O Acre registrou 38 homicídios nos primeiros 26 dias do ano 2018.
Ac24horas
Somente esta semana foram 14 mortes violentas, 12 delas por arma de fogo e duas por arma branca. Com exceção de uma mulher, os demais mortos são todos do sexo masculino com idades entre 18 e 47 anos, segundo levantamento feito pelo ac24horas.
Já na semana passada, foram registrados 13 assassinatos. As vítimas foram homens com idade entre 15 e 52 anos.
A maioria das mortes violentas têm ligações com a guerra entre as facções criminosas no Acre pelos territórios do tráfico de drogas.
O governo do Acre atribui o avanço das facções à falta de uma política de segurança do governo federal nas fronteiras do Acre com o Peru e a Bolívia, dois dos principais produtores de drogas do mundo.
Ano passado foram registradas mais de 480 homicídios no Acre, contra 350 em 2016. Em 2015 foram pouco mais de 160 assassinatos registrados.
Mortes Violentas – Janeiro de 2018
? PRIMEIRA SEMANA – 01/01 ao dia 07/01
? Segunda-feira – 01/01
1 – Josué Souza de Araújo, morto a facadas, Transacreana
2 – Izomar Vieira de Andrade (47), Ramal da Uga, Belo Jardim, morto a facadas.
? Terça-feira – 02/01
3 – Alan Lima Leite (25) – Ramal Bom Jesus, morto a tiros.
4- Francisco da Silva Soares (52), Ramal Menino Jesus, Taquari, morto a tiros.
? Quinta-feira – 04/01
5 – David Rodrigues da Silva, Rua Flamengo, Laelia Alcântara – quinta-feira (04).
? Sexta-feira – 05/01
6 – Francisco Cleuderson Sales de Oliveira (33), Jorge Lavocat, morto a tiros.
7 – Venilson Cruz dos Anjow (29), Rua das Mangueiras, Boa União, morto a tiros.
8 – Jamisson da Silva Marques (27), bairro Remanso, *Cruzeiro do Sul*, morto a tiros.
9 – José Esmael Pereira da Silva (31), sofreu tentativa de homicídio em Feijó dia 26 e morreu em Cruzeiro do Sul. Alvo de tiros.
? Sabado 06/01
10 – John Wesley, 15 anos, Cidade do Povo, morto a tiros.
11- Roseane Dantas da Costa (14), Tarauacá, degolada.
? Domingo 07/01
12 – Herlem Moraes da Silva, Estrada do Calafate, morto a facadas (Autor preso)
13 – Josué de Almeida Pontes (20 anos), Travessa Cerâmica, Alto Alegre, morto a tiros.
? SEGUNDA SEMANA – 08/01 à 14/01
?Segunda-feira 08/01
14 – Altevir Rodrigues de Oliveira (61), km 10, morto a tiros, Porto Acre (Latrocínio)
15 – Mateus Souza Gomes (19), Tucumã, morreu em troca de tiros com a polícia.
16 – Alisson Pereira (23), Tucumã, morreu em troca de tiros com a polícia
17- Raimundo Venâncio de Souza (47), morreu no PS, golpes de paulada em briga generalizada na estrada do Calafate, domingo (07).
? Terça-feira (09)
18 – Auricio da Silva Brito (30), Montanhes, morreu no PS após levar um tiro.
?Quarta-feira 10/01
19 – Geris da Silva Ângulo (29), assassinado a tiros, bairro Taquari.
20 – Karlison da Silva Braga (19), assassinado a tiros, Santa Inês.
21 – Odair de Souza Silva (21), morto a tiros, Boa União (Sobral).
? Sexta-feira 12/01
22 – Rubens Damásio da Silva (22) morto a facadas no município de Feijó.
? Sábado 13/01
23 – Débora Freitas Bessa (19), morta a facadas, Caladinho/Tancredo.
24 – Marcley Cunha Marques (34), morto a tiros, 18 de Setembro / Quinari.
25 – Alexandre da Silva Nazaré (32)Antônio da Rocha Viana, morto a tiros.
26 – Wesley de Araújo (18), Ramal do Mutum/Alto Alegre, morto a tiros.
27 – Jardel Filgueiras Gadelha (33), Seringal Barra da Colônia, Xapuri, morto a tiros.
28 – Claisson Santos, morto a tiros e golpes de faca, zona rural de Cruzeiro do Sul.
? TERCEIRA SEMANA: 15/01 a 21/01
? Segunda-feira 15/01
29 – Junior César Pontes da Silva (19), morro a tiros, bairro Placas.(Latrocinio)
30 – Igor Cândido Ribeiro, morto a tiros, rua 7 de dezembro, bairro Ayrton Sena.
31 – Izaquiel Freire de Abreu, morto a tiros, Benjamin Constan, Tarauacá.
? Terça-feira 16/01
32 – Lucas Pinheiro (23), torturado até a morte, bairro Conquista.
? Quinta-feira 18/01
33 – Joel Vieira da Silva (25), morreu vítima de disparo em confronto com a polícia, bairro Santo Afonso.
34 – André Vitor Moraes Souza (20), morreu vítima de disparo em confronto com a polícia, bairro Santo Afonso.
? Sexta 19/01
35 – Pedro Nascimento de Araújo (23), morte por arma de fogo, Ramal da Judia, Belo Jardim
? Sábado 20/01
36 – Vitima identificada apenas como Jorge, alvo de disparos de arma de fogo no bairro Taquari
? Quarta-feira 24/01
37 – José da Silva Lebre Gomes, 22 anos, morto a tiros no bairro Miritizal, em *Cruzeiro do Sul*.
? Quinta-feira 25/01
38 – Sirley Pereira de Andrade, morto a tiros no bairro Carandá, Baixada da Sobral.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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