Acre
Adailton quer proibir cursos técnicos de enfermagem EAD no Acre

Foto: Sérgio Vale
O deputado estadual Adailton Cruz (PSB) protocolou nesta quarta-feira, 07, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), um projeto de lei que proíbe o funcionamento de cursos técnicos em enfermagem na modalidade à distância (EAD) em todo o estado.
A proposta veda a oferta de cursos técnicos e técnicos específicos em enfermagem no formato remoto, considerando os riscos que essa formação pode trazer à população. Para o parlamentar, o ensino a distância não é capaz de preparar adequadamente os profissionais para atuarem com segurança e qualidade na assistência em saúde.
“Agora o carro-chefe desses projetos que a gente está apresentando é o que proíbe, o que veda no âmbito do Acre, a realização de cursos técnicos na área de saúde, especificamente na área de enfermagem, na modalidade à distância, o EAD. A assistência em saúde exige o contato direto com o paciente, exige o desenvolvimento de habilidades, exige o desenvolvimento de manuseio de instrumentos, procedimentos, o contato com o paciente, a sensibilidade, a prática em si”, declarou Adailton Cruz.
Na visão do deputado, que é da área da saúde, embora o ensino EAD seja válido para outras áreas, não pode ser aplicado à formação de profissionais da saúde sem colocar vidas em risco.
“O meio remoto jamais vai tornar o profissional com a habilidade e o conhecimento necessário para realizar essa assistência. Isso é uma grande preocupação, porque a modalidade em si, na distância, está se estendendo muito. Eu não sou contra o ensino EAD, mas na área de saúde eu sou. E isso por questão de segurança mesmo para a própria sociedade e para os profissionais. O ensino EAD tem uma qualidade muito abaixo e coloca em risco a vida da população”, pontuou.
Adailton explicou que o principal objetivo da nova lei é garantir segurança à população acreana e assegurar uma melhor formação técnica aos futuros profissionais da saúde. “Então, em razão disso, a gente está apresentando esse projeto que proíbe, no âmbito do estado do Acre, a realização de cursos técnicos da área de saúde na modalidade à distância. O maior objetivo disso é garantir mais segurança para a população e uma melhoria na qualidade de assistência”, encerrou.
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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.

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