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Acre

Acre recebe mais de 60,6 mil testes rápidos de Covid-19 enviados pelo Ministério da Saúde

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Testes chegaram ao Acre nesta quinta-feira (3) e, após passar por divisão, vão começar a ser distribuídos aos municípios.

O Acre recebeu mais de 60,6 mil testes rápidos de Covid-19 nesta quinta-feira (3) enviados pelo Ministério da Saúde. Segundo a secretária estadual de Saúde, Paula Mariano, após ser separado, o material já começa a ser distribuído aos municípios.

A divisão do quantitativo de testes para cada cidade acreana foi pactuada na Comissão Intergestores Bipartite do estado (CIB-AC). A resolução com a divisão dos testes por cidade foi publicada na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial do Estado.

A capital Rio Branco é a que vai receber o maior número de testes, com um total de 12 mil. A quantidade distribuída para cada cidade leva em consideração o número populacional.

Os testes foram enviados pelo Ministério da Saúde em continuidade ao programa “Diagnosticar para Cuidar”. Ao todo, foram distribuídos mais de 15 milhões de testes para as 27 unidades federadas.

“A implementação do Plano Nacional de Expansão da Testagem da Covid-19 necessita do apoio dos estados, municípios e do Distrito Federal para sua execução, de forma que seja possível garantir sua eficácia e resposta articulada e efetiva no controle da pandemia no país”, pontua a resolução.

Testagem em Rio Branco

 

No último dia 28 de dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco anunciou que os testes rápidos para detectar a Covid-19 acabaram nas unidades de saúde da capital.

No dia seguinte, a testagem voltou a ser feita, mas somente nas Uraps Maria Barroso e Cláudia Vitorino, que são referência no atendimento de casos de Covid-19 e atendem até às 20h. A retomada foi possível após a Sesacre repassar 3 mil testes para a saúde municipal.

A chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, Socorro Martins, informou que são feitos, em média, 300 testes por dia nas duas unidades básicas por conta do baixo estoque.

“Estamos aguardando esses testes enviados pelo Ministério da Saúde desde o início da semana. Estamos fazendo testagem nas duas unidades de referência, com entrega de fichas e triagem. É uma média de 100 testes pela manhã, 100 à tarde e 100 à noite. Além desses testes do Ministério, o município também está em processo de compra, então deve dar uma normalizada nessa questão”, disse Socorro.

Testes rápidos vão ser distribuídos aos municípios acreanos  — Foto: Arquivo/Ministério da Saúde

Testes rápidos vão ser distribuídos aos municípios acreanos — Foto: Arquivo/Ministério da Saúde

Veja divisão dos testes por cidade

 

Alto Acre – 5.710

  • Assis Brasil – 1.160
  • Brasileia – 1.540
  • Epitaciolândia – 1.510
  • Xapuri – 1.500

 

Baixo Acre – 24.800

  • Acrelândia – 1.160
  • Bujari – 1.160
  • Capixaba – 1.140
  • Jordão – 1.400
  • Manoel Urbano – 1.160
  • Plácido de Castro – 1.160
  • Rio Branco – 12.000
  • Santa Rosa do Purus – 1.400
  • Senador Guiomard – 1.160
  • Sena Madureira – 1.900
  • Porto Acre – 1.160

 

Juruá – 15.160

  • Cruzeiro do Sul – 6.600
  • Mâncio Lima – 1.220
  • Marechal Thaumaturgo – 1.400
  • Porto Walter – 1.400
  • Rodrigues Alves – 1.220
  • Feijó – 1.660
  • Tarauacá – 1.660

 

Casos de Covid explodem nno Acre  — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre

Casos de Covid explodem nno Acre — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre

Novo decreto

 

Em meio à terceira onda da Covid-19, o governador Gladson Cameli proibiu eventos para mais de 300 pessoas em todo o Acre. O decreto com a nova medida foi publicado nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial do Estado (DOE) e tem validade até 31 de março deste ano.

“Fica suspensa a realização de eventos sociais, culturais, recreativos, esportivos, religiosos e similares, públicos ou particulares, destinados a público superior a 300 pessoas, com ou sem assento”, diz a publicação.

Em novembro do ano passado, o governo chegou a liberar eventos culturais, religiosos, shows artísticos, festivais e afins com público superior a 100 pessoas nas faixas amarela e verde da classificação de risco da pandemia. A flexibilização ocorreu durante um cenário de queda de casos de infecção e morte pela Covid-19.

No entanto, no primeiro mês deste ano o Acre bateu recorde de casos positivos para a doença. Em janeiro, o estado registrou um total de 12.876 pessoas infectadas pela doença, o mês com maior número de casos desde o início da pandemia. Esse total é quase que 90% maior do que o número registrado em janeiro de 2021, que foi 6.847.

Aumento de casos

 

A explicação para o aumento é a chegada da variante Ômicron no estado.

Outro fator relevante pode ter sido a testagem em massa. Entre os dias 24 e 28 de janeiro a Saúde de Rio Branco abriu um ‘drive-thru’ da testagem no estádio Arena da Floresta, Segundo Distrito da capital acreana. Em cinco dias de ação, dos mais de 5 mil testes feitos, 2.652 exames tiveram resultado positivo para a Covid-19.

Se o número de casos positivos de Covid-19 em janeiro deste ano assusta, o número total de vítimas fatais reduziu em relação a janeiro do ano passado. Nos primeiros 31 dias de 2022, o Acre teve 20 mortes pela doença. Já em janeiro 2021, 72 pessoas perderam a vida para a Covid. A redução é de mais de 72% entre os períodos avaliados.

Fevereiro começou com a confirmação de mais seis mortes pela Covid-19 no Acre. Em dois dias, o mês registrou 1.606 novos casos, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre). Há ainda 617 exames de RT-PCR à espera de análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen).

Nessa terça-feira (1), o Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen), que atende demandas da Secretaria de Saúde Estadual (Sesacre), informou que está sem insumos para fazer análise dos testes de Covid-19. A gerência aguarda a chegada do material que será enviado pelo Ministério da Saúde para voltar a fazer os testes.

Em todo o estado há 75 pessoas internadas, das quais 71 com teste positivo, conforme o boletim.

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Acre

MPF abre procedimento para acompanhar ações do ICMBio contra ocupações ilegais na Resex Chico Mendes

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Órgão pedirá dados sobre ações do ICMBio entre 2021 e 2025, notificações de desocupação, apreensões de gado e planos para 2026

Procuradoria Federal pede dados sobre desocupações, apreensões de gado e ações judiciais entre 2021 e 2025; reserva enfrenta aumento de invasões e fracionamento irregular. Foto: captada 

O Ministério Público Federal (MPF) no Acre instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as medidas adotadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no combate a ocupações irregulares e ao fracionamento ilegal de colocações na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes. A portaria, assinada pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, terá duração inicial de um ano.

Segundo o MPF, o objetivo é reunir e analisar dados das ações realizadas entre 2021 e 2025 para conter a invasão e ocupação ilegal na unidade de conservação. A iniciativa busca garantir o acompanhamento de políticas públicas ambientais e verificar a eficácia das medidas adotadas.

O órgão apontou lacunas nas informações fornecidas pelo ICMBio, especialmente sobre os anos de 2022, 2023 e 2025. Como primeira diligência, ofícios foram enviados à Gerência Regional Norte do instituto e à Procuradoria Federal Especializada, solicitando dados como número de notificações de desocupação emitidas, ações judiciais, cabeças de gado apreendidas, estimativa de ocupantes irregulares e o plano de trabalho para 2026.

A Resex Chico Mendes é uma das principais unidades de conservação federais do Acre e tem como missão conciliar a preservação ambiental com o modo de vida das populações tradicionais que dependem do extrativismo sustentável.

Informações solicitadas pelo MPF ao ICMBio:
  • Número de notificações de desocupação emitidas (2021–2025);

  • Ações judiciais propostas e desocupações voluntárias realizadas;

  • Quantidade de cabeças de gado apreendidas;

  • Estimativa de ocupantes irregulares atuais na reserva;

  • Plano de trabalho previsto para 2026.

O MPF aponta lacunas nos dados apresentados pelo ICMBio, especialmente sobre os anos de 2022, 2023 e 2025, e questiona a completude das informações sobre operações em 2021 e ações planejadas para 2024.

Situação da reserva:

A Resex Chico Mendes – uma das principais unidades de conservação do Acre – tem registrado aumento de ocupações ilegais, muitas vezes associadas a grilagem, desmatamento e pecuária irregular, que ameaçam o modo de vida das populações tradicionais e a integridade da floresta.

O ICMBio tem prazo para responder aos ofícios. Caso as respostas sejam insuficientes ou evasivas, o MPF pode propor ações civis públicas ou recomendar intervenções diretas do governo federal.

O procedimento administrativo – em vez de um inquérito civil – reflete uma estratégia do MPF de monitoramento contínuo de políticas públicas, mas também sinaliza impaciência com a morosidade do ICMBio em frear a degradação acelerada da reserva símbolo do ambientalismo acreano.

A portaria, assinada pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, terá duração inicial de um ano e visa reunir e analisar dados sobre as ações realizadas entre 2021 e 2025 para conter o fracionamento ilegal de colocações e a invasão de terras na unidade de conservação. Foto: captada 

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Acre

Deputado Tadeu Hassem garante R$ 200 mil para curso de mergulho do Corpo de Bombeiros do Acre

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Recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos e na estruturação do curso de mergulho autônomo, ampliando a formação de bombeiros militares

Os recursos serão utilizados na aquisição de equipamentos especializados e na estruturação da formação de bombeiros mergulhadores no estado. Foto: captada 

O deputado estadual Tadeu Hassem participou, nesta segunda-feira (9), de uma solenidade no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre que marcou o início de um novo Curso de Mergulho Autônomo da corporação e a entrega de equipamentos adquiridos por meio de emenda parlamentar de sua autoria. O investimento total é de R$ 200 mil e tem como objetivo fortalecer as operações de salvamento subaquático em todo o estado.

Os recursos são oriundos de emenda individual impositiva aprovada para o exercício financeiro de 2025, sendo R$ 100 mil destinados ao custeio e R$ 100 mil a investimentos. A aplicação foi direcionada à aquisição de materiais voltados ao atendimento de ocorrências de mergulho, consideradas frequentes no Acre.

Com o valor destinado pelo parlamentar, o Corpo de Bombeiros adquiriu cinco máscaras full face, um sistema de comunicação subaquática, 14 computadores, 20 kits completos de roupas de mergulho, incluindo macacão, luvas e botas, 50 máscaras semifaciais e 12 rescue tubes, utilizados em salvamentos aquáticos. Os equipamentos passam a integrar a estrutura operacional da corporação e serão utilizados tanto no curso iniciado nesta semana quanto em ações de resgate e salvamento.

Durante o evento, Tadeu Hassem destacou o compromisso do mandato com a corporação e relembrou momentos críticos enfrentados no interior do estado. “Eu vi de perto o trabalho dos bombeiros durante a seca extrema no Alto Acre, quando muitas vezes o apoio e a visibilidade já tinham diminuído. É nessas horas que o Corpo de Bombeiros continua presente, salvando vidas e protegendo as pessoas”, afirmou.

O curso, que já é oferecido pelo CBMAC, terá equipamentos atualizados e maior estrutura para a formação prática dos militares. Fptp: captada 

O deputado também ressaltou a credibilidade da instituição junto à população. “O Corpo de Bombeiros é uma das instituições mais respeitadas pelo povo acreano. Destinar recursos para fortalecer essa estrutura é uma forma concreta de reconhecer esse trabalho e garantir melhores condições para quem está na linha de frente”, disse.

Ainda em sua fala, o parlamentar anunciou que pretende levar à Assembleia Legislativa do Acre o debate sobre a ausência de compensação orgânica para os bombeiros militares. “Essa é uma pauta importante, que ainda é pouco conhecida pela sociedade. Quero discutir esse tema no Parlamento e construir, junto com o governo, caminhos para dar mais reconhecimento a esses profissionais”, declarou.

O comandante em exercício do Corpo de Bombeiros, coronel Éden Santos, ressaltou a importância do investimento para a corporação e para a segurança da tropa. “Este é o nono Curso de Mergulho Autônomo realizado pelo Corpo de Bombeiros e ele fortalece a formação técnica, a padronização dos procedimentos e, principalmente, a segurança dos nossos militares”, afirmou.

Ao agradecer a emenda parlamentar, o comandante destacou o impacto direto dos recursos. “Embora o valor possa parecer modesto quando comparado a grandes investimentos, ele tem um efeito muito significativo na nossa capacidade de resposta. Cada equipamento entregue hoje melhora diretamente o nosso atendimento à população”, disse.

Segundo o coronel, os recursos são aplicados de forma estratégica e retornam à sociedade em forma de eficiência operacional. “O investimento na área de mergulho é essencial e desafiador. Esse apoio reforça nossa estrutura e demonstra o compromisso do deputado com a missão do Corpo de Bombeiros e com a segurança dos acreanos”, concluiu.

Os recursos serão utilizados na aquisição de equipamentos especializados e na estruturação da formação de bombeiros mergulhadores no estado. Foto: cedida 

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Acre

Cheias do Rio Acre causam prejuízo de mais de R$ 18 milhões à produção rural de Rio Branco

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Três inundações consecutivas devastaram plantações e criações, afetando mais de 6 mil pessoas; coordenador da Defesa Civil articula ajuda humanitária em Brasília

R$ 12 milhões correspondem a perdas na agricultura, enquanto R$ 6 milhões referem-se a danos na pecuária e na piscicultura. As culturas mais afetadas foram: mandioca, milho, banana e horticultura. Foto: captada 

As três cheias consecutivas do Rio Acre no início deste ano causaram um prejuízo superior a R$ 18 milhões à produção agrícola e pecuária da zona rural de Rio Branco, afetando diretamente mais de seis mil pessoas. O coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Cláudio Falcão, informou que os danos incluem R$ 12 milhões em perdas na agricultura e R$ 6 milhões na pecuária e piscicultura.

As culturas mais atingidas foram mandioca, milho, banana e a produção de hortaliças. Falcão destacou que, além do sustento, muitas famílias perderam sua principal fonte de renda. “Já estou trabalhando, estou em Brasília agora, inclusive, trabalhando uma ajuda humanitária para os produtores rurais, onde a gente vai levar cestas de alimentos. Isso é recorrente, a gente ajudar os produtores que ficam perdendo a produção”, explicou.

A Defesa Civil segue mobilizada para garantir o suporte básico e planejar a desmobilização gradual dos abrigos, com foco na segurança alimentar das comunidades impactadas. A articulação com o governo federal busca repetir ações de auxílio realizadas em anos anteriores.

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