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Apenas 21% dos pedidos de refúgio feitos pelo Acre foram aprovados em 2025
Dados do Observatório das Migrações Internacionais mostram que maioria das solicitações terminou em extinção, apesar do aumento do fluxo migratório pela crise na Venezuela

Foto: Sérgio Vale
Dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) revelam que apenas pouco mais de um quinto das solicitações de refúgio feitas por estrangeiros que ingressaram no Brasil pelo Acre em 2025 tiveram decisão favorável. Ao longo do ano, foram analisados 850 pedidos, dos quais 180 resultaram em deferimento, o equivalente a 21,2% do total.
Os números ganham ainda mais relevância diante do agravamento da crise política e humanitária na Venezuela ao longo de 2025, que intensificou os fluxos migratórios na região e reforçou o papel do Acre como uma das principais portas de entrada de estrangeiros no país em busca de proteção internacional.
Entre os municípios acreanos, Epitaciolândia concentrou a maior parte das entradas, com 488 solicitações, seguida por Assis Brasil, com 264. Rio Branco registrou 95 pedidos, enquanto Cruzeiro do Sul contabilizou apenas três solicitações no período analisado.
Quanto à nacionalidade, a Venezuela aparece de forma amplamente majoritária. Dos 850 pedidos que deram entrada pelo Acre, 487 foram feitos por venezuelanos, representando cerca de 57,3% do total. Em seguida aparecem Colômbia (85), Cuba (83) e Peru (57). Outros países, como Argentina, Chile, Equador, Haiti e Síria, tiveram números menores, além de um registro de pessoas apátridas.
No detalhamento das decisões, 154 pedidos foram deferidos e 26 tiveram extensão deferida, totalizando 180 decisões favoráveis. A maioria dos processos, entretanto, terminou em extinção, com 591 casos, além de 76 arquivamentos e apenas três indeferimentos formais.
Entre os solicitantes venezuelanos, o padrão se repete. Do total de pedidos apresentados por cidadãos daquele país, 154 foram deferidos, sete arquivados e 326 extintos, indicando que, embora os venezuelanos liderem amplamente as solicitações, apenas uma parcela consegue o reconhecimento oficial da condição de refugiado.
Quanto ao perfil dos solicitantes, 491 são homens e 359 mulheres, mantendo a predominância masculina nos pedidos registrados no estado.
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Operação no Pará apreende mais de 3 toneladas de drogas e prende suspeitos de crimes graves
Ação mira organização que usava rotas fluviais para tráfico nacional e internacional
A Polícia Civil do Pará prendeu, nesta sexta-feira (27), dois homens suspeitos de envolvimento em homicídios, sequestros, tráfico de drogas e contrabando internacional durante a Operação “Sombras de Medellín”.
A ação foi realizada em quatro municípios da região do Baixo Tocantins — Abaetetuba, Cametá, Limoeiro do Ajuru e Moju — e resultou na apreensão de mais de três toneladas de cocaína e maconha. As drogas estavam escondidas em embarcações que circulavam pelos rios da região.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava rotas fluviais para enviar entorpecentes ao Rio de Janeiro e também para o exterior. Parte da carga teria origem na Colômbia, com passagem por Manaus antes de chegar ao Pará.
A operação cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão. Além dos dois detidos, três homens e uma mulher seguem foragidos. Durante a ação, foram apreendidos documentos, celulares, equipamentos de navegação e uma luneta utilizada para monitorar o tráfego de embarcações.
Segundo a polícia, os investigados também estariam envolvidos em crimes relacionados a retaliações após grandes apreensões realizadas em 2024. Eles devem responder por homicídio, sequestro, associação criminosa e tráfico de drogas.
Na primeira fase da operação, seis pessoas já haviam sido presas, e mais de R$ 300 mil foram encontrados escondidos em uma parede falsa.
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Ataque de onça mata sete bezerros na região do Projeto Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul
Imagens divulgadas por um pecuarista do ramal Tico, na região do Projeto Santa Luzia, zona rural de Cruzeiro do Sul, mostram o que restou da carcaça de um animal supostamente devorado por uma onça na última quinta-feira.
De acordo com relatos de moradores, pelo menos sete bezerros já teriam sido mortos e devolvidos pelo felino nos últimos dias.
No local, também foram identificadas pegadas do animal, o que reforça a suspeita de ataque por onça.
Após os ataques, pecuaristas da região demonstram preocupação com a possibilidade de novas ocorrências, o que pode gerar ainda mais prejuízos com a perda de bovinos.
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Sem casos no Acre, país segue em emergência por gripe aviária
Por Wanglézio Braga – acremais
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 896, prorrogando por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional devido à circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária. A medida tem caráter preventivo e busca manter a capacidade de resposta rápida diante de possíveis novos focos da doença. A prorrogação do estado de emergência zoossanitária reforça o alerta nacional contra a gripe aviária no Brasil.
Apesar de não haver registros da doença no Acre até o momento, o estado segue inserido nas ações de monitoramento e prevenção conduzidas em âmbito nacional. A estratégia envolve integração entre órgãos federais, estaduais e municipais, além de entidades parceiras.
Segundo dados atualizados, o Brasil já contabiliza 188 focos da doença, sendo a grande maioria em aves silvestres. Também foram registrados casos em aves de subsistência e um foco em produção comercial. O avanço da gripe aviária em aves silvestres mantém o país em estado de atenção constante, especialmente pelo risco de disseminação.
A prorrogação da medida permite ao governo federal mobilizar recursos, intensificar ações de contenção e fortalecer a articulação institucional. O objetivo é garantir rapidez na resposta a novos casos e evitar impactos na produção avícola brasileira, setor estratégico para a economia nacional.


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