Cotidiano
Após perda de 3 milhões de clientes, cem planos de saúde fecham as portas
Balanço de quatro anos reflete, de um lado, a queda na renda e a dificuldade do consumidor para arcar com altos reajustes; de outro, empresas afirmam que alta do dólar teve forte impacto nos custos e alegam que a viabilidade econômica do setor está em risco
As operadoras de convênios médicos e as entidades de defesa do consumidor concordam em um ponto: os planos de saúde podem ficar insustentáveis nos próximos anos. Com o envelhecimento da população e a queda do número de usuários durante a crise, as empresas têm reajustado preços e pleiteado uma maior partilha das despesas com os clientes. Já o consumidor, com o orçamento apertado, se queixa de aumentos abusivos e da queda de qualidade.
Afetados pela crise econômica, mais de cem planos encerraram suas atividades entre o fim de 2014 e maio deste ano, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mesmo período, cerca de 3 milhões de brasileiros perderam renda e tiveram de abrir mão do plano.
Enquanto os reajustes dos planos individuais são limitados pela ANS a até 10%, entre os planos coletivos, que correspondem a quase 80% dos contratos, não existe teto definido. Nos convênios com até 30 beneficiários, que servem de base para a regulamentação, essa alta foi de até 70% na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2017.
Para Ana Carolina Navarrete, advogada e pesquisadora em saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), as empresas do setor alegam que há muita regulação, mas o histórico dos últimos anos mostra que a ANS regula mal esse serviço. “O foco da agência é o equilíbrio econômico-financeiro das operadoras, não a qualidade do serviço prestado ao consumidor.”
O diretor da ANS, Rodrigo Aguiar, admite que os reajustes altos nos planos médicos são a questão mais sensível à agência neste momento e que têm sido monitorados intensamente nos últimos três anos, apesar de ainda não haver uma solução.
As operadoras, por sua vez, argumentam que, com o avanço da tecnologia utilizada em exames e procedimentos médicos, os custos para a prestação desses serviços subiram. Como o Brasil ainda importa a maior parte dos equipamentos hospitalares e os princípios ativos para a fabricação de medicamentos, esses produtos são sensíveis às variações do dólar.
Números dos planos de saúde
Os números da ANS recentemente divulgados mostram que em 2017 foram 1,5 bilhão de procedimentos (consultas, atendimentos ambulatoriais, exames, terapias, internações e procedimentos odontológicos), 3,4% mais do que em 2016. Além do desperdício, as fraudes e a judicialização, tanto no SUS quanto no serviço privado, encarecem o serviço.
No caso do desperdício e das fraudes, eles já correspondem a um quinto dos gastos assistenciais, de acordo com o Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS). “O sistema corre risco”, diz Reinaldo Scheibe, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).
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Deracre prepara base da Estrada Dias Martins para asfaltamento, em Rio Branco
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), dá continuidade às obras na Estrada Dias Martins, em Rio Branco, com os serviços concentrados na execução da base, etapa que prepara a via para receber o pavimento asfáltico.

No local, as equipes atuam na terraplenagem e no reforço da base, além da implantação do sistema de drenagem e de meio-fio e sarjetas, garantindo as condições técnicas necessárias para a durabilidade da estrada.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explicou que esta fase é decisiva para a qualidade da obra. “A base é o que sustenta todo o pavimento. Quando essa etapa é bem executada, a estrada ganha mais resistência e segurança para quem trafega todos os dias”, afirmou.
A obra contempla a conclusão de aproximadamente dois quilômetros da Estrada Dias Martins, com pavimentação asfáltica, calçadas e ciclovia, contribuindo para a mobilidade urbana e para a ligação entre a zona industrial e o Conjunto Universitário. Cerca de 500 famílias são beneficiadas diretamente. O investimento total é de R$ 6,5 milhões, oriundos de emenda parlamentar, com contrapartida do governo do Estado.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Exportação de gado do Acre cresce 33% em 2025, com recorde de 27,2 mil cabeças em dezembro
Setor pecuário fecha ano com alta de 88,6% na comparação mensal; avanço é atribuído a ganhos de eficiência, rigor sanitário e acesso a mercados internacionais

O impacto desses números ultrapassa as fronteiras das fazendas, refletindo-se diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e na geração de empregos no interior. Foto: captada
O setor pecuário do Acre encerrou 2025 com resultados históricos, consolidando-se como um dos principais motores econômicos do estado. Dados do setor mostram que em dezembro foram movimentadas 27,2 mil cabeças de gado – um crescimento de 88,6% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano, as exportações acumularam alta de 33%, impulsionadas pela eficiência produtiva, rigor sanitário e acesso a mercados internacionais.
Fatores do desempenho:
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Modernização da cadeia: Frigoríficos investiram em tecnologia e certificações;
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Demanda externa aquecida, especialmente de países da Ásia e Oriente Médio;
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Valorização da arroba do boi no mercado internacional;
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Logística melhorada com uso da BR-364 e rotas alternativas pelo Peru.
Impacto econômico e social:
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Contribuição direta ao PIB estadual, já que a pecuária responde por cerca de 20% da economia acreana;
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Geração de empregos no interior, desde a criação até o processamento industrial;
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Fortalecimento da agricultura familiar, que fornece bezerros para engorda.
O Acre se consolida como fornecedor estratégico no corredor de exportação da Amazônia, aproveitando sua posição geográfica fronteiriça para escoar produção com competitividade em preço e qualidade.
A expectativa para 2026 é de expansão de 15% a 20% no volume exportado, com investimentos em rastreabilidade, genética e sustentabilidade para atender exigências de mercados mais rigorosos, como a União Europeia.
O crescimento de 88,6% em dezembro não é apenas sazonal – reflete uma mudança estrutural na pecuária acreana, que deixou de ser apenas abastecedora do mercado interno para se tornar uma potência exportadora na região Norte.
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Empresário boliviano critica venda de combustível barato a estrangeiros em meio à crise de abastecimento em Cobija
Crise de combustíveis em Cobija acende alerta sobre contrabando e abastecimento na fronteira com o Brasil

O empresário alerta que a medida pode intensificar as longas filas nos postos, prejudicando a população boliviana, e facilitar o contrabando para o Brasil. Foto: captada
O empresário e ex-deputado federal boliviano Richard Flores — irmão do ex-governador de Pando e atual senador Luís Adolfo Flores — criticou a autorização do governo nacional boliviano para a venda de diesel e gasolina a preços baixos para estrangeiros no Departamento de Pando, em meio a uma crise de escassez de combustíveis e gás em Cobija.
Segundo Flores, a medida beneficiará principalmente moradores de Brasileia e Epitaciolândia, no Brasil, além de turistas, o que vem gerando longas filas, já que que existe uma diferencia de dois reis no câmbio atual por litro, o que prejudicarão a população boliviana local. Ele também alerta para o risco de aumento do contrabando de combustíveis para Epitaciolândia e Brasiléia, o que representaria perdas financeiras para o Estado e para os cidadãos de Pando, agravando a falta de controle nas fronteiras.
A declaração reflete a tensão na região fronteiriça, onde a escassez de insumos essenciais tem impactado o dia a dia e a economia local.

Medida do governo boliviano de vender combustível barato a estrangeiros é criticada por ex-deputado, que vê risco de desabastecimento local e aumento do fluxo ilegal para o lado brasileiro. Foto: captada
A preocupação evidencia a tensão na fronteira, onde a falta de controle no fluxo de combustíveis já é um problema crônico. Com a alta demanda do lado brasileiro e a diferença de preços, o risco de desabastecimento local e perdas fiscais para o Estado boliviano se torna ainda mais crítico em um momento de escassez aguda.








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