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Acre

Acre registra 536 casos de síndrome respiratória grave em 2026; alta preocupa autoridades

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Número representa aumento em relação aos anos anteriores; crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis

O boletim epidemiológico é elaborado pela área técnica de vírus respiratórios da Sesacre e tem como objetivo monitorar a evolução das doenças respiratórias no estado, orientando ações de prevenção. Foto: captada 

O Acre registrou 536 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026, segundo dados do Boletim Epidemiológico das Síndromes Respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O levantamento considera as semanas epidemiológicas 1 a 9 do ano, com dados atualizados até 7 de março.

O número representa aumento em relação aos anos anteriores no mesmo período. Em 2025 foram registrados 368 casos, enquanto 2024 contabilizou 307 notificações de SRAG no estado.

A síndrome respiratória aguda grave é a forma mais severa das infecções respiratórias e pode levar à hospitalização, sendo associada a vírus como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e Covid-19.

Grupos de risco

Segundo o boletim, os dados indicam que crianças de até 9 anos e idosos com mais de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis, com maior risco de desenvolver quadros graves que exigem internação hospitalar.

Atendimentos por síndrome gripal

O monitoramento da vigilância epidemiológica também acompanha os casos de síndrome gripal (SG), quadros respiratórios mais leves que incluem sintomas como febre, tosse e dor de garganta.

Entre janeiro e o início de março de 2026, as quatro unidades sentinelas do estado registraram 3.268 atendimentos por síndrome gripal, número inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 3.495 consultas.

Entre os pacientes atendidos nessas unidades, a faixa etária de 20 a 29 anos foi a que mais buscou atendimento, embora sem predominância de casos graves.

Vírus em circulação

As análises laboratoriais realizadas nas unidades de vigilância apontam que diferentes vírus respiratórios continuam circulando no estado. Entre os mais identificados nas amostras coletadas estão rinovírus, influenza A (incluindo H1N1) e o vírus sincicial respiratório (VSR).

Esses agentes virais estão associados a doenças respiratórias como pneumonia, bronquite e bronquiolite, que podem evoluir para quadros graves em pessoas mais vulneráveis.

O boletim epidemiológico é elaborado pela área técnica de vírus respiratórios da Sesacre e tem como objetivo monitorar a evolução das doenças respiratórias no estado, orientando ações de prevenção, vigilância e atendimento na rede de saúde.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão se multiplicando a cada dia no Brasil. Segundo o boletim Infogripe da Fiocruz. Foto: captada 

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Acre

Pioneiro da PMAC em Brasiléia, subtenente Angilberto Porto morre aos 72 anos

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Sargento Porto, como era conhecido, ajudou a construir a presença da corporação na região; instituição e prefeitura prestam homenagens

Conhecido como Sargento Porto, ele era considerado um dos pioneiros da atuação da corporação na região de Brasiléia. Foto: captada 

O subtenente da reserva da Polícia Militar do Acre (PMAC), Angilberto Porto, morreu neste domingo (15), aos 72 anos. Conhecido como Sargento Porto, ele era considerado um dos pioneiros da atuação da corporação na região de Brasiléia, no interior do estado.

A morte foi confirmada por meio de nota divulgada pela PMAC, que manifestou pesar pela perda do militar aposentado. No comunicado, a instituição destacou a trajetória de Porto e prestou solidariedade aos familiares e amigos.

Em nota assinada pela comandante-geral da corporação, coronel Marta Renata da Silva Freitas Alves, a Polícia Militar afirmou que lamenta profundamente o falecimento do subtenente da reserva e desejou força à família neste momento de luto.

Em nota assinada pela comandante-geral da corporação, a coronel Marta Renata da Silva Freitas Alves, a Polícia Militar afirmou que lamenta profundamente o falecimento do subtenente da reserva. Foto: captada 

Homenagem do município

A Prefeitura de Brasiléia também divulgou mensagem de condolências. Em nome do prefeito Carlinhos do Pelado e do vice-prefeito Amaral do Gelo, a administração municipal destacou a importância de Angilberto Porto para a história da segurança pública local.

Segundo a prefeitura, o militar aposentado ajudou a construir a presença da Polícia Militar na região nas primeiras décadas de atuação da corporação no município. A gestão municipal ressaltou ainda que sua memória permanecerá entre familiares, colegas e amigos.

Legado

Angilberto Porto deixa familiares e um legado ligado à história da segurança pública na região de fronteira do Acre. Mensagens de despedida e solidariedade foram publicadas por conhecidos e instituições após a confirmação de sua morte.

Prefeitura de Brasiléia também divulgou mensagem de condolências. Em nome do prefeito Carlinhos do Pelado e do vice-prefeito Amaral do Gelo. Foto: captada 

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Acre

Morre aos 99 anos o empresário Milton Lucena, que trouxe a Coca-Cola para o Acre

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Figura marcante no comércio local, Lucena construiu trajetória de mais de sete décadas e deixa legado de incentivo ao empreendedorismo

Após a confirmação da morte, amigos e conhecidos utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e lembrar a importância de Lucena para o comércio local. Foto: captada 

O empresário Francisco Milton Lucena morreu aos 99 anos, deixando uma trajetória marcada pela atuação no comércio e pelo incentivo ao empreendedorismo no Acre. Conhecido no meio empresarial pela postura firme nos negócios, ele se tornou uma figura lembrada por colegas e familiares após a confirmação de sua morte.

Ao longo da carreira, Lucena construiu reputação de comerciante que valorizava acordos firmados e relações de confiança. Entre empresários que conviveram com ele, era comum a referência à ideia de que a palavra dada tinha peso decisivo nas negociações.

Contribuições ao comércio regional

Uma das contribuições mais lembradas de sua trajetória foi a participação na chegada de produtos que se tornaram populares no mercado regional. Entre eles está a introdução da marca Coca-Cola no estado, além da comercialização das bolachas Papaguara, produtos que ganharam espaço no comércio principalmente entre as décadas de 1970 e 1980.

Homenagem em vida

Em 2021, o empresário recebeu uma homenagem pública feita por seu neto, Wagner Lucena, que destacou a trajetória familiar e o perfil empreendedor do avô. Na mensagem, ele ressaltou o papel de Milton como chefe de família e a dedicação ao trabalho ao longo da vida.

Repercussão

Após a confirmação da morte, amigos e conhecidos utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e lembrar a importância de Lucena para o comércio local.

Milton Lucena deixa familiares e um legado ligado ao desenvolvimento do comércio acreano.

Conhecido no meio empresarial pela postura firme nos negócios, ele se tornou uma figura lembrada por colegas e familiares após a confirmação de sua morte. Foto: captada 

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Acre

Volume de serviços no Acre despenca 20,8% em janeiro, maior queda do país, aponta IBGE

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Estado registra retração expressiva enquanto setor nacional cresce 0,3%; na comparação anual, recuo é de 9,4%

Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE, indicam que o estado teve uma das maiores quedas do país no primeiro mês do ano. Foto: captada 

O volume de serviços no Acre apresentou uma das maiores quedas do país no primeiro mês de 2026, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (13).

Na comparação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, considerando a série com ajuste sazonal, o setor registrou um recuo expressivo de 20,8%. No mesmo período, o resultado nacional apontou crescimento de 0,3%, com o setor igualando o patamar recorde da série histórica.

O desempenho também foi negativo na comparação anual. Em relação a janeiro de 2025, o volume de serviços no Acre apresentou queda de 9,4%, enquanto o Brasil registrou alta de 3,3% no indicador — o 22º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação.

Acumulados

Com o resultado, o estado também inicia o ano com diminuição de volume nos acumulados. Segundo o levantamento, o setor apresenta queda de 9,4% no acumulado de 2026 até janeiro e recuo de 0,7% nos últimos 12 meses.

Desempenho contrastante com o país:
  • Acre: Queda de 20,8% (dez/25 → jan/26);
  • Brasil: Alta de 0,3% no mesmo período;
  • Diferença: 21,1 pontos percentuais abaixo da média nacional.

Em relação a janeiro de 2025, o volume de serviços no Acre apresentou queda de 9,4%, enquanto o Brasil registrou alta de 3,3% no indicador. Foto: captada 

Comparação anual também negativa:
  • Janeiro 2026 x Janeiro 2025: Recuo de 9,4% no Acre (ante alta de 3,3% no Brasil);

  • Acumulado 2026 (até janeiro): Queda de 9,4%;

  • Últimos 12 meses: Retração de 0,7%.

Cenário nacional:

Em nível nacional, o setor de serviços segue em trajetória de crescimento e permanece 20,1%acima do patamar registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.

O avanço observado no país foi impulsionado principalmente pelos segmentos de outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). Já o grupo de serviços prestados às famílias apresentou redução de 1,2% no início do ano.

De acordo com o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, “o resultado de janeiro manteve o setor de serviços em seu nível mais elevado e teve como destaque serviços diversificados investigados em setores distintos, como o agenciamento de espaços de publicidade, os serviços de TI, os financeiros auxiliares e atividades de correio”.

O setor de serviços no Brasil segue aquecido:

Patamar pós-pandemia: 20,1% acima de fevereiro/2020;
Segmentos em alta: Outros serviços, informação/comunicação e transportes;
Destaque negativo: Serviços prestados às famílias apresentaram redução.

Em nível nacional, o setor de serviços segue em trajetória de crescimento e permanece 20,1% acima do patamar registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Foto: captada 

Possíveis causas no Acre:

Embora o IBGE não aponte fatores específicos para a queda no estado, especialistas locais sugerem:

  • Redução do poder de compra da população;

  • Menor demanda em setores como turismo e eventos;

  • Impactos de enchentes na logística e comércio regional.

O que dizem os números:

A retração coloca o Acre em posição delicada dentro da economia regional, exigindo atenção de políticas públicas para reaquecer o setor, especialmente em segmentos como:

  • Serviços profissionais e administrativos;
  • Transporte e armazenagem;
  • Serviços de informação e comunicação.

Em 12 estados, a PMS mostrou taxas positivas em janeiro na série com ajuste sazonal. São Paulo (1,6%) exerceu o impacto mais importante na taxa do mês, com Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%) a seguir. As principais influências negativas vieram do Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%).

Na comparação com janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 estados. As perdas mais impactantes vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%) . O Acre, com queda de 9,4%, figura entre os estados com pior desempenho no período.

O avanço observado no país foi impulsionado principalmente pelos segmentos de outros serviços, informação e comunicação e transportes. Foto: captada 

A PMS do IBGE é a principal pesquisa sobre o comportamento do setor de serviços no país, abrangendo desde pequenos negócios até grandes empresas. Os dados de janeiro acendem alerta para a economia acreana no início de 2026.

Fonte: IBGE – Pesquisa Mensal de Serviços (janeiro/2026)

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