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Aleac debate enfrentamento da prematuridade no Acre em audiência pública proposta pelo deputado Eduardo Ribeiro

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), realizou na manhã desta sexta-feira (14), uma audiência pública dedicada ao debate sobre o enfrentamento da prematuridade no Estado, reunindo especialistas, gestores, representantes de instituições públicas e profissionais da saúde. O encontro, proposto pelo deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), buscou discutir os desafios da assistência materno-infantil e construir políticas públicas sustentáveis voltadas à prevenção e ao cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Ao longo da audiência, pesquisadores, médicos, enfermeiros, gestores e membros de entidades ligadas à saúde materna e neonatal apresentaram dados recentes, relataram experiências práticas e apontaram medidas urgentes para reduzir a taxa de prematuridade no Acre, uma das mais altas do país. Pais de crianças prematuras e representantes de organizações sociais também participaram, trazendo relatos sobre a realidade vivida antes e depois do nascimento.

Ao dar início à solenidade, o deputado Eduardo Ribeiro destacou a urgência de políticas públicas eficazes para enfrentar os altos índices de prematuridade no estado. Ele lembrou que o Acre registra cerca de 14% de nascimentos prematuros, percentual acima da média nacional, que gira em torno de 12%, e que a situação exige ação imediata e coordenada do poder público. Ao agradecer a presença de alunos, famílias e profissionais da área, o parlamentar ressaltou que o debate promovido pela Aleac busca identificar encaminhamentos concretos para reduzir esses números e fortalecer o cuidado materno-infantil.

Paula Augusta de Barros abriu sua fala na audiência pública com um relato profundo e sensível sobre a experiência de ser mãe de um bebê prematuro. Ela lembrou que nenhuma mulher está preparada para essa realidade, por mais que busque informação e se dedique ao máximo. Seu filho, Benjamim, nasceu abruptamente com apenas 25 semanas de gestação, cinco meses e meio, medindo 33 centímetros e pesando 776 gramas. Com menos de 5% de chance de sobrevivência, ele enfrentou os primeiros meses de vida em uma UTI neonatal, onde permaneceu por 295 dias. Paula contou que só pôde tocar o filho pela primeira vez após 19 dias de internação, período marcado por isolamento, medo, incertezas e pela dura constatação de que o sistema de saúde não está preparado para lidar com bebês que não estão doentes, mas sim imaturos e vulneráveis.

Mostrando imagens da longa jornada do filho, ela descreveu o impacto emocional e físico da prematuridade, ressaltando que o cuidado vai muito além da alta hospitalar. Benjamim passou por intubação por mais de um mês, alimentação por sonda e inúmeras limitações decorrentes do peso e da fragilidade extrema. Mesmo cercado por uma equipe dedicada e humanizada, cada avanço era seguido pelo temor constante do inesperado. Ao mostrar a foto do dia da alta, Paula pediu que todos observassem a quantidade de profissionais envolvidos ao redor da criança, reforçando que a sobrevivência de um bebê prematuro depende de uma verdadeira legião de cuidadores.

“Hoje, meu filho está com quatro anos, ela pesa quase 16 quilos, ele está saudável crescendo em Rio Branco no Acre”, disse. Paula também se colocou à disposição para colaborar com a construção de políticas públicas, defendendo que a sociedade e o poder público enxerguem com urgência a complexidade e a invisibilidade das famílias que enfrentam a prematuridade no Estado.

Os dados apresentados durante a audiência mostram a dimensão da atuação da ONG Prematuridade.com e a gravidade do tema tratado. A organização, fundada em 2014, possui presença nacional, com 280 voluntários distribuídos em 24 estados, oferecendo apoio mensal a mais de 600 famílias por meio de ações de sensibilização, educação em saúde, projetos colaborativos, pesquisas e articulação em políticas públicas.

Já o painel sobre prematuridade reforça que o nascimento antes das 37 semanas é uma epidemia silenciosa e muitas vezes invisibilizada, cujas causas variam desde estresse, doenças prévias e idade materna até desigualdades sociais e crises humanitárias. O fenômeno é a primeira causa de mortalidade infantil no mundo e pode gerar sequelas graves, com impacto intersetorial de longo prazo. Segundo a ONG, um a cada dez bebês no mundo nasce prematuro e, no Brasil, o índice chega a aproximadamente 12%, o que representa cerca de 300 mil prematuros por ano.

O médico Dr. Osvaldo Leal, que participou da audiência representando a Coordenação Estadual de Imunização, destacou o trabalho desenvolvido pelo Estado na investigação e acompanhamento de eventos adversos pós-vacinação, ressaltando também a importância da presença dos estudantes de enfermagem da Ufac no debate. Ele explicou que atua no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais e que o ambulatório atende remotamente e presencialmente famílias que precisam de esclarecimento ou avaliação após qualquer reação temporalmente associada a imunizantes.

“Nosso papel é investigar com rigor científico todos os eventos que surgem nos 30 dias após a vacinação, oferecendo suporte, segurança e informação clara às famílias”, afirmou. “Também realizamos vacinação assistida para pacientes com condições específicas, como imunossupressão ou alergias, garantindo que todos tenham acesso ao cuidado adequado”, pontuou.

A pediatra Simone Chaves, representante da Sociedade Acreana de Pediatria, destacou durante a audiência pública a importância do trabalho desenvolvido nas unidades de referência do Acre e os avanços no cuidado neonatal. Em sua fala, ela ressaltou o compromisso das equipes da Maternidade Bárbara Heliodora e do Hospital Santa Juliana, reconhecendo o esforço dos profissionais que atuam diretamente na assistência aos recém-nascidos prematuros.

“Estamos reunidos para lembrar o Novembro Roxo e reforçar que, apesar das nossas limitações, alcançamos índices semelhantes aos de países desenvolvidos, graças ao trabalho técnico e humano dessas equipes”, afirmou. A médica enfatizou ainda a necessidade de acompanhamento contínuo, vacinação e estímulo ao aleitamento materno como pilares essenciais para garantir qualidade de vida: “Algumas crianças sobrevivem com sequelas, outras surpreendem como a pequena Vitória, que nasceu com menos de 600 gramas e venceu. Independentemente das dificuldades, o amor que essas crianças oferecem e nos permitem retribuir é o que nos move”.

Joelda Paz, da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), destacou na audiência que “o enfrentamento à prematuridade precisa ser visto como uma responsabilidade compartilhada entre diversas políticas públicas, porque o custo desse problema é econômico, social, psicológico e emocional para todos os envolvidos”. Ela ressaltou a urgência de o Acre elaborar um plano estadual alinhado ao plano nacional em construção, afirmando que “não é só a saúde; a atenção básica precisa ser fortalecida, mas também educação, assistência social, segurança alimentar, planejamento familiar e o combate às ISTs, às drogas e ao álcool”.

Joelda lembrou ainda que a prevenção da gravidez não planejada na adolescência e a responsabilidade paterna são pontos críticos, destacando que “a ausência do pai agrava ainda mais a situação dessas famílias”. Para ela, é essencial a intersetorialização das ações e “estabelecer metas claras para reduzir o índice de 14% de prematuridade no Acre, que hoje é maior que o nacional”.

Durante o encerramento da audiência, o deputado Eduardo Ribeiro destacou a relevância do debate sobre a prematuridade e afirmou que o tema, apesar de afetar diretamente a principal causa de mortalidade infantil, ainda é pouco discutido pelo poder público. O parlamentar agradeceu a presença de estudantes, profissionais e representantes de entidades e reforçou que a audiência resultará em ações concretas: “Nessa audiência pública, nós identificamos situações que serão trabalhadas por meio de projetos de lei e também vamos destinar emenda para capacitar profissionais de saúde no interior, porque, se tivermos equipes mais preparadas lá na ponta, vamos salvar mais vidas. Esse foi apenas o início de uma boa caminhada”, finalizou.

Texto: Andressa Oliveira e Micléia Magalhães
Fotos: Ismael Medeiros

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Em Brasília: Carlinhos do Pelado se reúne com secretário nacional de defesa civil e anuncia construção de moradias e recuperação da encosta do Rio Acre em Brasiléia

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Por Fernando Oliveira
Fotos: Secom/ Prefeitura de Brasileia

Durante agenda oficial em Brasília, o prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, se reuniu com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, para tratar da liberação de recursos destinados à construção de moradias populares e à recuperação da encosta do Rio Acre, na Rua Olegário França bairro Eldorado.

O encontro teve como foco principal o repasse de recursos federais para a construção de 13 unidades habitacionais que irão beneficiar famílias desalojadas em decorrência da alagação registrada em 2023, além de investimentos na recuperação das margens do rio, área historicamente afetada por cheias e erosões.

Segundo o prefeito, o município já cumpriu todas as etapas técnicas necessárias para o início das obras. “Estou em Brasília cumprindo uma importante agenda institucional. Visitei o gabinete do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil tratando do repasse de recursos para a construção de 13 unidades habitacionais destinadas às famílias que foram desalojadas na alagação ainda de 2023. A Prefeitura já possui todo o processo em andamento e empresa vencedora, aguardando apenas o repasse do Governo Federal para dar início às obras e garantir moradia digna para quem mais precisa”, afirmou Carlinhos do Pelado.

O prefeito também destacou o compromisso da gestão municipal em acelerar os trâmites para transformar os projetos em realidade. “Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso, buscando acelerar os recursos e transformar projetos em realidade para nossa gente. Em breve iniciaremos os trabalhos e, se Deus quiser, logo estaremos realizando a entrega dessas casas para a população que tanto precisa”, completou, agradecendo ainda o apoio do presidente Lula ao nosso município.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que os projetos apresentados pelo município estão em fase final de aprovação e anunciou a liberação iminente dos recursos. “Nós temos dois planos aqui que estavam nos finalmentes: o da construção de 13 moradias e o da margem de rio Acre no município. Esse é bastante significativo, são cerca de 4 milhões de reais em investimentos. Os projetos foram feitos pela Prefeitura e agora com orçamento composto podermos garantir que no máximo, na segunda-feira, nós vamos aprovar e liberar esses dois planos de trabalho”, declarou.

De acordo com o secretário, a expectativa é que as obras tenham início ainda no mês de fevereiro. “Acho que dá para começar ainda em fevereiro essas obras tão importantes para a população de Brasiléia. São moradias e também a reforma e a encosta beira do rio, onde as pessoas sofrem muito com as cheias”, ressaltou.

Ao final, Wolnei Wolff elogiou a articulação do prefeito e reforçou o compromisso do Governo Federal com as populações mais vulneráveis. “Quero agradecer pessoalmente ao prefeito pela intenção e pela boa vontade em buscar esses investimentos e também ao presidente Lula por estar sempre atento às pessoas carentes que precisam tanto”, concluiu.

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Militar do Exército é preso em Brasiléia com fuzil e arsenal ligado a facção criminosa

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Um militar do Exército Brasileiro foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, durante uma operação da Polícia Civil, suspeito de integrar uma organização criminosa e de manter sob sua posse armamento de uso restrito. O preso foi identificado como Robenilson de Souza Cavalcante, de 27 anos, conhecido pelo apelido de “Soldado”.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que Robenilson atuava como apoio logístico de uma facção criminosa com atuação na região de fronteira, utilizando seus conhecimentos técnicos e treinamento militar para a manutenção de armas de guerra pertencentes ao grupo.

A operação teve início após uma denúncia anônima informar a localização de um fuzil que estaria vinculado a uma liderança do Comando Vermelho. Após monitoramento realizado desde a noite anterior, os policiais localizaram o armamento escondido em uma residência no bairro Francisco José Moreira, em Brasiléia.

No imóvel, foi apreendido um fuzil AK-74/AK-47 de fabricação russa, com coronha de madeira e carregador. Também foram encontradas 36 munições de calibre 9mm, 23 munições de calibre 7,62, seis cartuchos de calibre 12 e duas munições de elastômero. Segundo a polícia, há indícios de que o armamento vinha sendo utilizado em ações violentas, incluindo execuções de integrantes de facções rivais em bairros periféricos da região.

Após a apreensão do material, as equipes iniciaram diligências para localizar o suspeito. Robenilson foi interceptado enquanto trafegava em uma motocicleta pela BR-317 (Estrada do Pacífico), no km 10, nas proximidades de um estabelecimento comercial.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele um revólver Taurus calibre .38, municiado com cinco cartuchos intactos, além de um aparelho celular. O militar não apresentou esclarecimentos imediatos sobre o armamento de uso restrito encontrado anteriormente.

Robenilson de Souza Cavalcante foi autuado pelos crimes de organização criminosa com emprego de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Em razão da gravidade dos fatos e da natureza dos crimes, considerados inafiançáveis na esfera policial, ele permanece preso e à disposição da Justiça na Comarca de Brasiléia.

Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia técnica, que irá verificar o estado de funcionamento das armas e se houve disparos recentes.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA – AVISO DE LICITAÇÃO

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ESTADO DO ACRE

PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA

COMISSÃO DE CONTRATAÇÃO

AVISO DE LICITAÇÃO

PREGÃO ELETRÔNICO N° 025/2025 – COMPRAS.GOV 90025/2025 

A Prefeitura Municipal de Brasiléia torna público que, a partir do dia 05/02/2026, no site https://www.gov.br/compras/pt-br estará recebendo propostas para o Pregão Eletrônico nº 90025/2025 (UASG 980105), para Aquisição de Material Médico Hospitalar, conforme Termo de Referência.

A sessão de abertura ocorrerá em 20/02/2026, às 09:30 horas (Brasília), no mesmo site.

As características, especificações e demais requisitos estão descritos no Edital e seus anexos, à disposição nos sites https://www.gov.br/compras/pt-br, https://www.brasileia.ac.gov.br/ e https://externo.tceac.tc.br/portaldaslicitacoes/menu/. Maiores informações poderão ser obtidas pelo e-mail [email protected].

Brasiléia/AC, 04 de fevereiro de 2026.

Thaísa Batista Monteiro Pontes

Pregoeira

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