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Acre

Ação Popular pede suspensão de pagamento a deputados

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Desembargador Samuel enviou AP para 1ª instância

1109-politica-samoelevangelista_410_305Da Assessoria TJ

Proposta por Salomão Matos Pinheiro de Paula, a Ação com pedido de liminar foi movida contra o presidente da Assembleia Legislativa, Élson Santiago, e o primeiro-secretário, Ney Amorim.

A medida liminar é para que seja suspenso o pagamento dos proventos mensais até que se comprove que as faltas foram justificadas. O autor afirma que o ponto de presença e o pagamento de diárias não estão sendo cortados.

Argumentando ainda que a paralisação do parlamento é uma lesão ao erário e demonstra a falta de compromisso dos deputados estaduais com a população, a ação pede que os deputados devolvam o dinheiro ganho pelos dias não trabalhados.

Em decisão monocrática, assinada pelo desembargador Samoel, ele considerou a “incompetência desse Órgão para processar e julgar originariamente essa Ação Popular” e determinou a sua distribuição no âmbito da Justiça de 1º Grau (onde atuam os juízes).

A decisão

Ao examinar a competência deste Órgão para o julgamento da Ação Popular, o desembargador Samoel Evangelista fundamentou seu entendimento com base no artigo 125, parágrafo 1º, da Constituição Federal:

“A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a lei de organização judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça”.

Nesse sentido, é preciso levar em conta o que preconiza o artigo 125, da Constituição do Estado do Acre, a qual relaciona as matérias cuja competência – originária ou recursal – é cometida ao Tribunal de Justiça.

“Não estando ali inserida a Ação Popular. Vê-se, portanto, que este Órgão carece de competência para processar e julgar esta Ação Popular”, completou o magistrado.

“Com essas considerações e assentando a incompetência deste Órgão para processar e julgar originariamente esta Ação Popular, determino a sua distribuição no âmbito da Justiça de 1º Grau”, finalizou o desembargador em sua decisão.

 

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Moradores denunciam escuridão, abandono e falta de saneamento em rua do bairro José Hassem

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Sem iluminação, tomada pelo mato e com acúmulo de lixo, via se torna intrafegável e preocupa moradores com segurança e saúde

Moradores do bairro José Hassem denunciam a completa escuridão e o abandono na rua Valter Sena Farias. Segundo relatos, há mais de um ano a via enfrenta problemas estruturais, sem qualquer ponto de iluminação em toda a sua extensão.

A falta de luz tem dificultado não apenas o tráfego, mas também comprometido a segurança dos moradores. Mesmo durante o dia, a situação é crítica: as condições da rua já não permitem o tráfego de veículos, prejudicando inclusive a passagem de motocicletas devido ao avançado estado de degradação.

Foto: Keliton Diogo

Além disso, a ausência de serviços básicos agrava ainda mais o cenário. A rua vem sendo tomada pelo mato, e o acúmulo de lixo em suas laterais evidencia a falta de saneamento básico e de manutenção adequada. A situação levanta preocupação entre os moradores, não apenas pela mobilidade, mas também pelos riscos à saúde, como a proliferação de insetos e animais peçonhentos.

Um morador relatou que, após a troca da iluminação pública nos postes, um dos pontos de luz permaneceu inativo desde então, sem qualquer manutenção. Diante disso, os residentes precisam buscar caminhos alternativos, contornando por áreas mais baixas para conseguir acesso à parte alta do bairro.

Desde a troca da iluminação pública, o ponto de luz permanece sem funcionar.              Foto: Keliton Diogo

As imagens e relatos evidenciam o descaso na localidade. A falta de iluminação, aliada à precariedade da infraestrutura e à ausência de saneamento, não afeta apenas o direito de ir e vir, mas também coloca em risco a segurança e a dignidade da população.

Agora, os moradores aguardam uma resposta rápida das autoridades, na esperança de que a situação seja resolvida e que o direito à mobilidade, à segurança e à saúde seja restabelecido.

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Brasileia cria Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional

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A Prefeitura de Brasileia publicou nesta sexta-feira, 27, o Decreto nº 28/2026, que institui o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) no município. O órgão terá a função de assessorar diretamente o prefeito e integrar as ações do município ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), instituído pela Lei nº 11.346/2006.

O conselho terá como atribuições organizar e coordenar a Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, propor diretrizes e prioridades para o Plano Municipal de SAN, acompanhar a implementação das ações e mobilizar entidades da sociedade civil para participação ativa na política pública. Além disso, será responsável por zelar pelo direito humano à alimentação adequada e promover a soberania alimentar no município.

O CONSEA de Brasileia será formado por oito membros, sendo dois terços representantes da sociedade civil, que também exercerá a presidência, e um terço de representantes governamentais, incluindo secretarias municipais de Cidadania e Assistência Social, Educação, Saúde e Agricultura. Os conselheiros da sociedade civil terão mandato de dois anos, permitida a recondução.

A estrutura do CONSEA contará com plenário, presidente, vice-presidente e Secretaria-Executiva, responsável pelo suporte técnico e administrativo do conselho. Entre as funções da Secretaria-Executiva estão assistir a presidência, manter comunicação com conselhos estadual e nacional, instituir banco de dados e coordenar planejamento e execução das atividades do órgão.

O decreto prevê ainda que representantes de outros órgãos públicos e entidades, nacionais ou internacionais, poderão participar como observadores das reuniões do conselho, quando justificável. Requisições de pessoal para atuação na Secretaria-Executiva serão feitas por meio da Prefeitura de Brasileia.

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Mais de 16 milhões de brasileiros estão filiados a partidos políticos; prazo para se filiar termina em 6 de abril para concorrer nas eleições de 2026

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Especialistas destacam que filiação é requisito essencial para disputar as eleições de outubro; regras estão previstas na Lei dos Partidos Políticos

Dos pouco mais de 155 milhões de eleitores brasileiros, 16.097.237 estão vinculados a alguma das 31 agremiações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 10,2% do eleitorado nacional, que hoje está na casa dos 155,1 milhões de eleitores aptos a votar, conforme dados de outubro.

Filiados por partido

Segundo dados do TSE, os partidos com maior número de filiados no Brasil são:

Partido Número de filiados
MDB 2.103.558
PT 1.559.132
PP 1.439.975
PSDB 1.356.116
PSD 1.235.779
PL 1.035.488
UNIÃO 1.003.898
PDT 995.831
Republicanos 487.593
PSB 468.125
Fonte: TSE (atualização de março de 2026)
Os 7 maiores partidos políticos do Brasil, acima de um milhão de filiados e suas principais pautas.
MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO (MDB)

Fundado em 1965, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) é um dos partidos mais tradicionais do Brasil. Inicialmente criado como oposição ao regime militar, o MDB se posiciona hoje como um partido de centro, buscando um equilíbrio entre o social e o econômico.

Número eleitoral: 15
Espectro político: Centro
Membros (2026): 2.103.558 filiados

Principais pautas:
  1. Fortalecimento da democracia: O MDB tem uma longa história de defesa das instituições democráticas e dos direitos civis.
  2. Desenvolvimento econômico com justiça social: O partido busca conciliar crescimento econômico com políticas de inclusão social.
  3. Reforma política: Defende mudanças no sistema político para torná-lo mais transparente e representativo.
  4. Investimento em infraestrutura: Apoia projetos que modernizam a infraestrutura do país, incluindo transporte e energia.
  5. Equilíbrio entre poderes: Promove a independência dos três poderes e a harmonia entre eles para fortalecer a governança.
PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)

Fundado em 1980, o Partido dos Trabalhadores (PT) é um dos mais influentes partidos políticos do Brasil. Suas origens estão nos movimentos sindicais, sociais e intelectuais, e o PT se posiciona como um partido de esquerda, focado em políticas de inclusão social e no fortalecimento do estado de bem-estar social.

Número eleitoral: 13
Espectro político: Centro-esquerda à esquerda
Membros (2026): 1.559.132 filiados

Principais pautas:
  1. Defesa dos direitos dos trabalhadores: O PT sempre esteve na linha de frente na luta pelos direitos trabalhistas e pela melhoria das condições de trabalho.
  2. Ampliação dos programas sociais: O partido é responsável pela criação e expansão de programas como o Bolsa Família, com foco na redução da pobreza.
  3. Educação e saúde públicas e gratuita:s Defende a universalização da educação, com ênfase no acesso gratuito e de qualidade para todos. Promove o fortalecimento do SUS e a ampliação do acesso aos serviços de saúde para toda a população.
  4. Reforma agrária e apoio à agricultura familiar: O PT apoia a redistribuição de terras e incentiva políticas que favorecem pequenos produtores rurais.
  5. Defesa da reforma tributária: O PT propõe uma reforma tributária que torne o sistema mais justo e progressivo, aumentando a tributação sobre as grandes fortunas e reduzindo o peso dos impostos sobre as camadas mais pobres da população.
PARTIDO PROGRESSISTA (PP)

O Partido Progressista (PP) é um partido de centro-direita que tem uma presença significativa em várias regiões do Brasil, especialmente no Sul, e defende políticas liberais na economia.

Número eleitoral: 11
Espectro político: Centro-direita
Membros (2026): 1.439.975 filiados

Principais pautas:
  1. Incentivo ao agronegócio: O PP apoia o desenvolvimento do agronegócio como um pilar da economia brasileira.
  2. Defesa da propriedade privada: Assim como o PL, o PP considera a propriedade privada essencial para a liberdade individual.
  3. Conservadorismo social: Mantém uma postura conservadora em relação a temas como família, religião e moral.
  4. Políticas de infraestrutura: O partido apoia o investimento em infraestrutura, especialmente em áreas rurais e industriais.
  5. Reforma tributária: Defende uma reforma que simplifique o sistema tributário e reduza a carga sobre empresas e indivíduos.
PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB)

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi fundado em 1988 e rapidamente se tornou um dos principais partidos de centro-direita no Brasil. O PSDB é conhecido por suas políticas econômicas liberais e pela defesa da modernização do Estado.

Número eleitoral: 45
Espectro político: Centro
Membros (2026): 1.356.116 filiados

Principais pautas:
  1. Privatizações e parcerias público-privadas: O PSDB defende a redução do tamanho do Estado, promovendo privatizações e parcerias para melhorar a eficiência dos serviços.
  2. Responsabilidade fiscal: O partido é firme na defesa do controle dos gastos públicos e do equilíbrio fiscal.
  3. Educação de qualidade com gestão eficiente: Propõe melhorias na gestão da educação pública, com foco em resultados e eficiência.
  4. Reforma administrativa: O PSDB apoia a reforma do serviço público, visando maior eficiência e menos burocracia.
  5. Abertura econômica: Defende a inserção competitiva do Brasil na economia global, promovendo comércio exterior e investimentos estrangeiros.
PSD (Partido Social Democrático)

O PSD foi fundado em 2011 e se posiciona como um partido de centro à centro-direita, buscando um equilíbrio entre políticas econômicas liberais e sociais.

Número eleitoral: 55
Espectro político: Centro à centro-direita
Membros (2026): 1.235.779 filiados

Principais pautas:
  1. Desenvolvimento econômico sustentável: O PSD apoia políticas que promovam o crescimento econômico com responsabilidade ambiental.
  2. Modernização da infraestrutura: Defende o investimento em infraestrutura, incluindo transporte, energia e saneamento, como base para o desenvolvimento.
  3. Gestão pública eficiente: Propõe a modernização da gestão pública, com foco na eficiência, transparência e controle dos gastos.
  4. Reformas estruturais: Apoia reformas tributária e administrativa para simplificar e tornar o sistema mais justo e eficiente.
  5. Incentivo à inovação e tecnologia: O PSD defende políticas que fomentem a inovação, o empreendedorismo e o uso de novas tecnologias no setor produtivo.
PARTIDO LIBERAL (PL)

Fundado em 1985, o Partido Liberal (PL) tem ganhado destaque recente, com Jair Bolsonaro, e se posiciona como um partido de direita, defendendo o liberalismo econômico e valores conservadores.

Número eleitoral: 22
Espectro político: Direita à extrema direita
Membros (2026): 1.035.488 filiados

Principais pautas:
  1. Redução da intervenção do Estado na economia: O PL acredita em um mercado livre, com pouca interferência estatal.
  2. Defesa da propriedade privada: Considera a propriedade privada um direito fundamental que deve ser protegido.
  3. Conservadorismo social: Promove políticas que protejam valores tradicionais e a moralidade pública.
  4. Segurança e ordem pública: Defende políticas de segurança mais rígidas, com apoio a penas mais severas para crimes graves.
  5. Livre mercado e empreendedorismo: Incentiva a liberdade econômica e o empreendedorismo como motores para o desenvolvimento econômico.
UNIÃO BRASIL

O União Brasil é resultado da fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM). Posiciona-se como um partido de direita, com foco em políticas econômicas liberais e valores conservadores.

Número eleitoral: 44
Espectro político: Centro-direita
Membros (2026): 1.003.898 filiados

Principais pautas:
  1. Redução da carga tributária: Defende a diminuição dos impostos para estimular o crescimento econômico.
  2. Liberdade econômica: Apoia medidas que incentivem o empreendedorismo e a iniciativa privada.
  3. Defesa dos valores tradicionais: Promove políticas alinhadas com os valores conservadores, como a defesa da família e da religião.
  4. Segurança pública: Prioriza políticas que reforcem a segurança e combatam a criminalidade, com apoio a uma atuação mais firme das forças policiais.
  5. Desburocratização: Trabalha pela simplificação dos processos burocráticos que impactam cidadãos e empresas, tornando o Estado mais ágil e eficiente.
A importância da educação politica para cidadania

Esses são apenas alguns dos principais partidos políticos do Brasil e suas pautas, que refletem diferentes perspectivas sobre como o país deve ser governado. Entender essas propostas é essencial para qualquer cidadão que deseja participar ativamente da vida política do país, seja votando, seja se engajando em debates e discussões sobre o futuro do Brasil.

Neste ano, mais de 160 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger:
  • presidente da República;
  • 27 governadores;
  • 54 senadores (2/3 do total);
  • 513 deputados federais;
  • deputados estaduais e distritais (o número varia conforme o estado).

O primeiro turno da eleição será no dia 4 de outubro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Novidade: o presidente eleito tomará posse no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores tomarão posse no dia seguinte, em 6 de janeiro.

Título eleitoral
  • O prazo para tirar ou regularizar o título é 6 de maio. A mesma data vale para quem precisa transferir o domicílio eleitoral e atualizar informações de cadastro. Esses serviços podem ser feitos em qualquer unidade da Justiça Eleitoral ou pela internet
Convenções partidárias
  • No Brasil, quem quer disputar as eleições precisa se filiar a partido político e ser escolhido nas convenções das siglas. Estas convenções serão entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026.
Registro de candidatos
  • Uma vez definidos os candidatos, a Justiça Eleitoral vai receber os registros dos nomes escolhidos até 15 de agosto.
Propaganda eleitoral
  • A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto de 2024. Isso vale para a campanha nas ruas e na internet. No rádio e na TV, a propaganda começa 35 dias antes da antevéspera do pleito.
Registro de partidos e federações
  • Até seis meses antes da eleição, no começo de abril, partidos e federações que vão apresentar candidatos devem ter os estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Filiação

Os partidos políticos podem estabelecer, nos respectivos estatutos, prazos de filiação partidária superiores aos previstos na Lei. Mas atenção: eles não podem ser alterados no ano da eleição. A filiação é considerada aprovada com o atendimento dessas regras.

Assim que deferido internamente o pedido de filiação, o partido deverá inserir os dados do filiado no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral, que automaticamente enviará aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos.

A relação deve inclui os nomes de todos os filiados da legenda, assim como a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e as respectivas seções em que estão inscritos.

As direções nacionais dos partidos políticos também terão pleno acesso às informações dos filiados de cada agremiação, conforme a base de dados do cadastro eleitoral.

Dados de filiação partidária revelam baixa participação política de jovens e mulheres.

Fonte: TSE

Regras para filiação

A filiação a uma agremiação partidária é um dos requisitos previstos na Constituição Federal para que a candidata ou o candidato sejam eleitos. É necessário, ainda, ter nacionalidade brasileira, possuir alistamento eleitoral e domicílio na região de candidatura, entre outras exigências.

A Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) estabelece que só pode se filiar a uma sigla quem estiver em pleno gozo dos direitos políticos.

Prazo para filiação

Para concorrer nas eleições de 2026, a candidata ou o candidato deve estar filiado a alguma agremiação partidária até seis meses antes da data fixada para o pleito. Como as eleições estão marcadas para 6 de outubro, o prazo final para filiação é 6 de abril de 2026.

Janela partidária

A chamada “janela partidária” — período em que parlamentares podem trocar de partido sem risco de perda de mandato — vai até 3 de abril. Já os gestores públicos que pretendem disputar as eleições precisam se descompatibilizar dos cargos até 4 de abril.

Desfiliação e fidelidade partidária

A Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165/2015) instituiu a chamada “janela partidária”, um prazo de 30 dias que antecede a data-limite de filiação para concorrer à eleição, a fim de que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato.

A legislação estabelece regras para a desfiliação partidária. Parlamentares eleitos podem perder o mandato se deixarem o partido pelo qual foram eleitos, salvo nos casos previstos em lei, como:

  • Incorporação ou fusão do partido

  • Criação de nova legenda com desvio do programa partidário

  • Mudança substancial do programa partidário

A jurisprudência do TSE tem consolidado o entendimento de que a fidelidade partidária é um princípio fundamental para a estabilidade política e a representatividade democrática.

Em 2018, o TSE decidiu que só pode usufruir da janela partidária a pessoa eleita que esteja no término do mandato vigente. Isso significa que vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, e deputados federais e estaduais naquela janela que ocorra seis meses antes das eleições gerais.

Perda de mandato

A legislação prevê ainda que o detentor de cargo eletivo que se desfiliar sem justa causa do partido pelo qual foi eleito perderá o mandato. As hipóteses de desfiliação devidamente justificada são: o desvio reiterado do programa partidário; a grave discriminação política pessoal; e a mudança de agremiação no período da chamada “janela partidária”. Ou seja, as mudanças de legenda que não se enquadrem nesses motivos podem levar à perda do mandato.

Estatística dos filiados

Cabe à Justiça Eleitoral disponibilizar eletronicamente aos órgãos nacional e estadual dos partidos políticos as informações dos filiados de cada legenda e que integram o cadastro eleitoral, como nome completo, sexo, número do título de eleitor e de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço, telefones, entre outras.

Nos casos de mudança de partido de filiado eleito, a Justiça Eleitoral deverá intimar pessoalmente a agremiação partidária e dar-lhe ciência da saída do filiado. A partir daí, passam a ser contados os prazos para ajuizamento de eventuais ações. Quando houver mais de uma filiação, prevalecerá aquela mais recente, sendo que a Justiça Eleitoral determinará o cancelamento das demais.

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