Cotidiano
AABB vence o Teles e vai decidir o título do Campeonato Sub-16

Foto FEAV: Competição vai servir de base para convocação da seleção acreana
A AABB derrotou o Teles por 3 sets a 0, com parciais de 25×13, 25×14 e 25×21, neste sábado, 20, no ginásio do Meta, e garantiu uma vaga na final do Campeonato Estadual de Vôlei Feminino Sub-16.
Decisão na terça
AABB e Jotas decidem o título do Campeonato na terça, 23, a partir das 19 horas, no ginásio do Meta. As duas equipes devem realizar uma partida equilibrada.
Jotas é campeã
Sem adversários no masculino, a equipe da Jotas conquistou o título do torneio masculino. A equipe forma a base da seleção acreana para a disputa do Brasileiro na temporada de 2024.
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Jogador de futsal achado morto após naufrágio conciliava trabalho como vigia com o sonho de jogar bola
Corpo de Jonatas Fadell Neves, de 36 anos, foi localizado às margens do Rio Tarauacá por um ribeirinho. Atleta era o caçula da família e tinha o futsal como sonho desde a infância

Jonatas foi descrito como alguém de coração generoso e que tinha no futebol um sonho cultivado desde a infância — Foto: Reprodução/Instagram
Homem de coração generoso e sonhador. Estas foram as características dadas por familiares ao jogador de futsal Jonatas Fadell Neves, de 36 anos. O corpo do atleta foi encontrado na manhã de quinta-feira (15), às margens do Rio Tarauacá, no interior do Acre, após o barco onde estava naufragar na terça (13).
Caçula da família, Jonatas trabalhava como vigia em Tarauacá e cultivava o sonho de ser atleta desde criança. Ele deixa uma filha de 5 anos.
A irmã dele, Adriana Fadell, contou que Jonatas sempre foi visto pela mãe como o ‘neném da casa’ e mantinha uma relação muito próxima com os demais irmãos. Segundo ela, o atleta tinha uma postura protetora, especialmente com as irmãs, característica presente desde que era mais novo.
Ainda de acordo com Adriana, o futsal sempre fez parte da vida de Poeta, como era conhecido. Desde criança, jogar bola era uma das principais paixões do atleta, que buscava realizar esse sonho sempre que surgia alguma oportunidade de competir.
”Sempre amou jogar bola, desde pequeno era o sonho dele e foi o sonho que tirou ele de mim”, lamentou.
A família enfrenta agora mais uma perda recente. Adriana relatou também que a mãe está muito abalada.
”Minha mãe perdeu outro filho há cerca de três anos. Com a morte dele [Jonatas], restaram apenas eu outras duas irmãs”, lamentou.
Buscas
Jonatas desapareceu na última terça-feira (13) após o naufrágio da embarcação em que viajava com outros cinco jogadores do time Nápoles, a caminho do município de Jordão, onde a equipe participaria da Copa São Sebastião.
O grupo tinha previsão de chegada antes da 12h daquele dia, mas, ao passar pela Comunidade do Tabocau, a embarcação colidiu com um balseiro e acabou virando.
Dos seis que estavam no barco, cinco conseguiram nadar até a margem e sobreviveram. Eles permaneceram às margens do rio até serem resgatados por embarcações enviadas pela Prefeitura de Jordão, que prestou apoio aos atletas e os levou para a área urbana do município.
Segundo o tenente João Gonzaga, do Corpo de Bombeiros de Tarauacá, o corpo estava parcialmente enterrado às margens do rio.
Ainda de acordo com ele, Jonatas não usava colete salva-vidas e não sabia nadar, o que pode ter dificultado sua sobrevivência.
As buscas começaram apenas na manhã de quarta-feira (14) e foram prejudicadas pela forte correnteza e pela grande quantidade de balseiros no rio.
Família repudiou início de campeonato
A família de Poeta divulgou uma nota de repúdio contra a realização da Copa São Sebastião onde critica a organização sobre não ter suspendido os jogos da competição após o acidente.
“A decisão de seguir com a programação esportiva, em meio a um contexto de angústia, buscas em andamento e sofrimento coletivo, revela insensibilidade institucional, desumanização do esporte e desrespeito à vida, que deveria ser o valor maior que orienta qualquer prática social, cultural ou esportiva”, diz a nota.
Atletas seguiam para o Jordão quando acidente ocorreu nesta terça-feira (13). Foto: Claudiomar da Silva/Arquivo pessoalComentários
Cotidiano
TJAC registra sete casos de entrega voluntária de crianças em 2025; órgão reforça apoio a mães em situação de vulnerabilidade
Portaria publicada nesta quinta (15) define repasses mensais a estados e municípios; Rio Branco receberá R$ 200 mil anuais para HIV/Aids e hepatites

Procedimento previsto em lei garante anonimato e acompanhamento psicossocial; maioria das entregas ocorre após parto em hospitais públicos. Foto: captada
Com TJAC
Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), revelam que, e, 2025, o Acre registrou sete casos de entrega voluntária de crianças para adoção, os números são do Juízo da 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco e revelam um avanço gradual no conhecimento e no acesso das mulheres a essa medida legal, garantida pelo artigo 19-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo o TJAC, mesmo assegurada por lei, a entrega voluntária ainda enfrenta entraves. Um estudo recente divulgado pela Agência Pública aponta que muitas dessas mulheres sofrem violência, sobretudo institucional, incluindo a atuação inadequada de profissionais da saúde que desconhecem a chamada “Lei da Adoção”, responsável por regulamentar a entrega voluntária de crianças.
Conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre 2023 e agosto de 2025, cerca de 2,3 mil crianças foram entregues voluntariamente em todo o país. O número representa menos da metade do total de meninas e meninos que ingressaram no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) no período.
Diante desse cenário, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) regulamentou e padronizou o procedimento de entrega voluntária no estado. A iniciativa busca assegurar que gestantes e parturientes não enfrentem entraves, julgamentos ou constrangimentos em razão de sua decisão.
Com a medida, o Poder Judiciário visa a proteção integral da criança e o acolhimento das mulheres. O texto prevê que o procedimento deve seguir os princípios de confidencialidade, respeito, humanidade e prevenção de constrangimentos, de modo a garantir um ambiente seguro de escuta, orientação e acompanhamento psicossocial.
A Corte acreana também desenvolve ações de conscientização junto aos profissionais da rede de saúde e divulga informações sobre a iniciativa em seus canais institucionais. Além disso, oferece orientação às mulheres que manifestam interesse na entrega voluntária.
Como funciona a entrega voluntária:
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Previsão legal: Está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei da Adoção (Lei 12.010/2009);
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Sigilo: A mãe não precisa se identificar e tem garantia de anonimato;
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Destino: A criança é encaminhada para uma família acolhedora e, depois, para adoção legal;
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Acompanhamento: A mãe recebe apoio psicossocial e pode se arrepender até o prazo legal.
Geralmente são mulheres jovens, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que não têm apoio familiar ou não planejaram a gravidez. A maioria das entregas ocorre logo após o parto em hospitais públicos, onde a equipe de saúde aciona a Vara da Infância.
O TJAC estuda ampliar a divulgação do direito à entrega voluntária e criar um canal de acolhimento para gestantes em crise, com apoio de assistentes sociais e psicólogos.
A entrega voluntária é diferente do abandono – enquanto o primeiro é protegido por lei e garante direitos à criança, o segundo é crime e expõe o bebê a riscos. A informação é a principal ferramenta para evitar tragédias.
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Acre receberá R$ 1,43 milhão do Ministério da Saúde para combater HIV, tuberculose e hepatites em 2026
Recursos serão repassados mensalmente aos municípios; Rio Branco concentra maior parte dos valores, com R$ 200 mil para IST/HIV e R$ 30 mil para tuberculose

A capital receberá R$ 200 mil por ano para ações relacionadas a IST, HIV/Aids e hepatites virais, além de R$ 30 mil destinados especificamente ao controle da tuberculose. Foto: captada
O Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira (15) a Portaria GM/MS nº 10.133/2026, que define os valores do incentivo financeiro para vigilância, prevenção e controle do HIV/Aids, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis (IST) em todo o país. O Acre receberá R$ 1,43 milhão anuais, sendo R$ 800 mil para IST, HIV/Aids e hepatites virais e R$ 639,5 mil para tuberculose.
Os recursos serão repassados mensalmente em parcelas de 1/12 do total anual. Rio Branco concentra o maior volume municipal: R$ 200 mil anuais para IST, HIV/Aids e hepatites, além de R$ 30 mil para tuberculose. Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá também estão entre os contemplados.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) receberá R$ 336 mil para ações de IST, HIV/Aids e hepatites e R$ 326,5 mil para tuberculose. Municípios com sistemas de informação desatualizados podem ter repasses bloqueados após 90 dias. Os valores integram o Bloco de Vigilância em Saúde e serão operacionalizados pelo Fundo Nacional de Saúde.
Distribuição por municípios (valores anuais):
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Rio Branco: R$ 200 mil (IST/HIV/hepatites) + R$ 30 mil (tuberculose)
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Cruzeiro do Sul: R$ 80 mil + R$ 30 mil
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Sena Madureira: R$ 70 mil + R$ 27 mil
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Tarauacá: R$ 37,9 mil + R$ 25 mil
Repasse à Sesacre:
A Secretaria de Saúde do Acre receberá R$ 336 mil para IST/HIV/hepatites e R$ 326,5 mil para tuberculose, com o objetivo de fortalecer estratégias estaduais de vigilância.
Os recursos serão repassados mensalmente em 12 parcelas iguais mediante pactuação nas Comissões Intergestores Bipartite (CIB).
Condicionantes:
Municípios com repasse bloqueado por falha no preenchimento de sistemas (SINAN, SINASC, SIM) terão 90 dias para regularizar a situação – após esse prazo, perderão o direito aos valores.
Contexto epidemiológico:
O Acre registra taxas preocupantes de tuberculose (um dos maiores coeficientes do país) e aumento de casos de HIV entre jovens, reforçando a necessidade de investimentos contínuos em prevenção e diagnóstico precoce. As secretarias municipais devem elaborar planos de ação e prestar contas sobre a aplicação dos recursos. A Sesacre ficará responsável pelo monitoramento estadual.
A portaria estabelece um piso mínimo para cada município, garantindo que até os menores tenham verba para ações básicas – um avanço para cidades isoladas onde o acesso a testes e medicamentos ainda é limitado.

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