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Após dois meses, filha vê mãe que está na UTI com Covid-19 à distância durante banho de sol no Acre

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Damiana se emocionou a ver a filha de longe — Foto: Synd Dandara/Arquivo pessoal

Por Alcinete Gadelha

Após dois meses internada com Covid-19, a aposentada Damiana Tuanama de Souza, de 60 anos, teve um reencontro, mesmo à distância, emocionante com a filha Synd Dandara Souza, de 19 anos. As duas se viram através de uma grade na área externa do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), durante um banho de sol que Damiana teve autorização para tomar, no início desta semana.

“Não pode ter visita porque ela está na UTI, então a assistência social passa o boletim todos os dias. A gente recebeu a ligação que ela ia sair para o banho de sol e foi a primeira vez, depois de dois meses, que nos vimos. Foi uma dose de adrenalina e emoção, porque sou a única que mora com ela e esse foi o maior tempo da minha vida que fiquei sem ver a minha mãe”, contou Synd.

Damiana está com uso de ventilação mecânica e também passou por uma traqueostomia e respira com ajuda de aparelhos, mas está consciente e recebeu permissão para ficar por alguns minutos na área externa do hospital que fica próximo a UTI, segundo contou a gerente de assistência do Into, Fernando Rebouças.

O encontro foi promovido pela equipe do hospital que tem tentado amenizar a solidão dos pacientes. Para isso é feita uma avaliação e os pacientes que têm condições podem sair para receber o banho de sol e até a visita à distância.

“Quando cheguei lá, para mim, só tinha ela na minha frente. Não vi mais ninguém”, contou Synd ao relatar a emoção, tanto dela quanto da mãe, de estarem juntas, mesmo sem abraços e afagos. A jovem esteve no local acompanhada de uma cunhada e as duas usavam máscaras.

Synd disse ainda que conversou com a mãe, mesmo que a aposentada tenha falado pouco devido a traqueostomia que precisou fazer por estar com os pulmões debilitados.

“Ela não falou muito por causa da traqueostomia, também estava nervosa e chorando. Minha mãe é muito forte e raramente ficava doente, mas acredito que ela vai sair dessa. Mas, percebi que, ao me ver ela sentiu esperança. E eles disseram [equipe do hospital] que depois que ela me viu, junto com minha cunhada, ficou mais alegre”, relembrou.

A trégua no distanciamento entre mãe e filha ocorreu por alguns minutos, mas, para elas valeu a pena cada segundo e Synd não vê a hora de a distância encerrar de forma definitiva com a alta hospitalar de Damiana.

Equipe do Into acompanha pacientes até o banho de sol e avisa familiares para que possam vê-los — Foto: Into-AC

Cuidados na visita

A gerente de assistência, Fernanda Rebouças, contou que o hospital começou recentemente a levar os pacientes das UTIs para a área externa do hospital, que tem uma divisão por uma cerca e mantém o isolamento.

Os pacientes das enfermarias já saiam para o banho de sol que também contribui para captação de vitaminas, além de mudar o ambiente do paciente. Já para quem está na UTI, o protocolo começou nesta semana e está com as primeiras visitas ainda.

“São alguns pacientes que têm condições clínicas para isso, estabilidades hemodinâmicas e que estão, apesar do quadro grave em observação na UTI, em condições clínicas. Até porque nosso perfil de pacientes eram todos entubados mais graves e sedados, então esses pacientes que a equipe multi avalia que pode ir, estamos encaminhando”, contou Fernanda.

A enfermeira disse que uma equipe composta por médico, fisioterapeuta e enfermeiro, avalia os pacientes e, após esta avaliação, é feita toda paramentação da equipe e do paciente que é levado para uma área próxima da UTI para garantir a segurança de todos.

“É um trajeto curto e eles ficam ali por 10 minutos, no máximo 15. E eles [equipe] pediram autorização para ligar para alguns familiares e autorizei. Então, avaliamos e ligamos para os familiares. Temos tido muitas histórias legais”, disse a gerente.

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Seis detentos fogem do presídio Manoel Neri em Cruzeiro do Sul

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Forças de segurança realizam operação integrada para recapturar os foragidos

Seis detentos fugiram na tarde deste domingo (1º) da Divisão de Estabelecimento Penal de Cruzeiro do Sul, conhecida como presídio Manoel Neri, no município de Cruzeiro do Sul.

De acordo com as primeiras informações, a evasão foi percebida por agentes penitenciários por volta das 13h30. Os presos estavam custodiados no pavilhão 8 da unidade. As circunstâncias da fuga ainda estão sendo apuradas.

Após a confirmação, foi iniciada uma operação integrada de buscas com a participação da Polícia Penal, do Grupo Especial de Operações em Fronteiras (Gefron), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e de outras forças de segurança do Estado.

Em nota, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) confirmou os nomes dos foragidos: Tiago Gomes da Silva; Messias Cavalcante Pedrosa; Taisson Gomes de Souza; Bruno do Nascimento Monteiro; Antônio da Silva e Silva; e Anderson Galvão da Silva.

O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, informou que todos os esforços estão sendo empregados para localizar e recapturar os detentos o mais rápido possível. As autoridades pedem que qualquer informação sobre o paradeiro dos fugitivos seja repassada de forma anônima às forças policiais.

Governo emitiu uma nota sobre o caso – Veja abaixo.

Nota pública sobre a fuga de seis detentos em Cruzeiro do Sul

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Prefeito Jerry Correia reforça parceria com a Coocafé e destaca avanços na agricultura familiar

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A Prefeitura de Assis Brasil, por meio do prefeito Jerry Correia, participou de uma importante reunião na sede da Coocafé – Cooperativa de Cafeicultores de Assis Brasil, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento rural do município.

Também estiveram presentes o secretário municipal de Agricultura, Jeovane, o agrônomo Francisco, além de produtores e cooperados.

Durante o encontro, o prefeito apresentou os resultados da parceria entre a Prefeitura e a Coocafé desde a sua fundação até os dias atuais. Ele destacou que a gestão municipal tem mantido presença ativa junto aos produtores, garantindo apoio técnico e institucional, além da renovação dos compromissos firmados com a cooperativa.

“O fortalecimento da cadeia produtiva do café é uma das prioridades da nossa gestão. O café tem sido um dos pilares da economia rural de Assis Brasil, e vamos continuar apoiando os produtores”, afirmou o prefeito.

Jerry Correia também ressaltou a importância de ampliar as frentes de atuação da cooperativa, incentivando a diversificação da produção. Segundo ele, Assis Brasil ainda possui grande potencial a ser explorado, especialmente nas áreas de fruticultura e na criação de pequenos animais, o que pode gerar mais renda, emprego e oportunidades para as famílias da zona rural.

Durante a reunião, o prefeito parabenizou o presidente da cooperativa, Silvano Silva, pelo trabalho desenvolvido à frente da instituição, reconhecendo sua liderança e dedicação no fortalecimento da organização e no apoio aos produtores locais.

Para a gestão municipal, o fortalecimento das cooperativas e dos grupos rurais organizados é o caminho para impulsionar a agricultura familiar, promover desenvolvimento sustentável e garantir crescimento econômico para o município.

A Prefeitura de Assis Brasil segue comprometida em apoiar o homem e a mulher do campo, valorizando quem produz e contribui diretamente para o progresso da cidade.

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Governo realiza resgate aeromédico em aldeia e garante tratamento à indígena vítima de picada de cobra

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O governo do Acre, por meio das secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e Saúde (Sesacre) realizou, na tarde do sábado, 28, um resgate aeromédico em área de selva fechada, na divisa entre Acre e Amazonas, no município de Atalaia do Norte, na Aldeia Nane Matxi, atendendo um indigena, vítima de picada de cobra. A ação conjunta, mostrou mais uma vez o alinhamento entre as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Ciopaer e Samu realizam resgate aeromédico em aldeia indígena. Foto: cedida

A aeronave decolou da base de Cruzeiro do Sul às 10h30 e em razão das dificuldades de acesso ao local, caracterizado por mata densa e ausência de área adequada para pouso, os moradores locais, orientados pela equipe Ciopaer, fizeram a abertura de clareira na vegetação para viabilizar a operação aérea, oferecendo condições seguras para realização do resgate.

Sob as orientações do Ciopaer, os indígenas fizeram uma clareira em tamanho específico para pouso da aeronave. Foto: cedida

A ação, resgatou o indígena, Fernando Dionísio da Silva, de 44 anos, vítima de picada de jararaca, ocorrido no dia 23 de fevereiro de 2026. Ele já apresentava necrose, que refere-se à morte celular ou de tecido no organismo, ascendendo um sinal de alerta e o inevitável pedido de resgate.

Após a chegada no local, realizou-se a estabilização e embarque do paciente, recebendo os primeiros atendimentos para a condução em condições estáveis ao Hospital Regional, por meio da ambulância do Samu, para dar continuidade ao atendimento médico especializado.

Médica do Samu, Raquel Gabriela Washing, presta os primeiros atendimentos à vítima. Foto: cedida

De acordo com a médica do Samu, Raquel Gabriela Washing, o trabalho conjunto entre Ciopaer e Samu, garante segurança e eficiência nas ações de resgate e tem mostrado o quanto a assistência em urgência evoluiu nos últimos anos no estado, sobretudo, resgate aeromédico em áreas de difícil acesso:

“Neste resgate, atendemos um paciente indígena em uma aldeia distante, vítima de picada de jararaca, uma situação que exige rapidez e suporte avançado imediato. Graças a esse avanço conseguimos chegar com segurança, estabilizar o paciente ainda no local e realizar o transporte adequado para continuidade ao tratamento. Hoje temos estrutura, preparo técnico e protocolos que nos permitem oferecer atendimentos de qualidade mesmo em áreas de difícil acesso”, enfatizou.

Raquel Gabriela Washing (ao centro): “Hoje temos estrutura, preparo técnico e protocolos que nos permitem oferecer atendimentos de qualidade mesmo em áreas de difícil acesso”. Foto: cedida

O comandante do Ciopaer no Juruá, Sérgio Albuquerque, destacou os desafios da missão de resgate aeromédico: “O resgate foi um pouco difícil, tendo em vista que não havia local para pouso, é mata fechada e ao pedirem socorro a nós e ao Samu, orientamos que eles fizessem uma clareira para que o helicóptero pudesse pousar”.

Albuquerque ainda destacou o empenho das equipes e dos moradores da aldeia, possibilitando o resgate efetivo da vítima que foi picada duas vezes, não tendo condições de andar, obrigando-o a ficar esperando o resgate: “Nós passamos as medidas da clareira e eles fizeram direitinho, deixando uma rampa de entrada para facilitar nosso acesso. Ainda no local foram realizados os primeiros atendimento e foi realizado o embarque e regresso à base, com segurança e em tempo hábil, reflexo de nossos difíceis e essenciais treinamentos”, finalizou.

A missão foi concluída sem intercorrências, resultado de planejamento cauteloso e coordenação eficiente entre a tripulação do Ciopaer e Samu. O atendimento foi realizado observando rigorosamente os protocolos e procedimentos operacionais padrões das operações aéreas,  garantindo a segurança operacional e a adequada assistência ao paciente durante toda a missão.














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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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