, mas que ainda contribui para a manutenção do nível elevado do manancial, somando-se ao volume de água proveniente das cabeceiras e de afluentes.

A cota de alerta, estabelecida em 13,50 metros, já havia sido ultrapassada anteriormente, e o cenário atual mantém a Defesa Civil em monitoramento permanente.

 

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