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A herança de Sebastião Viana para o próximo governador no Alto Acre

Sebastião Viana, governador do Acre, no dia em que anunciou a construção da nova ponte – Foto: Alexandre Lima/Arquivo
Como muito já sabem, o atual governador do Acre que está prestes a deixar seu cargo, não poderá dizer que vai embora sem que seu sucessor não vai ter dores de cabeça. Sebastião Viana (PT), pouco se importa em demonstrar que seu governo foi um desastre em quase todas as áreas, ao ponto de ser apontado como o pior gestor da federação brasileira.
Conseguiu fazer com que o Acre em oito anos e que tem menos de 1 milhão de habitantes, se firmasse entre os mais violentos e quase nada cumpriu de suas promessas, deixando um rastro de fracasso para seus aliados.
Falando especificamente da regional do Alto Acre, as promessas, se pode dizer que ficou para os cargos que lotaram o Estado. O legado deixado pelo seu irmão, o senador Jorge Viana, também do mesmo partido, está em ruínas e o que sobrou, prestes a ser implodido depois de 20 anos.
Entre essas promessas não cumpridas, podemos citar a construção de uma nova ponte que liga duas cidades na fronteira com a Bolívia, além da BR 317, que poderia estar bem melhor encaixada no desenvolvimento junto com o Peru, através da transoceânica que estava no sonho de Jorge Viana.
Hoje, oito anos depois de Sebastião, o atraso está na mesma ponte de mão única que foi construída na década de 1980. O prejuízo causado pela mentira, está na perca de tempo, gasolina e paciência por esperar incansáveis minutos, já que cerca de 33 anos depois, o volume de veículos está muito mais acima do esperado. Centenas de empregos e investimentos de R$ 12 milhões se perderam no tempo.
Também se pode falar, da encosta do rio Acre, promessa que deveria ter sido cumprida em 2013, se foi literalmente rio abaixo na enchente de 2015, depois de gastar oito, dos R$ 12 milhões anunciados, em barro. Após o fiasco dessa obra, sobrou apenas a ‘cara-de-pau’ de anunciar que não teriam mais dinheiro.
Daí por diante, foram outras obras que sofreriam atrasos, como o hospital regional batizado com o nome de seu pai, quatro anos depois em etapas; melhorias da BR 317 até Assis Brasil, até o ponto do DNit assumir de vez as obras; a entrega de uma simples biblioteca que custou o dobro do anunciado e demorou quatro anos, entre outras.
Outra obra que já deveria estar em pleno andamento, seria a construção do anel viário no município de Epitaciolândia devido não ter dado a contrapartida. Mais de R$ 60 milhões serão investidos, gerando milhares de emprego e impostos aos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia. O que ajudará no desenvolvimento e irá tirar centenas de carretas e caminhões de circularem pelas ruas centrais das cidades, afim de tirar mau cheiro e evitar acidentes fatais que já foram registrados.

Em outubro de 2017, Sebastião Viana assinou o convênio para construção do anel Viário, mas, não entrou com a contrapartida.
Importante destacar que, o não cumprimento dessas promessas na regional do Alto Acre poderá influenciar muito nessa eleição, uma vez que a população de forma em geral, ficaram irritadas e já não acreditam mais.
Por fim, o próximo gestor irá ter uma grande missão em dar início nessas importantes obras. A construção de uma nova ponte, ou duplicação, juntamente com o anel viário, além é claro, de solucionar muitos outros problemas.
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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial
MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro
A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.
A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.
A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.
Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.
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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional
Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne
O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.
A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.
No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.
Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado
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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.
Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.
Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).





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