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Acre e estados do Centro-Oeste estão com altíssima incidência de dengue, apontam dados do Ministério da Saúde

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Apesar de redução de casos e óbitos em 2020, órgão promove campanha para incentivar brasileiros a não descuidarem das medidas de prevenção ao Aedes aegypti, que também causa a chikungunya e a zika

A incidência de dengue no Acre e nos estados que compõem a região Centro-Oeste do Brasil é preocupante. Dados do boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde apontam que apesar de o número de casos da doença no país ter diminuído 44% na comparação com o ano passado, a quantidade de ocorrências registradas a cada cem mil habitantes no Acre, em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal exige atenção.

Até a semana epidemiológica de número 50, que se encerrou no dia 18 de dezembro, o Acre registrou 14.402 casos de dengue, e incidência de 1.566 ocorrências a cada cem mil habitantes. A incidência do estado é mais de seis vezes superior à média nacional (246,6 casos a cada cem mil habitantes). Em seguida vêm o estado de Goiás, com incidência de 742,6, Mato Grosso, cuja taxa é de 566,6, e DF, com 476,4 casos a cada cem mil habitantes.

Segundo Claudio Maierovitch, sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é difícil encontrar os motivos para que a incidência de casos nesses estados seja tão maior que nas demais unidades da federação. O especialista analisa a alta incidência de dengue no Centro-Oeste.

“Pode ter alguma relação com a interrupção de atividades de prevenção. Mas é difícil imaginar que isso aconteceu em todos os estados do Centro-Oeste ao mesmo tempo. Aí, a gente pensa mais em fatores climáticos, como a alternância entre períodos de calor e períodos de chuva, que é o tipo de comportamento do clima que o mosquito gosta, do qual ele mais se favorece”, explica.

Maierovitch destaca que os fatores que levaram à elevada incidência de casos de dengue no Acre também são pouco conhecidos. “Que eu me lembro não foi um ano tão atípico de inundações, por exemplo, ou grandes ondas de calor. É difícil a gente entender completamente qual é a situação que mais favorece a proliferação do mosquito. A gente sabe que as chuvas favorecem, mas se for chuva demais também desfavorece. E o calor, em geral, favorece, desde que seja o calor acompanhado por chuvas. Calor seco não é boa temperatura para o mosquito”, diz.

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Como evitar a dengue

A chegada do período chuvoso e o calor típico do verão na maior parte do país formam o ambiente ideal para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor do vírus da dengue, da chikungunya e da zika, afirma o sanitarista Claudio Maierovitch. Segundo ele, o período mais favorável à proliferação do mosquito vai do final de fevereiro até o início de junho. Por isso, o poder público e a população devem intensificar as ações de combate aos criadouros do Aedes aegypti nos meses anteriores.

“É importante que antes de começarem os casos mais numerosos nos lugares, as pessoas já ajam para tentar eliminar as condições favoráveis à transmissão antes que haja a explosão de casos, porque aí é muito mais difícil controlar. Quando já tem muitos mosquitos adultos presentes no ambiente, o controle é muito mais difícil. O ideal é controlar quando ainda são ovos de mosquito ou mesmo larvas, que podem ser eliminadas com facilidade”, recomenda.

Como mais de 80% dos focos do mosquito da dengue estão dentro das casas das pessoas, o Ministério da Saúde lançou, no fim de novembro, a campanha de combate ao Aedes aegypti, com o slogan “Combata o mosquito todo o dia”. O objetivo da mobilização é mover gestores públicos, profissionais de saúde e a população sobre a importância de eliminar os potenciais criadouros do mosquito causador dessas doenças.

Segundo o Ministério da Saúde, as arboviroses, entre elas a dengue, chikungunya e zika, têm grande impacto sobre a rede de saúde e não possuem vacina nem tratamento específico. Por isso, a melhor estratégia para reduzir casos e óbitos é impedir que o agente causador dessas doenças se prolifere.

As autoridades de saúde reforçam que as pessoas devem evitar água parada em pequenos objetos, pneus, garrafas e vasos de plantas. Além disso, devem manter a caixa d’água sempre fechada e realizar limpezas com frequência, fechar poços e cisternas, e descartar o lixo de forma adequada. “Em lugares onde há intermitência no fornecimento de água potável, também é frequente que as pessoas tenham formas de armazenamento de água que podem atrair os mosquitos, então é importante cuidar de tudo isso”, completa Maierovitch.

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Motoristas e sindicatos denunciam má qualidade do combustível boliviano em Cobija

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Reclamações se multiplicam em menos de um mês; entidades de transporte apontam danos a veículos e cobram providências do governo

A menos de um mês da liberação para que estrangeiros abasteçam nos postos de gasolina de Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia, motoristas e representantes do setor de transporte passaram a relatar problemas relacionados à qualidade do combustível, principalmente gasolina e diesel.

Com a autorização do novo governo boliviano, os postos da cidade passaram a receber um grande fluxo de veículos brasileiros, atraídos pelo preço mais baixo praticado no país vizinho. No entanto, poucos dias após a medida, surgiram denúncias em várias regiões da Bolívia.

A Confederação Sindical dos Motoristas da Bolívia afirmou que as reclamações se espalharam por todo o território nacional. O líder da entidade, Victor Tarqui, declarou que “as denúncias choveram a nível nacional” e garantiu que há provas a serem apresentadas em reunião com o Ministério dos Hidrocarbonetos.

Segundo Edson Valdez, executivo da Federação Departamental de Motoristas Primeiro de Maio, de La Paz, mais de 100 denúncias formais já foram encaminhadas relatando deficiência na qualidade do combustível, situação que estaria causando falhas mecânicas e danos aos veículos. O setor pretende exigir explicações e solicitar inspeções surpresa nos postos.

Autoridades e representantes do transporte classificaram como “absurda” a justificativa apresentada pelo Ministério dos Hidrocarbonetos, que atribuiu o problema à gestão anterior e ao estado dos tanques após meses de uso. Diante do cenário, dirigentes defendem que a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) assuma a reparação dos veículos afetados.

Em Cobija, a Federação de Transporte Auto 11 de Outubro, também relatou uma série de falhas mecânicas que podem estar relacionadas à qualidade do combustível comercializado na região. O dirigente Ysmael Salvatierra alertou que, caso não haja uma solução imediata, a categoria pode declarar estado de emergência e iniciar protestos para chamar a atenção do governo nacional.

Segundo Salvatierra, a continuidade do problema pode provocar impactos significativos no transporte e na economia local, afetando tanto motoristas bolivianos quanto estrangeiros que utilizam o combustível vendido na região de fronteira.

VEJA VÍDEO REPORTAGEM COM A TVU

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PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA – AVISO DE REABERTURA DE PRAZO

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ESTADO DO ACRE

PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA

COMISSÃO DE CONTRATAÇÃO

AVISO DE REABERTURA DE PRAZO

PREGÃO ELETRÔNICO N° 026/2025 – COMPRAS.GOV 90026/2025

Comunicamos a reabertura de prazo do PREGÃO ELETRÔNICO N° 90026/2025 (UASG 980105), publicada no D.O.U nº 8, pág. 239, de 13/01/2026.

Objeto: Registro de preços para aquisição de Material de expediente e suprimentos de informática, destinados a atender às necessidades das diversas secretarias, departamentos e órgãos que compõem a estrutura administrativa da Prefeitura do município de Brasiléia/AC.

Entrega das Propostas: a partir de 06/02/2026 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br.

Abertura das Propostas: 24/02/2026, às 09h30 (horário de Brasília) no site www.comprasnet.gov.br.

As características, especificações e demais requisitos estão descritos no Edital e seus anexos, à disposição nos sites https://www.gov.br/compras/pt-brhttps://www.brasileia.ac.gov.br/ e https://externo.tceac.tc.br/portaldaslicitacoes/menu/. Maiores informações poderão ser obtidas pelo e-mail [email protected]

Brasiléia/AC, 05 de fevereiro de 2026.

Thaísa Batista Monteiro Pontes

Pregoeira

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Em Brasília: Carlinhos do Pelado se reúne com secretário nacional de defesa civil e anuncia construção de moradias e recuperação da encosta do Rio Acre em Brasiléia

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Por Fernando Oliveira
Fotos: Secom/ Prefeitura de Brasileia

Durante agenda oficial em Brasília, o prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, se reuniu com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, para tratar da liberação de recursos destinados à construção de moradias populares e à recuperação da encosta do Rio Acre, na Rua Olegário França bairro Eldorado.

O encontro teve como foco principal o repasse de recursos federais para a construção de 13 unidades habitacionais que irão beneficiar famílias desalojadas em decorrência da alagação registrada em 2023, além de investimentos na recuperação das margens do rio, área historicamente afetada por cheias e erosões.

Segundo o prefeito, o município já cumpriu todas as etapas técnicas necessárias para o início das obras. “Estou em Brasília cumprindo uma importante agenda institucional. Visitei o gabinete do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil tratando do repasse de recursos para a construção de 13 unidades habitacionais destinadas às famílias que foram desalojadas na alagação ainda de 2023. A Prefeitura já possui todo o processo em andamento e empresa vencedora, aguardando apenas o repasse do Governo Federal para dar início às obras e garantir moradia digna para quem mais precisa”, afirmou Carlinhos do Pelado.

O prefeito também destacou o compromisso da gestão municipal em acelerar os trâmites para transformar os projetos em realidade. “Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso, buscando acelerar os recursos e transformar projetos em realidade para nossa gente. Em breve iniciaremos os trabalhos e, se Deus quiser, logo estaremos realizando a entrega dessas casas para a população que tanto precisa”, completou, agradecendo ainda o apoio do presidente Lula ao nosso município.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que os projetos apresentados pelo município estão em fase final de aprovação e anunciou a liberação iminente dos recursos. “Nós temos dois planos aqui que estavam nos finalmentes: o da construção de 13 moradias e o da margem de rio Acre no município. Esse é bastante significativo, são cerca de 4 milhões de reais em investimentos. Os projetos foram feitos pela Prefeitura e agora com orçamento composto podermos garantir que no máximo, na segunda-feira, nós vamos aprovar e liberar esses dois planos de trabalho”, declarou.

De acordo com o secretário, a expectativa é que as obras tenham início ainda no mês de fevereiro. “Acho que dá para começar ainda em fevereiro essas obras tão importantes para a população de Brasiléia. São moradias e também a reforma e a encosta beira do rio, onde as pessoas sofrem muito com as cheias”, ressaltou.

Ao final, Wolnei Wolff elogiou a articulação do prefeito e reforçou o compromisso do Governo Federal com as populações mais vulneráveis. “Quero agradecer pessoalmente ao prefeito pela intenção e pela boa vontade em buscar esses investimentos e também ao presidente Lula por estar sempre atento às pessoas carentes que precisam tanto”, concluiu.

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