Importação de produtos fica prejudicada

030816-cotidiano-greveaduana-tvgazeta_410_305Jardel Angelim

As carretas ficam paradas. Os serviços de importação e exportação nas aduanas estão mais lentos. Essa é a realidade desde que começou o movimento grevista dos auditores fiscais da receita federal do Brasil, na metade do mês passado.

Todas as terças e quintas-feiras as fronteiras ficam fechadas, como forma de manifesto. No Acre, o município de Assis Brasil faz divisa com o Peru. Já o de Brasileia com a Bolívia.

Dezenas de veículos com cargas precisam entrar e sair do país por essas duas rotas. Essa rotina tem causado transtorno aos motoristas, que precisam dormir nos veículos até que consigam fazer a travessia. O que resta é esperar.

Dessa forma alguns produtos podem demorar mais a chegar em alguns estados do país. Cada uma dessas fronteiras possui quatro auditores que trabalham em um sistema de plantão. nas terças e quintas só passam veículos que transportam medicamentos, animais, alimentos perecíveis e combustíveis.
Nos outros dias, entra em vigor a Operação Padrão, quando 100% das cargas são analisadas com maior rigidez, o que provoca lentidão nas aduanas.

A paralisação envolve cerca de 10 mil auditores fiscais de todo o país, que reivindicam um reajuste de 21,3% nos salários, conforme ficou acordado com o Governo Federal em maio.

O pagamento seria dividido em quatro parcelas, mas somente agora o governo sinalizou que pode cumprir essa proposta ao encaminhar ao legislativo um projeto de lei que trata sobre o assunto.

Além das aduanas, o movimento gerou mais demora na liberação de cargas e bagagens nos portos e aeroportos.

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