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Aleac realiza audiência pública para discutir Política Nacional de Cuidados Paliativos

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Na manhã desta segunda-feira (01), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) promoveu uma audiência pública para debater sobre a implantação da Política Nacional de Cuidados Paliativos. A iniciativa, fruto de um requerimento apresentado pelo deputado Adailton Cruz (PSB), reuniu autoridades e profissionais de saúde para discutir os desafios e as necessidades da implementação dessa política no Estado.

Durante a abertura da audiência, o deputado Adailton Cruz destacou a importância da Política Nacional de Cuidados Paliativos, enfatizando a necessidade de oferecer dignidade e reduzir o sofrimento dos pacientes com doenças incuráveis. O parlamentar agradeceu aos presentes, mencionando que é com muito prazer que “a gente segue trabalhando e buscando melhores políticas para melhorar a saúde do nosso Estado”. Ele também reforçou que o paliativismo é essencial não apenas para o acesso aos serviços, mas também para “reduzir o sofrimento daqueles que, infelizmente, têm doenças que não têm cura”.

O deputado ressaltou ainda, a importância do comprometimento e dos recursos necessários para a implementação eficaz dessa política. “Nesse processo, temos que ter bastante envolvimento, recursos humanos, materiais financeiros, comprometimento, perfil, porque nunca se sabe, amanhã pode ser qualquer um de nós”, afirmou Cruz. Ele concluiu agradecendo a todos os presentes, especialmente aqueles com quem já convive no dia a dia, destacando a importância do apoio contínuo e da colaboração para melhorar a qualidade de vida dos pacientes em cuidados paliativos.

A audiência seguiu com uma apresentação da doutora Emanuele Nobrega, chefe do Departamento de Atenção Ambulatorial Especializada. Em seu discurso, profissional ressaltou a relevância dos cuidados paliativos na rede de atenção à saúde e destacou que a Política Nacional de Cuidados Paliativos foi implementada em 7 de maio deste ano. “Estamos ainda em todo um processo de divulgação e rastreio de todas as possibilidades de organização do nosso serviço no âmbito estadual”, explicou.

Emanuele também mencionou a responsabilidade do departamento de atenção ambulatorial especializada em conjunto com a diretoria de rede e as coordenações das redes temáticas e assistenciais para organizar e implementar os cuidados paliativos no Estado. Ela destacou a presença e o trabalho de cinco paliativistas no Acre, mencionando enfermeiros de diferentes municípios que foram capacitados pelo projeto da planificação pelo Albert Einstein.

Durante sua apresentação, Emanuele explicou que os cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves e crônicas, desmistificando a ideia de que esses atos são apenas para fases terminais. Ela ressaltou que a política inclui cuidados para diversas patologias, como oncologia, doenças renais e doenças crônicas não transmissíveis. “O cuidado paliativo não é só em fase terminal. Temos a oportunidade de fazê-lo em todas as suas demandas”, afirmou.

A médica também destacou os desafios que a implementação da política enfrentará, mas afirmou que são obstáculos superáveis. Ela ressaltou que a reorganização dos serviços é fundamental, não apenas para os cuidados paliativos, mas para toda a estrutura de serviços em rede. “Antes, tínhamos um processo de organização fragmentado. Hoje, vamos trabalhar na perspectiva de integrar todos os processos de cuidado em uma rede assistencial contínua e oportuna para qualquer demanda que seja realizada a esse paciente”, explicou.

A doutora Emanuele apontou a limitação dos cuidados paliativos na região norte, onde menos de 3% dos serviços oferecem esses cuidados. No Acre, a equipe de cuidados paliativos do Unacon é a única disponível e está focada principalmente em pacientes oncológicos, evidenciando um grande vazio assistencial que a nova política visa preencher. “A política vai trazer essa reorganização e implementar outras práticas para os cuidados”, afirmou.

Ela ainda mencionou que os próximos passos incluem a elaboração de uma linha de cuidados estaduais para a implementação da política. Isso está sendo feito de forma sistemática com a equipe do Unacon e com a colaboração de profissionais de várias regiões. “Estamos ansiosos para a publicação das portarias de habilitação, que definirão os critérios para as equipes de matricialmente e assistência”, explicou Emanuele. 

Além disso, destacou-se a importância do fortalecimento do telematriciamento e telesaúde para a qualificação das equipes. “Já temos processos instalados com a planificação de atenção à saúde, com um módulo específico de cuidados paliativos. Alguns municípios, como Manoel Urbano, já organizaram seus territórios e identificaram pacientes elegíveis para cuidados paliativos”, disse Emanuele.

Em seguida, a médica Olda Magalhães, da equipe de Cuidados Paliativos da Unacon, fez uma apresentação destacando a importância e a história do paliativismo. Olga ressaltou que os cuidados paliativos não se limitam a doenças incuráveis, afirmando que “fome também entra no nosso diagnóstico”. Ela traçou ainda um paralelo histórico, mencionando que “se você lembrar a história do bom samaritano na Bíblia, isso foi cuidado paliativo”, destacando que essa prática de cuidado existe desde os primórdios da civilização.

A médica também compartilhou sua experiência pessoal, relatando as dificuldades que sua mãe enfrentou ao sair de Rio Branco para tratar um câncer de mama no Rio de Janeiro, antes da implantação do Projeto Expande em 2000, que proporcionou acolhimento e atendimento em diversas regiões do Brasil. Ela enfatizou a importância de desmistificar o uso da morfina, dizendo que “as pessoas têm muito preconceito com ela” e que é essencial entender que “dor não é normal”.

Olga finalizou seu pronunciamento expressando um desejo profundo de que as pessoas compreendam e valorizem os cuidados paliativos. “É um trabalho árduo e sério. Peço que as pessoas estudem mais sobre o assunto, nós precisamos de verdade engajar essa causa”, concluiu.

Em seguida, a audiência abriu espaço para o relato de Natasha, familiar de uma paciente que recebeu cuidados paliativos. Ela compartilhou a emocionante história de sua mãe, Dona Maria do Socorro, diagnosticada com glioblastoma aos 60 anos. “Em março de 2003, ela teve o diagnóstico incurável e, diante disso, meu mundo desmoronou. Após quase três meses de internação, minha mãe foi liberada para ser cuidada em casa. Foi nessa transição para cuidados domiciliares que os cuidados paliativos transformaram nossa história”, relatou.

Natasha destacou o suporte técnico e emocional que recebeu da equipe de cuidados paliativos, enfatizando a importância de medidas de conforto para pacientes com doenças graves. “Quando falamos em cuidados paliativos, há um equívoco relacionado. Logo se acha que não há mais nada a fazer. Associam ao abandono. Essa integração entre equipe e família foi fundamental para que houvesse melhora na qualidade de vida, com controle de sintomas, conforto e dignidade”, afirmou.

Ela finalizou seu relato destacando o impacto positivo dos cuidados paliativos e a necessidade de sua ampliação. “Desejo que esses cuidados sejam ampliados e alcancem mais pacientes, familiares e cuidadores. O suporte técnico e psicológico que recebi foi imensurável. Encontrei nessa equipe a capacidade de ajudar a amenizar a dor e o sofrimento da minha mãe”, concluiu Natasha.

A diretora-geral Centro de Controle Oncológico do Acre (Cecon), Moana Araújo, também se pronunciou. “É impressionante a quantidade de profissionais de saúde que comentaram a importância da discussão dessa pauta. O cuidado paliativo traz conforto e amor para os pacientes”, disse. Ela destacou a necessidade de cuidar dos pacientes desde a atenção primária e não apenas quando não há mais opções de tratamento. “O Cecon está à disposição para colaborar na implantação e ampliação dessa política importante”, afirmou.

Moana reforçou a importância do diagnóstico precoce do câncer e a busca por um tratamento rápido, o que aumenta as chances de cura. Ela também salientou a necessidade de políticas e ações que cuidem das pessoas desde o início, prevenindo a necessidade de cuidados paliativos.

Representando no encontro o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, a secretária adjunta de Assistência de Saúde da pasta, Ana Cristina Silva, enfatizou a necessidade urgente de cuidado tanto por parte da gestão quanto dos profissionais de saúde, ressaltando: “O cuidado precisa vir da gestão, as condições têm que vir da gestão”. Ela destacou ainda a importância de resgatar práticas de autocuidado entre os trabalhadores da saúde, mencionando: “Nós também precisamos resgatar um pouco de nós, lá de trás, de como a gente era, de como a gente agia, de como a gente se cuidava”.

A Secretária também reconheceu os desafios enfrentados na área e concluiu com um apelo à colaboração, assegurando apoio da Secretaria Estadual de Saúde para avançar no cuidado à população.

O deputado Adailton Cruz encerrou o debate destacando a necessidade urgente de expandir as equipes de cuidados paliativos no Estado. “Só tem uma equipe hoje no Acre de cuidados paliativos e precisa ser expandido o quanto antes”, afirmou. Ele também ressaltou a importância do financiamento e das contrapartidas municipais para implementar essa política integralmente, especialmente em regiões carentes como Jordão, Porto Walter e Thaumaturgo, onde a assistência mínima ainda é insuficiente.

O parlamentar mencionou ainda a ampliação do orçamento de saúde do Acre, que passou de R$ 1 bilhão para R$ 1 bilhão e R$ 735 milhões, graças ao apoio do governo e dos parlamentares. “Não adianta a gente sonhar, lutar, querer profissional, qualificar, ampliar serviço sem ter orçamento, sem ter recurso”, ressaltou. Ele concluiu pedindo maior envolvimento do Ministério da Saúde e das autoridades estaduais e municipais para garantir que cada cidadão tenha acesso aos cuidados paliativos, afirmando que “cada cidadão tenha acesso a esse serviço” é uma prioridade.

Por fim, o deputado agradeceu aos participantes e destacou o compromisso de encaminhar o relatório da audiência para as secretarias municipais e estadual, além da bancada federal, pedindo a implementação de recursos para os cuidados paliativos. Ele também mencionou seu compromisso em destinar parte das emendas parlamentares para apoiar a saúde no estado, incluindo a aquisição de uma ambulância para a zona rural e recursos para o Hospital Regional do Juruá.

“Eu sou fã dos trabalhadores de saúde, sou fã de saúde, sou mais fã ainda daqueles que fazem saúde com o coração e com a alma, e vocês demonstraram isso aqui. Quando se faz com amor, não tem resultado melhor. Parabéns”, afirmou o deputado.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães

Fotos: Sérgio Vale

       

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Governo do Acre divulga resultado da pesquisa de cesta básica de janeiro

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A Secretaria de Planejamento do Acre (Seplan), por meio do Departamento de Estudos, Pesquisas e Indicadores (Deepi), divulgou os resultados da pesquisa de custo da cesta básica de janeiro em Rio Branco. O relatório se refere aos valores registrados durante a segunda quinzena do mês.

Cesta básica alimentar

O custo total da cesta básica alimentar para um indivíduo foi de R$ 558,40, representando um aumento de 1,59% em relação ao mês anterior.

Dos 14 produtos que compõem a cesta básica, 4 apresentaram aumento de preço em relação a dezembro, com destaque para o tomate, que apresentou a maior alta, com a variação expressiva de 14,39%. Na sequência, aparecem os itens: banana (5,85%) e carne (3,12%). Em contrapartida, os outros 10 produtos da cesta tiveram diminuição de preço, sendo os mais expressivos: leite (-6,27%), açúcar (-4,02%), óleo (-3,93%) e arroz (-3,32%).

Cesta de limpeza doméstica

O custo total da cesta de limpeza doméstica foi de R$ 85,25, registrando uma diminuição de -0,58% em comparação com o mês de dezembro. Dos 6 itens que apresentaram redução nos preços, o destaque foi a vassoura piaçava, que registrou variação negativa de -2,84%. Os demais tiveram variação inferior a 1%. Por outro lado, os outros 3 produtos da cesta em que foi identificado aumento de preço foram: sabão em pó (2,25%), água sanitária (1,58%) e esponja de aço (0,76%).

Cesta de higiene pessoal

O custo total da cesta de higiene pessoal para um indivíduo foi de R$ 25,73, indicando um aumento de 1,36% em comparação com o mês de dezembro. De acordo com os resultados da pesquisa, 3 itens da cesta apresentaram aumento de preço, com destaque para o barbeador descartável, que atingiu alta de 7,81%, seguido pelo sabonete (1,79%) e pelo creme dental (0,30%). Por outro lado, outros 2 itens registraram diminuição de preços, sendo o mais expressivo o papel higiênico (-1,13%) e, na sequência, o absorvente (-0,75%).

Confira aqui o boletim completo.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Cesta básica cai 17,64% em Rio Branco em três meses e chega a R$ 583,79, pesquisa da Fecomércio-AC

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Levantamento da Fecomércio-AC mostra redução de R$ 125,06 no período; produto mais caro continua sendo o café

Os dados, divulgados na última semana, detalham ainda que entre janeiro e fevereiro deste ano, houve uma retração de 8,35%, com redução de R$ 53,20 no custo médio da cesta estabelecida anteriormente. Foto: captada 

O custo da cesta básica em Rio Branco recuou 17,64% entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, chegando a R$ 583,79 para famílias de baixa renda. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), que aponta uma redução acumulada de R$ 125,06 no período. Em novembro, o valor médio estava em R$ 708,85.

A maior parte da queda ocorreu em 2026: entre janeiro e fevereiro, o preço caiu 8,35%, com redução de R$ 53,20. A pesquisa considera 15 itens alimentícios essenciais para famílias de até três adultos ou dois adultos e duas crianças.

Apesar da tendência geral de baixa, alguns produtos como arroz, batata e tomate apresentaram altas pontuais. O café segue como o item mais caro da cesta.

Para Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio-AC, o monitoramento do custo da cesta é fundamental para orientar políticas públicas de proteção à renda familiar, “especialmente para famílias em situação de maior vulnerabilidade social”.

Com base nos dados da Fecomércio-AC, segue um resumo estruturado da evolução do custo da cesta básica em Rio Branco:

Resumo da Variação do Custo da Cesta Básica
Período Valor da Cesta Variação (%) Variação (R$) Observação
Novembro/2025 R$ 708,85 Valor inicial do levantamento.
Janeiro/2026 R$ 636,99* -10,14%* -R$ 71,86* Queda acumulada entre nov/25 e jan/26.
Fevereiro/2026 R$ 583,79 -8,35% (jan-fev) -R$ 53,20 (jan-fev) Valor final da pesquisa.
Período Total (Nov/25 – Fev/26) De R$ 708,85 para R$ 583,79 -17,64% -R$ 125,06 Queda total. 42% desta redução (R$ 53,20) ocorreu em 2026.

 

Detalhes da Pesquisa e Análise
  • Metodologia: A pesquisa monitora os preços de 15 produtos alimentícios, considerando a necessidade mensal de famílias de até 3 adultos ou 2 adultos e 2 crianças.

  • Itens com Maior Queda (Nov/25 – Fev/26):

    1. Carne: -27,67%

    2. Leite: -26,75%

    3. Óleo de soja: -23,21%

    4. Café: -21,51%

  • Itens em Alta: Alguns produtos, como arroz, batata e tomate, tiveram oscilações de alta no período, mas o impacto foi superado pela forte queda nos itens citados acima.

  • Contexto e Importância: Conforme Egídio Garó, assessor da Fecomércio-AC, o acompanhamento desse custo é crucial para analisar o custo de vida e orientar políticas públicas de proteção à renda familiar, principalmente para as populações em maior vulnerabilidade social.

Os dados apontam um alívio significativo no custo de alimentação para famílias de baixa renda em Rio Branco no quadrimestre analisado, impulsionado principalmente por quedas expressivas nos preços de proteína animal (carne, leite) e de itens básicos como óleo e café.

Carne bovina, leite e café influenciaram na redução de preço. Levantamento da Fecomércio-AC tem como base preços de produtos considerando a necessidade mensal das famílias. Foto: captada 

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Acre participa de reunião do Fórum Nacional de Secretários de Assistência Social e reforça defesa do Suas em Brasília

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O Acre participou, nesta terça-feira, 10, em Brasília (DF), da reunião do Fórum Nacional de Secretários de Estado da Assistência Social (Fonseas), realizada na sede do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). O evento reuniu gestores de todo o país para alinhamento de pautas estratégicas e definição de encaminhamentos sobre o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Fórum reuniu gestores de todo o país em Brasília. Foto: Wesley Moraes/Secom

Representando o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), a chefe da Divisão de Alta Complexidade, Nair Mamed, reforçou o compromisso do Estado na defesa e qualificação das políticas sociais.

Chefe da Divisão de Alta Complexidade da SEASDH, Nair Mamed representou o Acre na reunião. Foto: Wesley Moraes/Secom

“O Fonseas é um espaço importantíssimo de gestores estaduais, para tratar de pautas relacionadas ao cofinanciamento da assistência social, no viés de responsabilidade dos entes federados e sobre o compromisso real com a proteção da população em situação mais vulnerável. O Suas só se sustenta quando há regularidade e corresponsabilidade entre União, Estados e Municípios. Quando esses pilares falham, quem sente os efeitos diretos são os usuários da política pública”, destacou.

Assessora técnico do Fonseas, Thauan Pastrello, conduziu as apresentações. Foto: Wesley Moraes/Secom

No encontro, os participantes discutiram temas considerados decisivos para a estruturação do Suas em 2026, com foco especial no financiamento, gestão do trabalho e organização dos serviços. Entre as pautas tratadas estiveram:

  • Gestão financeira do Suas: balanço de 2025 e cenário para 2026;
  • Atualização do prazo da Resolução nº 17/2024, referente às emendas parlamentares;
  • Programa Gás do Povo;
  • Cadastro Único (Portaria MDS nº 1.145/2025);
  • Regulamentação dos Serviços de Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpis);
  • Planejamento do Fonseas para 2026;
  • Anuidade do Fórum.

As apresentações técnicas foram conduzidas pelo assessor técnico do Fonseas, Thauan Pastrello, que trouxe análises sobre cada uma das pautas. Entre os assuntos debatidos estiveram a estagnação dos repasses federais desde 2014 e os desafios enfrentados pelos Estados para manter a oferta de serviços essenciais.

A vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, reforça que a participação do Acre nesse debate nacional é fundamental para fortalecer o sistema e assegurar que os investimentos cheguem à ponta, onde as famílias mais precisam.

Regulamentação das Ilpis

A presidente do Fonseas, Cyntia Grillo, destacou que a regulamentação das Instituições de Longa Permanência para Idosos é uma urgência, uma vez que a ausência de normas nacionais tem gerado conflitos entre políticas públicas e o Judiciário. Para a gestora, o avanço desse tema é fundamental para garantir atendimento adequado, evitar institucionalizações indevidas e fortalecer o trabalho técnico realizado pelo Suas.

Presidente do Fonseas, Cyntia Grillo: “Regulamentação de instituições de permanência de idosos”. Foto: Wesley Moraes/Secom

Agenda prossegue em Brasília

Nesta quarta-feira, 11, será realizada a 36ª reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), com participação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Congemas, Fonseas e CNAS, dando continuidade aos debates sobre o aprimoramento da política de assistência social no país.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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