terça-feira, maio 11, 2021
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    Após cratera se abrir, ponte na entrada de Tarauacá está há mais de 4 meses parcialmente interditada

    Moradora reclamou da situação e disse que desde que ponte foi lançada, há cerca de 10 anos, todos os anos cratera se abre. Dnit disse que existe um projeto para obra definitiva que aguarda aprovação em Brasília e que desde que reassumiu a manutenção da BR-364, em 2014, tem feito serviços paliativos no local para garantir o tráfego e segurança.

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    Em fevereiro deste ano, o Rio Tarauacá teve uma das piores enchentes da história e afetou cerca de 90% da cidade, atingindo 28 mil moradores

    Após cratera se abrir, ponte na entrada de Tarauacá está há mais de quatro meses parcialmente interditada — Foto: Yonara Machado/Arquivo pessoal

    Moradores de Tarauacá temem ficar isolados ou que ocorra um acidente grave, devido à uma cratera que se formou na cabeceira da ponte na entrada da cidade após o aterro no local ceder.

    Por conta da situação, a ponte está parcialmente interditada desde dezembro do ano passado, ou seja, funcionando apenas com uma das pistas. A informação foi confirmada pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Carlos Moraes.

    Moraes disse que existe um projeto para obra definitiva no local que aguarda aprovação na sede do órgão em Brasília. Segundo ele, desde que o Dnit reassumiu a manutenção da BR-364, em 2014, tem feito serviços paliativos no local para garantir o tráfego e segurança.

    Cratera na cabeceira da ponte do Rio Tarauacá assusta moradores — Foto: Yonara Machado/Arquivo pessoal

    A professora Yonara Machado contou que desde que a ponte foi lançada, há cerca de 10 anos, todos os anos a cratera se abre após período de chuva e enchente e que o local é apenas aterrado com barro.

    Em fevereiro deste ano, o Rio Tarauacá teve uma das piores enchentes da história e afetou cerca de 90% da cidade, atingindo 28 mil moradores. Devido à situação, a prefeitura decretou calamidade pública no dia 18 de fevereiro e no dia 22 daquele mês o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu a situação de calamidade.

    “Moro no bairro que fica antes da ponte, no Corcovado. Desde pequena, a gente atravessa de canoa para o outro lado. Esperamos muito tempo para sair essa ponte e agora estamos muito preocupados porque ela está praticamente caindo. Quando fizeram a ponte, deveriam ter estendido mais, mas como tinha que indenizar morador, resolveram encurtar. Daí, ficou muito próximo ao barranco do rio e logo após ser inaugurada começou a ter erosão. Agora, está bem deteriorada”, contou a moradora.

    Ela lembra ainda que, antes da ponte, toda mercadoria que vinha de outros estados para a cidade de Tarauacá e também Cruzeiro do Sul e os demais municípios do Juruá, precisava ser transportada pelo rio, de canoa.

    “A ponte, para nós, além de fazer com que parássemos de trafegar pelo rio, que era muito perigoso, ajudou muito nessa questão dos produtos. Se a ponte quebrar vai isolar Tarauacá e as demais cidades aqui e não vai passar mais mercadoria que vem de outros estados para suprir nossas necessidades. Já fomos várias vezes ao Dnit e a única coisa que fizeram foi isolar e sinalizar. Toda vez que o buraco fica grande, eles colocam sacos e sacos de areia, fazem aquele trabalho meia boca só para ir aguentando. Todo ano tem esse problema, mas esse ano está bem pior”, relatou.

    Ponte do Rio Tarauacá está parcialmente interditada após erosão na cabeceira — Foto: Yonara Machado/Arquivo pessoal

    Projeto para obra

    O superintendente do Dnit explicou que a ponte foi construída em um local em que o Rio Tarauacá é muito instável, ou seja, ainda não teve o seu traçado definido. E que o projeto de implantação da ponte não previu essa instabilidade e alteração de traçado do rio. Por isso, segundo ele, logo depois que a ponte foi inaugurada, o rio começou “atacar” a cabeceira do lado direito.

    “Quando o Dnit reassumiu a manutenção da BR-364, esse problema já estava extremamente crítico. Então, avaliamos tecnicamente qual era a melhor solução, ou fazer uma obra de contenção e retificação do curso d’água ou prolongar a ponte em 70 metros, de modo que essa variação do rio não atingisse a cabeceira. Fizemos os estudos técnicos e econômicos, e a solução do prolongamento se mostrou mais viável economicamente. Após esse estudo, iniciamos a elaboração do projeto, que já foi concluído há cerca de um ano, e agora está na iminência da aprovação em Brasília. Até então, estamos fazendo serviço de contenção e manutenção do tráfego”, afirmou Moraes.

    A obra para aumentar a extensão da ponte em 70 metros tem uma previsão para ser concluída dentro de um ano. De acordo com o superintendente, a expectativa é que o projeto seja aprovado em até um mês para que seja possível iniciar o processo de licitação para a manutenção definitiva no local.

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