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Acre vira rota estratégica do tráfico internacional de produtores colombianos, aponta relatório

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Comando Vermelho domina entrada de drogas pelo Rio Putumayo e intensifica guerra com PCC no estado; facção brasileira mantém acordos diretos com traficantes da Colômbia

A droga atravessa o rio Putumayo e entra no país pela região amazônica, alcançando os estados de Amazonas e Acre, onde é redistribuída por facções locais ligadas ao Comando Vermelho. Foto: captada 

O Acre consolidou-se como peça estratégica nas rotas fluviais e terrestres que ligam produtores colombianos aos distribuidores brasileiros de drogas, segundo relatório obtido pela Folha de S. Paulo. A maconha produzida em Cauca, na Colômbia, atravessa o Rio Putumayo e entra no Brasil pela região amazônica, alcançando Amazonas e Acre, onde é redistribuída por facções locais ligadas ao Comando Vermelho.

O estudo revela que o CV mantém acordos diretos com traficantes colombianos ao longo do Rio Solimões, buscando ampliar seu acesso a fornecedores da Colômbia e Peru – estratégia que garante vantagem sobre rivais e fortalece a presença da facção no Acre.

As forças de segurança estaduais já reconhecem que a disputa violenta entre CV e PCC tem relação direta com o controle dessas rotas de entrada da droga, explicando o aumento da violência nas fronteiras acreanas. O tráfico gera impactos devastadores na Amazônia, incluindo violência territorial e degradação social que afetam principalmente povos originários e ribeirinhos.

O levantamento, feito em parceria com a Direção Nacional de Inteligência da Colômbia (DNI), detalha como o tráfico internacional de drogas na chamada Amazônia Compartilhada envolve negociações diretas entre o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e organizações criminosas colombianas, responsáveis pela produção e envio de drogas ao Brasil.

A informação consta em um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que mapeia a atuação das facções brasileiras e seus vínculos com grupos armados da Colômbia. Foto: art

Segundo a reportagem, “a maconha skunk produzida na Colômbia é destinada quase integralmente ao mercado brasileiro, com foco em consumidores de maior poder aquisitivo, e registra crescimento especialmente nas regiões Sul e Sudeste.”

A droga, conhecida por ter alto teor de THC (tetrahidrocanabinol) — entre 15% e 25% —, é considerada de “maior qualidade e valor agregado” em relação à maconha vinda do Paraguai. O relatório aponta que “o skunk colombiano também é negociado pelas facções brasileiras, como o Comando Vermelho, com os grupos armados da Colômbia, assim como o cloridrato de cocaína e pasta base.”

Rota internacional documentada
  • Origem: Cauca (Colômbia)
  • Transporte: Rio Putumayo até Tarapacá (fronteira Colômbia-Brasil)
  • Entrada no Brasil: Região amazônica (Amazonas e Acre)
  • Destino: Redistribuição por facções pelo território nacional
Disputa territorial no Acre
  • CV x PCC: Conflito pelo controle das rotas de entrada
  • Aumento da violência: Consequência direta da disputa faccional
  • Acordos internacionais: CV mantém parcerias com traficantes colombianos ao longo do Rio Solimões
Impactos socioambientais
  • Degradação social: Maiores impactos sobre povos originários e ribeirinhos
  • Violência territorial: Disputas por áreas de interesse do narcotráfico
  • Intensificação do fluxo: Inclui a variedade “skunk” de alta potência

O relatório confirma o que autoridades acreanas já alertavam: o estado tornou-se ponto crítico no mapa do narcotráfico internacional, com facções brasileiras estabelecendo acordos diretos com produtores colombianos. A situação exige cooperação transfronteiriça e políticas específicas para a região amazônica.

Reportagem publicada pela Folha de S. Paulo revela que o Comando Vermelho (CV) consolidou o domínio sobre o varejo de drogas em quatro estados da região Norte — Amazonas, Pará, Acre e Rondônia. Foto: captada 

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Terça-feira será de calor e pancadas de chuva isoladas em todo o Acre

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Instabilidade atmosférica favorece chuvas rápidas, mas risco de temporais é considerado baixo, segundo previsão

O tempo nesta terça-feira (3) será marcado por calor, ventilação e pancadas de chuva isoladas em todo o Acre. De acordo com o portal O Tempo Aqui, a elevada umidade do ar associada à instabilidade atmosférica favorece a ocorrência de chuvas pontuais ao longo do dia, embora a probabilidade de temporais seja considerada muito baixa no estado.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasiléia e Sena Madureira, no leste e sul acreano, a previsão indica dia quente e bastante ventilado, com sol entre nuvens e chuvas rápidas e localizadas. A umidade relativa do ar mínima deve variar entre 40% e 50% no período da tarde, enquanto a máxima pode alcançar entre 90% e 100% ao amanhecer. Os ventos sopram de fracos a moderados, com rajadas, predominando da direção norte, com variações de noroeste e nordeste.

No centro e oeste do estado, nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, ventilação, sol entre nuvens e chuvas passageiras. A umidade mínima varia entre 45% e 55% à tarde, e a máxima também pode chegar a 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos sopram entre fracos e calmos, com rajadas moderadas, vindos principalmente do norte.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões. Em Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre, as mínimas variam entre 22°C e 24°C, e as máximas entre 32°C e 34°C, padrão que se repete em Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Assis Brasil, Plácido de Castro e Acrelândia. Em Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus, as máximas ficam entre 31°C e 33°C.

Já em Tarauacá e Feijó, os termômetros devem registrar mínimas de 23°C a 25°C e máximas entre 32°C e 34°C. No Vale do Juruá, em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, as temperaturas variam entre 23°C e 25°C nas mínimas, e de 31°C a 33°C nas máximas, cenário também esperado para Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Jordão.

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Rio Envira apresenta leve recuo, mas segue acima da cota de transbordamento em Feijó

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Mesmo com queda de 6 centímetros, nível do rio mantém Defesa Civil em estado de atenção no município

Foto: Defesa Civil de Feijó/divulgação

O nível do Rio Envira apresentou um leve recuo na manhã desta terça-feira (3) no município de Feijó, mas permanece acima da cota de transbordamento, mantendo a Defesa Civil Municipal em estado de atenção. De acordo com o Informativo Hídrico divulgado pelo órgão, a medição realizada às 7h apontou o rio com 12,38 metros, uma redução de 6 centímetros em relação ao dia anterior, quando o nível estava em 12,44 metros.

Apesar da tendência de vazante registrada nas últimas horas, o volume do Rio Envira segue 38 centímetros acima da cota de transbordamento, estabelecida em 12 metros. A cota de alerta no município é de 11 metros, patamar que já vinha sendo superado nos últimos dias.

Durante o atual período de cheia, o nível máximo registrado do Rio Envira chegou a 14,54 metros, reforçando a necessidade de monitoramento constante por parte da Defesa Civil e demais órgãos de proteção.

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Foragido há quase três décadas, homem que matou a esposa é preso pela Polícia Civil no interior do Acre

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Um trabalho conjunto entre o Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre e a Delegacia-Geral de Sena Madureira resultou, nesta segunda-feira, 2, na prisão de V. C. S., de 62 anos, acusado de cometer um homicídio há 27 anos.

Suspeito de matar a esposa em 1999 é preso em operação conjunta da Polícia Civil. Foto: cedida

O suspeito foi localizado em uma propriedade rural, na altura do km 60 da BR-364, no trecho entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano. No local, ele levava uma vida aparentemente tranquila, trabalhando como peão de fazenda.

O crime ocorreu no ano de 1999, quando o acusado teria assassinado a própria esposa com golpes de faca. Desde então, o caso vinha sendo tratado como de extrema gravidade pelas autoridades policiais, permanecendo sob investigação até a identificação e localização do foragido.

A prisão reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre com a responsabilização de autores de crimes graves. A instituição destaca que seguirá atuando de forma integrada e perseverante, não medindo esforços para localizar foragidos e garantir que crimes dessa natureza não fiquem impunes, independentemente do tempo transcorrido.

Após a captura, o preso foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL

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