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Advogadas da família de vítima fatal de atropelamento por BMW pedem à polícia prisão de motorista

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Ícaro José Pinto foi ouvido e liberado pela Polícia Civil, na sexta-feira (7) — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Por Aline Nascimento

A defesa da família de Johnliane de Souza, de 30 anos, atropelada e morta por uma BMW na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, na quinta-feira (6), solicitou à Polícia Civil do Acre a prisão do motorista do veículo Ícaro José Pinto.

As advogadas que representam a família, Gicielle Rodrigues e Débora Pessoa, estiveram na Delegacia da 1ª Regional, na Baixada da Sobral, na segunda-feira (10), com a mãe de Johnliane para conversar com o delegado que conduz as investigações.

“Fomos na delegacia para nos habilitarmos aos autos, acompanhar o andamento do processo e também pedir ao delegado que fossem tomadas as providências cabíveis dentro do corpo probatório robusto que existem nos autos. Solicitamos também o pedido de prisão e temos que aguardar”, confirmou Gicielle Rodrigues.

O motorista da BMW se apresentou na delegacia na sexta (7). Ele ficou calado durante o interrogatório e foi liberado. Porém, a namorada dele confessou à polícia que o casal passou a noite anterior em uma festa e tinha ingerido bebida alcoólica. Ícaro Pinto foi acompanhado também do pai e dono do carro, o ex-juiz eleitoral José Teixeira Pinto.

O motorista do outro veículo, que aparece nas imagens em alta velocidade na frente da BMW, Alan Lima, também se apresentou para prestar esclarecimentos sobre o caso. O advogado do rapaz, Giliard Souza, negou que o cliente tivesse responsabilidade no acidente e que estivesse fazendo racha.

A reportagem tentou contato com a família de Jonhliane, mas não conseguiu até a última atualização desta matéria.

Jonhliane Souza foi atropela e morta quando seguia para o trabalho na manhã desta quinta-feira (6) — Foto: Arquivo da família

Provas suficientes para prisão

Gicielle afirmou também que teve acesso aos autos de investigações e percebeu que há provas suficientes para pedir a prisão do motorista. Contudo, cabe a polícia fazer esse pedido e incluir no relatório final.

“Se vai ser pedida dos dois não posso afirmar. Temos em mente o Ícaro, o outro é com o Judiciário. Nós pedimos, mas quem decide é o juiz, o delegado que manda o relatório. Em relação a tese de defesa não podemos falar sobre ela agora”, afirmou.

A advogada acrescentou que tem conversado também com a mãe da vítima. Ainda muito abalada com a morte da filha, a mãe está vivendo à base de remédios.

“Não está conseguindo dormir, comer e foi para delegacia comigo, mas tinha tomado tranquilizantes. É uma mulher muito humilde e está abalada. Jonhliane era muito tranquila, responsável, morava com a mãe e estudava. Procurava um futuro melhor”, concluiu.

BMW ficou com a frente destruída após atingir motociclista — Foto: Arquivo pessoal

Acidente

Jonhliane foi atropelada enquanto ia para o trabalho na manhã de quinta (6). Ela trafegava pela Avenida Antônio da Rocha Viana quando foi atingida pelo carro conduzido por Ícaro. Imagens de câmeras de segurança mostraram a velocidade que a BMW passou na via.

Pelas imagens é possível ver quando passa um carro vermelho, logo depois uma motocicleta vermelha. Em seguida passam mais dois veículos, quando a BMW, em alta velocidade, passa pela direita e deixa algum objeto flutuando devido à alta velocidade.

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Assembleia aprova Projeto de Lei e Estado vai investir R$ 2 milhões no futebol

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Os deputados estaduais aprovaram nesta quarta, 4, um Projeto de Lei onde autoriza o governo do Estado investir R$ 2 milhões no futebol. O repasse será feito para os clubes por intermédio da Federação de Futebol do Acre(FFAC). “Priorizamos esse projetos porque acreditamos no esporte como uma ferramenta transformadora principalmente para a nossa juventude”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior(PP). Proposta encaminhada …

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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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Justiça nega ação de Vini Jr. contra empresa de energia no Rio

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Franco Arland/Getty Images
Vini Jr. Brasil x Tunísia

A Justiça do Rio de Janeiro negou uma ação movida pelo jogador Vinícius Júnior que questionava uma cobrança de quase R$ 275 mil da empresa de energia Light.

Vini Jr. foi cobrado em R$ 274.552,23 por obras de adequação elétrica em um imóvel no Rio. O atacante do Real Madrid afirmou ter quitado o valor integralmente, mas alegou que um erro no sistema da Light impediu o reconhecimento do pagamento, gerando novas cobranças indevidas e risco de corte de energia.

O jogador sustentou ainda que funcionários da empresa teriam falado que o cálculo da obra foi superior ao devido, o que geraria um crédito de R$ 162.531,00 ou estorno do valor. No último dia 20 de fevereiro, no entanto, a 7ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca negou o pedido da defesa do jogador sobre a produção antecipada de provas.

Pedido de Vini Jr.

Vini Jr. solicitou à Justiça que a Light exibisse uma série de documentos, incluindo gravações de chamadas, protocolos de atendimento e registros sistêmicos, para comprovar a existência de um suposto crédito de R$ 162.531,00 que teria sido informado verbalmente por funcionários da empresa após o pagamento da obra de adequação elétrica.

No entanto, a Justiça recusou o pedido por entender que o atleta não demonstrou a “utilidade concreta” ou a necessidade urgente da medida, uma vez que não comprovou o risco de os documentos desaparecerem, nem apresentou indícios mínimos de que o crédito realmente existia antes de exigir que a empresa produzisse tal prova.

O magistrado ressaltou que a ação de produção antecipada de provas não deve ser utilizada para “diligências investigativas genéricas” ou como substituto de procedimentos administrativos quando a empresa já havia negado a existência de valores a serem devolvidos.

Versão da Light

A Light negou a existência de qualquer crédito disponível para ressarcimento de Vini Jr. A empresa afirmou que a fatura de outubro de 2023 foi refaturada em novembro daquele ano para cobrar apenas o consumo real de energia, inexistindo saldo remanescente ou valores a serem devolvidos ao autor.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que o pedido de produção antecipada de provas não preenchia os requisitos legais.

“Verifica-se que o pedido formulado se volta à tentativa de obtenção de elementos para eventual futura demanda, sem que tenha sido demonstrado, contudo, o requisito da utilidade concreta e da necessidade da medida”, registrou a sentença. “Os pedidos foram julgados improcedentes, e, por se tratar de um procedimento preparatório, não houve condenação ao pagamento de honorários de sucumbência”, determinou o juiz.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Acre registra 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025, aponta encontro no TCE

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Reunião discutiu aplicação da Política Estadual de Proteção a Órfãos do Feminicídio; quatro famílias já solicitaram auxílio financeiro previsto em lei

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. Foto: cedida 

O Acre registrou 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que reuniu representantes de órgãos públicos para discutir a aplicação da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral às Órfãs e Órfãos de Feminicídio.

A política foi criada pela Lei nº 4.065/2022 e prevê assistência a filhos de mulheres vítimas de feminicídio. Também houve definições de critérios para concessão de auxílio financeiro e organização do atendimento especializado.

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. “A dor causada pelo feminicídio não se encerra no ato criminoso. Ela se prolonga na vida dos filhos que permanecem e que precisam do amparo do Estado. Nosso compromisso é assegurar que essa política pública se traduza em proteção concreta”, disse.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. A juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno destacou a necessidade de atenção aos processos de guarda das crianças que perderam suas mães.

“O encaminhamento é priorizar os processos de guarda e fortalecer a rede de proteção para garantir acompanhamento dessas crianças”, afirmou.

 

Auxílio financeiro e dados estaduais

Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, responsável pela execução da política pública, quatro solicitações de famílias já foram registradas para concessão do auxílio financeiro previsto na lei. Os pedidos estão em análise.

De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil registra em média quatro feminicídios por dia. No Acre, a média é de um caso por mês.

As instituições também discutiram a ampliação da articulação com prefeituras para fortalecer a rede de proteção nos municípios e garantir o acesso das crianças e adolescentes aos serviços previstos na política estadual.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. Foto: captada 

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