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Acre registra 32 notificações de sarampo em 2025 e 7 são analisadas

O Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) divulgou nesta segunda-feira, 28 de julho, novo informe diário com dados atualizados sobre a situação do sarampo no Acre em 2025. Até o momento, 32 casos foram notificados no estado. Destes, 25 foram descartados após investigação, enquanto 7 permanecem sob análise laboratorial. Nenhum caso foi confirmado até a presente data.
A intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo segue em ritmo acelerado em todos os municípios acreanos. Segundo o boletim, entre os dias 24 de junho e 4 de agosto, foram distribuídas 67.890 doses de vacina, sendo 58.890 da Tríplice Viral e 9.000 da Dupla Viral. No mesmo período, foram aplicadas 25.606 doses, das quais 24.710 são da Tríplice Viral e 896 da Dupla Viral.
Notificações por município
O município de Brasiléia lidera o número de casos de sarampo em investigação no Acre em 2025, com três notificações ainda sob análise. Em seguida, aparecem Rio Branco, com dois casos, e Porto Acre e Cruzeiro do Sul, com um caso cada.
Os municípios de Assis Brasil, Acrelândia, Epitaciolândia, Feijó e Sena Madureira notificaram casos, mas todos já foram descartados após investigação. Um caso foi notificado em Rio Branco, mas o paciente tem residência em Cobija, na Bolívia. Ao todo, o estado contabiliza 32 casos notificados, dos quais 25 foram descartados e sete seguem em investigação. Até o momento, nenhum caso foi confirmado.
Em relação à vacinação, o município de Rio Branco lidera em número de doses aplicadas, com 6.988 doses da Tríplice Viral e 555 da Dupla Viral. Na sequência, destaca-se Cruzeiro do Sul, com 2.998 aplicações da Tríplice e 96 da Dupla Viral; Brasiléia, com 1.651 e 29 doses, respectivamente; e Feijó, com 1.474 da Tríplice e 8 da Dupla. Outros municípios também registraram aplicação significativa de vacinas: Mâncio Lima (1.424 Tríplice / 12 Dupla), Epitaciolândia (1.131 / 7), Tarauacá (808 / 42), Marechal Thaumaturgo (809 / 9), Assis Brasil (717 / 16), Plácido de Castro (619 / 12), Xapuri (650 / 5) e Sena Madureira (997 / 8).
Municípios menores também contribuíram com a cobertura vacinal, como Senador Guiomard (396 Tríplice / 27 Dupla), Porto Acre (278 / 8), Capixaba (174 / 8), Bujari (333 / 8), Jordão (262 / 5), Manoel Urbano (760 / 14), Rodrigues Alves (664 / 4), Porto Walter (326 / 9) e Santa Rosa do Purus (581 / 4).
Até o momento, foram distribuídas 67.890 doses de vacina contra o sarampo em todo o estado — sendo 58.890 da Tríplice Viral e 9.000 da Dupla Viral —, das quais 25.606 já foram aplicadas entre os dias 24 de junho e 4 de agosto de 2025. O Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) reforça a importância da imunização como principal medida de prevenção e segue monitorando de forma contínua os casos suspeitos nos municípios acreanos.
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Imunização de Assis Brasil é destaque no Alto Acre e celebra resultados em reunião de alinhamento para 2026
A Coordenação Municipal de Imunização de Assis Brasil realizou, nesta semana, uma importante reunião de agradecimento e alinhamento estratégico com a equipe de vacinadores e profissionais da rede municipal de saúde. O encontro marcou o encerramento do ciclo de ações de 2025 e deu início ao planejamento das estratégias de imunização para o ano de 2026.
O principal objetivo da reunião foi reconhecer o empenho e a dedicação dos profissionais que garantiram ao município o título de maior cobertura vacinal do Alto Acre em 2025, alcançando e, em diversos imunobiológicos, superando as metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Graças ao trabalho integrado da equipe, Assis Brasil obteve resultados expressivos em vacinas estratégicas do calendário nacional, como:
•BCG
•Pneumo 10
•Meningo C
•Tríplice viral (1ª dose)
•DTP
•Pólio VIP
•HPV
Esses avanços representam mais proteção à população, fortalecem a prevenção de surtos e garantem maior segurança sanitária para o município.
Durante a reunião, o Diretor Municipal de Imunização, Missias da Costa, destacou que os resultados alcançados são fruto de um trabalho que vai além da sala de vacina, contando com o apoio de diversos setores da Secretaria Municipal de Saúde. O diretor ressaltou o papel fundamental dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e das equipes que atuam diariamente nas unidades de saúde do município, contribuindo de forma direta para o alcance das metas.
A Prefeitura de Assis Brasil, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Assis Brasil, tem sido peça-chave nesse avanço, garantindo apoio institucional, planejamento estratégico e melhores condições de trabalho às equipes. O compromisso da gestão municipal com a saúde pública reflete-se nos investimentos contínuos em ações preventivas e na valorização dos profissionais, resultando em uma cobertura vacinal de excelência.
O encontro também foi um momento de alinhamento das metas para 2026, com foco no fortalecimento de estratégias como:
•Vacinação nas escolas, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE);
•Ações extramuros;
•Busca ativa de faltosos;
•Intensificação da vacinação em áreas rurais;
•Ampliação da cobertura da vacina contra o HPV em adolescentes.
A reunião reforçou ainda o compromisso da gestão municipal com a valorização dos profissionais da imunização, reconhecendo que o sucesso do programa é resultado direto do trabalho técnico, humano e responsável de cada servidor.
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Defesa Civil de Rio Branco já retirou 18 famílias de áreas de risco desde janeiro
Alagamentos, desmoronamentos e chuvas intensas mantêm capital em alerta; rios nas cabeceiras devem influenciar nível do Rio Acre nos próximos dias

Foto: ac24horas
O coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que 18 famílias já foram removidas de áreas de risco desde o início de janeiro em razão de alagamentos e desmoronamentos provocados pelas fortes chuvas na capital acreana. A declaração foi feita em entrevista ao repórter David Medeiros, do ac24horas Play, nesta quarta-feira (14).
As famílias foram encaminhadas para aluguel social transitório, por meio de ação conjunta entre a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social, após a constatação de que não havia condições seguras de permanência nos imóveis atingidos.
“São famílias impactadas por alagamentos de igarapés e por desmoronamentos, consequência direta do excesso de chuvas”, explicou Falcão.
Segundo o coordenador, o encaminhamento segue critérios técnicos rigorosos. Inicialmente, a família indica um local para moradia temporária; em seguida, o imóvel de origem passa por vistoria da Defesa Civil, que avalia a impossibilidade de retorno; por fim, é realizada avaliação socioeconômica pela Assistência Social. “Muitas dessas casas, mesmo após a vazante, ficam estruturalmente comprometidas e com risco iminente de desmoronamento”, afirmou.
Os desmoronamentos foram registrados principalmente nos bairros Preventório, Aeroporto Velho, Mocinha Magalhães e Parque das Palmeiras. Em outras áreas, embora não tenha ocorrido colapso total, o risco permanece elevado, exigindo monitoramento constante.
Falcão também atualizou a situação dos abrigos emergenciais construídos no Parque de Exposições a partir de dezembro de 2025. Ao todo, foram construídos 74 abrigos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Durante o período mais crítico, 156 famílias foram retiradas de áreas de risco, sendo 103 acolhidas em escolas devido às enxurradas.
“Restou um saldo de 53 famílias, e por isso construímos pelo menos 20 abrigos a mais do que o necessário naquele momento. Caso o Rio Acre volte a atingir a cota de transbordamento, de 15,40 metros, ainda teremos estrutura para atender a população”, garantiu.
Segundo o coordenador, em situação de emergência, é possível construir até 50 abrigos em 24 horas, seguindo orientação do prefeito Tião Bocalom.
Chuvas nas cabeceiras elevam preocupação
A Defesa Civil segue atenta ao comportamento dos rios nas cabeceiras. Em Brasiléia, o nível subiu 3,5 metros nas últimas 24 horas, situação semelhante à registrada em Xapuri, além da elevação do Rio Xapuri e do Riozinho do Rola, considerado um dos mais perigosos para a capital.
Apesar de Brasiléia já apresentar vazante, a preocupação é com o volume de água que ainda deve chegar a Rio Branco. “Essa água leva cerca de 60 horas para chegar e pode elevar ainda mais o nível do Rio Acre”, explicou Falcão.
A previsão da Defesa Civil é de que o impacto mais significativo ocorra a partir de sexta-feira, considerando o tempo de deslocamento das águas: Assis Brasil (72h), Brasiléia (60h), Xapuri (48h), Capixaba (24h) e Riozinho do Rola (3h).
Solo saturado agrava cenário
O coordenador destacou ainda que o solo de Rio Branco está cerca de 90% saturado, o que agrava a situação. “As chuvas intensas, como os 20,8 milímetros registrados na terça-feira, fazem com que a água escoe diretamente para os igarapés e para o rio, impedindo a vazante”, concluiu.














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