Convênio entre Sebrae e Seagri busca fortalecer a cadeia produtiva do fruto no Acre
Com foco em aumentar a produtividade do cacau e gerar novos conhecimentos sobre a cadeia produtiva do fruto, 27 técnicos de instituições do Acre participam de uma capacitação em Belém, no Pará, de 2 a 13 de fevereiro. A ação integra o Convênio Cacau Sustentável no Acre, firmado entre o Sebrae e a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).
O curso de sistema produtivo de cacau está sendo ministrado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.
De acordo com o diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos, a capacitação é o ponto de partida do convênio. “O objetivo é nivelar o conhecimento técnico da cadeia produtiva do cacau, aperfeiçoando esses profissionais, atualizando conceitos e tecnologias para aumentar as oportunidades de mercado dos produtos que serão gerados”, explica.
O conhecimento adquirido deve beneficiar cerca de 350 produtores atendidos pelas instituições. Entre os resultados a serem obtidos estão o aumento da renda, da área produtiva e da produtividade, além da geração de novos conhecimentos técnicos que possibilitem ganhos reais dentro dessa cadeia produtiva.
O diretor declara que o convênio passa por ações integradas para trabalhar produção, processamento, distribuição, comercialização, inovação, tecnologia e até ações de marketing. “Procuramos atender e resolver gargalos de todos os elos da cacauicultura”, diz.
Para o secretário de Agricultura, Luiz Tchê, o curso deve fortalecer a cadeia produtiva como um todo. “Falar de cacau é falar de desenvolvimento sustentável, geração de renda e dignidade para as famílias que trabalham no campo. Essa formação técnica amplia nosso olhar sobre boas práticas, qualidade e mercado, e reforça o compromisso do Governo do Acre com uma agricultura mais eficiente, valorizada e humana”.
Participam também profissionais da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Acre) e uma liderança indígena da etnia Manchineri.
Manifestação saiu de Epitaciolândia e seguiu até Brasiléia; grupo critica proposta do Estado e cobra mais investimentos na unidade
Servidores da saúde realizaram na tarde desta segunda-feira (23) uma caminhada contra a proposta de terceirização de parte dos serviços do Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, em Brasiléia. A unidade atende os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil, além de pacientes de cidades bolivianas e até do Peru.
O ato contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), além de políticos e simpatizantes da causa. A mobilização teve início em Epitaciolândia, percorreu as principais avenidas da região e seguiu até o hospital, em Brasiléia.
Os servidores que se posicionam contra a terceirização afirmam que a medida pode gerar prejuízos em diferentes áreas, além de não resolver problemas estruturais como falta de investimentos e carência de profissionais.
Durante o protesto, os manifestantes levaram um caixão simbólico, que, segundo o grupo, representa a situação da saúde pública e a necessidade de maior atenção por parte do governo estadual. Com faixas e palavras de ordem contrárias à terceirização, o grupo — com menos de 100 pessoas — encerrou o ato em frente ao hospital.
A proposta divide opiniões. Parte da população critica a atual situação da unidade, apontando falhas no atendimento e falta de profissionais . Para alguns moradores, uma nova forma de gestão pode representar melhoria nos serviços, embora também haja desconfiança sobre os impactos da mudança.
O governo do Estado informou que a alteração administrativa deverá promover melhorias no atendimento e que poucas mudanças estruturais estão previstas, defendendo que a medida será positiva para a população.
Buscando finalizar o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), nesta segunda-feira (23), a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Defesa Civil Municipal, iniciou a terceira e última etapa da elaboração do plano. A ação conta com a parceria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, do Serviço Geológico do Brasil e da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades.
O trabalho é considerado essencial para propor melhorias que visam reduzir os inúmeros riscos que afetam o município e que, ao longo dos anos, têm causado prejuízos à população, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
Ação conta com a parceria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, do Serviço Geológico do Brasil e da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades. (Foto: Secom)
Por meio de termo de adesão firmado pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom com o Governo Federal, todas as etapas do plano contam com o acompanhamento técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
Com a conclusão desta fase, Rio Branco deverá lançar em breve o seu Plano Municipal de Redução de Riscos, consolidando um importante instrumento de planejamento urbano e prevenção de desastres.
A proposta é melhorar significativamente as condições de vida das famílias que residem em áreas de risco, além de apresentar medidas para mitigar os impactos provocados por erosões, alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e movimentos de massa.
O coordenador da Defesa Civil afirmou que a Prefeitura de Rio Branco atua com planejamento e ações preventivas para garantir mais segurança às famílias que vivem em áreas de risco, priorizando a proteção da vida e do patrimônio. (Foto: Secom)
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, o objetivo da Prefeitura de Rio Branco é assegurar um trabalho eficaz, capaz de garantir mais segurança à população que vive em áreas de risco, por meio de ações preventivas, planejamento técnico e monitoramento contínuo das regiões vulneráveis, priorizando a proteção da vida e do patrimônio das famílias.
“A iniciativa representa um passo fundamental para fortalecer as ações preventivas do município, reduzir perdas materiais e, sobretudo, preservar vidas, garantindo mais segurança e qualidade de vida à população de Rio Branco”, asseverou Cláudio Falcão.
Com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Agropecuária, vem fortalecendo as ações voltadas ao apoio direto ao homem do campo. Além da assistência técnica, mecanização agrícola, distribuição de calcário e insumos, o município passou a realizar também a cessão de mudas de café, milho e arroz.
Na manhã desta segunda-feira (23), mais uma área da Embrapa foi preparada para o plantio de arroz das variedades Primavera e BRS 360. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Na manhã desta segunda-feira (23), mais uma área da Embrapa foi preparada para o plantio de arroz das variedades Primavera e BRS 360, geneticamente melhoradas e oriundas do Estado de Rondônia. A iniciativa tem como objetivo aumentar a produtividade, gerar renda e fortalecer a agricultura familiar em Rio Branco.
O prefeito destacou que, no ano passado, foram cultivados três hectares de sementes de arroz na área da Embrapa, que já foram distribuídas aos agricultores familiares, e anunciou que a usina de beneficiamento de arroz, feijão e milho está em fase final de implantação.
“No ano passado a gente fez três hectares aqui na Embrapa de semente de arroz e esse ano já distribuímos para os agricultores familiares”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“No ano passado a gente fez três hectares aqui na Embrapa de semente de arroz e esse ano já distribuímos para os agricultores familiares. Nós já estamos acabando de montar a usina de beneficiamento de arroz, feijão e milho e, se Deus quiser, ainda este ano Rio Branco já vai começar a comer arroz produzido aqui”, afirmou.
“Faltava, na realidade, política de governo. E é isso que nós estabelecemos na Prefeitura. É uma questão de tempo para substituir boa parte do que a gente importa, produzindo aqui”, enfatizou Bocalom. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O gestor ressaltou ainda a força e a vontade de produzir do homem do campo e lembrou que, por muitos anos, faltaram políticas públicas de apoio e incentivo, o que desestimulou diversos produtores e levou ao abandono de áreas produtivas.
“Chega de mandar dinheiro embora para comprar aquilo que a gente pode produzir”, disse o prefeito de Rio Branco. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Faltava, na realidade, política de governo. E é isso que nós estabelecemos na Prefeitura. É uma questão de tempo para substituir boa parte do que a gente importa, produzindo aqui. O emprego fica aqui, o dinheiro fica aqui. Chega de mandar dinheiro embora para comprar aquilo que a gente pode produzir. O agricultor familiar sempre foi muito mal atendido, não tinha ramal, não tinha assistência técnica, não tinha fomento com calcário, adubo e semente, que é tudo o que a nossa prefeitura está fazendo”, enfatizou.
A iniciativa busca fortalecer a economia local, garantir dignidade e condições de permanência do homem no campo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
No ano passado, foram colhidas cerca de cinco toneladas de arroz na área experimental, e todas as sementes já foram distribuídas para os produtores rurais do município. A iniciativa busca fortalecer a economia local, garantir dignidade e condições de permanência do homem no campo, além de assegurar a produção de alimentos de qualidade para a mesa do consumidor rio-branquense. O trabalho desenvolvido pela prefeitura também tem como foco a redução do êxodo rural e, consequentemente, a diminuição dos índices de pobreza na zona urbana.
O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, destacou que a parceria com a Embrapa tem sido fundamental para os avanços no setor, garantindo análise de solo, acompanhamento técnico e acesso a sementes de melhor qualidade.
“No ano passado colhemos quase cinco mil quilos de arroz aqui, já distribuímos para os produtores e estamos fazendo um novo plantio para ampliar essa entrega a partir do próximo ano”, explicou o secretário municipal Eracides Caetano (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Firmamos um termo de compromisso com a Embrapa que envolve desde a análise de solo até o acompanhamento técnico. No ano passado colhemos quase cinco mil quilos de arroz aqui, já distribuímos para os produtores e estamos fazendo um novo plantio para ampliar essa entrega a partir do próximo ano. O prefeito tem muita preocupação em manter o homem no campo, e isso só é possível dando condições para ele produzir com tecnologia”, explicou.
Segundo o secretário, o objetivo da gestão municipal é assegurar assistência, insumos e tecnologia para que o agricultor familiar permaneça no campo com dignidade, aumentando a produtividade e fortalecendo a economia rural de Rio Branco.
Você precisa fazer login para comentar.