“Interferências e falta de compromisso do Governo”

Fonte: agazeta.net

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(Foto: Veja.com)

Em nota oficial a Federação Nacional dos Policiais Federais contextualiza o ambiente de trabalho existente na Polícia Federal. Os Agentes Federais realizaram assembleia nos dias 16 e 17 e decidiram: fazem greve de 72 horas, iniciando a partir de quarta-feira. Os agentes fazem um ato público que explica as reivindicações na noite de terça-feira em todas as capitais do país.

“Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), os agentes, escrivães e papiloscopistas federais se sentem desprestigiados, com salários congelados há seis anos, e reclamam da falta de compromisso do atual governo em relação ao termo de acordo que finalizou a última greve em 2012”, explica a nota da federação.

“O estopim da greve é a recente Medida Provisória 657, que ‘atropelou’ as tratativas junto ao Ministério do Planejamento. Ao restringir as chefias e o conceito de autoridade policial somente para o cargo de delegado, a medida cria uma hierarquia política nunca existente na PF, e retira a autoridade e autonomia técnica dos demais policiais envolvidos nas investigações”, afirma o documento.

Para o presidente da Fenapef, Jones Borges Leal, “queremos uma polícia com chefes que mereçam os seus cargos pelo mérito e pela experiência. Somente com profissionalismo podemos evitar interferências nas investigações, garantir que todas as provas produzidas pelos agentes federais cheguem na Justiça e impedir que ocorram vazamentos de informações sigilosas”.

“Em um quadro considerado caótico pelas entidades sindicais, a cada ano mais de 250 agentes federais abandonam a carreira, o índice de doenças psíquicas é altíssimo, a queda no número de indiciamentos é comprovada, o aumento da violência e criminalidade no país é visível, e os problemas de gestão das polícias são piorados por chefias que são escolhidas por critérios políticos”, afirma a nota da Federação Nacional dos Policiais Federais.

“A Polícia Federal está sendo destruída, e é um absurdo como são desperdiçados os recursos financeiros e humanos, enquanto a população brasileira precisa do combate ao crime organizado e corrupção. Hoje, infelizmente, milhares de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal são engolidos pela burocracia”, explica Leal.

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