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Acre

Armazém da Gazin é furtado em Epitaciolândia e PM prende um envolvido

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Edson Andrade de Araújo estava ajudando seus comparsas como olheiro e riria receber R$ 5 mil - Foto: Alexandre Lima

Edson Andrade de Araújo estava ajudando seus comparsas como olheiro e iria receber R$ 5 mil – Foto: Alexandre Lima

Alexandre Lima

Um armazém da loja de varejo Gazin, que tem filial no bairro Beira Rio, na cidade de Epitaciolândia, foi invadida por um bando de ladrões durante a madrugada desta quinta-feira, dia 30. Cerca de cinco pessoas podem estar envolvidas neste crime e se suspeita que sejam os mesmos que também arrombaram e furtaram a loja localizada no centro comercial.

Graças ao sistema de alarme e uma denuncia anônima por volta as 2 horas, homens do 10º Batalhão da Polícia Militar foram acionados até o local. Ladrões teriam usado uma ferramenta conhecida como ‘talhadeira’, para arrombar a fechadura e entrar no armazém.

Quando perceberam a presença dos policiais, foram avisados e uma parte conseguiu fugir por dentro do mato e barrancos do rio. Ao realizarem uma busca pelas redondeza, conseguiram localizar Edson Andrade de Araújo (25), que estava ajudando os seus comparsas como ‘olheiro’.

Um carro foi usado para ajudar no furto e está sendo investigado, juntamente com os comparsas de Edson que iria receber cerca de R$ 5 mil e teria se deslocado de Rio Branco para ajudar no roubo do armazém.

O detido já tem passagem pelo presídio de Rio Branco por porte ilegal de arma de fogo e poderá ser indiciado pelo crime de furto qualificado, formação de quadrilha, além de outros delitos.

Foi dito que, o gerente da loja estaria fazendo um levantamento do que possa ter sido furtado no armazém.

O levantamento do que pode ter sido levado está sendo feito e as autoridades estão atrás dos outros envolvidos - Foto: Alexandre Lima

O levantamento do que pode ter sido levado está sendo feito e as autoridades estão atrás dos outros envolvidos – Foto: Alexandre Lima

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Acre

Produtores de castanha do Acre enfrentam barreiras para exportar para Bolívia e Peru por exigências fitossanitárias

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Legislação federal sobre certificação travou envio do produto; estoques acumulam e prejuízos atingem toda a cadeia extrativista no estado

Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação. Foto: captada 

Produtores de castanha-do-brasil (ou castanha-da-amazônia) no Acre estão com dificuldades para exportar o produto para países vizinhos, como Bolívia e Peru, devido a exigências de certificação fitossanitária previstas na legislação federal. A situação tem gerado acúmulo de estoques, redução na comercialização e prejuízos financeiros para comunidades extrativistas e cooperativas que dependem da venda internacional.

A falta de alinhamento entre os protocolos brasileiros e os requisitos dos países compradores tem sido apontada como principal entrave. Enquanto não há solução, produtores veem o produto perder valor de mercado e a safra ficar retida. O problema afeta especialmente a região do Alto Acre e regiões produtoras próximas à fronteira, onde a exportação para a Bolívia e o Peru e uma das principais rotas de escoamento.

Autoridades estaduais e representantes do setor buscam diálogo com o Ministério da Agricultura para flexibilizar ou adequar os trâmites, mas ainda não há previsão de normalização. A castanha é um dos produtos extrativistas mais importantes da economia acreana, gerando renda para milhares de famílias.

Diante do impasse, as comunidades extrativistas, os produtores foram recebidos pelo superintendente do MAPA no Acre, Paulo Felipe Teixeira Santos Trindade, em busca de diálogo e esclarecimentos. Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação.

A situação tem provocado acúmulo de estoques e prejuízos financeiros, impactando diretamente toda a cadeia produtiva ligada ao extrativismo no estado. Foto: captada 

O extrativista e produtor Said Fahrat, em entrevista à jornalista Anne Nascimento, explicou que, apenas em sua propriedade, há aproximadamente 15 mil latas de castanha estocadas, sem possibilidade de comercialização na fronteira do acre com Bolívia e Peru. O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal, conforme estabelece a Portaria nº 177/2021, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A norma define procedimentos rigorosos para garantir a segurança fitossanitária dos produtos exportados, incluindo inspeções visuais e o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo país importador. Na prática, porém, produtores afirmam que essas exigências têm dificultado o envio da castanha, que é um produto in natura e possui casca de origem vegetal.

“Já faz cerca de dois anos que estão exigindo que não tenha nem uma formiga. Castanha é madeira, a casca é madeira, e sempre aparece formiga. Isso acaba travando tudo”, relata o produtor, que atua no setor há mais de 40 anos.

Segundo ele, os países compradores não demonstram a mesma preocupação. “A Bolívia e o Peru aceitam o produto. Eles fazem a limpeza lá, tiram a sujeira, e isso não causa problema nenhum. Mesmo assim, a gente não consegue exportar”, afirma.

Disse mais.“A gente precisa vender. Tem muita gente com castanha parada, e toda a cadeia produtiva do Acre está sendo afetada”, destaca Farhat. Ele também alerta para os riscos econômicos da manutenção do cenário atual. “Se não for legalmente, há o risco de contrabando, e ninguém quer isso”, finaliza Said.

O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal. Foto: captada 

A produção de castanha-do-brasil é um dos destaques do extrativismo do Acre.

Os cinco principais municípios produtores de castanha são:
  • Xapuri (21%);
  • Brasiléia (17%);
  • Rio Branco (17%);
  • Sena Madureira (15%);
  • Epitaciolândia (11%).

A região do Alto Acre é responsável por 50% da castanha coletada no Acre, Baixo Acre vem com 34% e Purus, 15%.

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Acre

Polícia Civil prende em Rio Branco acusado de ser “executor” de facção criminosa que se escondia em obra de influenciadora digital

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Homem atuava como operário em construção no bairro Bom Sucesso; é suspeito de tortura por encomenda e violência a mando de organização criminosa
    O Disfarce no Canteiro de Obras, foi descoberto após investigação da Polícia Civil. A prisão ocorreu no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Foto: captada

Um homem identificado pelas iniciais G. S. S., apontado como executor de alta periculosidade de uma organização criminosa que atua no Acre, foi preso na tarde desta terça-feira (27) no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Ele estava trabalhando como operário na construção da casa de uma influenciadora digital local, tentando se esconder sob a identidade de trabalhador comum.

A operação foi realizada pela Delegacia-Geral de Manoel Urbano com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, G. S. S. é suspeito de cometer tortura por encomenda e atos violentos a mando da facção, além de integrar esquemas de execução e intimidação em Rio Branco e no interior.

A influenciadora, cujo nome não foi divulgado, não teria conhecimento do histórico do operário. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais.

O criminoso se passava por um trabalhador comum sob a supervisão de um mestre de obras, tentando evitar qualquer comportamento que levantasse suspeitas entre os colegas de trabalho. Foto: captada 

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Acre

Justiça do Acre aceita denúncia contra dois homens por assassinato de ativista cultural Moisés Ferreira

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Moisés Alencastro, 59 anos, colunista social foi morto a facadas em dezembro; réus respondem por homicídio qualificado e furto de veículo e celular

Os dois confessaram o crime, segundo o delegado. Eles passaram por audiência de custódia no dia 26 de dezembro, tiveram as prisões mantidas pela Justiça e foram levados para o Complexo Prisional de Rio Branco. Foto: captada 

A Justiça do Acre aceitou a denúncia do Ministério Público contra Antônio de Sousa Morais, 22 anos, e Nataniel Oliveira de Lima, 23, acusados de matar o ativista cultural, advogado e servidor do MP-AC Moisés Ferreira Alencastro, de 59 anos, em dezembro de 2025. Com a decisão do juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Júri, os dois passam a réus no processo.

Moisés foi encontrado morto com quatro facadas no dia 22 de dezembro, e seu carro foi localizado abandonado na Estrada do Quixadá, zona rural de Rio Branco. Os suspeitos foram presos no dia 25. A denúncia aponta homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e furto do veículo e celular da vítima.

O carro foi achado abandonado na Estrada do Quixadá, zona rural de Rio Branco. Os suspeitos envolvidos no assassinato foram presos no dia 25 de dezembro na capital. Foto: captada 

O caso agora segue para a fase de instrução processual e, posteriormente, será julgado pelo Tribunal do Júri. O advogado de Antônio, David Santos, informou que a defesa será apresentada no prazo legal e que seu cliente mantinha relacionamento com Moisés há mais de dois anos. O caso seguirá para instrução e depois será julgado pelo Tribunal do Júri.

O laudo cadavérico, anexado aos autos, apontou que Moisés morreu após sofrer cerca de quatro golpes de faca. Foto: captada 

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