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Acre confirma oito mortes por Covid-19 em 48 horas e número de infectados chega a 42.117

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Acre confirma oito mortes por Covid-19 em 48 horas e número de infectados chega a 42.117 — Foto: Reprodução/TV TEM

Por Janine Brasil

O boletim da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou, na segunda-feira (4), mais quatro mortes em decorrência da Covid-19, assim o número de vítimas fatais da doença chegou a 806 e todo estado.

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Em 48 horas foram confirmadas oito mortes no total. O número de infectados também subiu de 42.046 para 42.117. São 71casos a mais, sendo 52 exames de RT-PCR e 19 testes rápidos.

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O número de exames aguardando análise é de 165. Pacientes que receberam alta são 33.869 e 126 seguem internados.

Maiores taxas de contaminação a cada 10 mil habitantes:

O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 4.816,7 casos para cada 100 mil habitantes e a de mortalidade é de 92,2 para o mesmo grupo. Já a letalidade está em 1,9%.

Dos 65 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS disponibilizados, 42 estão ocupados, uma taxa de 65%. Os leitos de UTI estão concentrados em Rio Branco, com 55 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 10.

Mortes por cidade

Cidades com óbitos Óbitos totais Novos registros
Acrelândia 12 0
Assis Brasil 9 0
Brasiléia 22 0
Bujari 8 0
Capixaba 8 0
Cruzeiro do Sul 72 0
Epitaciolândia 16 0
Feijó 27 0
Jordão 1 0
Mâncio Lima 15 0
Manoel Urbano 3 0
Marechal Thaumaturgo 6 0
Plácido de Castro 9 0
Porto Acre 18 1
Porto Walter 2 0
Rio Branco 510 3
Rodrigues Alves 7 0
Santa Rosa do Purus 2 0
Sena Madureira 16 0
Senador Guiomard 15 0
Tarauacá 14 0
Xapuri 13 0
Total 806 4

Mortes

Dentre as quatro vítimas estão duas mulheres e dois homens, sendo três em Rio Branco e uma Porto Acre.

A primeira vítima foi um homem de 40 anos. Ele era morador de Rio Branco, deu entrada no dia 2 de dezembro de 2020 no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e veio a óbito no sábado (2).

O segundo óbito é um homem de 53 anos. Ele era morador de Rio Branco, deu entrada no dia 16 de dezembro no Hospital Santa Juliana e faleceu no domingo (3).

A terceira vítima é um idosa de 70 anos. Ela era moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 24 de dezembro no Into-AC e faleceu no sábado (2).

A última morte que aparece no boletim é a de uma idosa de 90 anos. Ela era moradora de Porto Acre, deu entrada no dia 30 de dezembro de 2020 no Into-AC, em Rio Branco, e faleceu neste domingo (3).

Números

Das 806 mortes registradas até esta segunda, 524 apresentavam algum tipo de comorbidade, segundo a Saúde e 282 das vítimas não tinham outras doenças. Do total de mortos, 486 eram homens e 320 mulheres. Do total de vítimas, 569 tinham acima de 60 anos.

O Acre registra 118.436 notificações de contaminação pela doença, sendo que 76.154 casos foram descartados.

  • Assis Brasil – 1.027
  • Xapuri – 933
  • Mâncio Lima – 699
  • Tarauacá – 674
  • Manoel Urbano – 601
  • Santa Rosa – 590

Casos de Covid-19 por cidades

Cidades Total Casos novos
Acrelândia 563 0
Assis Brasil 762 0
Brasileia 1.334 29
Bujari 491 0
Capixaba 306 0
Cruzeiro do Sul 4.124 -1
Epitaciolândia 613 9
Feijó 1.638 0
Jordão 267 0
Mâncio Lima 1.326 0
Manoel Urbano 479 -1
Marechal Thaumaturgo 701 0
Plácido de Castro 552 13
Porto Acre 706 6
Porto Walter 327 0
Rio Branco 19.353 7
Rodrigues Alves 241 1
Santa Rosa do Purus 386 0
Sena Madureira 2.632 6
Senador Guiomard 634 1
Tarauacá 2.871 0
Xapuri 1.804 1
Total 42.117 71

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Faculdades de medicina têm até sexta para aderir ao Bolsa Permanência

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Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas

O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Foto: captada 

As instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas que oferecem cursos de graduação em medicina pelo Programa Mais Médicos têm até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (13), no horário de Brasília, para aderir ao Programa Bolsa Permanência (PBP-PMM), do Ministério da Educação (MEC).

A adesão da instituição deve ser formalizada pelo representante legal da instituição (reitor) ou da mantenedora, diretamente no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). É preciso ter conta na plataforma Gov.br.

O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, matriculados em cursos de graduação presenciais e participantes do Mais Médicos.

O auxílio financeiro é de R$ 700 por mês para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a fim de garantir condições materiais para a conclusão do curso e diminuir a evasão escolar.

Bolsas

Para este ano, o MEC oferece 1,5 mil novas bolsas do Programa Bolsa Permanência do Programa Mais Médicos. Para custeá-las, a pasta fará um investimento anual de R$ 12,6 milhões.

No total, 25% bolsas são destinadas a estudantes de universidades federais e 75% para bolsistas integrais das instituições de ensino privadas.

Pelo critério de distribuição, do total de vagas ofertadas, 1.125 são para bolsistas de 59 instituições privadas de ensino superior. Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas.

Cada instituição de ensino terá garantido o mínimo de três bolsas permanência.

O MEC esclarece que a distribuição das bolsas priorizou municípios com maiores índices de vulnerabilidade, com adoção de critérios diferenciados de pontuação e acréscimo de vagas para instituições de ensino superior localizadas na Amazônia Legal e em faixas de fronteira.

Seleção de estudantes

Os candidatos à Bolsa Permanência já podem se cadastrar ao processo de seleção, que deve ser feito exclusivamente pelo Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). O prazo termina em 20 de fevereiro.

Para direcionar o benefício aos estudantes que mais precisam, os requisitos obrigatórios são:

  • estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com cadastro ativo e atualizado;
  • ter renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio;
  • ter matrícula ativa em um curso de medicina em instituições que participam do Programa Mais Médicos;
  • não ter concluído qualquer outro curso superior; e
  • não ser beneficiários do programa de Bolsa Permanência em outra modalidade.

Para concorrer, é obrigatório que o estudante assine o termo de compromisso do programa federal, conforme estabelecido no edital nº 8/2026.

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Acre já registra 265 casos e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026

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Notificações quase dobraram em relação ao mesmo período de 2025; estado está entre os que contrariam tendência nacional de queda

No Amazonas e Acre, o aumento é causado pela influenza A, que afeta jovens, adultos e idosos, e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) que atinge principalmente crianças pequenas. Foto: captada 

O Acre já contabiliza 265 notificações e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em menos de dois meses de 2026. Os óbitos ocorreram em Feijó, onde uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos faleceram na última semana de janeiro após infecção por influenza A e rinovírus.

Segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), o número de notificações até o último domingo (8) é quase 100% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 133 notificações até 9 de fevereiro. A coordenadora do Núcleo Epidemiológico de Feijó, Elaine Souza, informou que exames detectaram predominância de influenza.

Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz apontam que o Acre está entre os estados da região Norte que contrariam a tendência nacional de queda nas notificações, ao lado de Amazonas, Roraima e Rondônia. No Acre e no Amazonas, o aumento está relacionado aos vírus influenza A, que atinge jovens, adultos e idosos, e ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Com uma estimativa de vacinar 300 mil pessoas, o número de imunizados é de apenas 38 mil dentro do grupo prioritário.

“Então, isso nos preocupa, principalmente com o idoso, a gestante e a criança, que são os grupos de risco e a procura é cada vez menor”, disse.

No Acre, a campanha de vacinação contra a gripe ocorre no mês de setembro, devido às peculiaridades climáticas da região. Ainda conforme a Saúde, entre os principais vírus respiratórios estão: a Covid-19, influenza A, adenovírus e vírus sincicial respiratório e dezenas de notificações ainda estão em investigação.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Foto: captada 

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Câmara aprova projeto que cria a Universidade Federal do Esporte

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O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte

A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade. Foto: ilustrativa 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.

Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.

Concurso público

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.

Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.

“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC)

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