Acre
66,9% da população de Rio Branco está endividada

Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), por meio do Instituto DataControl nos dias 24 e 25 de março de 2025, com 402 pessoas economicamente ativas em Rio Branco/AC, traça um retrato preocupante do cenário financeiro da capital acreana: 66,9% da população encontra-se endividada, ou seja, com dívidas financeiras a vencer nos próximos seis meses.
Perfil da população pesquisada
Das entrevistas, 53,5% são com pessoas do gênero feminino e 46,5% do masculino. Dessas, 65,5% informam ganhos mensais de até 01 salário mínimo e 34,5%, mais de 01 salário. 36,6% da população pesquisada tem renda mensal de até 01 salário mínimo. Nesse cômputo, 28,9%, ganha menos de 01 salário. Da parcela acima de 01 salário, 21,6% da população tem ganhos de 2 salários.
64,9% da população pesquisada informam níveis de escolaridades concluídas, no ensino fundamental (15,4%), ensino médio (36,6%), ensino superior (12,7%) e 0,2%, pós-graduação. Por outro lado, 35,1%, informam escolaridade incompleta, no ensino fundamental (16,4%), no ensino médio (12,9%) e no ensino superior (5,7%).
Emprego, renda e sobra financeira
Do total, 31,4% estão empregados, enquanto 33,3% encontram-se desempregados. Outros 24,1% atuam como autônomos, 10,7% são aposentados e 0,5% empreendedores. Entre os empregados, apenas 32,6% encerram o mês com sobra de dinheiro. A maioria (67,4%) afirma não conseguir esse feito.
Comprometimento da renda e dificuldade com dívidas
Com relação ao endividamento, a renda de mais ou menos 30,0% da população de Rio Branco é comprometida em 50,7% com o pagamento de obrigações de dívidas domésticas. Outra parcela de 23,4% compromete mais ou menos 50,0% da renda mensal, seguida de 12,6%% que admitem comprometimento de mais ou menos 70,0%. A pesquisa destaca ainda 13,2% com obrigação financeira igual ou acima de 80,0% da respectiva renda mensal.
58,0% da população de Rio Branco admitem dificuldades para a manutenção normal de suas dívidas. Entretanto, outra parcela de 41,8% não demonstra preocupação com esse fato e 0,2% não se manifestam a respeito.
Para 51,9% da população endividada, no mês anterior, os pagamentos alcançaram valores iguais aos do mês atual, enquanto que para 24,7% essa exigência foi maior. Para outros 21,3%, os desembolsos foram menores e 2,1% não respondem.
Para grande parcela da população endividada, o dinheiro disponível é insuficiente para o pagamento regular das dívidas contraídas, motivo que para 72,4% leva a atraso médio de pagamento em até 30 dias, enquanto outra parcela de 11,7% admite precisar de 31 a 45 dias para regularizar pendências e 6,5%, de 46 a 60 dias. Por fim, 9,4% precisam de tempo superior a 60 dias.
Como a população tenta lidar com os atrasos
A principal estratégia adotada por 35,3% dos endividados é o pagamento apenas das contas consideradas essenciais. Outros 20,4% buscam serviços extras para aumentar a renda e 18,4% reduzem itens de consumo. Há ainda 10,4% que recorrem a empréstimos e 9,5% buscam resolver de maneiras diversas. Apenas 6,0% afirmam manter a pontualidade nos pagamentos das dívidas contraídas.
Planejamento financeiro e principais dívidas
A pesquisa aponta que 60,2% da população de Rio Branco planeja o uso de recursos financeiros, enquanto 35,8% não planejam. Outros 4,2% informam planejar em momentos oportunos.
Com relação a comprometimentos da renda doméstica da população de Rio Branco, a maioria (25,1%) aponta a fatura do cartão de crédito. Depois (21,3%) debitam ao custo de energia elétrica, a pagamentos de carnês de lojas (15,4%), a aluguel de imóveis (13,4%), a bancos (5,8%) e financiamentos de veículos (5,6%) e financeiras (4,1%). Outros 9,3% informam dívidas diversas, como faculdade, etc.
Por fim, a pesquisa destaca que 43,3% da população endividada de Rio Branco têm registro em serviços de proteção a créditos.
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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.



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