Brasil
Ângelo Coronel anuncia saída do PSD e ida para oposição a Lula na BA

O senador Ângelo Coronel (BA) anunciou neste sábado (31/1) a saída do PSD e confirmou que será candidato à reeleição no Senado pela oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao Metrópoles, o parlamentar declarou que foi “defenestrado” do partido e que está de “coração partido”.
O atitude de Coronel de deixar o partido coloca fim à crise na Bahia, onde três pré-candidaturas disputavam duas vagas no bloco de apoio a Lula. Além do político, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), também são pré-candidatos. A saída de Coronel abre espaço para uma chapa pura do PT ao Senado na Bahia.
“Estou de coração partido, porque foi um partido que eu ajudei a fundar. Eu queria continuar no PSD e queria disputar a reeleição pelo partido[…]. Já que o governo não me quis, será na oposição”, declarou o senador ao Metrópoles.
Fora do PSD, o senador disse que está em contato com o União Brasil, através do vice-presidente da sigla, ACM Neto (União- BA), principal opositor do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além dos partidos PSDB e Democracia Cristã (DC).
Sobre a relação de décadas com o presidente estadual do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar, Coronel disse que o parlamentar vai continuar “seu compadre e seu amigo”, e que a saída da sigla se dá “sem mágoas”.
De acordo com o senador, foi Otto quem deu uma declaração por meio de nota de que a permanência dele na sigla era “insustentável”. O Metrópoles procurou o presidente do PSD baiano, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Críticas a Rui e Jaques e elogio a Jerônimo
Enquanto fez elogios a Otto, o senador disse que Rui Costa e Jaques Wagner estavam buscando retirar a pré-candidatura dele e lançar chapa pura em entrevistas e falas aos aliados. De acordo com Coronel, Jaques o vem “excluindo” da chapa há mais de um ano.
Já em relação ao governador baiano, o parlamentar diz que tem respeito por Jerônimo, que em toda essa disputa não comprou um lado e permaneceu em silêncio.
Acusação de pedido de “intervenção” à Kassab como pano de fundo
Como mostrou a coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, Coronel foi acusado agir às escondidas contra Otto ao procurar o presidente do PSD, Gilberto Kassab, para tentar mudar o posicionamento do partido na Bahia, que apoia a chapa do PT.
Insatisfeito com o apoio do partido ao PT baiano e rifado da chapa petista, o senador teria procurado o chefe do PSD poucas horas após o anúncio da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido.
À coluna, Coronel afirmou nesta sexta-feira (30/1)que não solicitou a Kassab intervenção no partido na Bahia, mas apenas a possibilidade de disputar a candidatura de forma avulsa.
“Na quarta eu estava em São Paulo, e um dia antes saiu a notícia do acordo de Caiado com o PSD. Caiado disse que faria palanque para ACM Neto. Como Otto, no PSD, poderia dar palanque ao Lula? Eu pedi para Otto poder ser candidato avulso. Jaques Wagner se meteu, em um assunto que nem era da alçada dele, porque é do PSD. Pedi a Kassab que liberasse o partido para ter uma candidatura avulsa. Em momento nenhum pedi para ele intervir no PSD da Bahia (…) Temos que esclarecer de quem é a mentira”, disse Coronel.
Por sua vez, Otto Alencar disse à coluna que o aliado foi procurar Kassab com a tentativa de intervir no partido. Segundo ele, houve uma “quebra de confiança”.
“Com a saída de Caiado, ele foi a Kassab pessoalmente para pedir para mudar o rumo do partido. Kassab me ligou e disse que não havia como fazer a mudança sem falar com o partido. Ele tinha me dito que ia para São Paulo para ir no médico. Foi uma quebra de confiança.”
Questionado sobre a permanência de Coronel na legenda, Otto afirmou que “achava a situação difícil”.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Itamaraty diz que assessor de Trump deu informações falsas ao solicitar visto

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, nesta sexta-feira (13/3), que o visto do assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beattie, foi revogado. Segundo o Itamaraty, o norte-americano apresentou “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita” ao Brasil.
“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a pasta.
Nesta sexta-feira (13/3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que Beattie estava proibido de vir ao Brasil e citou a suspensão do visto por parte dos Estados Unidos de ministros brasileiros e seus familiares.
“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado”, disse Lula.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Corretora de imóveis desaparecida é encontrada morta em Florianópolis

em Major Gercinono, Vale do Rio Tijucas, na Grande Florianópolis. A vítima foi vista pela última vez pela família em 4 de março na praia dos Ingleses, no norte da Ilha.
A confirmação da morte veio após um corpo ser encontrado esquartejado. O cadáver estava sem cabeça, pés e braços e foi encontrado por moradores, que viram um saco suspeito dentro de um córrego e chamaram a polícia.
A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) confirmou em nota ao Metrópoles que o corpo encontrado é de Luciane.
O trabalho da PC-SC permitiu identificar até o momento que Luciani teria sido morta entre 4 e 5 de março, e o corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado.
Entenda o caso
Segundo o irmão da corretora, após um período sem conseguir qualquer tipo de comunicação com a irmã, a família começou a desconfiar se era realmente ela quem estava enviando os textos, diante dos erros de ortografia que Luciani não costumava cometer.
Em uma das mensagens, constam palavras erradas, como: “pesso”, “respentem” “precionando” e “persiguindo”, confira:

O carro da corretora foi visto pela última vez em São João Batista (SC) por uma câmera de monitoramento da rodovia. Além das movimentações do veículo, os cartões de crédito de Luciani foram utilizados em compras on-line.
A polícia identificou, ainda, um empréstimo de R$ 20 mil no nome da corretora.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Lula anuncia revogação do visto de assessor de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (13/3), que o assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beattie, está proibido de entrar no Brasil. O Metrópoles confirmou que o visto do norte-americano foi revogado pelo Itamaraty.
Segundo o petista, funcionário de Trump para assuntos relacionados ao Brasil só entrará no país quando os EUA revogarem a sanção ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A declaração foi dada durante inauguração do Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro. Padilha e Eduardo Paes também participaram da agenda.
Nessa quinta-feira (12/3), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reformou a decisão que havia autorizado a visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. A mudança ocorre após Moraes receber do Itamaraty a informação de que Beattie não tem agenda diplomática no Brasil e que seu visto de entrada foi concedido apenas para um compromisso privado.
Quem é o assessor de Donald Trump
Darren Beattie é um escritor conservador, com formação em ciência política. No primeiro mandato de Trump, era um dos responsáveis por escrever os discursos do republicano. Desde fevereiro, é o responsável pela política do Departamento de Estado para o Brasil — ele foi nomeado no Departamento em outubro passado.
Apesar disso, Beattie já exercia influência sobre a política do governo Trump para o Brasil desde o começo do atual mandato do republicano, em janeiro de 2025.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, Beattie é um dos principais envolvidos nas discussões dentro da administração Trump sobre a possibilidade de voltar a sancionar Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
