Monitoramento do Ministério Público do Acre (MP-AC) constatou que mais de 60% dos casos ocorreu em Rio Branco. Celulares são os mais roubados, seguidos por motocicletas e bolsas.
Mais de 60% dos casos de roubo no Acre entre janeiro e maio de 2024 ocorreram na capital — Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
Nos primeiros cinco meses de 2024, o Acre registrou 890 casos de roubo de acordo com o Observatório de Análise Criminal do Ministério Público do Acre (MP-AC). Conforme o painel, mais de 60% dos casos ocorreu em Rio Branco e os celulares foram os itens mais roubados.
O índice representa uma redução de 41% em relação ao mesmo período em 2023, quando 1517 ocorrências de roubo foram relatadas. No recorte deste ano, o mês com maior número de ocorrências foi janeiro, com 215 roubos.
A plataforma, organizada pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT), utiliza dados de sistemas de segurança pública. É possível observar os dados sob diversos recortes, com auxílio de tabelas, gráficos e mapas.
O Centro da capital acreana é onde registrou-se a maior incidência de roubos, com 97 casos, enquanto Belo Jardim I e II e Bosque aparecem empatados com 45 casos cada. Alguns bairros de Rio Branco acumulam maior número de denúncias que municípios inteiros do interior do estado. Outros 66 casos ocorreram em locais cujo nome não consta na lista.
Quantidade de roubos entre janeiro a maio de 2024 no Acre
Bairro ocorrência
Casos
Centro
97
*Sem identificação
66
Belo Jardim I e II
45
Bosque
45
Seis de Agosto
24
Floresta/Floresta Sul
22
Vila Acre
19
Sobral
18
Tucumã I e II
17
Loteamento Praia do Amapá
16
Plácido de Castro
16
Areial
13
Epitaciolândia
13
Canaã
12
Cidade Nova
9
Estação Experimental
9
Loteamento Santo Afonso
9
Santa Helena
9
Santa Inês
9
Vila Vitória
9
Xavier Maia
9
Taquari
8
Alto Alegre
7
Feijó
7
Mâncio Lima
7
Mascarenhas de Moraes/Abraão Alab
7
Miritizal
7
Morada do Sol
7
Nova Esperança
7
TOTAL
890
Fonte: Observatório de Análise Criminal do MP-AC
Bairro ocorrência
Casos
Centro
97
*Sem identificação
66
Belo Jardim I e II
45
Bosque
45
Seis de Agosto
24
Floresta/Floresta Sul
22
Vila Acre
19
Sobral
18
Tucumã I e II
17
Loteamento Praia do Amapá
16
Plácido de Castro
16
Areial
13
Epitaciolândia
13
Canaã
12
Cidade Nova
9
Estação Experimental
9
Loteamento Santo Afonso
9
Santa Helena
9
Santa Inês
9
Vila Vitória
9
Xavier Maia
9
Taquari
8
Alto Alegre
7
Feijó
7
Mâncio Lima
7
Mascarenhas de Moraes/Abraão Alab
7
Miritizal
7
Morada do Sol
7
Nova Esperança
7
TOTAL
890
Fonte: Observatório de Análise Criminal do MP-A
Horário e local da ocorrência
Das quase 900 ocorrências registradas no estado nesse período, 47% foram registradas no período noturno, 24% à tarde, 16% pela manhã e 14% na madrugada. O horário de 19h teve a maior incidência, com 90 casos, seguido por 20h, com 86, e 21h, com 82 roubos.
Com 596 casos, Rio Branco lidera o ranking entre os 18 municípios com denúncias de roubo segundo o monitoramento, o que equivale a 67% do total.A capital é seguida por Cruzeiro do Sul, com 97 roubos, e Brasiléia, com 43 casos.
Rio Branco
596
Cruzeiro do Sul
97
Brasiléia
46
Epitaciolândia
33
Plácido de Castro
18
Sena Madureira
17
Tarauacá
17
Feijó
14
Senador Guiomard
13
Mâncio Lima
7
Capixaba
6
Rodrigues Alves
6
Xapuri
5
Acrelândia
4
Bujari
4
Assis Brasil
3
Porto Acre
3
Manoel Urbano
1
Fonte: Observatório de Análise Criminal do MP-AC
Meio utilizado e itens roubados
Ainda segundo o observatório, em 310 casos foi registrado o uso de arma de fogo pelos suspeitos e em 115 o uso de arma branca. Em 207 casos o veículo utilizado pelos suspeitos foi motocicleta, e em 41 ocorrências foi utilizada bicicleta.
Os celulares roubados somaram 387 casos (59,45%), seguidos por motocicletas com 85 (13,06%), e bolsas com 66 roubos (10,14%). O roubo de dinheiro em espécie somou 57 casos (8,76%), enquanto os roubos de carteira foram 27 (4,15%).
Foram 13 bicicletas roubadas, seguidas por sete relógios, cinco cordões e quatro automóveis no período.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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