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A 3ª Corrida Azul, pela conscientização do autismo, reúne comunidade em prol da inclusão

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Na manhã deste domingo, 7, o quadrilhódromo da Arena da Floresta foi um terreno fértil para a promoção de atos saudáveis e de sensibilização com a realização da 3ª Corrida Azul pela Conscientização do Autismo. A ação é realizada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), em parceria com a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o Instituto Águia Azul e a Acre Running.

No quadrilhódromo da Arena da Floresta, em Rio Branco, diversas instituições se uniram em prol do da inclusão das pessoas autistas. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

O transtorno do espectro autista (TEA), é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento do indivíduo, e no último dia 2, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, que visa promover não apenas o entendimento sobre o espectro, mas também os direitos e necessidades das pessoas autistas.

Cerca de 172 crianças participaram da corrida azul em duas categorias divididas por idade. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

O evento faz parte da programação da Semana da Cidadania do MPAC. Thaissa Ribeiro, assessora técnica do Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (GT-TEA), apontou o compromisso da instituição: “Orientamos muitas famílias na busca por seus direitos e pensando com carinho nessa parcela da população, organizamos a Semana da Cidadania com diversas ações de inclusão, para que mais pessoas engajem na causa e integrem as pessoas com TEA na sociedade”.

Demonstrando o seu compromisso com a população autista e união com demais instituições, o governo do Acre participou da ação por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que apoiou a corrida por meio de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que estavam de prontidão para atendimento médico pré-hospitalar, caso necessário. Já a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) apoiou a ação social estruturando o ambiente com outdoors de divulgação e a cessão de tendas.

O titular da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, participou do evento e ressaltou a relevância do olhar diferenciado do poder público: “Precisamos incluir todos na comunidade, por intermédio da educação e da cultura. O Estado tem um compromisso e grande admiração às famílias acreanas, trabalhando sempre para servir, principalmente aqueles que mais precisam da nossa assistência”.

Na ação, o presidente da fundação de cultura, destacou o compromisso do Estado com a temática. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

Corrida consciente

A corrida contou com a participação de 172 crianças divididas por idade em duas corridas, primeiramente entre crianças de 5 a 8 anos, e logo em seguida, crianças de 9 a 16 anos. Aberto para o público adulto, 208 pessoas correram um trajeto de 5km.

O jovem de 20 anos, Ismael de Paula Cordeiro, foi o primeiro do percurso de 5km, completando aos 17 minutos e 59 segundos. No início da sua carreira como corredor e em busca de um patrocinador para lhe apoiar em sua jornada como esportista, ele diz: “Fico feliz de participar em uma corrida com significado e estou realizado em bater meu recorde pessoal”.

Essa é a terceira participação de Ismael em uma corrida profissional. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

Suellen Martins, levou sua filha Giovana para participar do momento de socialização e durante o evento, apontou que a causa deve ser mais difundida na sociedade. Sua filha, é estudante da Escola Estadual Samuel Barreira, onde conta com o apoio de um professor mediador, profissional fundamental para o aprendizado adaptado às necessidades individuais de cada aluno.

Com nível um de suporte, Giovana recebeu o laudo de autismo aos 2 anos e 10 meses. Sua mãe ressalta: “Quanto mais cedo os pais procurarem o diagnóstico dos filhos, melhor para o acompanhamento e desenvolvimento pleno”. Foto: Carlos Alexandre/Secom

Essa é uma das preocupações do Estado do Acre, que por meio da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (SEE), desempenha uma série de ações que têm sido implementadas para garantir que esses alunos sejam devidamente acolhidos e atendidos em seus processos educacionais.

Suellen destaca: “O desenvolvimento escolar da minha filha melhorou com a ajuda da escola que busca ser inclusiva. Ela já passou por escola particular mas não encontramos o apoio necessário. Na escola estadual há uma maior preocupação de acessibilidade para as crianças”.

A terceira edição da Corrida Azul contou com a participação de centenas de pessoas de todas as idades em um sentimento de união. A conscientização e ações concretas são fundamentais para construir uma coletividade mais inclusiva e empática, onde cada indivíduo, independentemente de suas diferenças, seja plenamente integrado e respeitado.

Fonte: Governo AC

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Acre

Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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