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Acre aplica mais de 30 mil doses contra sarampo em campanha de intensificação no Acre: ‘Comunidade protegida salva vidas’

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Estado mantém status de livre da doença desde 2000, mas reforça vacinação após surto na Bolívia; campanha abrange crianças e adultos até 59 anos

Em resposta ao surto de sarampo registrado na Bolívia — país que faz fronteira com o Acre —, a campanha de intensificação da vacinação contra a doença já aplicou 33.383 doses no estado entre junho e esta terça-feira (26). A iniciativa visa fortalecer a proteção da população e manter o histórico positivo: o Acre não registra casos de sarampo desde 2000.

De acordo com Renata Quiles, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI-AC), a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) tem alta eficácia (98%) e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde. “A comunidade protegida salva vidas” , destacou ela, reforçando que a imunização é a principal estratégia para evitar a reintrodução do vírus.

A vacinação é prioritária para crianças de 12 e 15 meses, mas adultos até 59 anos que não tenham comprovação de imunização também devem receber a dose. “Quem não pode comprovar a vacinação anterior é considerado não vacinado e deve se imunizar”, explicou Renata. O Acre mantém estoques suficientes do imunizante em todos os municípios.

A mobilização continua em todo o estado, com ênfase nas regiões de fronteira, para evitar que o vírus atravesse a fronteira e ameace a saúde pública local.

A coordenadora detalhou que a vacina pode ser recebida em três possíveis composições:
  • Dupla Viral: previne sarampo e rubéola
  • Tríplice viral: previne sarampo, caxumba e rubéola
  • Tetra Viral: Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela.

O balanço não lista quais tipo de doses foram as aplicadas no estado.

A coordenadora assegurou que os municípios do Acre estão empenhados na intensificação contra o sarampo e, através da mobilização, o Acre continua livre da doença.

“O sucesso da vacinação e a permanência do estado livre de sarampo depende da consciência dos responsáveis pelas crianças e também a sensibilidade de toda sociedade em compreender que uma comunidade protegida, sim, salva vidas“, ressaltou.
Doses de vacinas contra sarampo aplicadas no Acre
Rio Branco apresenta a maior taxa de aplicação nos últimos três meses

Fonte: Programa Nacional de Imunizações (PNI)

O que é o sarampo?

O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa e transmitida por gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse seca, manchas vermelhas no corpo, conjuntivite e coriza. Em casos mais graves, pode evoluir para pneumonia, meningite e até levar à morte.

“A vacina é a única proteção que temos. Não existe medicação para o sarampo, então, se a pessoa está vacinada, está protegida. É isso que garante o bloqueio da doença e evita que o vírus entre no país”, reforçou.

No Acre, todas as salas de vacinação estão abastecidas, segundo o Plano Nacional de Imunizações (PNI-AC).

Em caso de sintomas gripais ou suspeita de sarampo, recomenda-se evitar aglomerações e usar máscara. Medidas simples como higienizar as mãos com frequência e manter os ambientes ventilados também ajudam a reduzir os riscos de transmissão.

Caso apresente os sinais e sintomas da doença, a recomendação é procurar a assistência em saúde imediatamente e evitar o contato com outras pessoas.

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Acre tem incidência de SRAG em nível de alerta, mas crescimento de casos mostra sinal de interrupção

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Boletim aponta circulação de VSR e rinovírus com tendência de aumento entre crianças; no país, influenza A segue em alta entre jovens, adultos e idosos

Apesar do cenário ainda exigir atenção, os dados indicam sinal de interrupção no crescimento dos casos 

Estado acompanha cenário nacional de atenção para síndromes respiratórias graves

O Acre está entre os estados com nível de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta ou risco, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (1º). Apesar do cenário ainda exigir atenção, os dados indicam sinal de interrupção no crescimento dos casos nas últimas semanas.

O levantamento mostra que diferentes vírus respiratórios seguem em circulação no estado, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus, que apresentam tendência de aumento, especialmente entre crianças.

No cenário nacional, o número de casos de influenza A continua em alta e tem sido uma das principais causas de SRAG, sobretudo entre jovens, adultos e idosos.

Situação no Acre

De acordo com a análise, o Acre apresenta:

– Nível de SRAG em alerta ou risco nas últimas semanas
– Sinal de interrupção do crescimento no longo prazo
– Aumento de casos associados ao VSR e ao rinovírus

Esses vírus têm sido responsáveis por parte significativa das internações por síndromes respiratórias no estado.

O levantamento mostra que diferentes vírus respiratórios seguem em circulação no estado do acre. Foto: captada 

Cenário nacional

Em todo o país, a maioria dos estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste apresenta crescimento de casos de SRAG.

Nas últimas quatro semanas analisadas, os principais vírus identificados foram:

– Rinovírus: 45,3% dos casos
– Influenza A: 27,4%
– Vírus sincicial respiratório: 17,7%
– Covid-19 (Sars-CoV-2): 7,3%
– Influenza B: 1,5%

Entre os óbitos, a influenza A aparece como principal causa, seguida por rinovírus e Covid-19.

Vacinação e cuidados

Diante do cenário, a recomendação é reforçar a vacinação contra a influenza, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes e profissionais da saúde e educação.

Além da vacinação, especialistas orientam:

– Uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração
– Higienização frequente das mãos
– Evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais

A vacinação contra a gripe segue disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) durante a campanha nacional.

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Governo do Acre cria programa “Rebanho Certo” para atualizar cadastro de bovinos e búfalos no estado

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Lei sancionada por Gladson Cameli visa preparar o Acre para a rastreabilidade individual de rebanhos, conforme exigências federais; texto foi publicado no DOE na véspera da transmissão de cargo

A legislação cria o Programa Estadual de Atualização Cadastral do Rebanho Bovino e Bubalino do Acre

Nova legislação estabelece atualização cadastral obrigatória para pecuaristas acreanos

Um novo programa voltado à regularização do rebanho bovino e bubalino no Acre foi instituído por meio da Lei nº 4.782, sancionada pelo então governador Gladson Cameli e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira (2), na reta final antes da transmissão do cargo para a governadora Mailza Assis.

A legislação cria o Programa Estadual de Atualização Cadastral do Rebanho Bovino e Bubalino do Acre, denominado Rebanho Certo/AC, com o objetivo de atualizar os dados quantitativos dos animais nas propriedades rurais e preparar o estado para a implementação da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos, conforme diretrizes federais.

Como funciona o programa

A execução do programa ficará sob responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf). A adesão será voluntária, mediante solicitação do produtor rural, acompanhada de uma declaração de atualização cadastral com informações detalhadas sobre o rebanho.

O documento deverá conter identificação do produtor, código da propriedade, quantidade de animais por categoria, data e assinatura. Ao preencher a declaração, o produtor assume responsabilidade pelas informações prestadas.

Cruzamento de dados e fiscalização

Após o envio da declaração, o Idaf fará o cruzamento automático das informações com bases oficiais, incluindo Guias de Trânsito Animal (GTAs), registros de vacinação e dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Caso não sejam identificadas inconsistências, a declaração será homologada. No entanto, parte dos cadastros poderá passar por vistorias presenciais, seja por suspeita de irregularidades, pelo porte da propriedade ou por amostragem.

A execução do programa ficará sob responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf). Foto: captada 

Penalidades e regras

A lei prevê penalidades em casos de informações falsas ou recusa em permitir fiscalização. Nessas situações, o produtor poderá ser multado com acréscimo de 100% sobre o valor da penalidade e ficará impedido de aderir ao programa.

Também há previsão de responsabilização administrativa, civil e até penal, nos casos de fraude, podendo a conduta ser enquadrada como falsidade ideológica.

As informações coletadas serão integradas às bases oficiais do estado e deverão atender aos requisitos técnicos do plano nacional de identificação individual de bovinos e búfalos.

A lei já está em vigor desde a publicação e terá validade até 31 de dezembro de 2029. O governo também fica autorizado a editar normas complementares para a execução do programa.

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Acre registra queda de 90% nos focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026

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Dados do INPE mostram redução de 40 para apenas 4 ocorrências em um ano; 100% dos focos deste ano estão em áreas já desmatadas, sem registro em vegetação nativa

Estado teve apenas 4 focos de queimadas entre janeiro e março de 2026

O Acre registrou uma queda acentuada no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Entre janeiro e março de 2026, foram contabilizados apenas 4 focos de queimadas no estado. No mesmo período de 2025, o número foi de 40 focos, o que representa uma redução de 90% em um ano.

Perfil das queimadas em 2026

Os dados mais recentes mostram que, em 2026, 100% das ocorrências foram registradas em áreas já desmatadas. Do total: 2 focos (50%) em áreas de desmatamento consolidado e 2 focos (50%) em áreas de desmatamento recente. Não houve registro de queimadas em áreas de vegetação nativa no período analisado.

No primeiro trimestre de 2025, além do volume muito maior (40 focos), o perfil das queimadas era mais diversificado. Foto: captada 

Comparativo com 2025

No primeiro trimestre de 2025, além do volume muito maior (40 focos), o perfil das queimadas era mais diversificado. A maior parte dos registros estava concentrada em: pequenas propriedades (22 focos – 55%), áreas sem Cadastro Ambiental Rural (CAR) (9 focos – 22,5%), médias propriedades (5 focos – 12,5%) e grandes propriedades (4 focos – 10%).

O Acre registrou uma queda acentuada no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Foto: captada 

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