Cotidiano
Acre recebe 78 mil doses para vacinação de alunos em escolas públicas
O governo também incentiva o uso da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, que permite que pais e responsáveis acompanhem em tempo real o histórico de vacinação dos filhos pelo celular ou navegador

As doses serão divididas e distribuídas entre os 22 municípios acreanos. Foto: cedida
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), recebeu nesta quinta-feira, 16, um novo lote com 78 mil doses de vacinas de rotina, que serão utilizadas no reforço das ações do Programa Saúde na Escola. A entrega faz parte de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, o objetivo é aumentar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes em todo o país.
A remessa inclui doses dos imunizantes contra o HPV (6 mil), meningocócica ACWY (6 mil), tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – (12 mil), febre amarela (10 mil), BCG (14 mil), pentavalente (6 mil), poliomielite (8 mil), tétano (10 mil) e pneumocócica 10 (6 mil). As vacinas serão utilizadas tanto nas ações itinerantes nas escolas quanto para suprir os postos de saúde com imunizantes essenciais do calendário vacinal.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Acre, Renata Quiles, destaca que o reforço nas doses chega em um momento oportuno. “Infelizmente, ao longo dos anos, vimos uma diminuição na procura pela vacinação de nossas crianças, reflexo de movimentos que tentam descredibilizar a eficácia dos imunizantes. Essas vacinas já erradicaram inúmeras doenças no passado e, com essa onda de desinformação, é fundamental que a população entenda o valor inestimável das vacinas para a saúde coletiva e confie nos benefícios que elas proporcionam”, enfatizou.

Ação de vacinação em aldeias de Assis Brasil, no interior do Acre. Foto: Arquivo EMS
O Programa Saúde na Escola, que está em execução desde o dia 1° de abril em 597 escolas públicas acreanas, pretende alcançar cerca de 147 mil alunos em todo o estado. Além da vacinação, a ação envolve a checagem da caderneta de imunização, orientação às famílias e encaminhamento para atualização nos postos de saúde, quando necessário.
As vacinas serão aplicadas por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), com o apoio logístico das secretarias municipais.
“De 14 a 25 de abril deste ano estaremos intensificando essas ações nas escolas, porém as vacinas de rotina ficarão à disposição do público o ano todo nos postos de saúde. O programa representa para nós a oportunidade de levar informação, orientação e cuidado diretamente aos estudantes, garantindo que todo jovem tenha acesso às ações preventivas e essenciais, fortalecendo o suporte à família e contribuindo para um ambiente escolar mais seguro”, descreveu Ariane Farias, chefe do Núcleo do Programa Saúde na Escola da Sesacre.
O governo também incentiva o uso da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, que permite que pais e responsáveis acompanhem em tempo real o histórico de vacinação dos filhos pelo celular ou navegador. A ferramenta é mais uma aliada no esforço de modernizar e tornar mais acessível o cuidado com a saúde infantil.
“Receber esse lote de 78 mil doses significa reforçar o nosso compromisso com a saúde preventiva. Estamos mobilizando toda a rede de apoio necessária para garantir que nenhuma criança ou adolescente fique sem acesso às vacinas. A imunização é uma responsabilidade coletiva que evita surtos e superlotação dos serviços de saúde, portanto é um compromisso e uma prioridade para o governo do Acre”, disse o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

Escola José Rabelo, em Feijó. Foto: cedida
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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada
O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.
O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.
Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.
Situação em outros estados e capitais
Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.
Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
Incidência, mortalidade e dados de 2026
Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.
A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.
Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.
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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul
Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada
Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.
Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.
A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.
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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias
O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.
O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.
Volta aos treinos
O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.
Aumentar a pressão
A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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