Acre
Acre registra 828 solicitações de refúgio em 2025, a maioria de venezuelanos em cidades da fronteira
Dados oficiais mostram que Assis Brasil e Epitaciolândia concentram 95% dos pedidos; homens representam 65% dos solicitantes

Os dados integram o painel do Comitê Nacional para os Refugiados (CGConare), vinculado ao Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). Foto: captada
O Acre recebeu 828 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado em 2025, de acordo com dados oficiais do Sistema Nacional de Refúgio (Sisconare). As informações, divulgadas pelo Ministério da Justiça, revelam a predominância de venezuelanos entre os solicitantes — 449 pedidos —, seguidos por colombianos (190), cubanos (71), peruanos (29), equatorianos (26) e haitianos (24).
No recorte municipal, Assis Brasil aparece como a principal porta de entrada, com 681 solicitações, seguido por Epitaciolândia, com 111. Juntas, as duas cidades da fronteira concentram cerca de 95% dos pedidos registrados no estado. Rio Branco teve apenas 11 solicitações, enquanto outros municípios apresentaram números pontuais. Quanto ao perfil de gênero, os homens representam 65,34% dos solicitantes (541 pedidos), e as mulheres, 34,66% (287).
Os dados integram o painel do Comitê Nacional para os Refugiados (CGConare), vinculado ao Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), e servem como base para o planejamento de políticas públicas voltadas à proteção humanitária, e revelam o Acre como porta de entrada humanitária no Brasil, especialmente na tríplice fronteira com Peru e Bolívia.
Nacionalidades dos solicitantes:
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Venezuela: 449 pedidos (54,2% do total)
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Colômbia: 190 pedidos
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Cuba: 71 pedidos
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Peru: 29 pedidos
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Equador: 26 pedidos
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Haiti: 24 pedidos
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Outros: Paquistão, Argélia, Sudão, Senegal, República Dominicana, entre outros.
Distribuição por município:
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Assis Brasil: 681 solicitações (82,2%)
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Epitaciolândia: 111 solicitações (13,4%)
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Rio Branco: 11 solicitações
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Cruzeiro do Sul, Acrelândia e outros: registros isolados
Perfil por gênero:
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Homens: 541 pedidos (65,34%)
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Mulheres: 287 pedidos (34,66%)
Os solicitantes são encaminhados para postos da Polícia Federal para registro e, depois, para abrigos ou programas de interiorização. O reconhecimento como refugiado garante documentação, acesso a trabalho, saúde e educação.
A concentração em Assis Brasil sobrecarrega a estrutura local e exige ações coordenadas entre União, estado e municípios. ONGs atuantes na região alertam para a necessidade de ampliar a rede de acolhimento. O Ministério da Justiça deve reforçar equipes na fronteira para agilizar processos, enquanto o estado estuda criar um comitê estadual para refugiados. Dados atualizados estão disponíveis no painel do OBMigra.
O fluxo contínuo de venezuelanos pelo Acre reflete a crise humanitária prolongada no país andino e a rota consolidada através da Amazônia sul-americana.

As informações traçam um perfil detalhado dos solicitantes no estado, com predomínio de venezuelanos e concentração em municípios de fronteira. Foto: captada
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Rio Acre mantém vazante e registra 10,79 metros ao meio-dia em Rio Branco

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O nível do Rio Acre continuou em tendência de vazante neste domingo, 04, em Rio Branco (AC). De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal, o manancial marcou 10,79 metros na medição realizada ao meio-dia, permanecendo bem abaixo das cotas de alerta e de transbordo.
Ainda segundo os dados oficiais, às 5h18 da manhã o rio estava em 11,02 metros. Já na segunda medição do dia, às 9h, o nível caiu para 10,85 metros, confirmando a redução gradual ao longo das horas.
A Defesa Civil informou que não houve registro de chuva nas últimas 24 horas na capital acreana, com índice pluviométrico zerado.
Atualmente, a cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14 metros.
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Geração de empregos no Acre desacelera e acende alerta para 2026
Dados do Caged mostram perda contínua de ritmo após pico no pós-pandemia e 2025 registra pior desempenho desde a crise da Covid-19

Foto: Jardy Lopes
O Acre encerrou os últimos cinco anos com saldo positivo na geração de empregos formais, porém os números mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam um cenário de desaceleração contínua que acende um sinal de alerta para 2026. Dados consultados na última sexta-feira (2) revelam que 2025 apresentou o pior desempenho desde 2020, ano marcado pela crise sanitária da Covid-19.
Mesmo sob os impactos diretos da pandemia, 2020 fechou com saldo positivo de 2.604 vagas formais, impulsionado principalmente pelos setores de Serviços (1.251) e Comércio (1.019).
Em 2021, a economia acreana registrou forte reação. Foram 8.033 empregos com carteira assinada, o melhor resultado da série analisada, com destaque para Serviços (3.355), Comércio (2.424) e Construção Civil (1.251).
O ano de 2022 manteve saldo elevado, com 7.601 vagas, mas já indicava perda de fôlego. O crescimento passou a se concentrar em poucos setores, enquanto a Indústria praticamente estagnou, criando apenas 28 postos de trabalho.
A desaceleração tornou-se mais evidente em 2024. Apesar do saldo positivo de 6.688 vagas, o resultado representou nova queda em relação aos anos anteriores. Além disso, a Agropecuária entrou no campo negativo, com saldo de –43 empregos, sinalizando fragilidade em um setor historicamente relevante para o estado.
Os dados de 2025 reforçam o cenário preocupante. O Acre criou 5.482 empregos formais, o menor saldo dos últimos cinco anos — desconsiderando 2020, quando a economia enfrentava uma crise sem precedentes. O resultado confirma uma trajetória de enfraquecimento do mercado de trabalho, com redução tanto no saldo total quanto na capacidade de geração de vagas fora do setor de serviços.
Embora Serviços ainda concentre a maior parte das novas vagas (4.022), o desempenho dos demais setores foi considerado tímido. O Comércio criou 926 empregos, a Indústria apenas 88, e a Construção Civil somou 266 postos, indicando dificuldade de diversificação e menor dinamismo econômico no estado.
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Rio Acre baixa para 10,85 metros e permanece fora da cota de alerta

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O nível do Rio Acre registrou nova redução neste domingo, 04, de acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal de Rio Branco. Às 5h18, o manancial marcava 11,02 metros e, às 9h, apresentou nova queda, atingindo 10,85 metros.
Segundo o relatório, não houve registro de chuvas nas últimas 24 horas, com índice pluviométrico de 0,00 milímetros, o que contribuiu para a manutenção da tendência de vazante do rio.
Mesmo com a redução, a Defesa Civil segue em monitoramento permanente. A cota de alerta para o Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros. No momento, o nível permanece abaixo dos parâmetros considerados de risco para alagamentos na capital.

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